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Foram encontradas 60 questões.

2301803 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Rafael, um psicólogo recém-contratado na rede de Atenção Básica conversa com Augusta, uma colega de trabalho mais experiente. Ele relata elementos que observa em seus atendimentos. Ambos se questionam sobre como lidar com alguns casos. No convívio com usuários e colegas de equipe, no contexto da Atenção Básica, eles vivenciam diferentes sensações, emoções e sentimentos. Augusta percebe que Rafael carrega consigo uma visão mais biomedicalizada de sua prática profissional, enquanto ela se constituiu com um olhar mais sistêmico e humanista. Neste cenário, qual seria o melhor acolhimento para Rafael?

 

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2301802 Ano: 2019
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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O sigilo profissional está estreitamente associado ao trabalho do psicólogo e coloca para estes uma série de questões. Uma de suas finalidades é tutelar a intimidade das pessoas, protegendo-as contra violações e indiscrições. Ao mesmo tempo, uma das situações na qual o sigilo profissional se apresenta para os psicólogos é referente aos prontuários – que podem ser entendidos como arquivos, em papel ou informatizados, cuja finalidade é facilitar a manutenção e o acesso às informações que os pacientes fornecem durante o atendimento. Contudo, esse histórico pertence ao usuário do serviço. De tal modo, como lidar com esse tipo de documento de forma a garantir o necessário sigilo e, ao mesmo tempo, atender outras exigências da prática profissional?

1. No registro documental decorrente da prestação de serviços psicológicos, devem estar presentes: identificação do usuário e da instituição; avaliação de demanda e definição dos objetivos do trabalho; registro da evolução dos atendimentos, de modo a permitir o conhecimento do caso e seu acompanhamento, bem como os procedimentos técnico-científicos adotados; registro de encaminhamento ou encerramento; cópia de outros documentos produzidos pelo psicólogo para o usuário/instituição do serviço de psicologia prestado, que deverá ser arquivada, além do registro da data de emissão, finalidade e destinatário. Contudo, documentos resultantes da aplicação de instrumentos de avaliação psicológica deverão ser arquivados em pasta de acesso exclusivo do psicólogo.

2. Nos casos de atendimento por equipes multiprofissionais, nos quais a situação de um paciente pode ser examinada em conjunto por profissionais diversos de diferentes especialidades a(o) psicóloga(o) deve utilizar nomes fictícios. A(O) psicóloga(o) - compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações, assinalando a responsabilidade de quem as recebeu de preservar o sigilo. 3. Os registros que farão parte do prontuário do usuário também devem ser identificados pelo nome completo do profissional, registro atualizado e legível no prontuário, de informações como: identificação do responsável pelas anotações, identificação de assinatura, nome completo e número de inscrição no CRP.

4. O prontuário é de propriedade do paciente. O usuário ou representante legal deve ter acesso integral às informações registradas, pelo psicólogo, em seu prontuário, ou seja, o usuário poderá dispor do prontuário para verificação (conhecimento) ou obtenção de cópias. Também é importante lembrar, ainda, que o psicólogo deve manter disponíveis materiais psicológicos produzidos para fins de fiscalização, averiguação e orientação, sempre que solicitado pelo CRP.

5. A guarda do registro documental é de responsabilidade do psicólogo e/ou da instituição em que ocorreu o serviço. O período de guarda deve ser de, no mínimo, 05 (cinco) anos, podendo ser ampliado nos casos previstos em lei. Por exemplo, na área da Saúde, a guarda do prontuário é de no mínimo 20 (vinte) anos. Deve-se garantir que o registro documental seja mantido em local que garanta sigilo e privacidade e fique à disposição dos Conselhos de Psicologia para orientação e fiscalização, de modo que sirva como meio de prova idônea para instruir processos disciplinares e à defesa legal.

 

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2301801 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Em busca de estratégias que pudessem auxiliar suas atividades institucionais, Jadi, uma jovem psicóloga, se deparou com algumas informações sobre a psicoeducação:

1. A revisão sistemática da literatura mostra que a psicoeducação é uma técnica psicológica a qual pode ser aplicada em diferentes tipos de doenças, englobando tanto às psíquicas quanto físicas. Ela pode ser importante para dar suporte e apoio ao cuidado e ao cuidador, podendo ser direcionada também a familiares e profissionais da saúde.

2. A psicoeducação se faz por um modelo cuja interdisciplinaridade é uma ferramenta necessária para a intervenção, inclusive, cumprindo com o princípio da integralidade do Sistema Único de Saúde. Seu uso no âmbito da saúde engloba não somente a Psicologia, mas, também, envolve outros enfoques disciplinares, visto que a saúde também permeia os aspectos comportamentais, emocionais e sociais.

3. O desenvolvimento de projetos e programas de psicoeducação envolvida com um tipo de doença é importante para o trabalho de promoção de saúde, podendo propiciar um retorno positivo à saúde de uma coletividade.

