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Foram encontradas 1.714 questões.

2908112 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 51 a 56.

“No meu tempo a educação era muito melhor!”

Quantas vezes ouvimos a frase do título, quase sempre de pessoas mais velhas, exaltando a qualidade do ensino que receberam em escolas públicas? Vejam outra afirmativa consagrada: “Nossa educação está cada vez pior!”.

Serão corretas? Provavelmente a primeira está equivocada. A segunda, com certeza.

Hoje medimos com aceitável segurança o nível de domínio dos currículos oficiais pelos alunos. Mas, antes da década de 1990, nada sabíamos. Sendo assim, comparações confiáveis estão fora de cogitação para datas anteriores.

Mas podemos fazer conjecturas. Quando aquele provecto senhor nos diz que, “naquele tempo”, a escola era melhor, está comparando gente de classes sociais diferentes. Se estudou por volta da metade do século passado, duas coisas são altamente prováveis. Primeiro, trata-se de um cavalheiro (ou dama) de classe média para cima, já que poucos de origem mais modesta frequentavam as escolas. Segundo, sua professora seria também de classe média, pois o magistério era, praticamente, a única profissão socialmente aceita para mulheres de famílias tradicionais.

Mas hoje as escolas públicas têm maioria de alunos e professores de origem muito mais modesta. Que fique claro, foi um enorme ganho. De fato, nos níveis iniciais, quase toda a coorte está na escola.

E será que a nossa educação pública “está cada vez pior”? Aqui pisamos em terreno muito mais firme. Temos bons testes, desde a década de 1990. Passaram a ser comparáveis de uma data para outra, a partir da virada do milênio. Ou seja, não se trata de “achar” isto ou aquilo. A resposta é simples, definitiva e está nas séries históricas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil. E, de lambuja, temos o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), respaldado pela melhor tradição em avaliação escolar existente.

Os resultados estão aí. Como grande generalização, não houve qualquer queda apreciável nos escores. Segundo a Prova Brasil, cresceu nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, quase nada; e o ensino médio ficou estagnado por longo tempo. A boa notícia é que, na última Prova Brasil (antes da pandemia), finalmente, o médio acordou e deu um saltinho. O Pisa mostrou crescimento, em certos períodos, até bem maior do que no resto do mundo. Mas foram seguidos de estagnação. Em suma, nada deu marcha à ré.

O grande mistério é saber de onde vem a ideia de que está tudo piorando.

Nossa educação é, aproximadamente, a que se poderia esperar da nossa renda per capita. Ou seja, países no mesmo nível de desenvolvimento do Brasil não estão longe de nós.

Dito isso, agora vem a notícia ruim. Embora nossa educação não tenha piorado, sempre foi e continua sendo muito ruim. Diante de um aluno europeu, os nossos têm quatro anos de atraso!

Precisamos e queremos melhorar. Mas, para que isso aconteça, devemos ter clareza acerca dos fatos. Acreditar que o ensino piorou leva a diagnósticos equivocados e a um pessimismo tóxico. Leva-nos a buscar explicações presentes para mazelas que vêm do passado, às vezes remoto. O rumo certo é louvar os avanços, entender por que melhorou tão pouco e descobrir o que fazer para remediar a situação.

(Claudio de Moura Castro. O Estado de S.Paulo, 04-09-2022. Adaptado)

Observe os enunciados a seguir, destacados nos contextos dos respectivos parágrafos.

Primeiro, trata-se de um cavalheiro (ou dama) de classe média para cima, (I) já que poucos de origem mais modesta frequentavam as escolas. (4º parágrafo)

(II) Embora nossa educação não tenha piorado, sempre foi e continua sendo muito ruim. (10º parágrafo)

A análise desses enunciados destacados, em seus respectivos contextos, leva a concluir que

 

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2908111 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 51 a 56.

“No meu tempo a educação era muito melhor!”

Quantas vezes ouvimos a frase do título, quase sempre de pessoas mais velhas, exaltando a qualidade do ensino que receberam em escolas públicas? Vejam outra afirmativa consagrada: “Nossa educação está cada vez pior!”.

