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CULT — Os fenômenos da globalização e da comunicação virtual transformaram a cultura em uma mercadoria descartável?
JUCA FERREIRA — É inegável que a cultura de massa tende à banalização e à superficialidade, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos meios estão hoje estimulando a leitura.
Por exemplo, a Internet, longe de ser uma ameaça ao livro, tem estimulado a leitura e a escrita. Nunca se escreveu tanto no Brasil; a juventude nunca se sentiu tão motivada a escrever. A cultura refinada nunca foi para muita gente.
A cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes. A cultura de massa, ao mesmo tempo em que superficializou, abriu uma possibilidade de contato com esse mundo simbólico. Mas o pior já passou. Hoje há uma demanda de aprofundamento.
Os novos rumos da cultura no Brasil. Juca Ferreira (entrevista).
In: Cult, n.º 130, ano 11, nov./2008 (com adaptações).
Julgue o próximo item, com base na análise do uso das estruturas linguísticas no texto.
A organização dos argumentos no texto mostra que o pronome relativo “que” é obrigatoriamente regido pela preposição em, pois a preposição tem a função semântica de atribuir valor locativo ao termo, localizando “as barreiras de acesso” no “fenômeno restrito”.
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CULT — Os fenômenos da globalização e da comunicação virtual transformaram a cultura em uma mercadoria descartável?
JUCA FERREIRA — É inegável que a cultura de massa tende à banalização e à superficialidade, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos meios estão hoje estimulando a leitura.
Por exemplo, a Internet, longe de ser uma ameaça ao livro, tem estimulado a leitura e a escrita. Nunca se escreveu tanto no Brasil; a juventude nunca se sentiu tão motivada a escrever. A cultura refinada nunca foi para muita gente.
A cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes. A cultura de massa, ao mesmo tempo em que superficializou, abriu uma possibilidade de contato com esse mundo simbólico. Mas o pior já passou. Hoje há uma demanda de aprofundamento.
Os novos rumos da cultura no Brasil. Juca Ferreira (entrevista).
In: Cult, n.º 130, ano 11, nov./2008 (com adaptações).
Julgue o próximo item, com base na análise do uso das estruturas linguísticas no texto.
Fazendo ajustes na pontuação e nas letras iniciais, o desenvolvimento das ideias do texto permite ligar a oração iniciada por “A cultura mais sofisticada (...)” à que a antecede por uma conjunção que explicite sua função explicativa, escrevendo-se: A cultura refinada nunca foi para muita gente, pois a cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes.
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CULT — Os fenômenos da globalização e da comunicação virtual transformaram a cultura em uma mercadoria descartável?
JUCA FERREIRA — É inegável que a cultura de massa tende à banalização e à superficialidade, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos meios estão hoje estimulando a leitura.
Por exemplo, a Internet, longe de ser uma ameaça ao livro, tem estimulado a leitura e a escrita. Nunca se escreveu tanto no Brasil; a juventude nunca se sentiu tão motivada a escrever. A cultura refinada nunca foi para muita gente.
A cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes. A cultura de massa, ao mesmo tempo em que superficializou, abriu uma possibilidade de contato com esse mundo simbólico. Mas o pior já passou. Hoje há uma demanda de aprofundamento.
Os novos rumos da cultura no Brasil. Juca Ferreira (entrevista).
In: Cult, n.º 130, ano 11, nov./2008 (com adaptações).
Julgue o próximo item, com base na análise do uso das estruturas linguísticas no texto.
Na linha, as duas ocorrências do pronome “se”, em “se escreveu” e “se sentiu”, respectivamente, marcam ações reflexivas e referem-se ao mesmo conjunto de pessoas: os jovens brasileiros.
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CULT — Os fenômenos da globalização e da comunicação virtual transformaram a cultura em uma mercadoria descartável?
JUCA FERREIRA — É inegável que a cultura de massa tende à banalização e à superficialidade, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos meios estão hoje estimulando a leitura.
Por exemplo, a Internet, longe de ser uma ameaça ao livro, tem estimulado a leitura e a escrita. Nunca se escreveu tanto no Brasil; a juventude nunca se sentiu tão motivada a escrever. A cultura refinada nunca foi para muita gente.
A cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes. A cultura de massa, ao mesmo tempo em que superficializou, abriu uma possibilidade de contato com esse mundo simbólico. Mas o pior já passou. Hoje há uma demanda de aprofundamento.
Os novos rumos da cultura no Brasil. Juca Ferreira (entrevista).
In: Cult, n.º 130, ano 11, nov./2008 (com adaptações).
Julgue o próximo item, com base na análise do uso das estruturas linguísticas no texto.
Depreende-se da argumentação do entrevistado que a pergunta do entrevistador admitiria, como resposta objetiva e coerente: Sim, os “fenômenos da globalização e da comunicação” transformaram a cultura em “mercadoria descartável”.
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A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
A forma verbal “seria” está flexionada no singular para concordar com “ciência”.
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A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
A preposição para, que rege a complementação de “não esteja claro”, estabelece, no texto, relações semânticas correspondentes à preposição a; por isso, esta poderia ser usada em lugar daquela, desde que se registrasse a crase, escrevendo-se àqueles.
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A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
Devido ao valor causal que exerce no período sintático, o trecho “Sendo concretas” corresponde a Por serem concretas, pelo qual poderia ser substituído sem prejudicar a correção gramatical ou a coerência textual.
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A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
A substituição do sinal de ponto e vírgula depois de “ingeridas” e de “real”, por vírgulas preservaria as regras de pontuação e a coerência, a clareza e a objetividade do texto.
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A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
O tempo verbal empregado em “ocupar-se-ia” indica que se trata de uma afirmação condicionada pelos argumentos a respeito da ação de ocupar-se, para sugerir que, de fato, não se realizam esses objetivos da “ciência”.
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O termo sinergia foi usado originalmente por Ruth Benedict para se referir ao grau de cooperação e de harmonia interpessoal em uma sociedade. Sinergia significa ação combinada ou cooperação. Também se refere à ação cooperativa de elementos, que resulta em um efeito global maior do que todos os elementos tomados separadamente.
Sob condições de baixa sinergia social, o sucesso de um membro causa a perda ou o fracasso de outro. Por exemplo, se cada caçador reparte sua presa apenas com a família imediata, é mais provável que a caça se torne fortemente competitiva. Sob elevada sinergia social, a cooperação atinge o máximo. Um exemplo seria um grupo caçador análogo, com uma única e importante diferença: a divisão comunitária da presa. Nessas condições, cada caçador beneficia-se com o sucesso dos outros. Sob alta sinergia social, o sistema de crença cultural reforça a cooperação e os sentimentos positivos entre os indivíduos e ajuda a minimizar os conflitos e as discórdias.
J. Fadiman e R. Frager. Teorias da personalidade.
São Paulo: Harbra, 1986, p. 270 (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas desse texto, julgue o seguinte item.
No desenvolvimento da textualidade, a expressão “Nessas condições” refere-se, por relações de coesão, às condições de “baixa sinergia social”.
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