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Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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Figura 16A2-I

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Figura 16A2-I

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A respeito dos contrastes regionais do Brasil, assinale a opção
correta.
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No que diz respeito ao setor de transportes no Brasil e às novas
estratégias de desenvolvimento, assinale a opção correta.
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Texto 6A2-I
Uma onda plana luminosa, monocromática, polarizada e
com frequência de 510 THz propaga-se no ar até encontrar uma
superfície que separa o ar de outro meio transparente com índice
de refração n2 diferente do ar. Uma parte da onda penetra esse
outro meio devido à refração, e outra parte dela é refletida de
volta ao ar, formando um ângulo β entre o raio refletido e a
normal da superfície de separação. A superfície de separação
entre o ar e esse outro meio é plana e os raios da onda luminosa
formam um ângulo de incidência de 60° com a normal a
superfície de separação. A onda refratada propaga-se no outro
meio, e seus raios formam um ângulo de 30° com a normal da
superfície de separação, conforme ilustrado a seguir.

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Um professor de ensino médio planejou o processo de
ensino de ginástica, após realizar um diagnóstico para verificar a
fase e o estágio em que se encontravam os 30 estudantes da
turma, no que se refere às habilidades motoras. Para uma de suas
aulas, definiu que o objetivo seria aprimorar o movimento
rodante. Para tanto, organizou a aula em diferentes momentos.
Iniciou com uma demonstração do movimento. Na etapa
seguinte, os estudantes deveriam realizar a prática para
aprimoramento do movimento. Essa etapa consistia em realizar
3 exercícios. No primeiro, os estudantes deveriam apoiar as duas
mãos paralelamente no solo e impulsioná-lo com os pés,
realizando uma parada de mão e aterrissagem livre. No segundo,
os estudantes deveriam apoiar uma mão à frente da outra no solo,
impulsioná-lo com os pés e girar o tronco, unindo as pernas no ar
e aterrissagem livre. No terceiro, os estudantes deveriam realizar
o movimento completo do rodante: a entrada com uma mão à
frente da outra, impulsão do solo com os pés e giro do tronco, e a
aterrisagem com os dois pés paralelos no solo. Os estudantes
poderiam escolher a ordem em que realizariam os três exercícios.
Na situação hipotética precedente, é descrita uma prática
Na situação hipotética precedente, é descrita uma prática
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