Serão corretas? Provavelmente a primeira está equivocada. A segunda, com certeza.

Hoje medimos com aceitável segurança o nível de domínio dos currículos oficiais pelos alunos. Mas, antes da década de 1990, nada sabíamos. Sendo assim, comparações confiáveis estão fora de cogitação para datas anteriores.

Mas podemos fazer conjecturas. Quando aquele provecto senhor nos diz que, “naquele tempo”, a escola era melhor, está comparando gente de classes sociais diferentes. Se estudou por volta da metade do século passado, duas coisas são altamente prováveis. Primeiro, trata-se de um cavalheiro (ou dama) de classe média para cima, já que poucos de origem mais modesta frequentavam as escolas. Segundo, sua professora seria também de classe média, pois o magistério era, praticamente, a única profissão socialmente aceita para mulheres de famílias tradicionais.

Mas hoje as escolas públicas têm maioria de alunos e professores de origem muito mais modesta. Que fique claro, foi um enorme ganho. De fato, nos níveis iniciais, quase toda a coorte está na escola.

E será que a nossa educação pública “está cada vez pior”? Aqui pisamos em terreno muito mais firme. Temos bons testes, desde a década de 1990. Passaram a ser comparáveis de uma data para outra, a partir da virada do milênio. Ou seja, não se trata de “achar” isto ou aquilo. A resposta é simples, definitiva e está nas séries históricas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil. E, de lambuja, temos o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), respaldado pela melhor tradição em avaliação escolar existente.

Os resultados estão aí. Como grande generalização, não houve qualquer queda apreciável nos escores. Segundo a Prova Brasil, cresceu nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, quase nada; e o ensino médio ficou estagnado por longo tempo. A boa notícia é que, na última Prova Brasil (antes da pandemia), finalmente, o médio acordou e deu um saltinho. O Pisa mostrou crescimento, em certos períodos, até bem maior do que no resto do mundo. Mas foram seguidos de estagnação. Em suma, nada deu marcha à ré.

O grande mistério é saber de onde vem a ideia de que está tudo piorando.

Nossa educação é, aproximadamente, a que se poderia esperar da nossa renda per capita. Ou seja, países no mesmo nível de desenvolvimento do Brasil não estão longe de nós.

Dito isso, agora vem a notícia ruim. Embora nossa educação não tenha piorado, sempre foi e continua sendo muito ruim. Diante de um aluno europeu, os nossos têm quatro anos de atraso!

Precisamos e queremos melhorar. Mas, para que isso aconteça, devemos ter clareza acerca dos fatos. Acreditar que o ensino piorou leva a diagnósticos equivocados e a um pessimismo tóxico. Leva-nos a buscar explicações presentes para mazelas que vêm do passado, às vezes remoto. O rumo certo é louvar os avanços, entender por que melhorou tão pouco e descobrir o que fazer para remediar a situação.

(Claudio de Moura Castro. O Estado de S.Paulo, 04-09-2022. Adaptado)

No trabalho com o texto em sala de aula, a análise com foco na caracterização do gênero levará à conclusão de que se trata de

 

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2908110 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 51 a 56.

“No meu tempo a educação era muito melhor!”

Quantas vezes ouvimos a frase do título, quase sempre de pessoas mais velhas, exaltando a qualidade do ensino que receberam em escolas públicas? Vejam outra afirmativa consagrada: “Nossa educação está cada vez pior!”.

Serão corretas? Provavelmente a primeira está equivocada. A segunda, com certeza.

Hoje medimos com aceitável segurança o nível de domínio dos currículos oficiais pelos alunos. Mas, antes da década de 1990, nada sabíamos. Sendo assim, comparações confiáveis estão fora de cogitação para datas anteriores.

Mas podemos fazer conjecturas. Quando aquele provecto senhor nos diz que, “naquele tempo”, a escola era melhor, está comparando gente de classes sociais diferentes. Se estudou por volta da metade do século passado, duas coisas são altamente prováveis. Primeiro, trata-se de um cavalheiro (ou dama) de classe média para cima, já que poucos de origem mais modesta frequentavam as escolas. Segundo, sua professora seria também de classe média, pois o magistério era, praticamente, a única profissão socialmente aceita para mulheres de famílias tradicionais.

