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2497305 Ano: 2014
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
O valor de sen75º é
 

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2497304 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
INSTRUCTION: Read the texts and answer the questions.
Text 1
Iceland's eruptions could have global consequences
Blasts of lava and ash erupted from a volcano in southern Iceland on Monday and small tremors rocked the ground. This created fears of a larger explosion at the nearby Katla volcano.
History has shown that when the Eyjafjallajökull volcano erupts, Katla follows — the only question is how soon(a). And Katla, located under the massive Myrdalsjökull ice cap, threatens disastrous floods and explosive blasts when it blows.
Saturday's eruption at Eyjafjallajökull (pronounced AYA-feeyapla-yurkul) — dormant for nearly 200 years(b) — forced at least 500 people to evacuate. Most have returned to their homes, but authorities were waiting for scientific assessments to determine whether they were safe to stay. Residents of 14 farms nearest to the eruption site were told to stay away.
Several small tremors were felt early Monday, followed by lava and steam rocketing into the air.
Iceland sits on a large volcanic hot spot just between the Eurasian plate and the North American plate. Eruptions, common throughout Iceland's history, are often caused by seismic activity when the Earth's plates move and when magma from deep underground pushes its way to the surface.
Like earthquakes, predicting the timing of volcanic eruptions is an imprecise science. An eruption at the Katla volcano could be disastrous, however — both for Iceland and other nations.
Iceland's Laki volcano erupted in 1783, freeing gases that turned into smog. The smog made dramatic changes to the weather. Many died from gas poisoning in the British Isles. Crop production fell in Western Europe, and this caused famine. This is why some even linked the eruption(d) to the French Revolution. Painters in the 18th century illustrated bright red sunsets in their works.
The winter of 1784 was also one of the longest and coldest on record in North America. New England reported a record stretch of below-zero temperatures and New Jersey reported record amounts of snow. The Mississippi River also reportedly froze in New Orleans.
Unlike the powerful volcanoes along the Pacific Ocean, Iceland's volcanoes occur in an area where two of the earth's plates are moving apart from each other. They are also unique in that many erupt under ice sheets with little warning. It is one of the few places in the world where volcanic eruptions often go undetected because they can't be easily seen.
Magnus Tumi Gudmundsson, a geologist at the University of Iceland who flew over the site on Monday, said the beginning of Saturday's eruption was so indistinct that it initially went undetected by geological instruments. Many of the tremors were below magnitude 2.6.
Using thermal cameras and radar to map the lava flow, Gudmundsson and other scientists were able to determine that the lava from Eyjafjallajökull was not moving toward the ice caps(c), reducing any threat of floods. He said he and other scientists were watching Katla but Monday's trip was meant to assess immediate risk.
Andy Russell from Newcastle University went with a team to Iceland before the eruption. "From records, we know that every time Eyjafjallajökull erupts, Katla has also erupted". Russell said past Katla eruptions have caused floods the size of the Amazon and sent rocks as big as houses tumbling down valleys and roads. The last major eruption took place in 1918. Floods followed in as little as an hour.
Those eruptions have posed risks to residents nearby, but most of Iceland's current population of 320,000 live in the capital of Reykjavik on the western part of the island.
Southern Iceland is not very populated but has both glaciers and unstable volcanoes — a destructive combination. (…)
Adapted from: http://usatoday30.usatoday.com/tech/science/2010-03-22-iceland-volcano_N.htm.
Choose the alternative in which the word in bold is NOT an adverb.
 

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E agora, Joaquim?
“Há terríveis mentiras circulando o mundo, e o pior é que metade delas é verdade.”(Winston Churchill)
Em conversas reservadas, o novo ministro da Fazenda disse a interlocutores que encontrou as contas públicas em situação pior do que esperava. Como no poema de Carlos Drummond de Andrade, no qual ele faz tantas indagações a José, mostrando sua visão pessimista do cotidiano(a), chegou a hora de perguntarmos àquele que vai tomar as rédeas de nossa economia: e agora, Joaquim? O que fazer com a fraqueza da economia mundial atrelada à deterioração de nossa situação fiscal, conjugada com o pífio crescimento e com a inflação bastante pressionada? Será que a presidente, que tanto zombou dos eleitores no processo eleitoral, está consciente de que a festa acabou? O nosso déficit nominal em relação ao PIB já ultrapassou 5% nos últimos 12 meses, e a crise russa pode vir a representar uma ameaça de contágio, caso gere pânico no mercado. Com a recuperação da economia norte-americana, a tendência, nesse caso, seria estimular os investidores a buscarem a solidez do dólar, em detrimento de outras moedas, principalmente do real. Se isso acontecer em larga escala, três consequências serão sentidas de imediato: o câmbio foge do controle, os juros se elevam, e o endividamento interno e externo vira uma bola de neve. Como diria Carlos Drummond de Andrade, não veio a utopia, e tudo acabou(d), e tudo fugiu, e tudo mofou. E agora, Joaquim? É óbvio que o pior da crise ainda não passou. Talvez não tenha, sequer, chegado.
Haverá pressão de custos a exemplo da energia elétrica – que já subiu, e vai subir muito mais –, sem falar em outros preços administrados, como tarifas de ônibus, derivados do petróleo e, agora, até da água, provocando reação em cadeia. Corrigir os rumos que a ausência de lógica, praticada por Guido Mantega e sua equipe, impôs – como fruto de sua subserviência nata e hereditária – ao nosso ordenamento econômico, não vai ser tarefa fácil. Aliás, a postura adequada para se enfrentar o que vem por aí requer independência dos formuladores do planejamento estratégico, para desasnar distorções de toda ordem, provocadas pelo amadorismo e pela letargia da equipe que se despediu.
Joaquim Levy, ao contrário, tem credibilidade, competência, coragem e independência(b) para enfrentar os desafios e assumir responsabilidades. É inadmissível pensar que ele possa, a exemplo de seu antecessor, ser monitorado e/ou cooptado para amaciar a base de sustentação do governo, cuja capacidade de barganha foi dimensionada no famigerado toma lá, dá cá, de final de ano, quando a contabilidade criativa atingiu o paroxismo, para que as contas do governo pudessem ser fechadas. É bem provável que ele reintroduza um conceito velho, mas atual, de forma bem perceptível ao povo brasileiro: o do trade-off, que se caracteriza por uma ação econômica que visa à resolução de problema, mas acarreta outro, obrigando o decisor a um dilema bem ao estilo da Escolha de Sofia. Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço, igualmente distinto.
E é inegável que esse trade-off deva sempre ser bem explicado. Por exemplo: a inflação dificilmente ficará no centro da meta nos dois próximos anos. O Brasil depende de importações, e o dólar valorizado acentuará a inflação, ainda que possa atuar como incentivo aos exportadores. Como nenhum compromisso assumido na campanha tem mais valor, que tal acelerar o projeto que atualiza a CLT, já que o modelo sindical brasileiro é arcaico e inconveniente, pois não permite que os sindicatos negociem diretamente por empresa, mas por categoria? Outra grande tarefa do ministro será convencer os brasileiros de que é necessária uma política fiscal à longo prazo, austera o suficiente para aumentar a poupança pública. Não vejo como o Brasil possa crescer a taxa próxima de 5% ao ano, sem que a poupança interna esteja em torno de 23% do PIB, e a externa girando ao redor de 2%. E agora, Joaquim? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; Joaquim, e agora?(c)
(GOMES, Wagner. E agora, Joaquim? Revista Viver. p. 46. 6 de fevereiro de 2015.)
Assinale a alternativa em que as vírgulas foram usadas, obrigatoriamente, para separar um vocativo.
 

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2497301 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
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POR QUE GOSTAMOS MAIS DE PETS DO QUE DE OUTRAS PESSOAS?
No fim de 2013, uma pesquisa feita pelo Ibope com mais de 10 mil pessoas revelou(a) que 80% dos internautas brasileiros têm um animal de estimação em casa. Mais da metade dos entrevistados têm um cachorro, dos quais 28% são vira-latas.
O que mais chama atenção na pesquisa é o quanto é gasto por mês com os animais: 46% gastam mais de R$ 75 com os pets, com a média de gasto mensal de cerca de R$ 100. Ou seja, anualmente um cachorrinho pode custar pelo menos R$ 1.200.(b) Banho toda semana não é pra todos, mas ainda assim o número é grande(c): 52% dos animais tomam banho pelo menos uma vez por quinzena. Todos esses números provam o óbvio: os animais de estimação fazem parte da nossa vida. Mas gostamos mais deles do que dos nossos próprios semelhantes?
Existem muitos exemplos nos Estados Unidos de cachorros mortos por policiais em apreensões de seus donos. Segundo o FBI, nos EUA, cerca de 400 civis são mortos por ano em confrontos com a polícia, já com cães o número é indefinido pela agência. Em uma contagem feita por Merrit Clifton, do site Animals 24-7, de 300 a 500 cães morrem por ano em ocorrências policiais. Para muitas pessoas imaginar um pobre cachorrinho levando um tiro indigna muito mais do que um ser humano na mesma situação. Acha a citação absurda?
Dois sociólogos da Universidade de Northeastern corroboram a ideia do último parágrafo quando dizem que “as pessoas ficam mais chateadas com as notícias de abuso de animais do que com ataques dirigidos a seres humanos”. Os pesquisadores Arnold Arluke e Jack Levin fizeram uma série de estudos dessa relação fraterna entre humanos e animais, e os resultados são assustadores.
Um dos estudos consistia em mostrar manchetes de um falso assassinato no campus da universidade aos estudantes. Arluke e Levin faziam um rodízio sobre as vítimas: um filhote de cachorro, um cachorro adulto, um bebê humano e um homem adulto(d).
A história em que a vítima era um ser humano adulto suscitou, de longe, os menores índices de estresse emocional nos estudantes. Uma pontinha de esperança surge quando o "vencedor" é anunciado: o bebê humano. No entanto, o filhote de cachorro leva o segundo lugar, seguido de perto do cão adulto. Arluke e Levin concluem que a importância emocional varia de acordo com o nível de opressão: quanto mais indefesos e desprotegidos, mais dó sentimos.
Em outro experimento, psicólogos da Universidade Georgia perguntaram para 573 pessoas quem elas salvariam em um cenário hipotético que dava chance de apenas um indivíduo sobreviver: cão ou humano.
Segundo os pesquisadores, dois fatores são levados em conta nesse momento de decisão. Primeiro: quem é a pessoa em perigo. Um desconhecido perderia a vida por um cachorro. Segundo: quem é o cão em perigo. 40% dos entrevistados salvariam seu animal de estimação ao invés de um turista estrangeiro.
Ao que parece, a maioria das pessoas vive de acordo com a célebre frase do filósofo ambiental Chris Diehm: "o paradoxo dos gatos em nossas casas e vacas em nossos pratos."
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2015/04/por-que-gostamos-mais-de-pets-do-que-de-outras-pessoas.html
Acesso em 6 mai. 2015.
Assinale a afirmativa em que a vírgula foi empregada devido ao fato de o adjunto adverbial estar anteposto ao verbo.
 

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2497300 Ano: 2014
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) n.º 9.394, de 12 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, foi alterada pela Lei n.º 11.645, de 2008, que estabelece em seu Art. 26A: Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Analise as afirmativas sobre a Lei n.º 11.645 e sua interpretação em relação ao ensino de arte:
I - É importante que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros sejam ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de artes, literatura e história brasileiras.
II - Importam mudanças das práticas e descolonização dos currículos da Educação Básica em relação à África, aos afro-brasileiros e aos povos indígenas.
III - Um ensino de arte multiculturalista ajudaria a libertar-se de atitudes discriminatórias em relação à pessoas de culturas diferentes e ajudaria a ser capaz de responder à diversidade racial e cultural de maneira positiva e socialmente responsável.
É CORRETO o que se afirma em:
 

