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...os novos socialistas simplesmente se defendiam empurrando os argumentos do liberalismo clássico franco-britânico para além do ponto até onde os liberais burgueses estavam preparados para ir. A nova sociedade por eles defendida também não necessitava abandonar o terreno tradicional do humanismo clássico e do ideal liberal. Um mundo no qual todos fossem felizes e no qual todo indivíduo realizasse livre e plenamente suas potencialidades, no qual reinasse a liberdade e do qual desaparecesse o governo coercitivo era o objetivo máximo de liberais e socialistas. O que distinguia os vários membros da família ideológica descendente do humanismo e do iluminismo – liberais, socialistas, comunistas ou anarquistas – não era a amável anarquia mais ou menos utópica de todos eles, mas sim os métodos para alcançá-la. Neste ponto, entretanto, o socialismo se separava da tradição clássica liberal.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções, 1789-1848)
Para Hobsbawm, no contexto da primeira metade do século XIX, o socialismo “se separava da tradição clássica liberal”, porque
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O movimento do século XVIII fora puramente humanitário: não era o corolário de uma necessidade de menos escravos, do qual ele teria sido o reflexo. A prova: o tráfico é tão ativo depois de 1807 (ano em que o tráfico negreiro foi oficialmente proibido pelo Parlamento inglês) quanto antes... Por volta de 1830, continuava a haver 60 mil embarques anuais na África.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)
Apesar do volume apontado no fragmento, para Marc Ferro, o tráfico negreiro começou a diminuir
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O que se deve chamar de feudalismo é o conjunto da formação social dominante no Ocidente da Idade Média Central, com suas facetas política, econômica, ideológica, institucional, social, cultural, religiosa. Em suma, uma totalidade histórica, da qual o feudo foi apenas um elemento. No entanto, como examinamos cada uma daquelas facetas nos capítulos correspondentes, vamos aqui nos prender apenas à análise das relações sociais do feudalismo. Ou melhor, do feudo-clericalismo.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do Ocidente. Texto adaptado)
Para Franco Júnior, o uso do termo feudo-clericalismo é conveniente porque
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A década de 1950 foi cheia de guerras de guerrilha no Terceiro Mundo, praticamente todas nos países coloniais em que, por um motivo ou outro, as antigas potências coloniais ou colonos locais resistiram à descolonização pacífica (...). Curiosamente, foi um movimento relativamente pequeno (...), atípico mas bem-sucedido, que pôs a estratégia da guerrilha nas primeiras páginas do mundo: a revolução que tomou a ilha caribenha de Cuba em 1º de janeiro de 1959.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)
Assinale a alternativa que apresenta, segundo Hobsbawm, características da Revolução Cubana.
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Ele seguia, como Nina Rodrigues, teorias baseadas na crença da inferioridade dos não-brancos, que davam ares de ciência ao preconceito de cor. Explicou a Guerra de Canudos como o resultado do choque entre os curibocas do sertão, formados de brancos e índios, e os mestiços do litoral, neurastênicos e desequilibrados pela mistura entre brancos e negros. Valorizou o mestiço do sertão, que apresentaria vantagem sobre o mulato do litoral, devido ao isolamento histórico e à ausência de componentes africanos, que tornavam mais estável sua evolução racial e cultural. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.”
(Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias. Texto adaptado)
O excerto faz referência a
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Os chamados Projetos de Desenvolvimento Econômico foram muito comuns durante os anos dos governos militares, na década de 1970, e eram implantados pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI – em diferentes áreas indígenas onde viviam aqueles grupos considerados, pela FUNAI, em “adiantado estado de aculturação”.
(Joana A. Fernandes Silva. Economia de subsistência e projetos de desenvolvimento econômico em áreas indígenas. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (orgs.). A temática indígena na escola. Novos subsídios para professores de 1o e 2o graus. Texto adaptado)
De acordo com a autora, os Projetos de Desenvolvimento Econômico eram caracterizados
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A política exterior dos Estados Unidos, após a vitória da Revolução Cubana, em 1959, sofrera algumas mudanças frente aos países da América Latina.
(Maria Lígia Coelho Prado, Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação)
Segundo Prado, o temor que a experiência cubana fosse adotada por outras nações da América Latina, fez com que o governo do presidente Kennedy
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É o século XVIII e a dinamização das sociedade e economia coloniais, a partir do ouro das Minas Gerais, que, afinal, possibilitariam a construção de um novo quadro social e político...
(Eduardo França de Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História)
Nesse novo quadro, segundo Paiva, verifica-se
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Se nos detemos nas formas de reprodução da hierarquia socioeconômica do Rio de Janeiro na passagem do século XVIII para o seguinte, nos defrontamos com um movimento aparentemente paradoxal. Parte expressiva da elite empresarial mercantil, após duas gerações de contínua acumulação no mercado, tende a abandonar os seus negócios, passando a investir em atividades rurais e rentistas, em geral bem menos lucrativas do que o comércio.
(João Fragoso e Manolo Florentino, História econômica. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da História – Ensaios de teoria e metodologia)
Segundo Fragoso e Florentino, para compreensão da passagem dos negócios mercantis para as atividades rurais e rentistas, é necessário considerar que
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Procuremos examinar com especial destaque o processo de monumentalização a que foram submetidos o evento e suas fontes e, a partir daí, propor novas linhas de interpretação. Termos como rebelião, revolta e motim, quando referidos a seu tempo e analisados no contexto do século XVIII, comportam significados relativamente diversos e polissêmicos em relação a seu uso contemporâneo.
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História)
Furtado entende que, na sociedade do século XVIII, a rebelião, a revolta ou o motim
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