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O Atendimento Educacional Especializado (AEE), na perspectiva da Educação Inclusiva, é fruto de um movimento mundial e nacional para uma escola de qualidade para todos, considerado um grande desafio a ser enfrentado pelos sistemas educacionais. Sobre o AEE, analise as afirmativas a seguir:
I - O AEE, em função da complexidade na elaboração do material didático, é organizado a partir de recursos pedagógicos específicos e restringe-se ao ensino infantil.
II - O AEE é um serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas.
III - O AEE vai ao encontro da Política Nacional de Educação Especial, na perspectiva da Educação Exclusiva, que orienta os sistemas educacionais na organização e na oferta de recursos e serviços da educação especial de forma complementar.
Assinale a alternativa que contém a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) é uma coleção de documentos que compõe a estrutura curricular de uma instituição educativa. Esse material foi elaborado a fim de servir como ponto de partida para o trabalho docente, norteando as suas atividades realizadas na sala de aula. Analise as afirmativas referentes às orientações didáticas apresentadas nesse documento a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Januária-MG
- Segurança de RedesFirewall
- Segurança da InformaçãoFerramentas de SegurançaFirewall, Proxy, VPN e IDS
IPTables é um programa com função firewall. Um firewall pode filtrar o tráfego entre duas redes. Assim, estabelece-se um muro de fogo entre as redes em que quem administra o firewall deve
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Hoje não, amanhã!
Margot Cardoso
1 Finalmente escrevo sobre um tema que eu domino completamente: a procrastinação. Sou detentora de
recordes olímpicos nessa modalidade. Inclusive, há muito tempo procrastino pensar sobre a procrastinação —
inclusive tenho procrastinado a escrever sobre o assunto. E, agora mesmo — antes de iniciar este parágrafo —
estive à deriva na internet. Já percorri as salas virtuais do Museu Rodin, em Paris; vi como estava o tempo em
5 Bruxelas, vi a agenda de hoje do Parlamento europeu, admirei a última coleção da Miu Miu, visualizei a página da
BBC News e observei os gráficos das temperaturas médias do ar no planeta. E, em meio a isso tudo, reli trechos do
livro Os Filósofos e o Amor — que acabei de ler e passei os olhos sobre o prólogo do livro que comprei ontem A
Sociedade Paliativa, de Byung-Chul Han.
E como se não bastassem todas essas distrações, quando começo a pensar no ato de procrastinar, ainda
10 divago e penso que a questão realmente importante é: por que razão uma pessoa tem de escolher viver uma vida se
pode passá-la obsessivamente a clicar em diversas outras vidas possíveis? Veja o tamanho — e a criatividade — da
minha capacidade de procrastinar. E isso tudo porque a minha ideia era ter começado a escrever este texto ontem.
Apesar da palavra ser pouco usada na oralidade nossa de cada dia, todos sabemos do que se trata.
Procrastinar é adiar, postergar, enrolar, “empurrar com a barriga”, deixar para amanhã, perder o foco, ocupar-se de
15 outras coisas “menos importantes”. Humano, o ato de procrastinar está em nós desde o início dos tempos. O filósofo
Sêneca, um mentor para todas as horas, escreveu que, “enquanto desperdiçamos nosso tempo hesitando e adiando,
a vida se dissipa”. Muito antes dele, Hesíodo — a quem devemos o conhecimento mitológico da origem do mundo —
aconselhou, na obra Os Trabalhos e os Dias, “Não adies para amanhã, nem para depois de amanhã; celeiros não se
enchem por aqueles que postergam e dedicam seu tempo ao infrutífero”.
20 Agora imagina que Hesíodo (650 a.C.) e Sêneca (4 a.C.) já denunciavam a procrastinação antes das
inúmeras distrações modernas, como a internet. E, claro, há muito mais procrastinadores hoje. Porque quanto mais
opções, mais demoramos para decidir por uma delas. Passamos a analisar cada escolha e o gasto de energia nessa
tarefa leva-nos à paralisia. Por qual caminho optar? E se esse for o caminho errado? E se eu me arrepender?
