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TEXTO 1

As Caravanas

Chico Buarque | 2017

É um dia de real grandeza, tudo azul

Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos

Um sol de torrar os miolos

Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará1 — do Caxangá, da Chatuba

A caravana do Irajá, o comboio da Penha

Não há barreira que retenha esses estranhos

Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá — é o bicho,

é o buchicho é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas

Em sungas estufadas e calções disformes

Diz que eles têm picas enormes

E seus sacos são granadas

Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa

A gente ordeira e virtuosa que apela

Pra polícia despachar de volta

O populacho pra favela

Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol

Que bate na moleira, o sol

Que estoura as veias, o suor

Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão

Crioulos empilhados no porão

De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia

Ou doido sou eu que escuto vozes

Não há gente tão insana

Nem caravana do Arará

1 Parque Arará é uma comunidade popular localizada no bairro carioca de Benfica.

Assinale a alternativa com a frase que pode ser considerada uma síntese do que expressa essa bela letra de Chico Buarque.
 

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TEXTO 1

As Caravanas

Chico Buarque | 2017

É um dia de real grandeza, tudo azul

Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos

Um sol de torrar os miolos

Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará1 — do Caxangá, da Chatuba

A caravana do Irajá, o comboio da Penha

Não há barreira que retenha esses estranhos

Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá — é o bicho,

é o buchicho é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas

Em sungas estufadas e calções disformes

Diz que eles têm picas enormes

E seus sacos são granadas

Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa

A gente ordeira e virtuosa que apela

Pra polícia despachar de volta

O populacho pra favela

Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol

Que bate na moleira, o sol

Que estoura as veias, o suor

Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão

Crioulos empilhados no porão

De caravelas no alto mar

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia

Ou doido sou eu que escuto vozes

Não há gente tão insana

Nem caravana do Arará

1 Parque Arará é uma comunidade popular localizada no bairro carioca de Benfica.

Leia atentamente os versos a seguir:

Sol, a culpa deve ser do sol

Que bate na moleira, o sol

Que estoura as veias, o suor

Que embaça os olhos e a razão

Considerando a perspectiva do autor-poeta-compositor e a totalidade da letra de As Caravanas, pode-se afirmar que, nesses versos, Chico Buarque faz referência:

 

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Enunciado 1129785-1

Tente passar pelo que estou passando

Tente apagar este teu novo engano

Tente me amar, pois estou te amando

Baby, te amo, nem sei se te amo

Tente usar a roupa que estou usando

Tente esquecer em que ano estamos

Arranje algum sangue, escreva num pano

Pérola Negra, te amo, te amo

Pérola Negra, Luiz Melodia, 1973.

Nos versos destacados em negrito, na letra da bela canção de Luiz Melodia; as vírgulas são empregadas, respectivamente, para separar

 

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Enunciado 1129779-1

Mama África, / a minha mãe é mãe solteira / e tem que fazer / mamadeira todo dia / além de trabalhar / como empacotadeira / nas Casas Bahia / (...) /

Mama África tem tanto o que fazer / além de cuidar neném / além de fazer denguim / filhinho tem que entender / mama África vai e vem / mas não se afasta de você / (...) /

Quando mama sai de casa / seus filhos se olodunzam / rola o maior jazz / mama tem calo nos pés / mama precisa de paz / mama não quer brincar mais / filhinho dá um tempo / é tanto contratempo / no ritmo de vida / de mama /

Deve ser legal / ser negão no Senegal / deve ser legal / ser negão no Senegal / deve ser legal / ser negão no Senegal / Mama África / a minha mãe / a minha mãe

Mama África, Chico César (1995).

A expressão em destaque no verso “Quando mama sai de casa / seus filhos se olodunzam” é um neologismo criado pelo autor. Chico César tomou a palavra de origem yorubá “olodum” – que, no ritual religioso do candomblé, significa ‘Deus dos Deuses’ ou ‘Deus maior’ – e a recriou no português como:
 

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TEXTO 8

“Os decanos e diretores presentes à 102ª Reunião da Plenária de Decanos e Diretores da UFRJ reafirmam a defesa da plena gratuidade nos estabelecimentos oficiais, nos termos do Art. 206, IV, da Constituição Federal, um requisito para a democracia e o desenvolvimento nacional comprometido com o bem viver de todo o povo. A gratuidade é uma conquista republicana que assegura o direito de todos à educação e estabelece o dever do Estado no fomento da educação, cultura, ciência e tecnologia, tal como ocorre nos países que possuem elevada qualidade de vida.(...)”

Trecho inicial do documento “Futuro da universidade federal ameaçado, futuro da nação ameaçado: nota da Plenária de Decanos e Diretores da UFRJ”, de 31 de julho de 2017.