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2497299 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
E agora, Joaquim?
“Há terríveis mentiras circulando o mundo, e o pior é que metade delas é verdade.”(Winston Churchill)
Em conversas reservadas, o novo ministro da Fazenda disse a interlocutores que encontrou as contas públicas em situação pior do que esperava. Como no poema de Carlos Drummond de Andrade, no qual ele faz tantas indagações a José, mostrando sua visão pessimista do cotidiano, chegou a hora de perguntarmos àquele que vai tomar as rédeas de nossa economia: e agora, Joaquim? O que fazer com a fraqueza da economia mundial atrelada à deterioração de nossa situação fiscal, conjugada com o pífio crescimento e com a inflação bastante pressionada? Será que a presidente, que tanto zombou dos eleitores no processo eleitoral, está consciente de que a festa acabou? O nosso déficit nominal em relação ao PIB já ultrapassou 5% nos últimos 12 meses, e a crise russa pode vir a representar uma ameaça de contágio, caso gere pânico no mercado. Com a recuperação da economia norte-americana, a tendência, nesse caso, seria estimular os investidores a buscarem a solidez do dólar, em detrimento de outras moedas, principalmente do real. Se isso acontecer em larga escala, três consequências serão sentidas de imediato: o câmbio foge do controle, os juros se elevam, e o endividamento interno e externo vira uma bola de neve. Como diria Carlos Drummond de Andrade, não veio a utopia, e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou. E agora, Joaquim? É óbvio que o pior da crise ainda não passou. Talvez não tenha, sequer, chegado.
Haverá pressão de custos a exemplo da energia elétrica – que já subiu, e vai subir muito mais –, sem falar em outros preços administrados, como tarifas de ônibus, derivados do petróleo e, agora, até da água, provocando reação em cadeia. Corrigir os rumos que a ausência de lógica, praticada por Guido Mantega e sua equipe, impôs – como fruto de sua subserviência nata e hereditária – ao nosso ordenamento econômico, não vai ser tarefa fácil. Aliás, a postura adequada para se enfrentar o que vem por aí requer independência dos formuladores do planejamento estratégico, para desasnar distorções de toda ordem, provocadas pelo amadorismo e pela letargia da equipe que se despediu.
Joaquim Levy, ao contrário, tem credibilidade, competência, coragem e independência para enfrentar os desafios e assumir responsabilidades. É inadmissível pensar que ele possa, a exemplo de seu antecessor, ser monitorado e/ou cooptado para amaciar a base de sustentação do governo, cuja capacidade de barganha foi dimensionada no famigerado toma lá, dá cá, de final de ano, quando a contabilidade criativa atingiu o paroxismo, para que as contas do governo pudessem ser fechadas. É bem provável que ele reintroduza um conceito velho, mas atual, de forma bem perceptível ao povo brasileiro: o do trade-off, que se caracteriza por uma ação econômica que visa à resolução de problema, mas acarreta outro, obrigando o decisor a um dilema bem ao estilo da Escolha de Sofia. Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço, igualmente distinto.
E é inegável que esse trade-off deva sempre ser bem explicado. Por exemplo: a inflação dificilmente ficará no centro da meta nos dois próximos anos. O Brasil depende de importações, e o dólar valorizado acentuará a inflação, ainda que possa atuar como incentivo aos exportadores. Como nenhum compromisso assumido na campanha tem mais valor, que tal acelerar o projeto que atualiza a CLT, já que o modelo sindical brasileiro é arcaico e inconveniente, pois não permite que os sindicatos negociem diretamente por empresa, mas por categoria? Outra grande tarefa do ministro será convencer os brasileiros de que é necessária uma política fiscal à longo prazo, austera o suficiente para aumentar a poupança pública. Não vejo como o Brasil possa crescer a taxa próxima de 5% ao ano, sem que a poupança interna esteja em torno de 23% do PIB, e a externa girando ao redor de 2%. E agora, Joaquim? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; Joaquim, e agora?
(GOMES, Wagner. E agora, Joaquim? Revista Viver. p. 46. 6 de fevereiro de 2015.)
Considere o trecho: “‘Há terríveis mentiras circulando o mundo, e o pior é que metade delas é verdade’.”(Winston Churchill)
Tendo em vista os tipos de intertextualidade e a maneira como foi usado no texto, pode-se afirmar que se trata de
 

