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Foram encontradas 50 questões.

2066978 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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São fundamentais para mediar conflitos de forma que não haja ruídos e de forma eficiente na escuta ativa incorporar as seguintes práticas, EXCETO:

 

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2066432 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Analise a frase a seguir:

“Conflitos, em si, são neutros; suas manifestações construtivas ou destrutivas dependem da forma como lidamos com eles”. (Conflitos na escola: modos de transformar: dicas para refletir e exemplos de como lidar / Claudia Ceccon ... [et al.]; São Paulo: CECIP: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009).

Essa frase pode ser entendida como:

 

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2066429 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Sobre liderança educacional, assinale a alternativa correta.

 

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2066422 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Leia o texto a seguir, sobre resolução de conflitos na escola:

O diálogo é uma ferramenta eficiente, econômica e construtiva para as organizações superarem os obstáculos mais difíceis, para proporcionar ações colaborativas entre as pessoas e, sobretudo, para resolver os conflitos de forma simples e fácil. Ele é essencial para a transformação das pessoas e da sociedade! A construção de um bom diálogo é a principal ferramenta para se lidar com os conflitos. Diálogo é troca de entendimento e quem o inicia deverá procurar o retorno da outra pessoa para saber se a mensagem foi recebida e compreendida. Além das palavras, fazem parte do diálogo: as emoções, o sorriso, o olhar, os gestos, entre outras formas de expressão, que muitas vezes são mais relevantes que as próprias palavras. (Conselho Nacional do Ministério Público. Diálogos e Mediação de Conflitos na Escola: Guia Prático para Educadores. Brasília, DF. 2014).

Sobre o diálogo como forma de resolução de conflitos, podemos afirmar que:

 

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2066261 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Sobre gestão democrática, assinale a alternativa correta.

 

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2066003 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instrução: A questão refere-se à tirinha abaixo:

Enunciado 3059079-1

Fonte: Armandinho e Camilo. Autor: cartunista catarinense, Alexandre Beck.

Assinale a alternativa que melhor expressa a mensagem veiculada na tirinha.

 

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2066002 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instrução: A questão refere-se à tirinha abaixo:

Enunciado 3059078-1

Fonte: Armandinho e Camilo. Autor: cartunista catarinense, Alexandre Beck.

Analise as assertivas abaixo sobre a tirinha:

I. No 2º quadrinho, Armandinho demonstra surpresa com o questionamento do policial.

II. Camilo, que só participa do diálogo no 3º quadrinho, dirige-se ao policial em tom respeitoso.

III. Nessa tirinha, o autor, através do efeito de humor, destaca a importância de sempre carregarmos comprovantes de compras.

Quais estão corretas?

 

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2063338 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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A necessidade de uma educação antirracista

Por Natália Delamarte França

Quando eu estava na 4ª série, ali em meados dos anos 90, havia uma professora pela qual eu era apaixonada. Hoje, 25 anos depois, a explicação chegou: Ela era meu espelho. Mesmo corpo, mesmo tom de pele e com os cabelos cacheados que eu tinha, mas que só aprendi a amar agora. Hoje me tornei professora e compreendo perfeitamente por que a representatividade tanto importa.

Naquela época não me recordo de histórias infantis em que os personagens eram negros. Desenhos animados e os clássicos nas fitas cassetes também não faziam esse papel, e quando falamos da televisão, esse cenário piora. Minhas referências na infância em nada se pareciam comigo e ainda reforçavam o sentimento de que algo estaria errado. Era difícil uma criança negra crescer se amando quando tudo que é apresentado se mostra o contrário, formando um conceito de belo que nada se parece com ela.

Na escola, as lembranças se restringiam ao povo escravizado (nomenclatura usada hoje porque antes era só “povo escravo”), que muito sofreu e que a África era o lugar das mazelas. Nunca aprendi sobre reinos africanos, príncipes e princesas. Não sabia nada sobre a cultura, a música, as roupas, as comidas. Em muitos momentos só era ensinado sobre a África selvagem, savanas e muitos animais: uma realidade, mas não era só ela – o perigo da história única, como diz a autora Chimamanda. A aula de arte – momento amado pelas crianças – podia se tornar um martírio pela falta de reconhecimento quando tínhamos que pintar da cor da pele. E minha pele era rosa? E cor de pele era só uma? Literatura com escritores e contos africanos nunca se ouviu falar. Nossa história foi apagada e retirada de nós e a escola – espaço pelo qual essa história deveria ser devolvida – acaba por virar um espaço maior de segregação.