4. A psicoeducação pode utilizar recursos como vídeos, áudios, panfletos, campanhas e etc. Sendo que no planejamento psicoeducacional podem estar envolvidos profissionais de diferentes áreas da saúde, fornecendo um trabalho interdisciplinar o qual fornece ao paciente um atendimento cuja integralidade se faz presente.

5. Os processos psicoterapêuticos são também processos pedagógicos. A psicoeducação é um dos métodos mais indicados para o acompanhamento de jovens em ambientes universitários.

Das informações encontradas por Jadi, quais são verdadeiras (V) ou falsas(V)?

 

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2301800 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Durante um semestre de atividades no serviço psicológico de uma universidade, João percebe que vários alunos relatam dificuldades e as relacionam ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). João compreende que o processo de ensino implica construção de um conhecimento previamente inexistente. A construção e a aquisição de um novo conhecimento implicam revisão e modificação de esquemas de conhecimento já adquiridos. Acredita que para que isto ocorra, não basta que a(o) aluna(o) se encontre frente a conteúdos para aprender. Faz-se necessário que este possa atualizar seus esquemas de conhecimento, compará-los com o que é novo, identificar semelhanças e diferenças e integrá-las em seus esquemas anteriormente incorporados. Quando todo este processo ocorre, pode-se dizer que está se produzindo uma aprendizagem efetiva. Nesse cenário, João encontra as seguintes reflexões:

1. A persistência deste quadro ao longo da vida adulta ocorre em torno de 50% daqueles indivíduos que preenchiam os critérios para o TDAH na sua infância. Entretanto, muitas pessoas apresentam sintomas isolados de desatenção na vida adulta, o que pode causar diferentes impactos em suas vidas. Sendo que as que mais se depara são relações interpessoais instáveis e tumultuadas, baixo desempenho acadêmico e profissional, prejuízos no funcionamento familiar e social, o que pode aparecer amplificado por comorbidades.

2. Questões ligadas à atenção podem trazer prejuízos psicossociais. Geralmente, os esquemas psicológicos são aprendidos a partir das vivências ao longo da vida do paciente. Modificações nas suas cognições e comportamentos muitas vezes passam pelo aprendizado de novas cognições e novos comportamentos mais adaptativos. Para que isso ocorra, é necessário que o paciente construa com seu terapeuta condições de mudanças. Contudo, a visão biomedicalizada ressalta que os tratamentos psicoterápicos não são considerados de primeira linha para o tratamento do TDAH. E, apesar disso, indicam sua importância no sentido de que podem informar ao paciente sobre sua condição, podendo, também, melhorar seu desempenho cognitivo e comportamental nas situações e contextos onde os sintomas são mais prejudiciais.

3. As abordagens psicoeducacionais podem ajudar o estudante a reconhecer sintomas, a lidar com prejuízos e a planejar estratégias de convívio com suas dificuldades – pode ser reconfortante ter entendimentos sobre seus problemas. Essa intervenção pode ser realizada individualmente ou em grupo. O usuário pode ser ajudado a lidar com a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade, assim como a ter um controle melhor de efeitos colaterais de possíveis medicações. Contudo, um problema importante neste tipo de abordagem é a falta de guias técnicos que orientem a abordagem do ponto de vista pedagógico.

4. Quando o diagnóstico de TDAH ocorre na vida adulta raramente requer tratamento específico. Em geral, encontra-se em remissão.

5. Para estruturação de uma abordagem psicoeducacional João poderia utilizar os seguintes parâmetros para organizar as aulas/sessões: sequência das atividades; papel dos professores/terapeutas e dos alunos/pacientes; organização social do grupo/aula; utilização dos espaços e do tempo das sessões; organização dos conteúdos; materiais didáticos; avaliação.

Analise as informações encontradas por João e as avalie como verdadeiras (V) ou falsas (F):

 

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2301799 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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O campo das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) compartilham um entendimento diferenciado sobre o processo saúde-doença, ampliando a visão desde processo e as possibilidades terapêuticas, contribuindo para a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado. Assim, podemos afirmar que:

 

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2301798 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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O trabalho no serviço de psicologia nas universidades pode ser desafiador. Antonieta iniciou suas atividades e percebeu que sua prática institucional, por vezes, se apoiava em ideias utilizadas na estruturação educacional e da saúde. Para melhor operacionalização de suas atividades com a população que atende, procurou relembrar alguns conceitos.

A seguinte definição está ligada a qual conceito?
"Representa a esfera sociocultural, delimitada essencialmente por contiguidade geográfica e primariamente definida por aspectos semelhantes da organização da vida dos indivíduos e dependência comum dos mesmos equipamentos sociais e governamentais. Esse processo de identificação e descrição dos espaços onde as equipes de Estratégia da Saúde da Família atuarão é conhecido por territorialização e adscriçao de clientela, o qual permite melhor compreensão das microáreas de risco, identificação de localidades com maior densidade populacional, da rede de transportes e estradas, da presença de barreiras físicas para o acesso ao atendimento de saúde e dos recursos existentes localmente (igrejas, escolas, praças, associações comunitárias)."