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2497296 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
No fundo do mar
O Brasil naufraga. A cada dia a situação brasileira muda – em alguns aspectos geralmente negativos – tão depressa que, quando se pensa num artigo para esta coluna, já as coisas degringolaram ou se confundiram um pouco mais. Portanto, é sempre em parte um tiro no escuro: quem sabe, até sair o texto, mais coisas graves terão acontecido e não consegui, na hora, atualizar? Mas, para isso, a gente que escreve conta com a compreensão do leitor – algo já meio esquisito de pedir, uma vez que nos solicitam “compreensão” para os fatos mais incompreensíveis.
A grande nau com seus 200 milhões de passageiros quase raspa o fundo do mar, onde ficará atolada se não tomarmos medidas. E nós, os comuns mortais, nós, o povo – porque povo não são só os pobres, os miseráveis, os despossuídos, os abandonados pelo governo, os pobres ingênuos iludidos ou os furiosos campesinos que desfilam com bandeiras e camisas vermelhas, ameaçando com foices sem ver os próprios enganos –, o que nós, o povo, repito, podemos fazer? Além de tentarmos levar nossa existência e trabalho da maneira mais decente possível, na dura lida para conseguir pagar as contas e manter uma vida digna para a família, e torcermos para que os que mandam no país tomem as providências salvadoras, pouco podemos fazer, a não ser falar, ler, nos informar, e – isto sim – sair às ruas.
Confesso que no dia 15 de março não participei com meus filhos e amigos, e que me dispensei porque, afinal, a cada duas semanas estou com a cara na janela aqui, para milhões de leitores, muito exposta e muito ativa, sem ter de me apoiar na bengala que nos últimos anos uso para trajetos maiores ou mais cansativos, ou para subir alguns degraus. Mas desta vez prometi a mim mesma, se sair a manifestação de 12 de abril, lá estarei, de bengalinha e tudo, orgulhosa de poder fazer algo mais concreto ainda do que um artigo, pelo bem deste país do qual minha família fez a sua pátria há 200 anos, labutando para que ele se torne maior e melhor.
Tenho escrito especificamente sobre esta nau vítima de tamanho desastre. Tenho pensado nela insistentemente muitas horas do meu dia, e em alguma hora insone de madrugada, quando acordo, como tantos brasileiros, me perguntando: e agora? O que vai suceder, quem vai comandar? Pois estamos, não oficialmente, mas de fato, sem comando, sem experiente timoneiro que nos guie, os marinheiros aturdidos, alguns líderes apenas começando a tomar pulso e a ajudar no leme.
Tomamos consciência do perigo real, e protestamos pacificamente: 2 milhões de pessoas nas ruas do Brasil clamando pelo seu direito a escolas e hospitais públicos decentes, postos de saúde funcionando e dando os remédios básicos, estradas transitáveis; que a economia em redemoinho descendente não trave ainda mais nossa já dura vida cotidiana.
Que não desmoronem mais casinhas e edifícios do Minha Casa Minha Vida, mal construídos, ou erguidos em locais proibidos, como à beira de uma represa. Que os desperdícios em gastos do governo sejam zerados, que as assombrosas revelações, cada dia comprovadas, sobre roubos gigantescos na Petrobras e outras estatais não desabem sobre a população como um maremoto num país ingovernável e paralisado, onde propagandas enganosas causaram o endividamento impagável de milhares de famílias; que se interrompa e reduza o desemprego, que massacra muito mais pessoas do que se imagina; que se corrijam a humilhação e o isolamento do país no cenário internacional, pela patética atuação no campo diplomático.
Estamos roçando o fundo do mar de todos os naufrágios: não se divisa uma solução simples que possa mudar o cenário assustador.
Que a gente não naufrague, mas que uma fórmula quase milagrosa – que não conheço, mas desejo –, legal e eficiente, ponha este grande leme em mãos firmes e competentes, e nos reintroduza nos países civilizados, dando-nos segurança, paz e esperança: pois esta está cada dia mais ralinha.
Que Deus nos ajude!
(LUFT, Lya. No fundo do mar. Revista Veja. 1.º de abril de 2015.)
Todos os termos abaixo empregados pela escritora fazem parte do campo semântico do título do texto, EXCETO
 

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2495340 Ano: 2014
Disciplina: Educação Artística
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
Observe a imagem:
Enunciado 3158272-1
Mark Jenkins, Seoul, 2014.
Fonte: www.xmarkjenkinsx.com Acesso em
27/abr./2015.
A imagem mostra uma obra do artista americano Mark Jenkins, conhecido internacionalmente por utilizar os espaços públicos das cidades para realização de seus trabalhos. Jenkins arma um verdadeiro teatro pelas cidades, espalhando seus bonecos e animais esculpidos com fitas adesivas transparentes, manequins feitos de materiais descartáveis e outros bem vestidos, postos em situações avessas ao cotidiano em que aparecem. Na arte contemporânea, o trabalho realizado por Mark Jenkins caracteriza-se como:
 

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2495269 Ano: 2014
Disciplina: Veterinária
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
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Em relação à tuberculose bovina, é CORRETO afirmar:
 

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2495070 Ano: 2014
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Unaí-MG
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica – orientadas pela Resolução CEB/CNE n.º 02/2001 – estabelecem que, como modalidade da Educação Básica, a educação especial considerará as situações singulares, os perfis dos estudantes, as características bio-psicossociais dos alunos e suas faixas etárias e se pautará em princípios éticos, políticos e estéticos de modo a assegurar, EXCETO
 

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