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Decadência
Iguais às linhas perpendiculares
Caíram, como cruéis e hórridas hastas,
Nas suas 33 vértebras gastas
Quase todas as pedras tumulares!
A frialdade dos círculos polares,
Em sucessivas atuações nefastas,
Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,
Estragara-lhe os centros medulares!
Como quem quebra o objeto mais querido
E começa a apanhar piedosamente
Todas as microscópicas partículas,
Ele hoje vê que, após tudo perdido,
Só lhe restam agora o último dente
E a armação funerária das clavículas!
Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias.
São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.
A partir da leitura do soneto Decadência, de Augusto dos Anjos, julgue o item seguinte.
Ressaltando o efeito sonoro e semântico, o poeta insere palavras do campo semântico da ciência em contexto poético.
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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
No texto, padre Vieira intenta uma analogia entre a descoberta do tempo futuro pela “História” e a do Novo Mundo pelos europeus.
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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
Com base na predominância das funções da linguagem utilizadas, o texto poderia ser corretamente dividido em duas partes, conforme a tabela a seguir.

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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
Conforme a analogia entre tempo e espaço apresentada no texto, o tempo presente pode ser adequadamente denominado como uma
espécie de linha do Equador do tempo.
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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
A História realiza-se em determinado espaço e é contingenciada pela passagem do tempo, razão pela qual o estudo do passado assegura o domínio do conhecimento acerca da direção a ser trilhada pelas sociedades, ou seja, ela permite a previsibilidade do futuro.
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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
A descoberta da América, com a posterior colonização das novas terras por portugueses e espanhóis, integrou um contexto de
transformação histórica que aprofundou a crise do feudalismo e descortinou, para a Europa, novos horizontes de exploração.
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O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio
de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são esses instantes do presente que vamos vivendo, em que o passado se termina e o futuro começa. Desde este ponto, toma seu princípio a nossa História, a qual nos irá descobrindo as novas regiões e os novos habitadores desse segundo hemisfério do tempo, que são os antípodas do passado. Oh! que cousas grandes e raras haverá que ver nesse novo descobrimento!
Idem, ibidem, p. 126.
Considerando o fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o item a seguir.
Do ponto de vista geográfico, os hemisférios Ocidental e Oriental são considerados uma referência temporal, e não, espacial, uma vez
que dizem respeito ao estabelecimento dos fusos horários ao redor do globo.
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Nenhuma cousa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite nem mais superior a toda a sua capacidade que a notícia dos tempos e sucessos futuros; e isto é o que oferece a Portugal, à Europa e ao Mundo esta nova e nunca ouvida História.
As outras histórias contam as cousas passadas, esta promete dizer as que estão por vir; as outras trazem à memória aqueles sucessos públicos que viu o Mundo, esta intenta manifestar ao Mundo aqueles segredos ocultos e escuríssimos que não chegam a penetrar o entendimento.
Antonio Vieira. História do futuro. José Carlos Brandi
Aleixo (org.). Brasília: UnB, 2005, p. 121.
A partir da leitura do fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o seguinte item.
De acordo com o autor do texto, nem todos os segredos são “ocultos e escuríssimos”, mas todos os que assim são caracterizados fogem à compreensão do ser humano.
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Nenhuma cousa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite nem mais superior a toda a sua capacidade que a notícia dos tempos e sucessos futuros; e isto é o que oferece a Portugal, à Europa e ao Mundo esta nova e nunca ouvida História.
As outras histórias contam as cousas passadas, esta promete dizer as que estão por vir; as outras trazem à memória aqueles sucessos públicos que viu o Mundo, esta intenta manifestar ao Mundo aqueles segredos ocultos e escuríssimos que não chegam a penetrar o entendimento.
Antonio Vieira. História do futuro. José Carlos Brandi
Aleixo (org.). Brasília: UnB, 2005, p. 121.
A partir da leitura do fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o seguinte item.
O caráter vanguardista da “nova e nunca ouvida História” anunciada no texto é destacado pela predominância de estruturas sintáticas de contraste e comparação.
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Nenhuma cousa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite nem mais superior a toda a sua capacidade que a notícia dos tempos e sucessos futuros; e isto é o que oferece a Portugal, à Europa e ao Mundo esta nova e nunca ouvida História.
As outras histórias contam as cousas passadas, esta promete dizer as que estão por vir; as outras trazem à memória aqueles sucessos públicos que viu o Mundo, esta intenta manifestar ao Mundo aqueles segredos ocultos e escuríssimos que não chegam a penetrar o entendimento.
Antonio Vieira. História do futuro. José Carlos Brandi
Aleixo (org.). Brasília: UnB, 2005, p. 121.
A partir da leitura do fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o seguinte item.
Os núcleos do complemento verbal composto da forma verbal “oferece” estão hierarquicamente dispostos, o que, associado a outros sentidos expressos no texto, evidencia exaltação da abrangência da “nova e nunca ouvida história”.
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