Incapaz de decidir, paralisamos, e eis que a procrastinação se materializa bem diante dos nossos olhos. Você sabe
25 do que se trata. Há uma semana, você experienciou esse processo. E agora, neste momento, sua mente está em
turbilhão. Você não tem certeza de que fez a escolha certa. Pensa que deveria ter optado pela escolha oposta. Você
imagina como estaria se tivesse optado pela opção três. Vê com clareza consequências nefastas da opção um (a
escolhida), está arrependido. Você tem a nítida impressão de que deveria ter esperado mais, isto é, ter
procrastinado. Agora é tarde demais para mudar de ideia. Porém, diante desse drama, há grandes chances de você
30 — de agora em diante, acovardado — ser mais procrastinador.
Porém, procrastinar pode ser tão doloroso quanto a nossa falta de talento para fazer escolhas e ações de
qualidade. Ela está entre as grandes barreiras para a satisfação de viver. É sabido que lamentamos mais do que não
fizemos do que fizemos. O arrependimento e a culpa podem nos perseguir até o fim da vida por aquilo que não
fizemos (ou não dissemos), muito mais do que aquilo que efetivamente fizemos.
35 E por que isso é tão dramático? Ora, [...] não temos todo o tempo do mundo. À luz desse fato, o tempo é o
nosso bem mais precioso. Mais do que o dinheiro. Diferentemente do dinheiro, o tempo não se ganha, não se
compra. Por isso, sentimos culpa quando pensamos que estamos desperdiçando o nosso tempo. E daí todo o malestar
gerado pelo ato de procrastinar.
Que atire a primeira pedra quem — de vez em quando — não adie uma tarefa difícil, entediante ou
40 desagradável, e se atire a outras mais fáceis e prazerosas, porém menos importantes? Os politicamente corretos
tentam diferenciar procrastinação e preguiça? Não é. São exatamente a mesma coisa: negligenciar ou descuidar das
coisas que tem a obrigação de fazer. A preguiça não é bem-vista. Considerada um dos sete pecados capitais, ela
nos atormenta. Não deveria. Todos temos direito à preguiça. Temos o direito a procrastinar. Assim, como temos o
direito de relaxar, divagar e se “ausentar” quando a mente e o corpo pedem. Então, por que a vergonha e o drama da
45 preguiça/procrastinação? Ora, porque o procrastinador pode deixar de cumprir uma tarefa ou falhar um prazo. E isso
para a nossa sociedade da competência — e do sucesso a todo custo — é considerado um desastre. [...]
Porém, aos poucos, essa caça às bruxas procrastinadoras vem sendo suavizada. Já há estudos que
associam o ato de procrastinar à qualidade do pensamento e das decisões. Agora, admite-se que há uma
procrastinação boa e outra má. Há o procrastinador ativo que adia tarefas, mas faz outras tarefas mais importantes
50 ou mais urgentes. E há o passivo. O que não faz nada e desperdiça o tempo.
E aqui descobrimos algo maravilhoso da procrastinação: ela faz parte da excelência. Há realmente tarefas
na vida que se beneficiam da procrastinação. Às vezes, procrastinar é um indicador de que devemos mesmo
esperar. Se você é um caso extremo de procrastinação, que atrapalha a sua vida e a dos outros, você talvez precise
da ajuda. [...] Caso contrário, ela não é necessariamente má. [...]
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/procrastinar-hoje-nao-amanha/. Acesso em: 22 dez. 2021. Adaptado.
Para a autora, a procrastinação é consequência da
I. diversidade de opções da modernidade.
II. incapacidade de tomar decisões.
III. insegurança sobre decisões tomadas.
IV. própria ação de procrastinar.
V. busca pelo sucesso a todo custo.
Estão CORRETOS os itens
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Hoje não, amanhã!
