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Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.
Memórias soltas
Terra de origem da minha família, Portugal convoca reminiscências que estão presentes nos meus afetos. Talvez seja por isso que, certa vez, me chamou atenção uma modesta papelaria, escondida na freguesia de Santo António, em Lisboa, que se destaca da vizinhança pelo nome incomum e instigante, que caberia no título de um romance que Eça de Queiroz não escreveu: “Memórias soltas”.
Memórias soltas são o acervo precioso da nossa experiência. “A memória é um diário que todos carregamos conosco”, escreveu Oscar Wilde. Só posso concordar com o dramaturgo irlandês. Ele quer dizer que o que está escrito no coração dispensa anotações, pois isso a gente não esquece. As recordações são inseparáveis de quem viveu situações que merecem ser guardadas no álbum da vida. Não se trata de nostalgia por um passado que não volta. Trata-se, isso sim, de um acúmulo de aprendizados que, no devido tempo, se transformam em bússola pessoal e podem ser compartilhados com as novas gerações. Quantas vezes, diante de um problema qualquer, pessoal ou profissional, não puxamos pela memória em busca de um parâmetro, resultado de anos de janela, que pode ser útil na solução?
Nesse sentido, memórias são verdadeiras âncoras, que nos ajudam a não nos afastarmos do nosso porto seguro. Isso é bom, por um lado, na medida em que apazigua nossas ansiedades. Mas é ruim, por outro, se permitirmos que as boas lembranças nos prendam ao que ficou para trás e se transformem numa limitação do espírito, no receio de querer ir além do horizonte conhecido. “Memória é a imaginação do que morreu”, anotou o poeta Fernando Pessoa, referindo-se ao perigo de viver permanentemente na tentativa de reeditar o passado.
Com frequência esse impulso determina nossas escolhas. Num restaurante, por exemplo, às vezes somos tentados a pedir o prato de sempre, em vez de explorarmos as possibilidades do cardápio. Nas viagens, da mesma maneira, não é incomum optarmos por roteiros com que temos familiaridade, quando há tantos desconhecidos pedindo para ser visitados. Nada disso, no entanto, evita decepções. A comida e o destino podem não corresponder à lembrança que temos deles – sim, porque memórias são seletivas, retêm o que nos agrada, o que é apenas parte da experiência real.
É por isso que, além de âncoras, as memórias devem ter algo da vela que, estufada no vento da curiosidade, nos impele para longe dos mares conhecidos, contribuindo para a formação de novas memórias, num círculo virtuoso.
Da próxima vez em Lisboa vou procurar outra papelaria.
(Lucilia Diniz. Veja, 27.07.2022. Adaptado).
As expressões apazigua (3° parágrafo) e impele para (penúltimo parágrafo) têm antônimo e sinônimo expressos, correta e respectivamente, em:
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Memórias soltas
Terra de origem da minha família, Portugal convoca reminiscências que estão presentes nos meus afetos. Talvez seja por isso que, certa vez, me chamou atenção uma modesta papelaria, escondida na freguesia de Santo António, em Lisboa, que se destaca da vizinhança pelo nome incomum e instigante, que caberia no título de um romance que Eça de Queiroz não escreveu: “Memórias soltas”.
Memórias soltas são o acervo precioso da nossa experiência. “A memória é um diário que todos carregamos conosco”, escreveu Oscar Wilde. Só posso concordar com o dramaturgo irlandês. Ele quer dizer que o que está escrito no coração dispensa anotações, pois isso a gente não esquece. As recordações são inseparáveis de quem viveu situações que merecem ser guardadas no álbum da vida. Não se trata de nostalgia por um passado que não volta. Trata-se, isso sim, de um acúmulo de aprendizados que, no devido tempo, se transformam em bússola pessoal e podem ser compartilhados com as novas gerações. Quantas vezes, diante de um problema qualquer, pessoal ou profissional, não puxamos pela memória em busca de um parâmetro, resultado de anos de janela, que pode ser útil na solução?
