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Identifique, das afirmações a seguir, aquela que se inclui nos princípios metodológicos construtivistas, de acordo com Lino de Macedo.
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Não acredito no purismo linguístico, não. Desde que o homem é homem, as culturas e, consequentemente, as línguas se interpenetram. Hoje, quem é que reclama da palavra “otorrinolaringologista”, todinha grega? Quem é que não usa a palavra “garagem” (ou “garage”, tanto faz), que vem do francês? Mas (quase.) tudo na vida tem limite. Em se tratando da língua, ou, mais especificamente, dos estrangeirismos, o limite é imposto pelo bom senso. Não vejo o menor sentido, por exemplo, no tosco uso da palavra off, que aparece na porta de algumas lojas. Não se trata de caso que enriquece a língua, que preenche espaço até então vago etc. Trata-se de subdesenvolvimento mesmo. Incurável. Ou, como dizia Nelson Rodrigues, do complexo de vira-lata. No lugar de off, parece conveniente usar a ultraconhecida palavra “desconto”, cujo significado qualquer brasileiro conhece.
Que me diz o leitor de traduzir “Smoking is not allowed” por “Fumando não é permitido”? Alguém teria coragem de traduzir smoking por “fumando” nesse caso? Certamente não, mas muita gente traduz ao pé da letra frases como “I will be sending” ou “We will be booking” (por “Vou estar enviando” e “Vamos estar reservando”, respectivamente.) Como se vê pela mensagem com que se avisa que não é permitido fumar, o gerúndio inglês nem sempre continua gerúndio quando traduzido para o português.
Onde estaria a inadequação de frases como “O senhor pode estar anotando o número?” ou “Um minuto, que eu vou estar transferindo a ligação”, que hoje em dia pululam e ecoam nos escritórios, no telemarketing etc.? O problema não está na estrutura – “flexão dos verbos ‘ir’, ‘poder’ etc. + estar + gerúndio” –, mas no mau uso que dela se tem feito. Essas construções são da nossa língua há séculos, ou alguém teria peito de dizer que uma frase como “Eu bem que poderia estar dormindo” é inadequada?
Qual é o problema então? Vamos lá. Quando se diz, por exemplo, “Não me telefone nessa hora, porque eu vou estar almoçando”, indica-se um processo (o almoço) que terá certa duração, que estará em curso, mas – santo Deus! –, quando se diz “Um minuto, que eu vou estar transferindo a ligação”, emprega-se a construção “vou estar transferindo” para que se indique um processo que se realiza imediatamente. Quanto tempo se leva para a transferência de uma ligação? Meses ou segundos? O diabo é que, para piorar, “Vou estar transferindo” é uma verdadeira contorção verbal, que substitui, sem nenhuma vantagem, a construção “Vou transferir”, mais curta, rápida, direta – e apropriada. (...)
(Pasquale Cipro Neto, A praga do gerundismo. Disponível em: www.redebrasilatual.com.br)
Após a leitura do texto, infere-se que
I. o gerundismo não é objeto de investigação para os estudiosos da língua materna;
II. nem sempre há equivalência no uso do gerúndio em idiomas diferentes;
III. o gerundismo pode ter nascido da tradução inadequada do inglês;
IV. os falantes fazem uso inadequado de algumas estruturas importadas da língua inglesa.
II. nem sempre há equivalência no uso do gerúndio em idiomas diferentes;
III. o gerundismo pode ter nascido da tradução inadequada do inglês;
IV. os falantes fazem uso inadequado de algumas estruturas importadas da língua inglesa.
São corretas apenas as asserções
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1396285
Ano: 2010
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
- LDB: Lei de Diretrizes e BasesDa Educação e Dos Princípios e Fins da Educ. Nacional (arts. 1º ao 3º)
Dos princípios de ensino estabelecidos na Lei Federal n.º 9.394/96, relacionados a seguir, identifique aquele que se concretiza mais diretamente nas atividades do professor, na sala de aula.
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Tratando do tema ensino de línguas modernas, Eddy Roulet (em seu Teorias linguísticas, gramáticas e ensino de línguas) afirma que o principal objetivo desse ensino é permitir ao indivíduo comunicar-se com outros nas diversas situações pessoais e profissionais da vida quotidiana. Acrescenta que a compreensão de tal objetivo envolve a aceitação de três condições, que são, nas palavras do linguista:
Em primeiro lugar, dominar uma língua como instrumento de comunicação não é apenas questão de poder construir e entender orações gramaticais. Trata-se também de saber como usar essas orações em determinados contextos linguísticos e não-linguísticos. [...] Em segundo lugar, comunicar-se com interlocutores não é apenas uma questão de transmitir informações ou formular perguntas referentes aos objetos e acontecimentos que nos cercam. [...]
Em terceiro lugar, e como corolário, comunicar-se satisfatoriamente em uma comunidade linguística não é simplesmente questão de conhecer uma língua pura, homogênea e monolítica; é preciso saber ao menos compreender e se possível empregar diferentes variedades da língua usada numa comunidade específica.
Assinale a alternativa cujas afirmações são compatíveis com a primeira condição de que trata Eddy Roulet.
