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Alaíde (alheando-se bruscamente) — Espera, estou-me lembrando de uma coisa. Espera. Deixa eu ver! Mamãe dizendo a papai.
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da memória. Pai e mãe.)
Mãe — Cruz! Até pensei ter visto um vulto. — Ando tão nervosa. Também esses corredores! A alma de madame Clessi pode andar por aí... e...
Pai — Perca essa mania de alma! A mulher está morta, enterrada!
Mãe — Pois é...
(Apaga-se o plano da memória. Luz no plano da alucinação.)
Clessi — Mas o que foi?
Alaíde — Nada. Coisa sem importância que eu me lembrei. (forte) Quero ser como a senhora. Usar espartilho. (doce) Acho espartilho elegante!
Clessi — Mas seu marido, seu pai, sua mãe e... Lúcia?
Homem (para Alaíde) — Assassina!
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da realidade. Sala de operação.)
1.º médico — Pulso?
2.º médico — Cento e sessenta.
1.º médico — Rugina.
2.º médico — Como está isso!
1.º médico — Tenta-se uma osteossíntese!
3.º médico — Olha aqui.
1.º médico — Fios de bronze.
(Pausa)
1.º médico — O osso!
3.º médico — Agora é ir até o fim.
1.º médico — Se não der certo, faz-se a amputação.
(Rumor de ferros cirúrgicos)
1.º médico — Depressa!
(Apaga-se a sala de operação. Luz no plano da alucinação.)
Homem (para Alaíde, sinistro) — Assassina!
Nelson Rodrigues. Vestido de noiva.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004, p. 18-20.
Tendo como referência o fragmento da obra Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, apresentado acima, julgue o item seguinte.
Foi empregada a linguagem formal tanto em “Espera. Deixa eu ver!” quanto em “Perca essa mania de alma!”, o que se justifica por se tratar de frases usadas em cena que envolve muita tensão emocional dos personagens em interlocução.
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Alaíde (alheando-se bruscamente) — Espera, estou-me lembrando de uma coisa. Espera. Deixa eu ver! Mamãe dizendo a papai.
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da memória. Pai e mãe.)
Mãe — Cruz! Até pensei ter visto um vulto. — Ando tão nervosa. Também esses corredores! A alma de madame Clessi pode andar por aí... e...
Pai — Perca essa mania de alma! A mulher está morta, enterrada!
Mãe — Pois é...
(Apaga-se o plano da memória. Luz no plano da alucinação.)
Clessi — Mas o que foi?
Alaíde — Nada. Coisa sem importância que eu me lembrei. (forte) Quero ser como a senhora. Usar espartilho. (doce) Acho espartilho elegante!
Clessi — Mas seu marido, seu pai, sua mãe e... Lúcia?
Homem (para Alaíde) — Assassina!
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da realidade. Sala de operação.)
1.º médico — Pulso?
2.º médico — Cento e sessenta.
1.º médico — Rugina.
2.º médico — Como está isso!
1.º médico — Tenta-se uma osteossíntese!
3.º médico — Olha aqui.
1.º médico — Fios de bronze.
(Pausa)
1.º médico — O osso!
3.º médico — Agora é ir até o fim.
1.º médico — Se não der certo, faz-se a amputação.
(Rumor de ferros cirúrgicos)
1.º médico — Depressa!
(Apaga-se a sala de operação. Luz no plano da alucinação.)
Homem (para Alaíde, sinistro) — Assassina!
Nelson Rodrigues. Vestido de noiva.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004, p. 18-20.
Tendo como referência o fragmento da obra Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, apresentado acima, julgue o item seguinte.
Os planos de tempo apresentados nesse fragmento de Vestido de Noiva estão todos no plano do tempo em que a peça está sendo encenada, ou seja, eles correspondem ao tempo real.
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Alaíde (alheando-se bruscamente) — Espera, estou-me lembrando de uma coisa. Espera. Deixa eu ver! Mamãe dizendo a papai.
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da memória. Pai e mãe.)
Mãe — Cruz! Até pensei ter visto um vulto. — Ando tão nervosa. Também esses corredores! A alma de madame Clessi pode andar por aí... e...
Pai — Perca essa mania de alma! A mulher está morta, enterrada!
Mãe — Pois é...
(Apaga-se o plano da memória. Luz no plano da alucinação.)
Clessi — Mas o que foi?
Alaíde — Nada. Coisa sem importância que eu me lembrei. (forte) Quero ser como a senhora. Usar espartilho. (doce) Acho espartilho elegante!
Clessi — Mas seu marido, seu pai, sua mãe e... Lúcia?
Homem (para Alaíde) — Assassina!
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da realidade. Sala de operação.)
1.º médico — Pulso?
2.º médico — Cento e sessenta.
1.º médico — Rugina.
2.º médico — Como está isso!
1.º médico — Tenta-se uma osteossíntese!
3.º médico — Olha aqui.
1.º médico — Fios de bronze.
(Pausa)
1.º médico — O osso!
3.º médico — Agora é ir até o fim.
1.º médico — Se não der certo, faz-se a amputação.