Margot Cardoso
1 Finalmente escrevo sobre um tema que eu domino completamente: a procrastinação. Sou detentora de
recordes olímpicos nessa modalidade. Inclusive, há muito tempo procrastino pensar sobre a procrastinação —
inclusive tenho procrastinado a escrever sobre o assunto. E, agora mesmo — antes de iniciar este parágrafo —
estive à deriva na internet. Já percorri as salas virtuais do Museu Rodin, em Paris; vi como estava o tempo em
5 Bruxelas, vi a agenda de hoje do Parlamento europeu, admirei a última coleção da Miu Miu, visualizei a página da
BBC News e observei os gráficos das temperaturas médias do ar no planeta. E, em meio a isso tudo, reli trechos do
livro Os Filósofos e o Amor — que acabei de ler e passei os olhos sobre o prólogo do livro que comprei ontem A
Sociedade Paliativa, de Byung-Chul Han.
E como se não bastassem todas essas distrações, quando começo a pensar no ato de procrastinar, ainda
10 divago e penso que a questão realmente importante é: por que razão uma pessoa tem de escolher viver uma vida se
pode passá-la obsessivamente a clicar em diversas outras vidas possíveis? Veja o tamanho — e a criatividade — da
minha capacidade de procrastinar. E isso tudo porque a minha ideia era ter começado a escrever este texto ontem.
Apesar da palavra ser pouco usada na oralidade nossa de cada dia, todos sabemos do que se trata.
Procrastinar é adiar, postergar, enrolar, “empurrar com a barriga”, deixar para amanhã, perder o foco, ocupar-se de
15 outras coisas “menos importantes”. Humano, o ato de procrastinar está em nós desde o início dos tempos. O filósofo
Sêneca, um mentor para todas as horas, escreveu que, “enquanto desperdiçamos nosso tempo hesitando e adiando,
a vida se dissipa”. Muito antes dele, Hesíodo — a quem devemos o conhecimento mitológico da origem do mundo —
aconselhou, na obra Os Trabalhos e os Dias, “Não adies para amanhã, nem para depois de amanhã; celeiros não se
enchem por aqueles que postergam e dedicam seu tempo ao infrutífero”.
20 Agora imagina que Hesíodo (650 a.C.) e Sêneca (4 a.C.) já denunciavam a procrastinação antes das
inúmeras distrações modernas, como a internet. E, claro, há muito mais procrastinadores hoje. Porque quanto mais
opções, mais demoramos para decidir por uma delas. Passamos a analisar cada escolha e o gasto de energia nessa
tarefa leva-nos à paralisia. Por qual caminho optar? E se esse for o caminho errado? E se eu me arrepender?
Incapaz de decidir, paralisamos, e eis que a procrastinação se materializa bem diante dos nossos olhos. Você sabe
25 do que se trata. Há uma semana, você experienciou esse processo. E agora, neste momento, sua mente está em
turbilhão. Você não tem certeza de que fez a escolha certa. Pensa que deveria ter optado pela escolha oposta. Você
imagina como estaria se tivesse optado pela opção três. Vê com clareza consequências nefastas da opção um (a
escolhida), está arrependido. Você tem a nítida impressão de que deveria ter esperado mais, isto é, ter
procrastinado. Agora é tarde demais para mudar de ideia. Porém, diante desse drama, há grandes chances de você
30 — de agora em diante, acovardado — ser mais procrastinador.
Porém, procrastinar pode ser tão doloroso quanto a nossa falta de talento para fazer escolhas e ações de
qualidade. Ela está entre as grandes barreiras para a satisfação de viver. É sabido que lamentamos mais do que não
fizemos do que fizemos. O arrependimento e a culpa podem nos perseguir até o fim da vida por aquilo que não
fizemos (ou não dissemos), muito mais do que aquilo que efetivamente fizemos.
35 E por que isso é tão dramático? Ora, [...] não temos todo o tempo do mundo. À luz desse fato, o tempo é o
nosso bem mais precioso. Mais do que o dinheiro. Diferentemente do dinheiro, o tempo não se ganha, não se
compra. Por isso, sentimos culpa quando pensamos que estamos desperdiçando o nosso tempo. E daí todo o malestar
gerado pelo ato de procrastinar.