Então, se reconhecemos o racismo no Brasil como um racismo de marca, que vê primeiro o tom da pele e o cabelo e, se uma criança chega à escola e não encontra referências da sua história em seu processo de escolarização, por fim, seu amigo branco também não conhece outras histórias e versões. Dessa forma, cenas de discriminação racial serão facilmente vistas e perpetuadas e é nesse contexto que entra a necessidade de uma Educação Antirracista.

Recordo-me em sala de aula, já na posição de professora, em uma das aulas, conversando com meus alunos de 9 anos sobre a abolição da escravatura e no livro dizia assim: “Após a abolição da escravidão, não houve nenhuma assistência do governo para integrar os escravizados libertos à sociedade de forma que se tornassem cidadãos plenos”. Muitos dos ex-escravizados não tiveram acesso à terra e à educação, e ainda tiveram que conviver com a discriminação e o preconceito da sociedade. Por um instante parei e pensei que o cenário estava mudando e que não bastava “repassar” essa informação, era necessário que eu compreendesse minha identidade social e desenvolvesse naquelas crianças a consciência e a crítica, para que elas entendessem sua história, com vista aos seus futuros.

A educação tem seu papel muito bem definido, com objetivos também muito bem traçados e, como diria Paulo Freire, “Não existe educação neutra, toda neutralidade afirmada é uma opção escondida”. Então o entendimento é simples: Se você, professor(a), não sabe quem você é, sua função social, seus privilégios, não tem conhecimento da nossa história e vive em um mundo romantizado, afirmando que o racismo não existe, dificilmente conseguiremos colher frutos de uma sociedade na qual as pessoas negras serão tratadas com respeito. Existe um ditado iorubá que afirma que “Exu matou um pássaro ontem, com uma pedra que jogou só hoje”, o que nos faz pensar que fazer uma educação antirracista hoje é a nossa tentativa de mexer no nosso passado e colher, quem sabe, transformações profundas no futuro. A tão conhecida e perpetuada frase de Angela Davis que afirma que “não basta não ser racista, é necessário ser antirracista” é de fundamental importância e reflexão quando falamos de educação. Não é mais suficiente estar em sala de aula e afirmar não ser racista se em todas as histórias que você conta os personagens são brancos, com cabelos loiros e olhos azuis, ou se você entende que a história do povo negro começou ao chegarem no Brasil.

Nesse contexto, vale a reflexão sobre a quantidade de professores(as) negros(as) que tivemos no decorrer da nossa vida escolar. E olha que não são poucos anos: hoje com o Ensino Fundamental de 9 anos, somando a Educação Infantil e mais os nossos três anos no Ensino Médio, são 15 anos. Recordo-me de duas professoras negras que tive, apenas. No processo de Educação Antirracista é preciso pensar também na hierarquização das funções na escola que só reafirmam os estereótipos.

A necessidade de uma Educação Antirracista pode ser pensada sob duas perspectivas: A primeira num olhar de representatividade e de reconhecimento de nossa história e a segunda pensando na escola enquanto espaço social onde nossas primeiras relações são estabelecidas. A Lei nº 10.639/03 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e incluiu a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A inserção desse parágrafo é fundamental para que a prática pedagógica do professor seja revista e repensada.

(Disponível em: https://www.geledes.org.br/a-necessidade-de-uma-educacao-antirracista/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “profundas” poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, por:

 

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2036443 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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A necessidade de uma educação antirracista

Por Natália Delamarte França

Quando eu estava na 4ª série, ali em meados dos anos 90, havia uma professora pela qual eu era apaixonada. Hoje, 25 anos depois, a explicação chegou: Ela era meu espelho. Mesmo corpo, mesmo tom de pele e com os cabelos cacheados que eu tinha, mas que só aprendi a amar agora. Hoje me tornei professora e compreendo perfeitamente por que a representatividade tanto importa.

Naquela época não me recordo de histórias infantis em que os personagens eram negros. Desenhos animados e os clássicos nas fitas cassetes também não faziam esse papel, e quando falamos da televisão, esse cenário piora. Minhas referências na infância em nada se pareciam comigo e ainda reforçavam o sentimento de que algo estaria errado. Era difícil uma criança negra crescer se amando quando tudo que é apresentado se mostra o contrário, formando um conceito de belo que nada se parece com ela.

