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1 Na longa sequência de reflexões sobre o sentido e
o conceito axiomático de nação, colhido da história, da
tradição e das suas raízes morais, culturais e espirituais, é
4 possível estabelecer a identidade e a vocação dos povos para
perpetuar elementos de cultura, de vida, de solidariedade, de
consenso e valor. Com o desenvolvimento da doutrina, o
7 conceito complexo de nação, antes de chegar à inteligência,
à razão e ao cérebro, já cursou com a intuição, o sentimento
e o coração. E aí fez, por muito tempo, sua morada, e não ali,
10 porque é no músculo nobre da vida, nas suas palpitações,
que a nação nasce com o patriotismo e fenece com as
circunstâncias e vicissitudes do tempo, pelo açoite das
13 discórdias e das dissidências, pela fereza dos ódios civis
inconciliáveis, pelo separatismo e secessão que acendem as
labaredas da guerra civil, pela traição das elites extremistas
16 e radicais que não raro atraem aos rincões do solo pátrio a
intervenção das armas estrangeiras.
Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, a respeito da organização do texto acima.
O desenvolvimento do texto argumenta contra a doutrina que defende "o conceito axiomático de nação" (l.2) fundamentado apenas em critérios racionais.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
Na linha 13, a preposição no termo "em um dado" é exigida pelo uso reflexivo de "se constitui", por isso sua retirada — escrevendo-se um dado — provocaria erro gramatical.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
A argumentação do texto defende que "a nação se constitui mais em um dado do que em um problema" (l.13-14) porque "nação" é o conceito empírico que constitui a "matéria-prima do historiador" (.7).
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
Preservam-se a coerência da argumentação e a correção gramatical do texto ao se substituir "Apesar de" (l.10) por Embora.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
O pronome em "despertá-lo" (l.9) refere-se a "passado" (l.7), na relação de coesão textual.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
A flexão de singular em "impede" (l.8) deve-se à concordância com "o passado" (l.7), termo que retoma, por coesão textual, "matéria-prima" (l.7).
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
As vírgulas logo depois de "físico" (l.6) e de "experiência" (l.7) são obrigatórias e estão empregadas pela mesma razão por que são empregadas as vírgulas imediatamente antes e depois de "o passado" (l.7): para demarcar a inserção de explicação.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
Na linha 2, o conectivo "Portanto" estabelece como motivo, ou razão, para a orientação da pesquisa do autor o fato de a nação ser uma construção simbólica.
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1 Parto do ponto de vista de que a nação é uma
construção histórica carregada de significações. Portanto, ao
buscar sentido histórico no fenômeno nacional, o que desejo
4 compreender não é o mero reflexo de uma suposta realidade
empírica dada, mas o próprio processo de elaboração
simbólica. Diferentemente do físico, que pode repetir a
7 experiência, a matéria-prima do historiador, o passado, foi
embora para sempre, o que impede sua reconstrução em um
sentido físico e objetivo, como se fosse possível despertá-lo
10 em uma nova vida. Apesar de a questão nacional ter voltado,
pelo menos desde os anos 80, a estar presente no centro dos
debates nas ciências sociais, para a maioria dos historiadores
13 do nosso século, a nação se constitui mais em um dado do
que em um problema, quase como uma base natural da
história a ser estudada.
Afonso Carlos Marques dos Santos. Linguagem, memória e história: o
enunciado nacional. In: Lúcia M. A. Ferreira e Evelyn G. D. Orrico (Org.).
Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas
articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 14-5 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
A presença da preposição em "a estar" (l.11) deve-se ao uso do verbo auxiliar voltar na expressão verbal que constitui o predicado da oração.
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