Nesse sentido, memórias são verdadeiras âncoras, que nos ajudam a não nos afastarmos do nosso porto seguro. Isso é bom, por um lado, na medida em que apazigua nossas ansiedades. Mas é ruim, por outro, se permitirmos que as boas lembranças nos prendam ao que ficou para trás e se transformem numa limitação do espírito, no receio de querer ir além do horizonte conhecido. “Memória é a imaginação do que morreu”, anotou o poeta Fernando Pessoa, referindo-se ao perigo de viver permanentemente na tentativa de reeditar o passado.
Com frequência esse impulso determina nossas escolhas. Num restaurante, por exemplo, às vezes somos tentados a pedir o prato de sempre, em vez de explorarmos as possibilidades do cardápio. Nas viagens, da mesma maneira, não é incomum optarmos por roteiros com que temos familiaridade, quando há tantos desconhecidos pedindo para ser visitados. Nada disso, no entanto, evita decepções. A comida e o destino podem não corresponder à lembrança que temos deles – sim, porque memórias são seletivas, retêm o que nos agrada, o que é apenas parte da experiência real.
É por isso que, além de âncoras, as memórias devem ter algo da vela que, estufada no vento da curiosidade, nos impele para longe dos mares conhecidos, contribuindo para a formação de novas memórias, num círculo virtuoso.
Da próxima vez em Lisboa vou procurar outra papelaria.
(Lucilia Diniz. Veja, 27.07.2022. Adaptado).
No segundo e no terceiro parágrafos, a autora cita passagens de escritores renomados para
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Memórias soltas
Terra de origem da minha família, Portugal convoca reminiscências que estão presentes nos meus afetos. Talvez seja por isso que, certa vez, me chamou atenção uma modesta papelaria, escondida na freguesia de Santo António, em Lisboa, que se destaca da vizinhança pelo nome incomum e instigante, que caberia no título de um romance que Eça de Queiroz não escreveu: “Memórias soltas”.
Memórias soltas são o acervo precioso da nossa experiência. “A memória é um diário que todos carregamos conosco”, escreveu Oscar Wilde. Só posso concordar com o dramaturgo irlandês. Ele quer dizer que o que está escrito no coração dispensa anotações, pois isso a gente não esquece. As recordações são inseparáveis de quem viveu situações que merecem ser guardadas no álbum da vida. Não se trata de nostalgia por um passado que não volta. Trata-se, isso sim, de um acúmulo de aprendizados que, no devido tempo, se transformam em bússola pessoal e podem ser compartilhados com as novas gerações. Quantas vezes, diante de um problema qualquer, pessoal ou profissional, não puxamos pela memória em busca de um parâmetro, resultado de anos de janela, que pode ser útil na solução?
Nesse sentido, memórias são verdadeiras âncoras, que nos ajudam a não nos afastarmos do nosso porto seguro. Isso é bom, por um lado, na medida em que apazigua nossas ansiedades. Mas é ruim, por outro, se permitirmos que as boas lembranças nos prendam ao que ficou para trás e se transformem numa limitação do espírito, no receio de querer ir além do horizonte conhecido. “Memória é a imaginação do que morreu”, anotou o poeta Fernando Pessoa, referindo-se ao perigo de viver permanentemente na tentativa de reeditar o passado.
Com frequência esse impulso determina nossas escolhas. Num restaurante, por exemplo, às vezes somos tentados a pedir o prato de sempre, em vez de explorarmos as possibilidades do cardápio. Nas viagens, da mesma maneira, não é incomum optarmos por roteiros com que temos familiaridade, quando há tantos desconhecidos pedindo para ser visitados. Nada disso, no entanto, evita decepções. A comida e o destino podem não corresponder à lembrança que temos deles – sim, porque memórias são seletivas, retêm o que nos agrada, o que é apenas parte da experiência real.
É por isso que, além de âncoras, as memórias devem ter algo da vela que, estufada no vento da curiosidade, nos impele para longe dos mares conhecidos, contribuindo para a formação de novas memórias, num círculo virtuoso.
Da próxima vez em Lisboa vou procurar outra papelaria.
