Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

Observe a pontuação do seguinte trecho:

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

Assinale a alternativa na qual as alterações na pontuação respeitam as regras da escrita e mantêm as mesmas relações de sentido do texto original.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

As palavras “vaticinou”, “segregação” e “pretensamente” poderiam ser substituídas no texto, sem prejuízo gramatical ou de sentido, respectivamente, por:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

As aspas são usadas no texto, de forma recorrente, para destacar expressões atribuídas a pessoas diferentes do autor. Identifique a quem são atribuídas as expressões da 1ª coluna, numerando-a de acordo com sua correspondência com a 2ª coluna.

1. Mídia.

2. Moradores das periferias.

3. Comerciantes.

( ) “O Brasil acordou!”.

( ) “manifestação pode, é democrática; baderna, não”.

( ) “vândalos”.

( ) “E se a boiada estourar, ninguém segura!”.

( ) “Ói nóis aqui, mano!”.

( ) “país do futebol”.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali1) foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse2), o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso3). Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

Considere as seguintes afirmativas sobre algumas expressões empregadas no texto:

1. “Ali” refere-se às manifestações ocorridas em junho de 2013.

2. “Esse” refere-se ao episódio ocorrido 14 anos antes, quando uma centena de moradores de uma favela carioca fizeram um passeio em um shopping da zona sul.

3. “Isso” refere-se aos comentários que Galvão Bueno provavelmente fará durante os jogos da copa do mundo.

Assinale a alternativa correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA sobre a elite brasileira.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

Assinale a alternativa que corresponde ao ponto de vista expresso pelo autor no texto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3264374 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: UFPR
Orgão: UNILA

No Microsoft Word 2007, a funcionalidade Inserir Rodapé pode ser encontrada na aba:

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3263934 Ano: 2014
Disciplina: Matemática
Banca: UFPR
Orgão: UNILA

O ângulo, em radianos, formado pelos ponteiros de um relógio às 13h30 é:

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O texto a seguir é referência para a questão.

Ói nóis aqui, mano!

Em junho do ano passado, o país foi surpreendido com a explosão de manifestações que começaram em São Paulo e rapidamente se espalharam por todo canto, tendo como pretexto a qualidade e o preço do transporte público, mas que logo ganharam outros contornos.

Passada a perplexidade, vieram as conclusões. E todas apontavam para os vilões de sempre: a qualidade dos serviços públicos e as mazelas da classe política. Saúde, educação, segurança, transporte, legitimidade da representação política, corrupção, impunidade... Ou seja, a agenda da classe média. “O Brasil acordou!”, saudou a grande mídia, após um vacilo inicial. Mas poucos se deram conta de que ali foi gestado, também, o embrião de uma outra coisa. Bem mais profunda. E difusa.

Os brasileiros talvez tenham, finalmente, acordado. Mas a elite continua dormindo em berço esplêndido. Rechaçou a primeira manifestação, pacífica, diga-se, promovida por pessoas que nunca tinham ido pra rua, e apoiou a repressão violenta, através dos seus porta-vozes midiáticos. O caldo engrossou. E entraram em cena novos atores: os excluídos.

Novo cenário, novo discurso: “manifestação pode, é democrática; baderna, não”. E logo classificaram os atores: manifestantes e vândalos, como se a questão fosse apenas de nomenclatura. No entanto, não foram os manifestantes, mas os “vândalos” que se fizeram ouvir e, em alguma medida, ameaçaram o sistema. Eles, sim, meteram medo de arrepiar. “E se a boiada estourar, ninguém segura!”, vaticinou um comerciante da Av. Paulista.

Entre os chamados “vândalos”, a grande maioria não era de bandidos, como se verificou com as prisões, mas de moradores das periferias. Excluídos, apenas.

Há 14 anos, cerca de cem moradores de uma favela do Rio alugaram um ônibus e foram passear num shopping da zona sul. Não passaram da porta. Clientes, lojistas e vendedores entraram em pânico. Veio a polícia. Logo depois, a imprensa. Câmeras ao vivo. Sem argumento para manter a proibição, o shopping cedeu. E os favelados entraram, transpondo a barreira invisível da segregação social. Subiram e desceram pelas escadas rolantes, alguns pela primeira vez. Visitaram lojas. Provaram roupas. Na praça de alimentação, comeram o pão com mortadela que haviam levado. Na mais perfeita ordem. De agressivo e violento, apenas a pobreza. Suas caras. Suas roupas. Suas existências, talvez.

Esse, o embrião dos rolezinhos de hoje, que, como as manifestações de junho, começaram pacíficos. Reprimidos, degringolaram. Viraram saques e arrastões. Na maioria, adolescentes. Pobres. Moradores das periferias. Sempre eles. Os excluídos. “Ói nóis aqui, mano!”.

No chamado “país do futebol”, eles também estarão excluídos da Copa. Assim, quando a câmera focalizar a família loira, bonita e bem vestida, comemorando o gol de Neymar (um ex-morador da periferia), Galvão Bueno dirá com sua voz empostada e pretensamente comovida: “Que coisa linda de se ver! A família brasileira de volta aos nossos estádios”.

Sei que ninguém está preocupado com isso. Vou perguntar apenas por perguntar: e se a boiada estourar, quem segura?

Joca Souza Leão. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed784_oi_nois_aqui_mano!. Adaptado.

Ao representar graficamente a fala dos adolescentes, o autor acentuou as palavras “ói” e “nóis”. Sobre o uso desses acentos, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A palavra “ói” recebeu um acento diferencial, por oposição a “oi”.

( ) A palavra “nóis” foi acentuada indevidamente, pois palavras análogas, como “heroico”, não são acentuadas.

( ) Ambas as palavras foram acentuadas por serem oxítonas, com a sílaba tônica formada pelo ditongo aberto ói, seguido ou não de s.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3263916 Ano: 2014
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFPR
Orgão: UNILA

Pedro deseja comprar à vista um sofá que custa 1000 reais e dispõe de 500 reais. Este último valor encontra-se aplicado a juros simples de 1% ao mês. Admitindo que os preços mantenham-se constantes, depois de quantos meses Pedro poderá comprar o sofá?

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas