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Após a leitura do trecho abaixo transcrito, analise as explicações que se apresentam na sequência sobre alguns fatos gramaticais nele presentes e indique a alternativa em que há correspondência entre o fato gramatical e explicação proposta.
“ 'As pessoas podem não confiar nas urnas eletrônicas, como tantos não creem em Deus. O que não se admite é que se criem factoides falsos a dar robustez a uma farsa qualquer que atente contra a democracia', disse a VEJA um ministro do TSE” (Veja, 11/08/21)
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O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)
No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.
E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.
Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.
- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?
- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.
- Perneta?
- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. A gente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.
Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.
- E quando saiu das grades?
- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.
Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.
- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?
- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.
- E por que abandonou a carreira de cego?
- Concorrência desleal.
E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
- E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.
Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Analise as explicações a seguir com relação a alguns recursos linguísticos presentes no texto e assinale (V) para as proposições verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Em: “No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida.”, o item “o” se classifica como pronome demonstrativo.
( ) Em: “Não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro,[...]”, os conectivos “porque” e “enquanto que” podem ser substituídos, sem prejuízo semântico, por “pois” e “mas”, respectivamente.
( ) Em: “Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade”, a expressão “Seu Júlio”, que inicia o parágrafo, assume a função de vocativo na frase.
( ) Na resposta apresentada pelo personagem: “ – (Eu)Virei cego por necessidade”, o termo “cego” assume, na frase, a função de objeto direto e a unidade “por necessidade”, de adjunto adverbial de causa.
A sequência CORRETA se apresenta em:
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O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)
No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.
E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.
Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.
- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?
- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.
- Perneta?
- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. A gente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.
Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.
- E quando saiu das grades?
- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.
Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.
- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?
- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.
- E por que abandonou a carreira de cego?
- Concorrência desleal.
E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
- E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.
Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Leia o trecho a seguir com atenção para as escolhas do autor quanto ao léxico e às estruturas oracionais, e, em seguida avalie as proposições.
“Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana”.
I- Ocorre o uso de expressões giriáticas, a exemplo de “Seu Júlio entrou bem”; “Seu Júlio foi em cana”; mendigo que podia se pirou” (fugiu).
II- Ocorre o uso do QUE (coloquial), empregado com valor de explicação, equivalente a POIS: “pois a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
III- Ocorre inversão sintática, em que o sujeito aparece posposto ao verbo: a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
IV- Ocorre, no final do parágrafo, uma oração justaposta que mantém um vínculo semântico de adversidade, de modo que o conectivo adequado ao contexto seria: “Porém, Seu Júlio foi em cana.”
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Os testes para patologias musculares e tendinosas são de suma importância na avaliação funcional do joelho, e, quando realizados de forma apropriada, auxiliam na determinação do diagnóstico. Alguns deles são:
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A paralisia cerebral é descrita como a manifestação de sequelas de lesão cerebral irreversível do neurônio motor central, ocorrida desde a concepção até o término da maturação encefálica, que corresponde aproximadamente à idade de 6 a 7 anos de idade. Pode ter como manifestações principais a não progressão, com déficits sensoriais, motores e intelectivos. Dentre as diversas características sobre esta condição neurológica, nas alternativas a seguir, marque a CORRETA:
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A instalação aguda do quadro clínico é fator fundamental para o diagnóstico das Doenças Cérebro Vasculares (DCV). Essa instalação ocorre de poucos minutos a algumas horas. A presença de sinais neurológicos focais, instalados agudamente, possibilita o diagnóstico de um quadro de AVE, e mesmo da sua topografia, com uma considerável exatidão. A sintomatologia das DCV depende mais da localização da lesão do que da sua natureza. Avalie as proposições que se seguem sobre as principais síndromes clínicas, de acordo com a localização da lesão vascular:
I. Quando a lesão ocorre em tronco cerebral, cerebelo, lobos occipitais: déficit motor ou sensorial nos quatro membros, ataxia de tronco ou membros, disartria, mirada lateral desconjugada, nistagmo, amnésia, defeitos de campo visual bilateral, vertigem e incoordenação.
II. Quando há uma pequena lesão subcortical (lacuna) hemisférica ou do tronco cerebral: AVE sensorial puro - déficit da sensibilidade (face, membros superior e inferior contralaterais) sem alterações das funções cerebrais superiores, motora ou da visão.
III. Quando há lesão no hemisfério esquerdo (dominante): Hemiparesia, alteração da sensibilidade e comprometimento do campo visual à esquerda, comprometimento do olhar conjugado para a esquerda, disartria, desorientação espacial e heminegligência esquerda.
IV. Quando a lesão ocorre no hemisfério direito (não dominante): hemiparesia, alteração da sensibilidade e comprometimento do campo visual à direita, afasia, comprometimento do olhar conjugado para a direita, disartria e comprometimento da leitura, da escrita e do cálculo.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
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A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma doença comum na população adulta e idosa e representa uma alteração com fisiopatologia complexa e multifatorial, sem um tratamento claro e definitivo. A prevalência da IVC tende a aumentar com a idade. Diante do exposto, são diversas as recomendações para o acompanhamento do indivíduo com esta doença. Marque a alternativa INCORRETA sobre as intervenções em pacientes idosos com IVC.
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As alterações nos sistemas que compõem o equilíbrio possuem como uma das prerrogativas fundamentais a avaliação. Sabe-se que os idosos são bastante heterogêneos com relação às dificuldades e limitações, de forma que ao ser realizada uma avaliação, deve-se identificar se um problema de equilíbrio existe ou não, prever o risco de queda, determinar a causa da disfunção e sua repercussão sobre a funcionalidade do idoso. Seguindo-se essa afirmação, avalie as proposições que se seguem sobre o sistema de força muscular:
I. É observada uma diminuição da força muscular em dorsiflexores, flexores plantares, quadríceps e abdutores de quadril.
II. O teste de sentar e levantar da cadeira usado na avaliação clínica do equilíbrio deve ser feito com os braços ao lado do corpo, 3 vezes sem parar, de forma lenta e contínua.
III. Há estabilidade nas posições tandem, semitandem e instabilidade no apoio unipodal.
Está CORRETO o que se afirma em:
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Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, em relação aos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que apresentam condições indicativas de internação:
( ) Pacientes com insuficiência respiratória aguda grave com distúrbios de comportamento ou hipersonolentos.
( ) Pacientes com complicações como embolia pulmonar ou pneumotórax.
( ) Pacientes com insuficiência cardíaca descompensada.
( ) Pacientes com características típicas de infecção pulmonar como febre e leucocitose.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
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Durante o trabalho de parto, a mulher é levada a assumir posições corporais pouco habituais. Em particular, posições que colocam os "tecidos moles' do corpo, ligamentos e músculos, sob tensão. Quando um ligamento ou músculo é submetido à tensão, ele se torna tracionador dos ossos sobre os quais se fixa. É dessa maneira que tensões musculares ou ligamentares criam trações de uma ou de outra parte da pelve. Isso provoca movimentos intrínsecos da pelve e alterações da sua forma. As trações sobre os ossos da pelve também podem ser decorrentes de contrações de músculos que se fixam sobre seus ossos. Diante dessas considerações, avalie as proposições a seguir:
I. A flexão/rotação medial do fêmur causa uma supinação do ilíaco por causa das tensões ligamentares e musculares.
II. Quando se flexiona fortemente a coluna, sobretudo a lombar, os seus músculos posteriores são distendidos e tracionam a parte posterior do sacro de baixo para cima. Dessa maneira, eles levam o cóccix um pouco para trás e para cima, acarretando uma nutação do sacro.
III. A flexão do quadril provoca uma contranutação ilíaca por causa das tensões ligamentares.
IV. A contração dos músculos da parte inferior das costas pode impedir a contranutação do sacro na primeira parte do trabalho de parto, na fase de insinuação (passagem do primeiro e do segundo plano).
É CORRETO o que se afirma em:
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