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De acordo com as Propostas Curriculares Nacionais para o 3.º e 4.º Ciclos do Ensino Fundamental, a relação entre os Temas Transversais e as áreas do conhecimento deve se dar de forma que
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“Existem tantos gêneros quantas forem as situações de interação social, o que significa dizer que há infinitos gêneros. Telefonemas, cartas comerciais, bulas de remédio, romances, poemas são alguns exemplos. Há gêneros que já desapareceram, como o telex, outros que estão desaparecendo, como o telegrama, e outros que surgiram recentemente, como o e-mail. (...)
Cada gênero tem suas próprias regras e convenções. Num e-mail, temos de preencher o campo de assunto; em um telefonema, mesmo quando estamos apenas ouvindo, temos de enviar, frequentemente, sinais vocais como ahã, hã, é etc., para sinalizar ao nosso interlocutor que estamos atentos do outro lado da linha.”
(A. S. Abreu, O design da escrita.)
“Os tipos textuais são classificados em apenas quatro: narração, argumentação, descrição e injunção. Na narração, contamos um evento, na argumentação, defendemos uma idéia. Na descrição, tentamos passar ao nosso interlocutor um cenário, uma paisagem. Numa injunção, damos uma ordem, fazemos um pedido, estabelecemos condições.”
(A. S. Abreu, O design da escrita.)
Pela leitura do texto, inferem-se como exemplos de injunção:
I. uma oração religiosa;
II. um aviso proibindo tirar fotos;
III. uma sentença proferida por um juiz;
IV. uma ordem de pagamento.
II. um aviso proibindo tirar fotos;
III. uma sentença proferida por um juiz;
IV. uma ordem de pagamento.
São efetivamente injunções:
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1390810
Ano: 2010
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
A demanda da Comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei n.º 10.639/2003, que alterou a Lei n.º 9.394/96, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas. Para atendê-los, o Conselho Nacional discorre sobre a necessidade de políticas de reparações e de reconhecimento, que incluem programas de ações afirmativas, isto é, conjuntos de ações políticas dirigidas à
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Tratando do tema ensino de línguas modernas, Eddy Roulet (em seu Teorias linguísticas, gramáticas e ensino de línguas) afirma que o principal objetivo desse ensino é permitir ao indivíduo comunicar-se com outros nas diversas situações pessoais e profissionais da vida quotidiana. Acrescenta que a compreensão de tal objetivo envolve a aceitação de três condições, que são, nas palavras do linguista:
Em primeiro lugar, dominar uma língua como instrumento de comunicação não é apenas questão de poder construir e entender orações gramaticais. Trata-se também de saber como usar essas orações em determinados contextos linguísticos e não-linguísticos. [...] Em segundo lugar, comunicar-se com interlocutores não é apenas uma questão de transmitir informações ou formular perguntas referentes aos objetos e acontecimentos que nos cercam. [...]
Em terceiro lugar, e como corolário, comunicar-se satisfatoriamente em uma comunidade linguística não é simplesmente questão de conhecer uma língua pura, homogênea e monolítica; é preciso saber ao menos compreender e se possível empregar diferentes variedades da língua usada numa comunidade específica.
Segundo Roulet, a língua
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“Ocorre também, na pronúncia, que o fonema representado por determinada letra seja realizado de formas diferentes, dependendo de fatores regionais ou de hábitos linguísticos individuais. (...) Na palavra amor, o falante de Maceió, por exemplo, realizará o som de r com o fonema /R/ (som forte, como em carro). Já no sul do estado de São Paulo, o fonema será /r/ (como em barato). (...) A cada uma das diversas possibilidades de realização de ummesmo fonema dá-se o nome de alofone ou variante.”
(Faraco & Moura, Gramática.)
Portanto, com a grande extensão territorial do Brasil, variantes ocorrem com frequência. Mas dois brasileiros provenientes de diferentes regiões, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, podem perfeitamente se entender...
I. porque não ocorrem alofones;
II. porque os falantes vão evitar variações livres;
III. porque os alofones não interferem na apreensão dos significados das palavras.
II. porque os falantes vão evitar variações livres;
III. porque os alofones não interferem na apreensão dos significados das palavras.
Está(ão) correta(s):
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Sabemos que, dentro de um gênero, podemos utilizar mais de um tipo textual. Assim sendo, considere o texto a seguir, que é um exemplo do gênero carta, escrito por Machado de Assis a Joaquim Nabuco.
Meu caro Nabuco. Receba meus pêsames pela morte de sua querida e veneranda mãe. A filosofia acha razões de conformidade para estes lances da vida, mas a natureza há de sempre protestar contra a dura necessidade de perder tão raros entes. Felizmente, a digna finada viveu o tempo preciso para ver a glória do filho, depois da glória do esposo. Retirou-se deste mundo farta de dias e de consolações. Minha mulher reúne os seus aos meus pêsames. O velho amigo, Machado de Assis (Rio de Janeiro, 5 de out. 1902).
(J. M. Machado de Assis, Epistolário Obras Completas)
Afirma-se que, na carta,
I. há injunções, os votos de pêsames;
II. há argumentação, quando o autor contrapõe a filosofia à natureza;
III. existe narração, no comentário acerca da história de vida da mãe de Nabuco.
II. há argumentação, quando o autor contrapõe a filosofia à natureza;
III. existe narração, no comentário acerca da história de vida da mãe de Nabuco.
Acerca dessas asserções, deve-se concluir que
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