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A LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), ao
instituir o benefício de prestação continuada (BPC), reproduz a
lógica assistencialista e seletiva que caracterizava a assistência
social brasileira antes da promulgação da Constituição de 1988,
reforçando a condição de dependência dos usuários e
desconsiderando o caráter de direito social universal da
assistência.
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A Seguridade Social no Brasil, concebida pela
Constituição Federal de 1988 como um tripé que engloba
Saúde, Previdência e Assistência Social, representa um avanço
paradigmático ao universalizar o acesso a direitos, superando a
tradição seletiva e contributiva das políticas sociais
pré-constitucionais, ainda que a efetivação desses direitos seja
tensionada pelas limitações orçamentárias e pela precarização
do trabalho.
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Situação hipotética: Um Assistente Social é
demandado para atuar em uma unidade de saúde que prioriza a
lógica da medicalização dos problemas sociais, relegando a um
segundo plano as dimensões sociais e psicossociais da saúde.
Assertiva: Neste cenário, o profissional deve pautar sua
intervenção pelo princípio da neutralidade profissional,
submetendo-se à hegemonia do discurso biomédico, a fim de
garantir a aprovação institucional de suas ações, sem questionar
as bases ideológicas da instituição.
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O Código de Ética do Assistente Social, ao
estabelecer princípios como o reconhecimento da liberdade
como valor ético central e a defesa intransigente dos direitos
humanos, postula uma práxis profissional que exige do
Assistente Social a superação de concepções conservadoras
sobre família e sociedade, impulsionando a categoria a assumir
uma postura de vanguarda na luta por uma ordem social justa e
igualitária, sem, contudo, prescrever as formas concretas de
organização societal.
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A adoção do referencial teórico marxista no Serviço
Social brasileiro, embora tenha propiciado uma análise crítica
das expressões da 'questão social', incorreu no erro de
subestimar a importância das dimensões culturais e subjetivas
na conformação dos fenômenos sociais, limitando-se a uma
interpretação economicista que negligencia a complexidade da
intervenção profissional.
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A 'questão social', em sua gênese e
desenvolvimento no modo de produção capitalista,
configura-se como um emaranhado de expressões da
pauperização e da desigualdade, que, ao serem objetivadas em
políticas sociais, perdem sua centralidade na luta de classes,
tornando-se meros objetos de gerenciamento
técnico-burocrático, desprovidos de potencial transformador da
estrutura social.
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A regulamentação profissional do Assistente Social,
estabelecida pela Lei nº 8.662/1993, ao definir as competências
e atribuições privativas da categoria, paradoxalmente, restringe
a autonomia profissional ao subordinar a prática do Assistente
Social exclusivamente aos ditames da burocracia estatal,
impedindo a construção de práticas criativas e inovadoras no
âmbito das políticas sociais.
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Situação hipotética: Um Assistente Social atua em
um CRAS de um município de pequeno porte, onde observa
uma demanda crescente por serviços socioassistenciais
decorrente do desemprego estrutural e da fragilização dos
vínculos familiares. Assertiva: Neste contexto, a priorização
exclusiva de programas de transferência de renda, sem
articulação com ações de fortalecimento de capacidades e
emancipação, alinha-se à diretriz de focalização extrema da
Política Nacional de Assistência Social (PNAS) como
estratégia de promoção da autonomia plena dos usuários,
conforme preconizado pelos fundamentos do SUAS.
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O projeto ético-político do Serviço Social brasileiro,
embora fundamentado na autonomia relativa da profissão,
preconiza uma adesão incondicional aos preceitos da moral
burguesa, como forma de legitimação social e política da
categoria, afastando-se de qualquer proposta de ruptura com as
bases hegemônicas da sociedade, o que se evidencia pela
neutralidade valorativa implícita no Código de Ética
Profissional.
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- Aspectos HistóricosRedimensionamento e Transformações Societárias
- Políticas SociaisPromoção SocialTrabalho
A perspectiva da acumulação flexível, característica
do capitalismo contemporâneo, impõe ao Serviço Social a
reelaboração de sua instrumentalidade, exigindo não apenas a
compreensão das novas configurações da 'questão social', mas
também a construção de estratégias profissionais que
transcendam a mera mediação de políticas focais, buscando
incidir na desconstrução dos mecanismos estruturais de
precarização da vida, ainda que o acesso universal a direitos
sociais permaneça uma utopia na lógica do capital.
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