Que atire a primeira pedra quem — de vez em quando — não adie uma tarefa difícil, entediante ou
40 desagradável, e se atire a outras mais fáceis e prazerosas, porém menos importantes? Os politicamente corretos
tentam diferenciar procrastinação e preguiça? Não é. São exatamente a mesma coisa: negligenciar ou descuidar das
coisas que tem a obrigação de fazer. A preguiça não é bem-vista. Considerada um dos sete pecados capitais, ela
nos atormenta. Não deveria. Todos temos direito à preguiça. Temos o direito a procrastinar. Assim, como temos o
direito de relaxar, divagar e se “ausentar” quando a mente e o corpo pedem. Então, por que a vergonha e o drama da
45 preguiça/procrastinação? Ora, porque o procrastinador pode deixar de cumprir uma tarefa ou falhar um prazo. E isso
para a nossa sociedade da competência — e do sucesso a todo custo — é considerado um desastre. [...]
Porém, aos poucos, essa caça às bruxas procrastinadoras vem sendo suavizada. Já há estudos que
associam o ato de procrastinar à qualidade do pensamento e das decisões. Agora, admite-se que há uma
procrastinação boa e outra má. Há o procrastinador ativo que adia tarefas, mas faz outras tarefas mais importantes
50 ou mais urgentes. E há o passivo. O que não faz nada e desperdiça o tempo.
E aqui descobrimos algo maravilhoso da procrastinação: ela faz parte da excelência. Há realmente tarefas
na vida que se beneficiam da procrastinação. Às vezes, procrastinar é um indicador de que devemos mesmo
esperar. Se você é um caso extremo de procrastinação, que atrapalha a sua vida e a dos outros, você talvez precise
da ajuda. [...] Caso contrário, ela não é necessariamente má. [...]
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/procrastinar-hoje-nao-amanha/. Acesso em: 22 dez. 2021. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias defendidas no texto.
I. A internet contribui para a procrastinação.
II. O ato de procrastinar leva à mais procrastinação.
III. Às vezes, a procrastinação evita decisões erradas.
VI. A procrastinação é sempre maléfica às pessoas.
Estão CORRETAS as alternativas
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Hoje não, amanhã!
Margot Cardoso
1 Finalmente escrevo sobre um tema que eu domino completamente: a procrastinação. Sou detentora de
recordes olímpicos nessa modalidade. Inclusive, há muito tempo procrastino pensar sobre a procrastinação —
inclusive tenho procrastinado a escrever sobre o assunto. E, agora mesmo — antes de iniciar este parágrafo —
estive à deriva na internet. Já percorri as salas virtuais do Museu Rodin, em Paris; vi como estava o tempo em
5 Bruxelas, vi a agenda de hoje do Parlamento europeu, admirei a última coleção da Miu Miu, visualizei a página da
BBC News e observei os gráficos das temperaturas médias do ar no planeta. E, em meio a isso tudo, reli trechos do
livro Os Filósofos e o Amor — que acabei de ler e passei os olhos sobre o prólogo do livro que comprei ontem A
Sociedade Paliativa, de Byung-Chul Han.
E como se não bastassem todas essas distrações, quando começo a pensar no ato de procrastinar, ainda
10 divago e penso que a questão realmente importante é: por que razão uma pessoa tem de escolher viver uma vida se
pode passá-la obsessivamente a clicar em diversas outras vidas possíveis? Veja o tamanho — e a criatividade — da
minha capacidade de procrastinar. E isso tudo porque a minha ideia era ter começado a escrever este texto ontem.
Apesar da palavra ser pouco usada na oralidade nossa de cada dia, todos sabemos do que se trata.
