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No começo de novembro de 1985, um estudante brasileiro de pós-graduação na prestigiosa Universidade de Yale
e um escritor português de fama crescente, mas ainda muito
longe do ícone literário que acabaria por se tornar, passaram
algumas horas agradáveis em uma conversa-entrevista na
ilha de Manhattan. Havia apenas nove anos que o escritor
lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia
frio do outono nova-iorquino, já com 63 anos, ele começava a
enveredar por um caminho de reconhecimento internacional
e ficou encantado com o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. Trinta e
sete anos depois, aquele encontro entre José Saramago, que
13 anos mais tarde ganharia o Nobel de Literatura, e o poeta, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP)
Horácio Costa finalmente virou livro.
Mas por que a entrevista demorou tanto a ser publicada? A explicação é do próprio Costa, em sua apresentação:
“Porque esteve perdida entre muitas caixas de papéis e livros
que vieram do México, quando regressei ao Brasil em 1997 e
2001, nas duas mudanças que trouxe de lá por via marítima”,
explica ele, que viveu cerca de duas décadas no México. E
havia mais duas explicações adicionais. A primeira: Horácio
Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua
tese. A outra, mais prosaica: ele acreditava piamente que as
duas fitas cassetes com a entrevista saramaguiana tinham
se perdido para sempre em meio a tantas mudanças. Até que
em 2020, durante a pandemia, numa velha caixa preta de
sapatos, encontrou as tais fitas.
“Esse diálogo assimétrico entre um pós-graduando, obviamente feliz com a perspectiva de estudo que descortinava,
e um escritor tardio que se confessava surpreso com a sua
recente ascensão ao teatro internacional da literatura é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que
de mais característico têm essas páginas”, afirma Costa em
sua apresentação.
Ao longo de toda a conversa, José Saramago vai revelando suas influências, a composição de seu estilo, a forma
de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria
sofisticar pelos anos seguintes.
(Marcello Rollemberg. Quando Saramago se preparava para ser Saramago.
https://jornal.usp.br, 18.11.2022. Adaptado)
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No começo de novembro de 1985, um estudante brasileiro de pós-graduação na prestigiosa Universidade de Yale
e um escritor português de fama crescente, mas ainda muito
longe do ícone literário que acabaria por se tornar, passaram
algumas horas agradáveis em uma conversa-entrevista na
ilha de Manhattan. Havia apenas nove anos que o escritor
lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia
frio do outono nova-iorquino, já com 63 anos, ele começava a
enveredar por um caminho de reconhecimento internacional
e ficou encantado com o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. Trinta e
sete anos depois, aquele encontro entre José Saramago, que
13 anos mais tarde ganharia o Nobel de Literatura, e o poeta, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP)
Horácio Costa finalmente virou livro.
Mas por que a entrevista demorou tanto a ser publicada? A explicação é do próprio Costa, em sua apresentação:
“Porque esteve perdida entre muitas caixas de papéis e livros
que vieram do México, quando regressei ao Brasil em 1997 e
2001, nas duas mudanças que trouxe de lá por via marítima”,
explica ele, que viveu cerca de duas décadas no México. E
havia mais duas explicações adicionais. A primeira: Horácio
Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua
tese. A outra, mais prosaica: ele acreditava piamente que as
duas fitas cassetes com a entrevista saramaguiana tinham
se perdido para sempre em meio a tantas mudanças. Até que
em 2020, durante a pandemia, numa velha caixa preta de
sapatos, encontrou as tais fitas.
“Esse diálogo assimétrico entre um pós-graduando, obviamente feliz com a perspectiva de estudo que descortinava,
e um escritor tardio que se confessava surpreso com a sua
recente ascensão ao teatro internacional da literatura é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que
de mais característico têm essas páginas”, afirma Costa em
sua apresentação.
Ao longo de toda a conversa, José Saramago vai revelando suas influências, a composição de seu estilo, a forma
de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria
sofisticar pelos anos seguintes.
(Marcello Rollemberg. Quando Saramago se preparava para ser Saramago.
https://jornal.usp.br, 18.11.2022. Adaptado)
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No começo de novembro de 1985, um estudante brasileiro de pós-graduação na prestigiosa Universidade de Yale
e um escritor português de fama crescente, mas ainda muito
longe do ícone literário que acabaria por se tornar, passaram
algumas horas agradáveis em uma conversa-entrevista na
ilha de Manhattan. Havia apenas nove anos que o escritor
lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia
frio do outono nova-iorquino, já com 63 anos, ele começava a
enveredar por um caminho de reconhecimento internacional
e ficou encantado com o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. Trinta e
sete anos depois, aquele encontro entre José Saramago, que
13 anos mais tarde ganharia o Nobel de Literatura, e o poeta, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP)
Horácio Costa finalmente virou livro.