(Rumor de ferros cirúrgicos)
1.º médico — Depressa!
(Apaga-se a sala de operação. Luz no plano da alucinação.)
Homem (para Alaíde, sinistro) — Assassina!
Nelson Rodrigues. Vestido de noiva.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004, p. 18-20.
Tendo como referência o fragmento da obra Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, apresentado acima, julgue o item seguinte.
Nesse fragmento, é possível identificar elementos expressionistas, explorados pelo emprego de recursos cênicos por meio dos quais se justapõem o passado, as aspirações futuras e a realidade implacável.
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Alaíde (alheando-se bruscamente) — Espera, estou-me lembrando de uma coisa. Espera. Deixa eu ver! Mamãe dizendo a papai.
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da memória. Pai e mãe.)
Mãe — Cruz! Até pensei ter visto um vulto. — Ando tão nervosa. Também esses corredores! A alma de madame Clessi pode andar por aí... e...
Pai — Perca essa mania de alma! A mulher está morta, enterrada!
Mãe — Pois é...
(Apaga-se o plano da memória. Luz no plano da alucinação.)
Clessi — Mas o que foi?
Alaíde — Nada. Coisa sem importância que eu me lembrei. (forte) Quero ser como a senhora. Usar espartilho. (doce) Acho espartilho elegante!
Clessi — Mas seu marido, seu pai, sua mãe e... Lúcia?
Homem (para Alaíde) — Assassina!
(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da realidade. Sala de operação.)
1.º médico — Pulso?
2.º médico — Cento e sessenta.
1.º médico — Rugina.
2.º médico — Como está isso!
1.º médico — Tenta-se uma osteossíntese!
3.º médico — Olha aqui.
1.º médico — Fios de bronze.
(Pausa)
1.º médico — O osso!
3.º médico — Agora é ir até o fim.
1.º médico — Se não der certo, faz-se a amputação.
(Rumor de ferros cirúrgicos)
1.º médico — Depressa!
(Apaga-se a sala de operação. Luz no plano da alucinação.)
Homem (para Alaíde, sinistro) — Assassina!
Nelson Rodrigues. Vestido de noiva.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004, p. 18-20.
Tendo como referência o fragmento da obra Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, apresentado acima, julgue o item seguinte.
Nesse fragmento, verifica-se a presença do jogo teatral, no qual é possível perceber a construção, pelo autor, de situações psicológicas vertiginosas.
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Cheguei a encarar a água, o Rio das Velhas passando seu muito, um rio é sempre sem antiguidade.
João Guimarães Rosa.
Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio.
Heráclito.
Considerando o fragmento de texto de João Guimarães Rosa e a citação do filósofo Heráclito, apresentados acima, julgue o item subsequente.
O mineiro Guimarães Rosa é natural de um estado que, a despeito da proeminência econômica nacional que deteve ao longo da Primeira República, optou por não exercer papel de relevo na política brasileira antes de 1930.
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Cheguei a encarar a água, o Rio das Velhas passando seu muito, um rio é sempre sem antiguidade.
João Guimarães Rosa.
Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio.
Heráclito.
Considerando o fragmento de texto de João Guimarães Rosa e a citação do filósofo Heráclito, apresentados acima, julgue o item subsequente.
No fragmento do texto de Guimarães Rosa, a palavra “muito” foi empregada como substantivo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Cheguei a encarar a água, o Rio das Velhas passando seu muito, um rio é sempre sem antiguidade.
João Guimarães Rosa.
Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio.
Heráclito.
Considerando o fragmento de texto de João Guimarães Rosa e a citação do filósofo Heráclito, apresentados acima, julgue o item subsequente.
O fragmento de texto de Guimarães Rosa trata, de modo poético, da mesma concepção de tempo proposta por Heráclito na frase destacada acima, na qual o uso da palavra “rio”, tal como no fragmento literário, é alusivo ao tempo que passa.
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O último dia do ano
não é o último do tempo.
Outros dias virão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa.
Rio de Janeiro: Aguilar, 1988, p. 107 (fragmento).
Considerando o fragmento transcrito acima, da poesia de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item que se segue.
No poema, ressalta-se o campo semântico da palavra “tempo”, e predominam, no nível sintático, os adjuntos adverbiais de tempo, tal como ocorre, por exemplo, nos dois primeiros versos.
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O último dia do ano
não é o último do tempo.
Outros dias virão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa.
Rio de Janeiro: Aguilar, 1988, p. 107 (fragmento).
Considerando o fragmento transcrito acima, da poesia de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item que se segue.
Do oitavo ao último verso, o poeta apresenta uma enumeração cujos elementos compõem a idéia expressa pela metáfora “uma franja de vida”.
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O último dia do ano
não é o último do tempo.
Outros dias virão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa.
Rio de Janeiro: Aguilar, 1988, p. 107 (fragmento).
Considerando o fragmento transcrito acima, da poesia de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item que se segue.
O poeta atenua a força semântica que o vocábulo “último” adquire no imaginário coletivo por meio do emprego de frases negativas em que contrapõe, respectivamente, “ano” a “tempo” e “tempo” a “tudo”.
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