Procrastinar é adiar, postergar, enrolar, “empurrar com a barriga”, deixar para amanhã, perder o foco, ocupar-se de
15 outras coisas “menos importantes”. Humano, o ato de procrastinar está em nós desde o início dos tempos. O filósofo
Sêneca, um mentor para todas as horas, escreveu que, “enquanto desperdiçamos nosso tempo hesitando e adiando,
a vida se dissipa”. Muito antes dele, Hesíodo — a quem devemos o conhecimento mitológico da origem do mundo —
aconselhou, na obra Os Trabalhos e os Dias, “Não adies para amanhã, nem para depois de amanhã; celeiros não se
enchem por aqueles que postergam e dedicam seu tempo ao infrutífero”.
20 Agora imagina que Hesíodo (650 a.C.) e Sêneca (4 a.C.) já denunciavam a procrastinação antes das
inúmeras distrações modernas, como a internet. E, claro, há muito mais procrastinadores hoje. Porque quanto mais
opções, mais demoramos para decidir por uma delas. Passamos a analisar cada escolha e o gasto de energia nessa
tarefa leva-nos à paralisia. Por qual caminho optar? E se esse for o caminho errado? E se eu me arrepender?
Incapaz de decidir, paralisamos, e eis que a procrastinação se materializa bem diante dos nossos olhos. Você sabe
25 do que se trata. Há uma semana, você experienciou esse processo. E agora, neste momento, sua mente está em
turbilhão. Você não tem certeza de que fez a escolha certa. Pensa que deveria ter optado pela escolha oposta. Você
imagina como estaria se tivesse optado pela opção três. Vê com clareza consequências nefastas da opção um (a
escolhida), está arrependido. Você tem a nítida impressão de que deveria ter esperado mais, isto é, ter
procrastinado. Agora é tarde demais para mudar de ideia. Porém, diante desse drama, há grandes chances de você
30 — de agora em diante, acovardado — ser mais procrastinador.
Porém, procrastinar pode ser tão doloroso quanto a nossa falta de talento para fazer escolhas e ações de
qualidade. Ela está entre as grandes barreiras para a satisfação de viver. É sabido que lamentamos mais do que não
fizemos do que fizemos. O arrependimento e a culpa podem nos perseguir até o fim da vida por aquilo que não
fizemos (ou não dissemos), muito mais do que aquilo que efetivamente fizemos.
35 E por que isso é tão dramático? Ora, [...] não temos todo o tempo do mundo. À luz desse fato, o tempo é o
nosso bem mais precioso. Mais do que o dinheiro. Diferentemente do dinheiro, o tempo não se ganha, não se
compra. Por isso, sentimos culpa quando pensamos que estamos desperdiçando o nosso tempo. E daí todo o malestar
gerado pelo ato de procrastinar.
Que atire a primeira pedra quem — de vez em quando — não adie uma tarefa difícil, entediante ou
40 desagradável, e se atire a outras mais fáceis e prazerosas, porém menos importantes? Os politicamente corretos
tentam diferenciar procrastinação e preguiça? Não é. São exatamente a mesma coisa: negligenciar ou descuidar das
coisas que tem a obrigação de fazer. A preguiça não é bem-vista. Considerada um dos sete pecados capitais, ela
nos atormenta. Não deveria. Todos temos direito à preguiça. Temos o direito a procrastinar. Assim, como temos o
direito de relaxar, divagar e se “ausentar” quando a mente e o corpo pedem. Então, por que a vergonha e o drama da
45 preguiça/procrastinação? Ora, porque o procrastinador pode deixar de cumprir uma tarefa ou falhar um prazo. E isso
para a nossa sociedade da competência — e do sucesso a todo custo — é considerado um desastre. [...]
Porém, aos poucos, essa caça às bruxas procrastinadoras vem sendo suavizada. Já há estudos que
associam o ato de procrastinar à qualidade do pensamento e das decisões. Agora, admite-se que há uma
procrastinação boa e outra má. Há o procrastinador ativo que adia tarefas, mas faz outras tarefas mais importantes
50 ou mais urgentes. E há o passivo. O que não faz nada e desperdiça o tempo.
E aqui descobrimos algo maravilhoso da procrastinação: ela faz parte da excelência. Há realmente tarefas
na vida que se beneficiam da procrastinação. Às vezes, procrastinar é um indicador de que devemos mesmo
esperar. Se você é um caso extremo de procrastinação, que atrapalha a sua vida e a dos outros, você talvez precise
da ajuda. [...] Caso contrário, ela não é necessariamente má. [...]
