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Leia o texto Carta a Lupicínio, de Xico Sá, para responder à questão.

Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorteA).

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredoresB). Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar. Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezasC). Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagemD). Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicos.

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontadeE).

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

A colocação pronominal empregada pelo autor não está de acordo com a norma culta em

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorteA).

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar. Mais um brinde, amigo, como te amoB).

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezas. Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente?C) Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicosD).

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontadeE).

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

A vírgula foi mal empregada em

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio RodriguesA), o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorte.

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamarB). Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezasC). Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicosD).

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceitoE). Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontade.

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

A regência verbal está em desacordo com a norma culta em

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorte.

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamarA). Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conoscoB). Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezas. Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentosC). O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicos.

Temos xingamentos demais, de qualquer formaD). Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontadeE).

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

Para realçar uma ideia, Xico Sá empregou a ordem inversa das palavras em

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorte.

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar. Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezas. Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicos.

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontade.

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

O autor do texto dirige-se a Lupicínio Rodrigues

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorte.

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar. Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezas. Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicos.

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontade.

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

No primeiro parágrafo, o autor utiliza as expressões “Amigo torcedor, amigo secador” para se referir a (ao)

 

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Carta a Lupicínio

Amigo torcedor, amigo secador, até a pé nós iremos a qualquer botequim ou taverna do rincão gaúcho celebrar este ano o centenário do gênio gremista Lupicínio Rodrigues, o autor de um dos mais belos hinos de clubes do país. Até a pé nós iremos, mesmo com todas as dores de cotovelo do mundo, mesmo estropiado como um romeiro do amor e da sorte.

Bem lembrou (...) o querido Luís Fernando Vianna que o preto Lupicínio cantaria, a essa altura, para a geral tricolor, “esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei!” Cantaria mesmo. E bonito. Um brinde ao homem dos nervos de aço.

Sim, caro Lupicínio, tu me ensinaste a gastar o cotovelo da espera na fórmica dos balcões dos sofredores. Aliás, a cada pé-na-bunda sempre acho que tu chegarás no boteco e me darás bons conselhos, só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar. Mais um brinde, amigo, como te amo.

O que tu achas, meu caro, dessa minha pobre tese crônica: para quem ainda confunde racismo – atacar alguém covardemente pela cor da sua pele – com xingamento de varejo, sugiro, à guisa de criatividade, que leve a campo o “Dicionário do Palavrão e Termos Afins”, do pesquisador e folclorista pernambucano Mário Souto Maior, o Aurélio dos lexicógrafos da bela esculhambação à brasileira.

Souto Maior, vivo fosse, faria agora um brinde conosco. Que tu procures ele aí nesse mundo do qual eu não tenho a menor das certezas. Caro Lupi, nesse livro, o fanático encontrará 3.500 palavrões que valem do goleiro ao ponta esquerda, do técnico ao juiz daquele Flamengo x Coritiba. Somos tão ricos em matéria de tirar onda, por que a injúria racial, minha gente? Sob qualquer aspecto, não carece. Pronto.

Tudo bem que não somos tão criativos quanto os alemães em matéria de xingamentos. O dicionário do mesmo gênero, naquele país supostamente reservado, possui quase dez mil verbetes. Eles também nos batem de 7x1 em matéria de sacanagem. Minha fonte é boa: Gilberto Freyre, o homem do “Casa Grande & Senzala”, o mesmo que sugeriu a Souto Maior, a tal pesquisa nos trópicos.

Temos xingamentos demais, de qualquer forma. Que diversidade, incluindo os regionalismos, como “fi de rapariga”, por exemplo, clássico nordestino, o meu preferido. Este vale para o juiz, sobremaneira. No sul também não deve faltar palavrões para desopilar o juízo.

A Ponte Preta e o Inter, macaca e macaco, respectivamente, quando assumiram tais epítetos, responderam politicamente ao preconceito. Uma maneira de dizer do orgulho da torcida negra. Em nada autorizaram o ma-ca-co ou “preto fedido” e ditos malditos para humilhar quem quer que seja. Dentro ou fora do gramado, nobilíssimo Lupicínio.

Sei que o amigo deves estar triste com os acontecimentos, mas também sei que o amigo és sábio para entender o exemplo. Até a pé nos iremos, com teu espírito, para dizer paz na terra aos homens de boa vontade.

Xico Sá

Folha de São Paulo, 6 de setembro de 2014

Em Carta a Lupicínio, Xico Sá

 

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3481528 Ano: 2014
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFPA
Orgão: UNIFESSPA

Uma Instituição de ensino necessitava adquirir bens e insumos e desejavam saber sobre a possibilidade de dispensa de licitação para essa aquisição. A área jurídica foi consultada e para responder à questão se baseou na Lei nº 8.666,de 21 06.1993,que institui normas para licitações e contratos da administração pública, Capítulo II- Da Licitação Seção I- Das Modalidades, Limites e Dispensa, que no seu Artigo 24 apresenta conteúdo sobre dispensa de licitação. No parecer para o grupo consultante, foi explicado que é dada a dispensa para este caso específico, se

Questão Desatualizada

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3481527 Ano: 2014
Disciplina: Legislação Federal
Banca: UFPA
Orgão: UNIFESSPA

“Apenas as soluções autossustentáveis são viáveis dentro de uma visão sistêmica. A auto sustentabilidade, para nós, é um conceito–chave no movimento ecológico. Segundo Lester Brown, do Worldwatch Institute, uma sociedade autossustentável é a sociedade que satisfaz suas necessidades sem diminuir as possibilidades das gerações futuras” (Carvalho,2004)

O Decreto nº 7.746, de 05.06.2012, que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento sustentável nas contratações na administração pública federal, apresenta em seu Artigo 4, as diretrizes de sustentabilidade, entre outras. Quanto a essas diretrizes, analise os itens a seguir.

I – menor impacto sobre recursos naturais como flora, fauna, ar, solo e água.

II – preferência para materiais, tecnologias e matérias primas de origem local.

III – maior eficácia na utilização de recursos naturais como água, solo e energia.

IV – maior geração de empregos, preferencialmente com mão de obra local.

V – maior vida útil e custo zero de manutenção do bem e da obra.

VI – uso de inovações que aliviem a pressão sobre recursos naturais.

VII – origem ambientalmente regular dos recursos naturais utilizados nos bens, serviços e obras.

Estão corretos

Questão Desatualizada

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Está de acordo com o disposto no Decreto n. 5.707/2006, que institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração pública federal direta, autárquica e fundacional:

Questão Desatualizada

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