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"Quando pensamos na emergência da perspectiva queer no Brasil, lembramos de quais referenciais? Certamente vamos remeter a algum texto produzido dentro dos certames da universidade, mais especificamente nas regiões Sul e Sudeste do país. No entanto, há vários arquivos que nos mostram outra possibilidade de pensar o surgimento, no Brasil, do que hoje lemos como queer. São arquivos compostos de iniciativas artísticas que mostram uma série de desajustes no que tange às normas de gênero e sexualidade. Obras e processos que já traziam consigo linhas gerais que poderiam ser identificados como grandes batalhas para a perspectiva queer, como a desnaturalização da sexualidade, a quebra dos binarismo de gênero e a própria necessidade em pensar diversos atravessamentos envolvendo diferentes marcadores sociais como raça e religiosidade. [...] Arte e ativismo andam de mãos dadas na construção da politização da abjeção e de uma crítica ao enquadramento normativo dos gêneros e das sexualidades." (SANT'ANA, Tiago. Terceira Margem do Queer. In: Revista Cult, nº 226. Dossiê Artivismo das dissidências sexuais e de gênero).
Para o autor, há uma intrínseca relação histórica e estética entre movimentos sociais que lutam pelos direitos dos segmentos populacionais LGBTQ+. Essa relação pode ser vista em diferentes linguagens artísticas, como o teatro e o cinema.
No Brasil, dentre as produções cinematográficas contemporâneas que ilustram esse artivismo, estão:
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"A CLT, que diz respeito à legislação social trabalhista, foi uma conquista da classe trabalhadora, no que concerne a legislação social trabalhista. Essa legislação consubstancia as lutas das décadas de 1910, 1920 e, especialmente, 1930. De certo modo, Getúlio [Vargas] incorpora, na CLT, as reivindicações que a classe trabalhadora fazia nas greves e diz que é um presente dele para os pobres, uma dádiva, um estado benfeitor - o que é uma falsidade. Em verdade, ele atende a uma reivindicação das classes trabalhadoras. Por outro, a CLT que diz respeito à legislação sindical, é predominantemente negativa e coibidora da autonomia e da liberdade sindicais, porque atrelou o sindicato ao Estado". (ANTUNES, Ricardo. Entrevista ao Jornal Brasil de Fato, 2016, adaptado).
"Você vai criar uma situação de aparente regulamentação, mas será de fato uma clara desregulamentação das condições de trabalho de todos os trabalhadores e trabalhadoras. No fundo significa rasgar a CLT no aspecto que ela tem de mais positivo, qual seja, no aspecto em que ela cria um patamar básico de direito do trabalho, que vai ser eliminado. Porque se você permite a terceirização de tudo, basta ver o que todas as pesquisas sérias, e não as patronais, mostram, os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados recebem menos, em média, quase 30% menos; trabalham, em média, quase 30% mais, acidentam-se mais". (ANTUNES, Ricardo. Entrevista publicada na Revista Forum).
"Dessa forma, por um lado, os trabalhadores pertencentes ao núcleo que atua com maquinário mais avançado, dotado de maior tecnologia, encontram-se cada vez mais expostos à flexibilização e à intensificação do ritmo de suas atividades, expressas não somente pela cadência imposta pela robotização do processo produtivo, mas, sobretudo, pela instituição de práticas pautadas pela multifuncionalidade, polivalência, times de trabalho interdependentes, além da submissão a uma série de mecanismos de gestão pautados na pressão psicológica voltada para o aumento da produtividade. Por outros, outra parcela da classe trabalhadora, numericamente superior, passa a experienciar, cada vez mais, diferentes modalidades de vínculos e condições de trabalho que se viabilizam a partir de ambientes de trabalho que articulam menos desenvolvimento tecnológico a jornadas mais extensão, maior insegurança e vulnerabilidade."
Com base nos textos é correto afirmar que:
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"'A escola é um ponto de contato'. Essa frase do professor indígena Joaquim Maná (etnia Kaxinawá/AC), registrada durante entrevista para o documentário Quem são eles? (MEC/TV Escola/Vídeo nas Aldeias, 2000), destaca os diálogos interculturais estabelecidos entre os grupos étnicos e diferentes sociedades por meio da educação escolar. Nesse contexto, a etnicidade é uma linguagem muito importante para as relações de identidade e alteridade entre pessoas singulares e coletivas, tanto no plano discursivo, quanto para a integração entre sujeitos históricos de diversas épocas e lugares". Pensar o currículo como uma narrativa étnica constitui um desafio relevante no que se refere às mudanças curriculares com base em dispositivos legais que organizam políticas públicas na área de educação, como a lei federal 11465/2008 que se refere à 'obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena' no currículo da rede oficial, modificando a Lei de Diretrizes e Bases 9394/1996 SILVa, A.C. Histórias e Culturas Indígenas na Escola. In: LAIA, SILVEIRA, Szmyhiel (orgs). A Universidade e a formação para o Ensino de História e Cultura Africana e Indígena: desafios e reflexões. Cadernos Cone/ Imprensa Oficial, 2011)
Acerca dos objetivos gerais de Pluralidade Cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais:
I Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País
II Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais
Estão corretas as asserções:
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"Primeiro, a casa como objeto matemático: ângulos, triângulos, linhas horizontais..."