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/procrastinar-hoje-nao-amanha/. Acesso em: 22 dez. 2021. Adaptado.
Ao esclarecer o significado da palavra “procrastinar”, a autora usa os seguintes recursos linguísticos
I. função metalinguística.
II. registro formal.
III. registro informal.
IV. expressão popular.
Estão CORRETOS os itens
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Hoje não, amanhã!
Margot Cardoso
1 Finalmente escrevo sobre um tema que eu domino completamente: a procrastinação. Sou detentora de
recordes olímpicos nessa modalidade. Inclusive, há muito tempo procrastino pensar sobre a procrastinação —
inclusive tenho procrastinado a escrever sobre o assunto. E, agora mesmo — antes de iniciar este parágrafo —
estive à deriva na internet. Já percorri as salas virtuais do Museu Rodin, em Paris; vi como estava o tempo em
5 Bruxelas, vi a agenda de hoje do Parlamento europeu, admirei a última coleção da Miu Miu, visualizei a página da
BBC News e observei os gráficos das temperaturas médias do ar no planeta. E, em meio a isso tudo, reli trechos do
livro Os Filósofos e o Amor — que acabei de ler e passei os olhos sobre o prólogo do livro que comprei ontem A
Sociedade Paliativa, de Byung-Chul Han.
E como se não bastassem todas essas distrações, quando começo a pensar no ato de procrastinar, ainda
10 divago e penso que a questão realmente importante é: por que razão uma pessoa tem de escolher viver uma vida se
pode passá-la obsessivamente a clicar em diversas outras vidas possíveis? Veja o tamanho — e a criatividade — da
minha capacidade de procrastinar. E isso tudo porque a minha ideia era ter começado a escrever este texto ontem.
Apesar da palavra ser pouco usada na oralidade nossa de cada dia, todos sabemos do que se trata.
Procrastinar é adiar, postergar, enrolar, “empurrar com a barriga”, deixar para amanhã, perder o foco, ocupar-se de
15 outras coisas “menos importantes”. Humano, o ato de procrastinar está em nós desde o início dos tempos. O filósofo
Sêneca, um mentor para todas as horas, escreveu que, “enquanto desperdiçamos nosso tempo hesitando e adiando,
a vida se dissipa”. Muito antes dele, Hesíodo — a quem devemos o conhecimento mitológico da origem do mundo —
aconselhou, na obra Os Trabalhos e os Dias, “Não adies para amanhã, nem para depois de amanhã; celeiros não se
enchem por aqueles que postergam e dedicam seu tempo ao infrutífero”.
20 Agora imagina que Hesíodo (650 a.C.) e Sêneca (4 a.C.) já denunciavam a procrastinação antes das
inúmeras distrações modernas, como a internet. E, claro, há muito mais procrastinadores hoje. Porque quanto mais
opções, mais demoramos para decidir por uma delas. Passamos a analisar cada escolha e o gasto de energia nessa
tarefa leva-nos à paralisia. Por qual caminho optar? E se esse for o caminho errado? E se eu me arrepender?
Incapaz de decidir, paralisamos, e eis que a procrastinação se materializa bem diante dos nossos olhos. Você sabe
25 do que se trata. Há uma semana, você experienciou esse processo. E agora, neste momento, sua mente está em
turbilhão. Você não tem certeza de que fez a escolha certa. Pensa que deveria ter optado pela escolha oposta. Você
imagina como estaria se tivesse optado pela opção três. Vê com clareza consequências nefastas da opção um (a
escolhida), está arrependido. Você tem a nítida impressão de que deveria ter esperado mais, isto é, ter
procrastinado. Agora é tarde demais para mudar de ideia. Porém, diante desse drama, há grandes chances de você
30 — de agora em diante, acovardado — ser mais procrastinador.