 

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2301797 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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Quando consideramos uma estratégia de criação e fortalecimento de redes de cuidado e de redes de suporte social que possam se constituir na potência da produção de intersetorialidades e transversalidades de saberes. Nesse cenário, a rede ganha concretude na medida em que se estabelecem espaços permanentes e periódicos de encontros e discussões entre as equipes de Atenção Básica, demais equipes de Saúde e de outros serviços do território. Tais espaços têm o objetivo de proporcionar trocas de olhares, impressões, metodologias e conhecimentos que contribuem para o fortalecimento de redes sociais cujos dispositivos territoriais podem viabilizar planos de ação integrados entre os equipamentos e entre os usuários. Nesse sentido, estamos abordando qual estratégia?

 

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2301796 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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A importância dos grupos como oferta de serviços na Atenção Básica já está consolidada, destacando concepções como as de sujeito-coletivo e atenção integral, com vistas à promoção da saúde mental. Aproveitando sua experiência nessa área, a atual psicóloga da universidade, propõe a realização de grupos no atendimento da comunidade universitária. Nesse contexto, analise as seguintes considerações e assinale a alternativa correta:

1. O grupo deveria se constituir como um intermediário da relação indivíduo-sociedade, no qual se evidencia os agenciamentos coletivos de enunciação e sua consequente produção de subjetividades, já que a produção de um sujeito-indivíduo é inseparável das marcas coletivas.

2. A organização grupal deve partir do reconhecimento da experiência do outro, seus territórios existenciais transversalizados por vetores sociais, culturais, políticos e outros. A direção do trabalho seria que o grupo se entendesse como permeável a outras possibilidades de discurso e encontros, articulando-se com um conjunto de discurso histórico produzido na família, escola, igreja, hospitais, centros de saúde.

3. A perspectiva de grupos deveria estar pautada em uma flutuação entre o normativo e o criativo e não somente no caráter normativo que vem tendo especial importância na conformação dessa oferta pelas equipes de Atenção Básica. O grupo deve ser uma oferta do serviço e mais um ponto da rede social de cuidado aos usuários no território de referência. Nesse contexto, a verdade do profissional em saúde deve estar em articulação com as várias verdades do território, dos coletivos, dos indivíduos.

4. Os grupos devem estar orientados pelas ações programáticas, seguindo o modelo de organização da ESF, centrado nos grupos prioritários de doenças ou agravos, com objetivo de gerar impactos nos indicadores na perspectiva da educação em saúde, para que seja possível a transmissão do saber-fazer profissional.

5. O atendimento grupal poderia ser utilizado na nova instituição para trabalhar com a comunidade questões ligadas a violência de gênero. A grupalidade pode agenciar outros efeitos na vida social de diferentes pessoas, favorecendo o entendimento de motivos de sofrimentos para além da doença e produzindo novos suportes no território, acionando dispositivos que articulem trabalho, cultura, envolvendo e produzindo desejos no real social, processos de subjetivação solidária e alianças de cidadania.

 

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2301795 Ano: 2019
Disciplina: Psicologia
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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A Atenção Básica é um espaço estratégico de cuidado com relação à detecção precoce de problemas pelo uso de álcool e outras drogas, pois contribui para que as pessoas identificadas como usuárias de risco, possam receber cuidados antes de evoluírem para um possível quadro de dependência. Nesse sentido, a qualidade da escuta e da abordagem do profissional de saúde é fundamental para identificar os problemas associados e propor uma intervenção imediata. Neste espaço, os Instrumentos de Intervenção Psicossocial constituem-se como?

 

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2301794 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFSCAR
Orgão: UFSCAR
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A Atenção Básica prima pela organização territorial dos serviços de saúde. Sendo assim, devemos compreender a noção de território para estabelecer uma relação com as diretrizes do Sistema Único de Saúde. Nessa perspectiva da Atenção Básica, avalie se as afirmativas apresentadas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa correta:

1. Território é uma área delimitada por fronteiras a partir de uma relação de posse ou propriedade, ou seja, área de município, distrito, estado, país.

2. Compreendemos o conceito de território a partir de espaços pré-definidos em que estabelecemos limites geográficos e de cobertura populacional que ficam sob a responsabilidade clínica e sanitária das equipes de Saúde.

3. Observamos a organização sociodinâmica que as pessoas e os grupos estabelecem entre si.

4. Consideramos as relações sociais e as dinâmicas de poder que configuram os territórios como lugares que tomam uma conotação também subjetiva.

5. Consideramos os espaços e processos de circulação das subjetividades das pessoas. São espaços que se configuram, desconfiguram e reconfiguram a partir das possibilidades, agenciamentos e relações que as pessoas e grupos estabelecem entre si. Implica considerar as dimensões subjetivas daqueles que são cuidados e também dos trabalhadores de saúde. Sendo que, trabalhar com saúde pressupõe que os próprios trabalhadores de saúde permitam deslocamentos em seus territórios existenciais, já que a principal ferramenta de trabalho em saúde mental é a relação.

 

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