Os dois pontos no trecho acima foram usados para:
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Recentemente, conselho de administração da Petrobras, negligenciando os efeitos danosos da volatilidade no preço do petróleo para a atividade econômica, decidiu manter os preços dos combustíveis alinhados com os preços dos derivados no mercado internacional, independentemente dos custos de produção da companhia. Com essa política, a empresa passou a repassar os riscos econômicos da volatilidade dos preços para os consumidores com o objetivo de aumentar os dividendos de seus acionistas. A crise provocada pela reação dos caminhoneiros a essa política é fruto desse grave equívoco. A Petrobras foi criada para garantir o suprimento doméstico de combustíveis com preços racionais. Não é razoável que o presidente da Petrobras declare que o petróleo produzido no Brasil é rentável a US$ 35 dólares/barril e proponha ofertá-lo aos brasileiros a US$ 70/barril.
(Subsídios para o Diesel importado? Carta dos Professores do Instituto de Economia da UFRJ, maio de 2018, adaptado).
De acordo com o que se afirma no texto, avalie as asserções e a relação entre elas.
I. A equiparação de preços do combustível brasileiro às flutuações do dólar no mercado internacional resultou numa crise de credibilidade da Petrobrás como indústria de base.
POR QUE
II. Há um programa governamental de incremento das privatizações de empresas públicas brasileiras, especialmente a Petrobras, que passa por uma necessária desqualificação da coisa pública e seus serviços.
Sobre as asserções, assinale a alternativa correta:
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Entrar na seara desafiante que é estudar Sociologia é como dar um mergulho na modernidade e seus impasses sociais. A Sociologia é uma ciência que surgiu no ventre da sociedade industrial, na consolidação do sistema capitalista, quando um mundo tradicional com seus valores e modos de viver, se desintegrava, em fins do século XVIII. Naquele cenário de transição social, diversos intelectuais buscaram desenvolver explicações para a ordem vigente e as transformações vividas. A sociedade, em suas múltiplas relações, saltava aos olhos dos primeiros pensadores, preocupados que estavam com as condições de desigualdades e os conflitos sociais"
(ARAÚJO, BRIDI, MOTIM, 2013).
A partir das informações contidas no texto, conclui-se que:
I. A Sociologia é uma ciência contemporânea.
II. A Sociologia tem como um de seus objetivos compreender a modernidade em seus aspectos fundamentais.
III. A Sociologia surge da necessidade de questionar e entender as mudanças e nisso consiste contemporaneidade.
É correto afirmar o que se verifica em:
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Leia o texto a seguir:
A CEBOLA
PEGUE UMA cebola e corte ao meio. Então olhe bem para ela com olhos de criança. Se você não sabe o que é o olhar de uma criança, leia o poeta Alberto Caeiro para aprender...
Uma paciente minha, dos tempos em que eu exercia a psicanálise, olhou com olhos de criança para uma cebola cortada ao meio e ficou tão espantada com o que viu que pensou que estava ficando louca. Uma cebola cortada é mesmo um espanto. Pablo Neruda, olhando para uma cebola, escreveu: "Rosa de água com escamas de cristal..."
Agora, figure que uma cebola cortada é um modelo do mundo. Bem no centro, lá onde o primeiro anel é tão pequeno que não chegou a ser anel, ponha uma criança. Imagine que os anéis são os mundos que ela precisa conhecer para viver.
Mas não é possível comer o que está longe. Não é possível pular anéis. Só se pode comer o quarto anel depois que se comeu o primeiro, o segundo e o terceiro anéis.
A cebola cortada me sugeriu a forma como o primeiro currículo deveria ser organizado: como os anéis de uma cebola, na ordem certa. O que estaria contido no primeiro anel? A resposta é fácil: o primeiro anel que abraça a criança é a sua casa.
Não fui ousado ao ponto de sugerir a construção de uma casa de tijolo e cimento. Mas é a imaginação que faz o que não existe existir! Pensei que a casa onde uma criança mora, o primeiro anel da sua cebola, é um universo imenso, cheio de provocações ao conhecimento.
Primeiro, a casa como objeto matemático: ângulos, triângulos, linhas horizontais, verticais e paralelas, proporções e simetrias.
