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Mulher, 67 anos, hipertensa e diabética, apresenta-se ao pronto-socorro com dor torácica em aperto, iniciada em repouso há 1h 30min, com duração de 20 minutos, associada a sudorese fria. Ela relata episódios semelhantes nos últimos 3 dias, sempre em repouso, mas de menor intensidade.
No atendimento:
• PA: 148 × 82 mmHg.
• FC 92: bpm. • SaO2 : 96%.
• Não há estertores, perfusão periférica normal.
• ECG inicial: ritmo sinusal, sem supra de ST, com inversão de T em V4–V6.
• Troponina ultrassensível (0h): normal.
• Cálculo de risco GRACE inicial: 118 (risco intermediário).
• História de DAC prévia: negativa.
Nesse caso, qual é a conduta diagnóstica mais apropriada?
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Mulher de 59 anos, hipertensa e com antecedente de Covid há 1 ano, apresenta palpitações, dor torácica atípica e fadiga persistente há 4 meses. Exames realizados: ECG = ritmo sinusal, alterações inespecíficas da repolarização. Ecocardiograma = ventrículos com função normal, sem hipertrofia, sem alterações segmentares, AE discretamente aumentado; holter 24 horas = extrassístoles ventriculares isoladas e 1 episódio curto de TVNS (5 batimentos); troponina basal = negativa; angioTC coronária = sem doença aterosclerótica significativa. O cardiologista suspeita de miocardite crônica ou cicatriz miocárdica como potencial substrato arrítmico.
Qual é o melhor próximo exame para confirmar diagnóstico e definir risco?
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Uma mulher de 45 anos, portadora de cardiomiopatia não isquêmica e insuficiência cardíaca classe II, queixa-se de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna nos últimos meses. Ela também tem hipertensão e fibrilação atrial, tendo falhado múltiplas drogas antiarrítmicas e uma tentativa de ablação há 4 meses. Suas medicações incluem: rivaroxabana, 20 mg/dia; sacubitril/valsartana, 97/103 mg 2x/dia; metoprolol succinato,100 mg/dia; furosemida, 40 mg/dia; e espironolactona, 25 mg/dia. Exame físico: altura = 1,78 m, peso = 62,6 kg, frequência cardíaca de 92 bpm e PA: 118 × 78 mmHg. O exame cardíaco revela ritmo irregular com sopro holossistólico grau 2/6 irradiado para a axila, sem galope. Os pulmões estão claros e não há edema. Ela realiza polissonografia e recebe diagnóstico de apneia central do sono.
Além da história de insuficiência cardíaca, qual das alternativas a seguir apresenta um importante fator de risco para apneia central do sono nessa paciente?
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Homem, 63 anos, hipertenso e diabético, com dor torácica atípica há 2 meses, relata episódios ocasionais desencadeados por esforço emocional, mas nunca em repouso. Ele faz caminhada leve diariamente sem limitação. Exames: ECG = ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas; ecocardiograma transtorácico = FEVE 60%, sem alterações segmentares; probabilidade pré-teste (PPT) para DAC obstrutiva = baixa-intermediária (12%); creatinina = normal; não tem contraindicação a contraste iodado.
Qual é o exame mais apropriado para estratificação diagnóstica da doença arterial coronariana nesse momento?
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Homem de 54 anos, previamente hipertenso e ex-tabagista, é atendido pelo SAMU após colapso súbito em ambiente público. A equipe encontra o paciente em fibrilação ventricular (FV), sem pulso. Iniciam RCP e aplicam:
Choque 1: 200 J.
Choque 2: 200 J.
Choque 3: 200 J.
Entre os choques, recebeu adrenalina (1 mg) e amiodarona (300 mg), sem mudança do ritmo. Após três ciclos completos de RCP + desfibrilação adequada, o paciente permanece em FV refratária.
O médico da equipe decide pela dupla sequência de desfibrilação (DSED), usando dois desfibriladores, com pás posicionadas: um sistema anterolateral, e o outro, anteroposterior.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a DSED,segundo evidências e diretrizes contemporâneas.
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Homem de 64 anos, com história de cardiopatia isquêmica e FEVE 35%, sofre colapso súbito enquanto caminha em casa. A esposa presencia o evento, inicia compressões imediatamente, e o SAMU chega em 6 minutos. Na chegada, o monitor mostra ritmo não chocável compatível com atividade elétrica sem pulso (AESP) a 30 bpm, sem pulso palpável. A via aérea está patente e a ventilação adequada com bolsa-valva-máscara. Após 2 minutos de RCP, administra-se 1 mg de epinefrina, sem mudança do ritmo. O acesso periférico, funcionante, está mantido. Os profissionais identificam o seguinte quadro clínico durante a RCP: turgência jugular aumentada; desvio de traqueia para a esquerda; hemitórax direito sem entrada de ar; hipotensão pregressa segundo familiares; estertores ausentes e ausência de trauma.
Qual é a próxima conduta mais apropriada?
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Homem, 23 anos, 2 anos após transplante cardíaco por cardiomiopatia idiopática familiar, procura o pronto-socorro por dispneia. No pós-transplante, teve pneumonia por Aspergillus aos 2 meses, além de hipertensão, gota e epilepsia atribuída a AVC cardioembólico pré-transplante. Usa: tacrolimus (TAC), 0,5 mg 2x/dia; micofenolato, 1.000 mg 2x/dia; pravastatina, 20 mg/dia; levetiracetam, 500 mg 2x/dia; alopurinol, 100 mg/dia; voriconazol, 200 mg 2x/dia; e lisinopril, 10 mg/dia. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, redução em relação a 60% há 1 mês. Nível de TAC é indetectável. Ele afirma estar tomando TAC regularmente, mas admite não ter sido tão regular com os demais medicamentos.
A suspensão de qual medicamento mais provavelmente explica esse quadro?
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Homem, 74 anos, hipertenso e diabético, apresenta dispneia aos esforços progressiva há 3 meses. O ecocardiograma mostra:
• FEVE = 45%.
• Hipertrofia excêntrica leve.
• Insuficiência mitral funcional moderada.
• Pressão sistólica estimada da artéria pulmonar (PSAP): 62 mmHg.
• Átrio esquerdo significativamente aumentado (volume indexado:52 mL/m²).
• Ventrículo direito com função preservada.
• BNP: 820 pg/mL. Radiografia de tórax: congestão vascular moderada. Espirometria normal.
O cardiologista solicita cateterismo cardíaco direito, que revela:
• PAP média: 38 mmHg.
• POAP: 22 mmHg.
• RVP: 2,1 UW.
Nesse caso, o diagnóstico hemodinâmico mais provável e a conduta mais adequada são, correta e respectivamente:
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Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.
O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é:
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Uma mulher de 85 anos, hipertensa e com fibrilação atrial permanente nos últimos 10 anos, apresenta-se ao consultório para uma consulta. Ela está se sentindo bem, sem palpitações ou dispneia. Suas medicações incluem: carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; lisinopril, 10 mg por dia; rivaroxabana 20 mg por dia. Ao exame físico: PA: 105 × 70 mmHg; FC: 88 bpm. O exame cardíaco revela ritmo irregularmente irregular, e o restante do exame é normal. O eletrocardiograma mostra FA com FC: 90 bpm e bloqueio de ramo esquerdo. O ecocardiograma mostra fração de ejeção normal.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada no momento.
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