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A fotografia não fala (forçosamente) daquilo que não é mais, mas apenas e com certeza daquilo que foi. Essa sutileza é decisiva. Diante de uma foto, a consciência não toma necessariamente a via nostálgica da lembrança (quantas fotografias estão fora do tempo individual), mas a via da certeza: a essência da fotografia consiste em ratificar o que ela representa.
Roland Barthes. A câmara clara. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1984, p. 127 (com adaptações).
A partir da ilustração acima, que representa duas fotografias, e do fragmento de texto apresentado, julgue o item que se segue.
Um dos significados que resultam da justaposição das duas fotografias é o da passagem de tempo.
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O que choramos inconscientemente,
nas cousas que jamais retornarão,
não são as alegrias e os prazeres
nelas perdidos para sempre: são
aqueles dias, horas e minutos
que formaram efêmero presente,
é a vida com espinhos, flores, frutos,
somos nós no que fomos, pois os seres
— seu pensamento e sua carne triste —
são formas vãs do tempo indiferente,
que é a matéria de tudo quanto existe.
Abgar Renault. Obra poética. Rio de Janeiro: Record, 1990, p. 148.
Com relação ao poema acima, julgue o próximo item.
As expressões “cousas que jamais retornarão” e “aqueles dias, horas e minutos / que formaram efêmero presente” remetem, ambas, à idéia de passado.
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O que choramos inconscientemente,
nas cousas que jamais retornarão,
não são as alegrias e os prazeres
nelas perdidos para sempre: são
aqueles dias, horas e minutos
que formaram efêmero presente,
é a vida com espinhos, flores, frutos,
somos nós no que fomos, pois os seres
— seu pensamento e sua carne triste —
são formas vãs do tempo indiferente,
que é a matéria de tudo quanto existe.
Abgar Renault. Obra poética. Rio de Janeiro: Record, 1990, p. 148.
Com relação ao poema acima, julgue o próximo item.
Segundo o poeta, os prazeres da vida perdem-se nas alegrias vividas.
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O que choramos inconscientemente,
nas cousas que jamais retornarão,
não são as alegrias e os prazeres
nelas perdidos para sempre: são
aqueles dias, horas e minutos
que formaram efêmero presente,
é a vida com espinhos, flores, frutos,
somos nós no que fomos, pois os seres
— seu pensamento e sua carne triste —
são formas vãs do tempo indiferente,
que é a matéria de tudo quanto existe.
Abgar Renault. Obra poética. Rio de Janeiro: Record, 1990, p. 148.
Com relação ao poema acima, julgue o próximo item.
O sujeito lírico tem consciência de que o sofrimento humano origina-se menos da efemeridade do tempo que da perda propriamente dita da alegria e do prazer das coisas que não voltarão mais.
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Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
O trecho “microscópicas partículas” é uma referência irrefutável às partículas subatômicas: próton, elétron e nêutron.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
Um dos ícones da poesia modernista brasileira, Augusto dos Anjos integrou o movimento cultural que, a partir da Semana de Arte Moderna de 1922, desdenhou valores artísticos e literários do passado, como o barroco do século XVIII, e assumiu posição política de apoio à República oligárquica.
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Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
Na última estrofe do poema, a contradição semântica entre os trechos “após tudo perdido” e “Só lhe restam agora” conduz ao entendimento de que o primeiro desses trechos constitui uma hipérbole.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
O desenvolvimento do tema do poema foi realizado em dois quartetos e dois tercetos, o que é característico do soneto. Esse desenvolvimento pode ser dividido em duas partes: nos dois quartetos, o poeta fala do passado e, nos dois tercetos, do presente.
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Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
Na segunda estrofe, o emprego do mais-que-perfeito do indicativo indica que os fatos ali mencionados são anteriores aos referidos na 1.ª estrofe.
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Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
Mais que à decadência física, o poeta alude ao medo da morte, que aterroriza a humanidade.
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