Porém, procrastinar pode ser tão doloroso quanto a nossa falta de talento para fazer escolhas e ações de
qualidade. Ela está entre as grandes barreiras para a satisfação de viver. É sabido que lamentamos mais do que não
fizemos do que fizemos. O arrependimento e a culpa podem nos perseguir até o fim da vida por aquilo que não
fizemos (ou não dissemos), muito mais do que aquilo que efetivamente fizemos.
35 E por que isso é tão dramático? Ora, [...] não temos todo o tempo do mundo. À luz desse fato, o tempo é o
nosso bem mais precioso. Mais do que o dinheiro. Diferentemente do dinheiro, o tempo não se ganha, não se
compra. Por isso, sentimos culpa quando pensamos que estamos desperdiçando o nosso tempo. E daí todo o malestar
gerado pelo ato de procrastinar.
Que atire a primeira pedra quem — de vez em quando — não adie uma tarefa difícil, entediante ou
40 desagradável, e se atire a outras mais fáceis e prazerosas, porém menos importantes? Os politicamente corretos
tentam diferenciar procrastinação e preguiça? Não é. São exatamente a mesma coisa: negligenciar ou descuidar das
coisas que tem a obrigação de fazer. A preguiça não é bem-vista. Considerada um dos sete pecados capitais, ela
nos atormenta. Não deveria. Todos temos direito à preguiça. Temos o direito a procrastinar. Assim, como temos o
direito de relaxar, divagar e se “ausentar” quando a mente e o corpo pedem. Então, por que a vergonha e o drama da
45 preguiça/procrastinação? Ora, porque o procrastinador pode deixar de cumprir uma tarefa ou falhar um prazo. E isso
para a nossa sociedade da competência — e do sucesso a todo custo — é considerado um desastre. [...]
Porém, aos poucos, essa caça às bruxas procrastinadoras vem sendo suavizada. Já há estudos que
associam o ato de procrastinar à qualidade do pensamento e das decisões. Agora, admite-se que há uma
procrastinação boa e outra má. Há o procrastinador ativo que adia tarefas, mas faz outras tarefas mais importantes
50 ou mais urgentes. E há o passivo. O que não faz nada e desperdiça o tempo.
E aqui descobrimos algo maravilhoso da procrastinação: ela faz parte da excelência. Há realmente tarefas
na vida que se beneficiam da procrastinação. Às vezes, procrastinar é um indicador de que devemos mesmo
esperar. Se você é um caso extremo de procrastinação, que atrapalha a sua vida e a dos outros, você talvez precise
da ajuda. [...] Caso contrário, ela não é necessariamente má. [...]
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/procrastinar-hoje-nao-amanha/. Acesso em: 22 dez. 2021. Adaptado.
A autora afirma dominar completamente o tema sobre o qual escreve, porque
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A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1996). De acordo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei n.º 9.394/1996, o ensino é ministrado com base, entre outros, no seguinte princípio:
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De acordo com Libâneo (2013), o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em fase dos objetivos propostos, quanto à sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. Segundo o autor, o planejamento tem as seguintes funções:
I - Facilitar a preparação das aulas, selecionar o material didático em tempo hábil, saber que tarefas o professor e os alunos devem executar, e replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas.
II - Atualizar os conteúdos do plano, sempre que for preciso, aperfeiçoando-os em relação aos progressos feitos no campo dos conhecimentos, adequando-os às condições de aprendizagens dos alunos, aos métodos, técnicas e recursos de ensino que vão sendo incorporados nas experiências do cotidiano.
III - Prever objetivos, conteúdos e métodos a partir das exigências postas pela realidade da gestão, pautando-se nas demandas próprias do universo sociocultural dos professores e em suas necessidades.
Assinale a alternativa que contém a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
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Freire (1974) é o principal autor dessa tendência. O referido autor vincula a educação à luta e à organização de classe do oprimido, em que o saber mais importante é o de ser oprimido, ou seja, ter consciência da realidade em que vive, além de buscar a transformação social e a libertação através da elaboração da consciência crítica. Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta o nome dessa tendência pedagógica.
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