Mas hoje as escolas públicas têm maioria de alunos e professores de origem muito mais modesta. Que fique claro, foi um enorme ganho. De fato, nos níveis iniciais, quase toda a coorte está na escola.

E será que a nossa educação pública “está cada vez pior”? Aqui pisamos em terreno muito mais firme. Temos bons testes, desde a década de 1990. Passaram a ser comparáveis de uma data para outra, a partir da virada do milênio. Ou seja, não se trata de “achar” isto ou aquilo. A resposta é simples, definitiva e está nas séries históricas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil. E, de lambuja, temos o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), respaldado pela melhor tradição em avaliação escolar existente.

Os resultados estão aí. Como grande generalização, não houve qualquer queda apreciável nos escores. Segundo a Prova Brasil, cresceu nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, quase nada; e o ensino médio ficou estagnado por longo tempo. A boa notícia é que, na última Prova Brasil (antes da pandemia), finalmente, o médio acordou e deu um saltinho. O Pisa mostrou crescimento, em certos períodos, até bem maior do que no resto do mundo. Mas foram seguidos de estagnação. Em suma, nada deu marcha à ré.

O grande mistério é saber de onde vem a ideia de que está tudo piorando.

Nossa educação é, aproximadamente, a que se poderia esperar da nossa renda per capita. Ou seja, países no mesmo nível de desenvolvimento do Brasil não estão longe de nós.

Dito isso, agora vem a notícia ruim. Embora nossa educação não tenha piorado, sempre foi e continua sendo muito ruim. Diante de um aluno europeu, os nossos têm quatro anos de atraso!

Precisamos e queremos melhorar. Mas, para que isso aconteça, devemos ter clareza acerca dos fatos. Acreditar que o ensino piorou leva a diagnósticos equivocados e a um pessimismo tóxico. Leva-nos a buscar explicações presentes para mazelas que vêm do passado, às vezes remoto. O rumo certo é louvar os avanços, entender por que melhorou tão pouco e descobrir o que fazer para remediar a situação.

(Claudio de Moura Castro. O Estado de S.Paulo, 04-09-2022. Adaptado)

Tratando da interação na leitura de textos, Angela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura) menciona pistas deixadas pelo autor no texto “para ajudar a reconstruir seu quadro referencial”, entre as quais estão os modalizadores. No texto de Moura Castro, é possível identificar,

 

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2908109 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

O documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aponta que o componente Língua Portuguesa deverá:

 

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2908108 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 47 a 49.

25 de agosto Fui buscar água e fiz café. Não comprei pão. Não tinha dinheiro. Eu ia levar os filhos, vi uma menina que ia na aula, perguntei-lhe se ia ter aula. Disse-me que sim. Eu vesti o José Carlos, e o João foi do geito que estava. Prometi levar-lhe um lanche. E saí com a Vera. Não havia papeis nas ruas porque apareceu outro homem para catar. Achei ferros e metaes.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada.)

Na prática pedagógica, o docente poderá valer-se desse texto para levar os discentes a concluírem que é possível uma refacção, explicitando-se elementos de coesão. Tal refacção refletiria a norma-padrão, com coesão e coerência, em:

 

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2908107 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 47 a 49.

25 de agosto Fui buscar água e fiz café. Não comprei pão. Não tinha dinheiro. Eu ia levar os filhos, vi uma menina que ia na aula, perguntei-lhe se ia ter aula. Disse-me que sim. Eu vesti o José Carlos, e o João foi do geito que estava. Prometi levar-lhe um lanche. E saí com a Vera. Não havia papeis nas ruas porque apareceu outro homem para catar. Achei ferros e metaes.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada.)

Discutindo com os estudantes a questão da língua escrita e da língua falada, o docente poderá destacar, nesse texto, marca da língua falada, característica da linguagem coloquial,

 

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2908106 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 47 a 49.