Mas por que a entrevista demorou tanto a ser publicada? A explicação é do próprio Costa, em sua apresentação:
“Porque esteve perdida entre muitas caixas de papéis e livros
que vieram do México, quando regressei ao Brasil em 1997 e
2001, nas duas mudanças que trouxe de lá por via marítima”,
explica ele, que viveu cerca de duas décadas no México. E
havia mais duas explicações adicionais. A primeira: Horácio
Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua
tese. A outra, mais prosaica: ele acreditava piamente que as
duas fitas cassetes com a entrevista saramaguiana tinham
se perdido para sempre em meio a tantas mudanças. Até que
em 2020, durante a pandemia, numa velha caixa preta de
sapatos, encontrou as tais fitas.
“Esse diálogo assimétrico entre um pós-graduando, obviamente feliz com a perspectiva de estudo que descortinava,
e um escritor tardio que se confessava surpreso com a sua
recente ascensão ao teatro internacional da literatura é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que
de mais característico têm essas páginas”, afirma Costa em
sua apresentação.
Ao longo de toda a conversa, José Saramago vai revelando suas influências, a composição de seu estilo, a forma
de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria
sofisticar pelos anos seguintes.
(Marcello Rollemberg. Quando Saramago se preparava para ser Saramago.
https://jornal.usp.br, 18.11.2022. Adaptado)
• … o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. (1º parágrafo)
• … é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que de mais característico têm essas páginas”… (3º parágrafo)
• … a forma de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria sofisticar pelos anos seguintes. (4º parágrafo)
Os vocábulos destacados apresentam como antônimos, no contexto em que foram empregados:
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No começo de novembro de 1985, um estudante brasileiro de pós-graduação na prestigiosa Universidade de Yale
e um escritor português de fama crescente, mas ainda muito
longe do ícone literário que acabaria por se tornar, passaram
algumas horas agradáveis em uma conversa-entrevista na
ilha de Manhattan. Havia apenas nove anos que o escritor
lusitano tinha começado sua carreira temporã e, naquele dia
frio do outono nova-iorquino, já com 63 anos, ele começava a
enveredar por um caminho de reconhecimento internacional
e ficou encantado com o interesse do jovem pesquisador brasileiro, de apenas 30 anos, em sua obra emergente. Trinta e
sete anos depois, aquele encontro entre José Saramago, que
13 anos mais tarde ganharia o Nobel de Literatura, e o poeta, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP)
Horácio Costa finalmente virou livro.
Mas por que a entrevista demorou tanto a ser publicada? A explicação é do próprio Costa, em sua apresentação:
“Porque esteve perdida entre muitas caixas de papéis e livros
que vieram do México, quando regressei ao Brasil em 1997 e
2001, nas duas mudanças que trouxe de lá por via marítima”,
explica ele, que viveu cerca de duas décadas no México. E
havia mais duas explicações adicionais. A primeira: Horácio
Costa não queria publicar a entrevista antes de finalizar sua
tese. A outra, mais prosaica: ele acreditava piamente que as
duas fitas cassetes com a entrevista saramaguiana tinham
se perdido para sempre em meio a tantas mudanças. Até que
em 2020, durante a pandemia, numa velha caixa preta de
sapatos, encontrou as tais fitas.
“Esse diálogo assimétrico entre um pós-graduando, obviamente feliz com a perspectiva de estudo que descortinava,
e um escritor tardio que se confessava surpreso com a sua
recente ascensão ao teatro internacional da literatura é possivelmente, e para lá dos conteúdos nele desenvolvidos, o que
de mais característico têm essas páginas”, afirma Costa em
sua apresentação.
Ao longo de toda a conversa, José Saramago vai revelando suas influências, a composição de seu estilo, a forma
de elaborar seus livros – uma ourivesaria que só se faria
sofisticar pelos anos seguintes.
(Marcello Rollemberg. Quando Saramago se preparava para ser Saramago.
https://jornal.usp.br, 18.11.2022. Adaptado)
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O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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Questão presente nas seguintes provas
O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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Questão presente nas seguintes provas
O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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O método Jokic
Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo
esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O
esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também;
os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso
“Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da
história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.
Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional
cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram,
mas com uma particularidade digna de nota. Estou me
referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National
Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets.
Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft*
de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e
a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver
Nuggets ganhou o título inédito.
Originalmente situado na posição de pivô (jogador
especializado em defender e atacar próximo ao aro); a
posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos
dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas
habilidades versáteis, destacando-se em assistências.
No basquete, a assistência refere-se ao ato de um
jogador passar a bola para um companheiro de equipe que,
em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador
que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem
presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a
fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a
obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir
o companheiro.
Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um
olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência.
Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do
objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica
o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização
nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma
habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende
o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de
várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The
Joker (o coringa).
Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que
chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe,
mais se destaca como referência de liderança. Ele não é
um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para
a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso
coletivo, não com o individual.
Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de
liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades
humanas: a assistência ao outro.
(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)
* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão
parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses
jovens darão bons frutos no futuro.
** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
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