Na escola, as lembranças se restringiam ao povo escravizado (nomenclatura usada hoje porque antes era só “povo escravo”), que muito sofreu e que a África era o lugar das mazelas. Nunca aprendi sobre reinos africanos, príncipes e princesas. Não sabia nada sobre a cultura, a música, as roupas, as comidas. Em muitos momentos só era ensinado sobre a África selvagem, savanas e muitos animais: uma realidade, mas não era só ela – o perigo da história única, como diz a autora Chimamanda. A aula de arte – momento amado pelas crianças – podia se tornar um martírio pela falta de reconhecimento quando tínhamos que pintar da cor da pele. E minha pele era rosa? E cor de pele era só uma? Literatura com escritores e contos africanos nunca se ouviu falar. Nossa história foi apagada e retirada de nós e a escola – espaço pelo qual essa história deveria ser devolvida – acaba por virar um espaço maior de segregação.

Então, se reconhecemos o racismo no Brasil como um racismo de marca, que vê primeiro o tom da pele e o cabelo e, se uma criança chega à escola e não encontra referências da sua história em seu processo de escolarização, por fim, seu amigo branco também não conhece outras histórias e versões. Dessa forma, cenas de discriminação racial serão facilmente vistas e perpetuadas e é nesse contexto que entra a necessidade de uma Educação Antirracista.

Recordo-me em sala de aula, já na posição de professora, em uma das aulas, conversando com meus alunos de 9 anos sobre a abolição da escravatura e no livro dizia assim: “Após a abolição da escravidão, não houve nenhuma assistência do governo para integrar os escravizados libertos à sociedade de forma que se tornassem cidadãos plenos”. Muitos dos ex-escravizados não tiveram acesso à terra e à educação, e ainda tiveram que conviver com a discriminação e o preconceito da sociedade. Por um instante parei e pensei que o cenário estava mudando e que não bastava “repassar” essa informação, era necessário que eu compreendesse minha identidade social e desenvolvesse naquelas crianças a consciência e a crítica, para que elas entendessem sua história, com vista aos seus futuros.

A educação tem seu papel muito bem definido, com objetivos também muito bem traçados e, como diria Paulo Freire, “Não existe educação neutra, toda neutralidade afirmada é uma opção escondida”. Então o entendimento é simples: Se você, professor(a), não sabe quem você é, sua função social, seus privilégios, não tem conhecimento da nossa história e vive em um mundo romantizado, afirmando que o racismo não existe, dificilmente conseguiremos colher frutos de uma sociedade na qual as pessoas negras serão tratadas com respeito. Existe um ditado iorubá que afirma que “Exu matou um pássaro ontem, com uma pedra que jogou só hoje”, o que nos faz pensar que fazer uma educação antirracista hoje é a nossa tentativa de mexer no nosso passado e colher, quem sabe, transformações profundas no futuro. A tão conhecida e perpetuada frase de Angela Davis que afirma que “não basta não ser racista, é necessário ser antirracista” é de fundamental importância e reflexão quando falamos de educação. Não é mais suficiente estar em sala de aula e afirmar não ser racista se em todas as histórias que você conta os personagens são brancos, com cabelos loiros e olhos azuis, ou se você entende que a história do povo negro começou ao chegarem no Brasil.

Nesse contexto, vale a reflexão sobre a quantidade de professores(as) negros(as) que tivemos no decorrer da nossa vida escolar. E olha que não são poucos anos: hoje com o Ensino Fundamental de 9 anos, somando a Educação Infantil e mais os nossos três anos no Ensino Médio, são 15 anos. Recordo-me de duas professoras negras que tive, apenas. No processo de Educação Antirracista é preciso pensar também na hierarquização das funções na escola que só reafirmam os estereótipos.

A necessidade de uma Educação Antirracista pode ser pensada sob duas perspectivas: A primeira num olhar de representatividade e de reconhecimento de nossa história e a segunda pensando na escola enquanto espaço social onde nossas primeiras relações são estabelecidas. A Lei nº 10.639/03 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e incluiu a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A inserção desse parágrafo é fundamental para que a prática pedagógica do professor seja revista e repensada.

(Disponível em: https://www.geledes.org.br/a-necessidade-de-uma-educacao-antirracista/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “discriminação”, está corretamente definida em:

 

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2028320 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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A necessidade de uma educação antirracista

Por Natália Delamarte França

Quando eu estava na 4ª série, ali em meados dos anos 90, havia uma professora pela qual eu era apaixonada. Hoje, 25 anos depois, a explicação chegou: Ela era meu espelho. Mesmo corpo, mesmo tom de pele e com os cabelos cacheados que eu tinha, mas que só aprendi a amar agora. Hoje me tornei professora e compreendo perfeitamente por que a representatividade tanto importa.

Naquela época não me recordo de histórias infantis em que os personagens eram negros. Desenhos animados e os clássicos nas fitas cassetes também não faziam esse papel, e quando falamos da televisão, esse cenário piora. Minhas referências na infância em nada se pareciam comigo e ainda reforçavam o sentimento de que algo estaria errado. Era difícil uma criança negra crescer se amando quando tudo que é apresentado se mostra o contrário, formando um conceito de belo que nada se parece com ela.

