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Texto I
__Durante toda a minha vida lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento. Sempre que tive que enfrentá-las, experimentei a inquietante sensação de que meu cérebro bloqueava a sensibilidade, inclusive em relação a mim mesmo. Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar. Sabia que ele a amara durante toda a sua vida de forma muito sincera, e eu mesmo estava tão aturdido pela dor que mal conseguia articular uma palavra, mas, mesmo assim, não pude evitar de sentir que toda a cena era extraordinariamente falsa, e aquilo me perturbou quase mais do que a morte em si. Logo parei de sentir, o quarto me pareceu maior e vazio, e na metade desse espaço pensei que todos nós tínhamos ficado rígidos como estátuas. A única coisa que eu era capaz de me repetir, sem parar, era: “Boa atuação, papai, que boa atuação, papai...”.
__Quando vi aquela mulher gritando na praça, tive uma sensação parecida. O cabelo desgrenhado, as duas garotas quase adolescentes, os claros sinais de embriaguez... havia algo tão obsceno nela que nem sequer fiquei escandalizado com minha ausência de compaixão. Eu a olhava da janela do meu escritório como se a distância que nos separasse fosse cósmica. Ela gritava, e seus gritos não faziam sentido. Insultava alternadamente o prefeito e Camilo Ortiz, que deveria estar escutando tudo de sua cela. Eu me sentei e continuei trabalhando. A mulher se calou. Houve um silêncio inesperado e então começou a gritar de novo, mas de forma muito diferente: “Foram as crianças! Foram as crianças!”.
(BARBA, Andrés. República Luminosa.
São Paulo: Todavia, 2018, p. 35)
Em “lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento” (1º§), o vocábulo destacado, além de provocar dúvidas em relação à grafia, também pode gerar confusão quanto à sua classificação morfológica. Para evitar o erro, é preciso considerar que ele pertence a uma classe de palavras que:
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Texto I
__Durante toda a minha vida lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento. Sempre que tive que enfrentá-las, experimentei a inquietante sensação de que meu cérebro bloqueava a sensibilidade, inclusive em relação a mim mesmo. Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar. Sabia que ele a amara durante toda a sua vida de forma muito sincera, e eu mesmo estava tão aturdido pela dor que mal conseguia articular uma palavra, mas, mesmo assim, não pude evitar de sentir que toda a cena era extraordinariamente falsa, e aquilo me perturbou quase mais do que a morte em si. Logo parei de sentir, o quarto me pareceu maior e vazio, e na metade desse espaço pensei que todos nós tínhamos ficado rígidos como estátuas. A única coisa que eu era capaz de me repetir, sem parar, era: “Boa atuação, papai, que boa atuação, papai...”.
__Quando vi aquela mulher gritando na praça, tive uma sensação parecida. O cabelo desgrenhado, as duas garotas quase adolescentes, os claros sinais de embriaguez... havia algo tão obsceno nela que nem sequer fiquei escandalizado com minha ausência de compaixão. Eu a olhava da janela do meu escritório como se a distância que nos separasse fosse cósmica. Ela gritava, e seus gritos não faziam sentido. Insultava alternadamente o prefeito e Camilo Ortiz, que deveria estar escutando tudo de sua cela. Eu me sentei e continuei trabalhando. A mulher se calou. Houve um silêncio inesperado e então começou a gritar de novo, mas de forma muito diferente: “Foram as crianças! Foram as crianças!”.
(BARBA, Andrés. República Luminosa.
São Paulo: Todavia, 2018, p. 35)
O primeiro parágrafo apresenta uma digressão por meio da qual o narrador apresenta um registro de sua memória. Segundo o texto, a mudança brusca de comportamento, registrada em “Logo parei de sentir”, deveu-se:
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Assinale a alternativa correta sobre a Doença de Still do Adulto (DSA).
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Homem, 52 anos, etilista com aumento de consumo nos últimos 4 anos, utilizou várias doses de corticóide intramuscular nos últimos dois anos devido dor crônica em ombro direito. Na consulta atual queixa de dor em região de quadril e nádega à direita há 30 dias, com progressão rápida, com piora ao deambular e carregar sacolas de compras. Ao exame dor discreta à compressão de bacia e região lateral de fêmur direito, e limitação de rotação e abdução ipsilaterais. Assinale a alternativa apresenta a principal hipótese diagnóstica.
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Em relação à síndrome do túnel do carpo, assinale a alternativa correta.
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Uma paciente jovem, em seguimento regular com equipe da Reumatologia por diagnóstico de Arterite de Takayasu há 3 anos, vinha em bom controle já sem terapia imunossupressora há 6 meses, porém evoluindo com diagnóstico de flare com nova atividade sistêmica e evidência de piora nova de estenose em ambas carótidas ao ultrassom dupplex. Iniciado terapia com prednisona em dose de 60 mg/dia e Metrotrexato 15 mg/semana. Retorna com melhora da atividade, porém com novas queixas de sensação de edema e ganho de peso excessivo, dispepsia, irritabilidade, piora de lesões acneiformes e discreto hirsutismo, com exames laboratoriais de monitorização sem alterações. Assinale a alternativa que apresenta a melhor possibilidade para adequação do manejo frente às queixas trazidas.
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Em relação ao exame de FAN (fator anti-núcleo) ou mais recentemente denominada pesquisa de anticorpos anti-célula, assinale a alternativa correta.
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Paciente sexo feminino, 28 anos, histórico de 4 meses de cervicalgia localizada em região posterior cervical e região de cintura escapular direita, com início após mudanças em atividades laborais. Percebe piora da dor com movimentação da cabeça com inclinação e rotação, além de movimentação do ombro ipsilaterais, com irradiação referida para a região occipital, interescapular e todo membro superior direito incluindo mãos e dedos. Ao exame notado hipertonia regional, com pontos de dor importante que reproduzem as irradiações pelo estímulo da palpação. Tendo em vista a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que apresenta o tratamento inicial mais adequado.
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Paciente do sexo feminino, 25 anos, previamente hígida, histórico de gestação única anterior sem intercorrências, internada para investigação de quadro de poliartrite em mãos e punhos, febre recorrente e anemia há 6 meses, com exacerbação do quadro há 3 semanas, com aparecimento de lesões cutâneas maculopapulares eritematosas em face após exposição solar e hematúria. Na admissão sem alterações em sinais vitais, exame físico evidenciando artrites em interfalangeanas e metacarpofalangeanas bilateralmente, e rash em região de dorso do nariz e malar bilateral. Exames na admissão com Hb: 9,2 PLQ: 227.000 LG: 5400 VHS>140 Creatinina: 12,4 Ureia: 212 Na:131 k: 5,8 albumina: 2,9 Spot proteínas urinárias: 16 g/24h Urina tipo I com sangue 2+, proteínas 3+ e cilindros, sorologias virais negativas, FAN positivo em título 1/320 padrão nuclear homogêneo, anti-DNAds positivo (>200), C3 e C4 consumidos e ANCA-P positivo (>100). Evoluiu durante internação com tosse, dispnéia e dessaturação progressivas com necessidade de intubação, além de queda vertiginosa de níveis hematimétricos (Hb 6,1) e novas imagens em aspecto de infiltrado bilaterais na TC de tórax, levantando-se a suspeita de síndrome pulmão-rim. Sobre o caso e hipótese levantada, assinale a alternativa correta.
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As Vasculites sistêmicas se mostram como um grande desafio à prática clínica, seja pela complexidade do quadro clínico geral, potencial gravidade e necessidade de exames complementares. Sobre o processo de diagnóstico nas vasculites sistêmicas, assinale a alternativa mais adequada.
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