(Lucilia Diniz. Veja, 27.07.2022. Adaptado).
Do ponto de vista da autora,
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Memórias soltas
Terra de origem da minha família, Portugal convoca reminiscências que estão presentes nos meus afetos. Talvez seja por isso que, certa vez, me chamou atenção uma modesta papelaria, escondida na freguesia de Santo António, em Lisboa, que se destaca da vizinhança pelo nome incomum e instigante, que caberia no título de um romance que Eça de Queiroz não escreveu: “Memórias soltas”.
Memórias soltas são o acervo precioso da nossa experiência. “A memória é um diário que todos carregamos conosco”, escreveu Oscar Wilde. Só posso concordar com o dramaturgo irlandês. Ele quer dizer que o que está escrito no coração dispensa anotações, pois isso a gente não esquece. As recordações são inseparáveis de quem viveu situações que merecem ser guardadas no álbum da vida. Não se trata de nostalgia por um passado que não volta. Trata-se, isso sim, de um acúmulo de aprendizados que, no devido tempo, se transformam em bússola pessoal e podem ser compartilhados com as novas gerações. Quantas vezes, diante de um problema qualquer, pessoal ou profissional, não puxamos pela memória em busca de um parâmetro, resultado de anos de janela, que pode ser útil na solução?
Nesse sentido, memórias são verdadeiras âncoras, que nos ajudam a não nos afastarmos do nosso porto seguro. Isso é bom, por um lado, na medida em que apazigua nossas ansiedades. Mas é ruim, por outro, se permitirmos que as boas lembranças nos prendam ao que ficou para trás e se transformem numa limitação do espírito, no receio de querer ir além do horizonte conhecido. “Memória é a imaginação do que morreu”, anotou o poeta Fernando Pessoa, referindo-se ao perigo de viver permanentemente na tentativa de reeditar o passado.
Com frequência esse impulso determina nossas escolhas. Num restaurante, por exemplo, às vezes somos tentados a pedir o prato de sempre, em vez de explorarmos as possibilidades do cardápio. Nas viagens, da mesma maneira, não é incomum optarmos por roteiros com que temos familiaridade, quando há tantos desconhecidos pedindo para ser visitados. Nada disso, no entanto, evita decepções. A comida e o destino podem não corresponder à lembrança que temos deles – sim, porque memórias são seletivas, retêm o que nos agrada, o que é apenas parte da experiência real.
É por isso que, além de âncoras, as memórias devem ter algo da vela que, estufada no vento da curiosidade, nos impele para longe dos mares conhecidos, contribuindo para a formação de novas memórias, num círculo virtuoso.
Da próxima vez em Lisboa vou procurar outra papelaria.
(Lucilia Diniz. Veja, 27.07.2022. Adaptado).
É correto afirmar que o texto se desenvolve como
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Leia o texto para responder às questões de números 10 a 15.
Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa correta, quanto à norma-padrão de concordância verbal.
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Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
Considere os trechos do texto.
• “Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção...” (3º parágrafo)
• Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. (4º parágrafo)
As expressões destacadas exprimem, respectivamente, ideia de
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Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
Leia as frases elaboradas a partir do texto.
• É vasta a região afetada pelo desastre de Brumadinho e é um dever recuperar essa região.
• A técnica de clonagem tem sido bem-sucedida, por isso será positivo quando aplicarem essa técnica para salvar outros ecossistemas.
Em conformidade com a norma-padrão de emprego dos pronomes, os trechos destacados podem ser substituídos por:
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Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
No texto, há um parágrafo que informa sobre as etapas de preparação das árvores e outro que informa sobre as áreas ambientais inclusas no projeto. Esses parágrafos são, respectivamente:
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- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão ReferencialAnáfora
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Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
Na frase do quarto parágrafo – Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. –, o pronome Isso refere-se
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Árvores clonadas em Brumadinho
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos maiores desastres ambientais do País.
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez anos para florescer, florescem em um ano.”
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”, explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”. Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras áreas destruídas em diferentes biomas.
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
Com base no conteúdo do texto, é correto afirmar que
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