Em relação às expressões “requisito para” e “comprometido com”, constantes do fragmento da nota dos Decanos e Diretores, pode-se afirmar que os termos para e com são respectivamente:

 

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TEXTO 7

Leia atentamente o texto adiante. Trata-se da letra do samba ANTONICO, de Ismael Silva, gravado em 1950 por Alcides Gerardi. Conforme registra Ricardo Cravo Albim, em seu Dicionário Cravo Albim da Música Popular, o samba de Ismael foi “inspirado em uma carta de Pixinguinha para Mozart de Araújo na qual o maestro pedia ao amigo um emprego para um sambista em dificuldade.”

ANTONICO

Ô Antonico

Vou lhe pedir um favor

Que só depende da sua boa vontade

É necessário uma viração pro Nestor

Que está vivendo em grande dificuldade

Ele está mesmo dançando na corda bamba

Ele é aquele que na escola de samba

Toca cuíca, toca surdo e tamborim

Faça por ele como se fosse por mim

Até muamba já fizeram pro rapaz

Porque no samba ninguém faz o que ele faz

Mas hei de vê-lo bem feliz, se Deus quiser

E agradeço pelo que você fizer

Marque a alternativa com o verso de Antonico em que aparece um pronome oblíquo em posição de ênclise.
Questão Anulada

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1129940 Ano: 2018
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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Enunciado 1129940-1

Utilize a composição de custo nº 4 e assinale o coeficiente de utilização da peça de madeira serrada, considerando uma perda de 10%.

Questão Anulada

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1129932 Ano: 2018
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ
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A NR-26 (Sinalização de Segurança) fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenir acidentes. Assinale a alternativa que contém as cores que devem sinalizar a localização de mangueiras e extintores de incêndio e de vigas colocadas a baixa altura.
Questão Anulada

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Texto 2

Nestes tempos de imposturas, de impositores, imprecações, impolidez, impudência, imprevisão; as semelhanças e diferenças semântico-linguísticas ensinadas por Sérgio Rodrigues em “Viva a Língua Brasileira!” valem nossa reflexão.

“IMPOSTOS E IMPOSTORES

Já parou pra pensar na semelhança entre as palavras imposto (tributo) e impostor (farsante)? Seria gratuita, casual? Não. As duas vieram do verbo latino imponere, isto é, ‘impor, sobrepor, aplicar, encarregar de, obrigar a’, mas também ‘ludibriar, iludir’. Imposto é aquilo que se impõe de forma legítima, um dever. Impostor é aquele que impõe algo aos outros sem ter o direito de fazê-lo, passando-se pelo que não é. Parentes próximos, os dois vocábulos desembarcaram em português na mesma época, no século XVII, trazendo na bagagem o estranhamento semântico cultivado desde o latim: o primeiro tinha ares solenes e respeitáveis, enquanto o segundo sempre arrastou pelos cantos sua sombra escusa como sinônimo de ‘enganador, estelionatário’”.

Em relação à origem das palavras “impostos“ e “impositores, assinale a alternativa com a afirmação correta:

Questão Anulada

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Enunciado 1129775-1

“Desde a transição democrática de meados dos anos 80, o povo brasileiro contempla, entre perplexo e cada vez mais desencantado, o espetáculo da mudança sem esperança ou, como dizia um crítico de Adorno, ‘a realização das esperanças do passado’. Assim os senhores da terra concebem o progresso. As eleições diretas sucumbiram diante do Colégio Eleitoral. A nau de Ulysses encalhou nas praias do transformismo e os náufragos do regime militar saltaram alegremente para bordo. Na eleição de 1989, o Caçador de Marajás saiu do quase anonimato para ser promovido como mercadoria nova, produzida nas retortas dos marqueteiros e exposta nas vitrines da mídia de resultados, sob os aplausos e a chuva de grana despejada pelo patriciado nativo.

Em 2017, os senhores da Casa-grande e seus fâmulos1 apostam na reconstrução das esperanças do passado: acenam com candidaturas habilitadas a empurrar, outra vez, o País para a modernidade dos marqueteiros. Nesse barco navegam os cosmopolitas da finança e dos negócios, uma fração majoritária das classes médias – ilustrada, semi-ilustrada e deslustrada –, as velhas oligarquias regionais e a cambada da tripa-forra2 que quer sempre se locupletar3 sem esforço. (...)”

Fragmento do artigo O PAÍS DA CASA GRANDE, por Luiz Gonzaga Beluzzo, Carta Capital, 16 de agosto de 2017.

1 criados, empregado, indivíduo subserviente.

2 comer à vontade, grande quantidade ou abundância, fartamente, até não poder mais.

3 enriquecer, encher(-se), abarrotar(-se).

Sobre a frase “entre perplexo e cada vez mais desencantado”, usada no início do primeiro parágrafo, é correto afirmar que:

Questão Anulada

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