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Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus.”
Assinale a opção em que, alterando-se o segmento sublinhado no período acima, tenha-se mantido a adequação à norma culta. Não leve em consideração possíveis alterações de sentido.
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“‘Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]’, afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.”
Assinale a opção com a correta passagem do segmento sublinhado para o discurso indireto.
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu.”
O segmento entre travessões, em relação ao trecho anterior, apresenta uma
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus.”
Os termos sublinhados no período acima funcionam sintaticamente, respectivamente, como
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam maisA) vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitasB) grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muitoC) tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a altaD) das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
Assinale a opção em que o termo indicado desempenhe papel adjetivo.
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.”
A oração reduzida de particípio sublinhada no período acima se classifica como subordinada adverbial
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
“Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população”, afirma.
O pronome sublinhado no período acima desempenha papel
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Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
Por “ápice” só não se entende
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Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
A respeito de pressupostos e subentendidos no âmbito do texto, assinale a afirmativa incorreta.
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Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
Mortalidade materna salta 77% em 2 anos; país retrocede à taxa de anos 1990
O pico de covid-19 em 2021 fez a mortalidade materna no Brasil crescer em patamares inéditos no século. No ano passado, em números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019 – antes da pandemia.
Cálculos feitos pela coluna e pelo médico obstetra Marcos Nakamura, com dados do Ministério da Saúde, apontam que a taxa de mortalidade materna do ano passado supera a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Isso deixa o país com um índice similar ao registrado nos anos 1990. Para verificar a taxa, divide-se o número de óbitos de grávidas e puérperas pela quantidade de nascidos vivos.
No ano passado, morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas, segundo dados preliminares informados pelo Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde. Foi o maior número registrado desde 1996, quando começa a série de dados disponíveis.
Procurado, o Ministério da Saúde informou que, desde o início da pandemia, o governo federal repassou mais de R$ 1 bilhão a estados e municípios para apoiar ações de assistência materna e que instituiu a nova Rami (Rede de Atenção Materna e Infantil), com investimento anual de R$ 1,6 bilhão.
Óbito materno é quando uma mulher morre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término (seja com parto ou aborto) "devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela".
"Esse número não nos surpreende. Quem estuda viroses que ocorrem durante a gravidez sabe dos riscos das viroses respiratórias [em gestantes]", afirma a pesquisadora e ginecologista especialista em medicina fetal, Adriana Melo.
Segundo o painel do ministério, em 2021, 92 mil mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) morreram no país – 50% a mais que em 2019. Ou seja, as mortes maternas tiveram alta maior.
Segundo Melo, isso ocorreu porque gestantes e mulheres logo após o parto ficam mais vulneráveis.
“Temos que lembrar as mudanças que ocorrem nesse período, como o aumento do volume abdominal culminando em elevação do diafragma e consequente redução do volume respiratório", completa a médica, que foi a pioneira em relacionar o vírus da zika com os casos de microcefalia que surgiam no Nordeste em 2015.
Hoje, ela é pesquisadora e presidente do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPesq), em Campina Grande (PB), referência nacional no tratamento de crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Melo lembra que, em 2009, tivemos o surto de H1N1 que vitimou muitas grávidas. "Por sorte, o vírus não se espalhou pelo Brasil naquela época, mas houve uma preocupação com essa população", afirma.
Ela conta que, desde a chegada do coronavírus ao Brasil – no início de 2020 –, um sinal de alerta acendeu. "Mas infelizmente 2021 foi bem mais trágico."
Para Melo, a lei que afastava as grávidas do trabalho chegou "muito tarde [em abril de 2021], quando muitas mulheres já tinham morrido". "Faltou também informações sobre os riscos e estímulo ao uso de máscaras", avalia a especialista.
Os dados deixam claro que há uma relação entre a alta das mortes de grávidas e o colapso no sistema de saúde causado por uma onda de contaminação pelo coronavírus. O ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou o recorde de óbitos pela covid.
(...)
(Carlos Madeiro. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/ 2022/05/22/mortalidade-materna-salta-77-em-2-anos-pais-retrocede-ataxa- de-anos-1990.htm)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. A mortalidade materna cresceu nos últimos anos, alcançando patamares altíssimos, se comparados ao período imediatamente anterior à pandemia de covid-19.
II. Apesar de o Ministério da Saúde ter repassado verbas para assistência materno-infantil, isso não foi suficiente para reduzir os índices de morte durante a pandemia.
III. A morte por covid não é a única causa registrada das mortes de grávidas e puérperas no período analisado.
Assinale
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