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Foram encontradas 300 questões.

2969068 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Em seu Curso de filosofia positiva, Auguste Comte classifica as ciências numa ordem advinda do grau de simplicidade e do grau de generalidade dos fenômenos, construindo uma escala epistemológica, das ciências mais simples às mais complexas. Nessa escala comteana, a filosofia positiva adquire o estatuto de sistema geral das ciências. A ela não cabe produzir saberes verdadeiros, uma vez que não lida diretamente com fenômenos concretos, restando-lhe a tarefa de articular os saberes verdadeiros produzidos pelas ciências. Como as ciências, por conta de serem saberes especializados, fragmentam o real, caberia à filosofia rearticular os fragmentos, possibilitando uma visão de totalidade. Mas uma totalidade que parta do concreto – seguindo o esquema indutivo, próprio das ciências empíricas.

(Sílvio Gallo e Walter Omar Kohan. “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”. A Filosofia no ensino médio. Adaptado)

A corrente filosófica mencionada possui como princípio norteador o entendimento segundo o qual

 

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2969067 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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A força explica o fundamento do poder, porém é a posse de virtù a chave por excelência do sucesso do príncipe. Sucesso este que tem uma medida política: a manutenção da conquista. O governante tem que se mostrar capaz de resistir aos inimigos e aos golpes da sorte, “construindo diques para que o rio não inunde a planície, arrasando tudo o que encontra em seu caminho”. O homem de virtù deve atrair os favores, conseguindo, assim, a fama, a honra e a glória para si e a segurança para seus governados. É desta perspectiva que ganha um novo sentido a discussão sobre as qualidades do príncipe. Maquiavel é incisivo: há vícios que são virtudes.

(Maria Tereza Sadek. “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”. Os clássicos da política 1, 2006. Adaptado)

A partir do texto, a garantia de sucesso do príncipe, segundo Maquiavel, será obtida ao

 

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2969066 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Merleau-Ponty, no ensaio O filósofo e sua obra, afirma que ao fazer história da filosofia não é possível separar o filósofo que fala do filósofo sobre o qual ele fala; ambos devem estar presentes juntos, para que a história da filosofia seja essencialmente produtiva, criativa ou, numa palavra mais justa, seja filosófica. Também Deleuze defende que uma história da filosofia de fato filosófica só pode ser aquela que não se limite a redizer o que o filósofo disse. Ele usa a metáfora da arte do retrato: o pintor retratista faz o semelhante, mas por meios diferentes a semelhança é produzida, e não uma mera reprodução como num instantâneo fotográfico. Pensamos que a afirmação desses filósofos em relação à história da filosofia pode ser feita, de forma semelhante, no tocante ao ensino da filosofia.

(Sílvio Gallo e Walter Omar Kohan. “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”. A Filosofia no ensino médio. Adaptado)

Segundo o entendimento de Gallo e Kohan, o ensino da filosofia requer uma

 

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2969065 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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O Estado medieval não conhecia poder absoluto, nem soberania – os poderes do rei eram contrabalançados pelos da nobreza, das cidades, dos Parlamentos. Jean Bodin, no século XVI, é o primeiro teórico a afirmar que no Estado deve haver um poder soberano. Thomas Hobbes desenvolve essa ideia, e monta um Estado que é condição para existir a própria sociedade.

(Renato Janine Ribeiro. “Hobbes: o medo e a esperança”. Os clássicos da política 1, 2006. Adaptado)

No texto, a soberania do Estado hobbesiano é essencial para a

 

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2969064 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Como ocorre em quase todas as questões de que a Filosofia se ocupa, os pensadores gregos foram os primeiros a encontrar motivo de perplexidade na relação entre o mesmo e o outro. A princípio, duas posições absolutamente contrárias traduziram o impasse: de um lado, a afirmação absoluta do ser, necessariamente sempre o mesmo, sem nenhuma alteração; de outro, a afirmação da mudança, da transformação e da instabilidade de tudo que existe. Percebe-se a ênfase, no primeiro caso, na identidade do ser, e, no segundo, no fato de que tudo que é torna-se outro.

(Franklin Leopoldo e Silva. O outro, 2012. Adaptado)

Na raiz da discussão filosófica acerca do ser e do outro, apresentada no texto, está a relação antagônica que permeará a história da filosofia entre

 

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2969063 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Ao mesmo tempo, é preciso saber que as certezas e as verdades obtidas pelo conhecimento, e não pela simples opinião, nem sempre são definitivas. Muitas vezes, são mesmo ambíguas (como, por exemplo, quando diferentes tendências da Física divergem em suas interpretações da explosão do big bang). No entanto, ainda assim é possível falar de conhecimento, e não de mera opinião, pois dados mais ou menos objetivos levam a aceitar uma teoria e a recusar outra. Nesse sentido, quando um médico administra um antibiótico e obtém a cura de uma infecção, ele não está lidando apenas com opinião.

(Juvenal Savian Filho. Argumentação: a ferramenta do filosofar, 2011)

O clássico debate entre os tópicos mencionados no texto é diretamente abordado por Platão na obra

 

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2969062 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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O conceito de homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de corta-papel, no espírito do artesão; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exatamente como o artesão fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está no entendimento divino. No século XVIII, o ateísmo dos filósofos suprime a noção de Deus; no entanto, não suprime a ideia de que a essência preceda a existência. Nós encontramos essa ideia um pouco em toda parte: nós a encontramos em Diderot, em Voltaire, e mesmo em Kant.

(Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismo, 2014)

A filosofia sartreana extrapola a concepção de homem mencionada no trecho a partir do entendimento segundo o qual

 

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2969061 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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A prática de inúmeras violações ao ser humano, sob o álibi do interesse científico, levadas a cabo no período da Segunda Guerra, mormente as realizadas pelos nazistas, tais como a infestação de prisioneiros com doenças para testar vacinas e a esterilização e amputação de membros, trouxeram à tona a questão da ética na pesquisa, evidenciando a necessidade de priorizar a dignidade humana e de refletir acerca da regulamentação e dos limites da pesquisa em seres humanos.

(Paulo Henrique de Oliveira e Roberio Nunes dos Anjos Filho. “Bioética e pesquisas em seres humanos”. Revista da Faculdade de Direito, 2006. Adaptado)

No texto, segundo os autores, discussões em Bioética situam-se quando

 

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2969060 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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No prefácio à Filosofia do direito (1821), de Hegel, lemos: “O que quer que aconteça, cada indivíduo é sempre filho de sua época; portanto, a filosofia é a sua época tal como apreendida pelo pensamento. É tão absurdo imaginar que a filosofia pode transcender sua realidade contemporânea quanto imaginar que um indivíduo pode extrapolar seu tempo”. A reflexão filosófica deve partir, portanto, de um exame do processo de formação da consciência.

(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)

Conforme Hegel, é característico(a) do processo mencionado no texto

 

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2969059 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Francis Bacon é considerado, juntamente com Descartes, um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência teórica e especulativa clássica, por sua rejeição da escolástica, bem como por sua concepção de um pensamento crítico e do progresso da ciência e da técnica. Embora não tenha sido um cientista, Bacon teve grande influência enquanto defensor de uma determinada concepção de método científico que valoriza a experiência e a experimentação. A Royal Society considerou-o um de seus inspiradores, e Kant dedicou-lhe a Crítica da razão pura.

(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)

O método desenvolvido por Bacon e a Crítica kantiana mencionada convergem ao chamar a atenção para a constatação

 

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