Depois, como objeto da física: a composição de forças no travamento do telhado, o prumo, o nível, as caixas de ferramentas, o martelo, o serrote, a pua, a física dos materiais, a madeira, o vidro, a cerâmica, o plástico, a eletricidade que esquenta e que esfria, a eletricidade que faz girar, que ilumina e produz música. Esse laboratório de química chamado cozinha: o fogo, os alimentos, os temperos.
O mundo das coisas vivas: as baratas, as traças, os tatuzinhos, os piolhos, os pássaros, as aranhas, os cachorros, os gatos, os peixes, os pernilongos, os mosquitos da dengue, os caramujos.
O mundo das doenças e da saúde. Os primeiros-socorros. O lixo, as privadas... Ouse imaginar quantas toneladas de cocô por ano os humanos colocam na nossa Terra...
E, ao tomar o seu branco e puro leitinho, imagine quantas toneladas de bosta de vaca e quantos metros cúbicos de gases fétidos são lançados na atmosfera diariamente pelos bovinos inocentes. O mundo da cultura: as revistas, os livros, a televisão, o jardim, os quadros.
Gostaria de conhecer a casa em que moro, mas não conheço. Aperto uma infinidade de botões que fazem as coisas acontecerem, mas não sei por que elas acontecem, e, quando não acontecem, fico perdido e tenho de chamar um técnico.
Pensei que as crianças gostariam da ideia assim como eu gostei. Aprendendo sobre a casa aprendemos sobre o mundo todo. Pois o mundo todo é a grande casa em que moramos, o último anel da cebola...
Fonte: ALVES, Rubem, Folha de São Paulo Disponível em: Acesso em: 18 maio 2018http://www.institutorubemalves.org.br/rubem-alves/carpe-diem/cronicas/a-cebola/
"Pensei que a casa onde uma criança mora, O PRIMEIRO ANEL DA SUA CEBOLA, é um universo imenso, cheio de provocações ao conhecimento".
O trecho destacado no fragmento acima sugere:
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"Crítica da razão negra, de Achille Mbembe, publicado em 2013, dificilmente será superada no século 21, seja por seu conteúdo, seja por seu caráter ético-político. Divisor de guas na história do pensamento, de agora em diante, toda a reflexão que se leve a sério está colada em uma posição inconciliável com a tradição da opressão que se constitui em nome da lógica da raça por ele analisada. Negar o diálogo com os argumentos de Mbembe, de agora em diante, implica a manutenção da mistificação branca que sustentou o poder e o capital no lugar que conhecemos. Crítica da razão negra puxa o fio da linha podre que sustentava a trama racista na história europeia, da qual nós, brasileiros, bem como todos os habitantes das Américas, somos herdeiros, ora como algozes, ora como vítimas. A história do racismo é a história do capitalismo, uma história de submissão dos corpos, de uso e abuso dos seres nele capturados, por meio de operações eminentemente teóricas e discursivas, com efeitos perversos na prática. Ao procedimento de definir alguém como um outro chamamos de marcação. Ao definir esse outro como um negativo, a marcação é o verdadeiro mal radical enquanto aniquilação da humanidade do outro. Marcos são os sujeitos da diferença, tratados constantemente como objetos, coisas, mercadorias. Assim é com aqueles que são marcados como Negros, reféns da lógica perversa da raça, criada para a manutenção de crenças e preconceitos que serve a uns em detrimento de outros. Pessoas e grupos marcados como Negros, assim como mulheres, índios e outras minorias políticas, atuam hoje por meio de uma "contramarcação" na intenção de confrontar o poder sustentado na lógica de aviltamento da qual a lógica da raça é um dos elementos mais importantes. Em nome desse dispositivo capitalista foram perpetrados crimes, catástrofes e carnificinas: a escravatura, a colonização e o apartheid são suas provas históricas."
(TIBURI, Marcia. Revista Cult, 223, maio de 2017.)
De acordo com a autora, avalie as afirmações a seguir.
I. Achille Nbembe problematiza o universo cognitivo ocidental pautado na noção de branquitude, subjacente à crítica do autor por via do conceito de raça.
II. Há, segundo o ponto de vista do autor, destacado pela autora, uma relação primordial de historicidade entre racismo e capitalismo.
III. Marcação e contramarcação são formas discursivas em disputa e diálogo nas relações de poder contemporâneas, sendo que a contramarcação consiste em atuação política e étnica-identitária de grupos considerados subalternos pelos discursos de marcação.
É correto o que se afirma em:
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"Na produção social da sua vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma dada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. A totalidade destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, base real sobre a qual se ergue uma superestrutura jurídica e política e a que correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência." (MARX, K. Contribuição à crítica da Economia Política. In: MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. Cultura, Arte e Literatura: textos escolhidos. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
De acordo com a tradição sociológica, é correto afirmar que a concepção sociológica de Karl Marx é definida como:
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Assinale a opção que completa adequadamente os espaços pontilhados: Duvidar de minhas teorias é um direito que ...... assiste e ......... não se deve abrir mão.
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