25 de agosto Fui buscar água e fiz café. Não comprei pão. Não tinha dinheiro. Eu ia levar os filhos, vi uma menina que ia na aula, perguntei-lhe se ia ter aula. Disse-me que sim. Eu vesti o José Carlos, e o João foi do geito que estava. Prometi levar-lhe um lanche. E saí com a Vera. Não havia papeis nas ruas porque apareceu outro homem para catar. Achei ferros e metaes.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada.)

À vista do texto, é correto afirmar que esse exemplar do gênero textual “diário” se caracteriza como

 

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2908105 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Observe o texto deste diálogo:

Vendo a indiferença da noiva, Alfredo perguntou:

Por acaso você está querendo procrastinar nosso casamento?

Procrastinar?! O que isso significa?

Protrair, ora bolas!

E o que significa protrair, Alfredo??? Está querendome confundir?

Em atividades de aprendizagem da língua materna, os alunos identificarão que, nesse diálogo, predomina a função

 

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2908104 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

A noção de língua proposta por Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão) é caracterizada como

 

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2908103 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 38 a 44.

Páginas da vida

A primeira palavra de que se tem conhecimento na literatura ocidental é “cólera”– originalmente escrita em grego como ménin. O termo abre a Ilíada, de Homero, autor que se acredita ter vivido na região da Jônia, atual Turquia, no século VIII a.C. Transmitido a princípio de maneira oral, o poema épico que fala da ira do guerreiro Aquiles na Guerra de Troia foi o pontapé inicial para uma história que é mãe de todas as outras: a origem do livro, recontada em detalhes no instigante O Infinito em um Junco, da filósofa e historiadora espanhola Irene Vallejo. “Os livros sobreviveram por milhares de anos porque foram capazes de se adaptar. Tivemos livros de papiro, pergaminho, papel, e agora temos também digitais”, explicou a autora em entrevista a VEJA.

Lançada no Brasil pela editora Intrínseca, a obra viaja à Antiguidade clássica para relatar como a invenção da escrita e o uso dessa tecnologia para registro histórico e literário moldaram o desenvolvimento da civilização tal e qual a conhecemos hoje. Inventada pelos sumérios há 6 000 anos, a escrita nasceu de símbolos complexos desenhados em placas de argila moldadas nas margens dos rios. Batizadas de tabuletas, essas peças foram o embrião do que seriam, posteriormente, os livros. Ironicamente, boa parte dos registros daquela época que restaram vem de peças submetidas ao fogo durante incêndios, já que o calor cozia a argila e tornava a escrita mais resistente aos efeitos do tempo.

Foi no Egito, porém, mais precisamente em Alexandria, que a história do livro se desenvolveu de maneira voraz, ganhando contornos quase lendários. Sob o comando do rei Ptolomeu, no século III a.C., o país se estabeleceu como o grande centro cultural do mundo antigo. Grande parte de tal fama se deveu a um plano mirabolante de seu governante: “Ele queria concentrar em um edifício todos os livros do mundo e disponibilizar essa sabedoria a qualquer mente curiosa”, explica Irene. A Biblioteca de Alexandria se tornaria a primeira a romper as barreiras das coleções particulares e ganhar status de pública; floresceu, tornando-se um símbolo do helenismo imaginado por Alexandre, o Grande, ao reunir obras das mais diversas culturas.

Ao longo da história, como se sabe, os livros não foram objeto só de amor, mas de ódio. Por diversas razões, autores e obras sofreram perseguições na Antiguidade e Idade Média. Livros foram vítimas de fogueiras, e a própria Biblioteca de Alexandria foi destruída três vezes, a última delas em 642. “A destruição atinge também as letras, porque nelas sobrevivem uma cultura e uma memória”, afirma Irene.

Com o advento do mundo digital, publica-se um novo título a cada meio minuto. É um volume impressionante: um leitor comum não consegue ler em toda a sua vida o que o mercado editorial produz em um único dia de trabalho. Nunca foi tão fácil e tão difícil acompanhar o avanço da civilização.

(Amanda Capuano. Veja, 08-06-2022. Adaptado)

Desenvolvendo o trabalho com o texto literário em sala de aula, o docente terá oportunidade, a partir das referências presentes no texto de Veja, de pôr em prática uma das recomendações de Mikhail Bakhtin (Estética da criação verbal), cuidando de

 

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