Na escola, as lembranças se restringiam ao povo escravizado (nomenclatura usada hoje porque antes era só “povo escravo”), que muito sofreu e que a África era o lugar das mazelas. Nunca aprendi sobre reinos africanos, príncipes e princesas. Não sabia nada sobre a cultura, a música, as roupas, as comidas. Em muitos momentos só era ensinado sobre a África selvagem, savanas e muitos animais: uma realidade, mas não era só ela – o perigo da história única, como diz a autora Chimamanda. A aula de arte – momento amado pelas crianças – podia se tornar um martírio pela falta de reconhecimento quando tínhamos que pintar da cor da pele. E minha pele era rosa? E cor de pele era só uma? Literatura com escritores e contos africanos nunca se ouviu falar. Nossa história foi apagada e retirada de nós e a escola – espaço pelo qual essa história deveria ser devolvida – acaba por virar um espaço maior de segregação.

Então, se reconhecemos o racismo no Brasil como um racismo de marca, que vê primeiro o tom da pele e o cabelo e, se uma criança chega à escola e não encontra referências da sua história em seu processo de escolarização, por fim, seu amigo branco também não conhece outras histórias e versões. Dessa forma, cenas de discriminação racial serão facilmente vistas e perpetuadas e é nesse contexto que entra a necessidade de uma Educação Antirracista.

Recordo-me em sala de aula, já na posição de professora, em uma das aulas, conversando com meus alunos de 9 anos sobre a abolição da escravatura e no livro dizia assim: “Após a abolição da escravidão, não houve nenhuma assistência do governo para integrar os escravizados libertos à sociedade de forma que se tornassem cidadãos plenos”. Muitos dos ex-escravizados não tiveram acesso à terra e à educação, e ainda tiveram que conviver com a discriminação e o preconceito da sociedade. Por um instante parei e pensei que o cenário estava mudando e que não bastava “repassar” essa informação, era necessário que eu compreendesse minha identidade social e desenvolvesse naquelas crianças a consciência e a crítica, para que elas entendessem sua história, com vista aos seus futuros.

A educação tem seu papel muito bem definido, com objetivos também muito bem traçados e, como diria Paulo Freire, “Não existe educação neutra, toda neutralidade afirmada é uma opção escondida”. Então o entendimento é simples: Se você, professor(a), não sabe quem você é, sua função social, seus privilégios, não tem conhecimento da nossa história e vive em um mundo romantizado, afirmando que o racismo não existe, dificilmente conseguiremos colher frutos de uma sociedade na qual as pessoas negras serão tratadas com respeito. Existe um ditado iorubá que afirma que “Exu matou um pássaro ontem, com uma pedra que jogou só hoje”, o que nos faz pensar que fazer uma educação antirracista hoje é a nossa tentativa de mexer no nosso passado e colher, quem sabe, transformações profundas no futuro. A tão conhecida e perpetuada frase de Angela Davis que afirma que “não basta não ser racista, é necessário ser antirracista” é de fundamental importância e reflexão quando falamos de educação. Não é mais suficiente estar em sala de aula e afirmar não ser racista se em todas as histórias que você conta os personagens são brancos, com cabelos loiros e olhos azuis, ou se você entende que a história do povo negro começou ao chegarem no Brasil.

Nesse contexto, vale a reflexão sobre a quantidade de professores(as) negros(as) que tivemos no decorrer da nossa vida escolar. E olha que não são poucos anos: hoje com o Ensino Fundamental de 9 anos, somando a Educação Infantil e mais os nossos três anos no Ensino Médio, são 15 anos. Recordo-me de duas professoras negras que tive, apenas. No processo de Educação Antirracista é preciso pensar também na hierarquização das funções na escola que só reafirmam os estereótipos.

A necessidade de uma Educação Antirracista pode ser pensada sob duas perspectivas: A primeira num olhar de representatividade e de reconhecimento de nossa história e a segunda pensando na escola enquanto espaço social onde nossas primeiras relações são estabelecidas. A Lei nº 10.639/03 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e incluiu a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A inserção desse parágrafo é fundamental para que a prática pedagógica do professor seja revista e repensada.

(Disponível em: https://www.geledes.org.br/a-necessidade-de-uma-educacao-antirracista/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “A inserção desse parágrafo é fundamental para que a prática pedagógica do professor seja revista e repensada”. A palavra sublinhada poderia ser substituída por:

 

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