Ensinar de forma contextualizada é criar oportunidades
para que os alunos possam criar relações existentes entre
os conteúdos estudados na escola com o seu cotidiano
pessoal e contexto social (DANTE, 2010). Assinale a
alternativa que traga uma proposta de ensino
contextualizado dos conteúdos pertinentes ao tema de
Estatística.
Hernandez (1998) ressalta a importância dos projetos de
trabalho dentro de um contexto escolar, pois são eles que
dão sentido ao saber escolar para o aluno. Inclusive, tais
projetos são capazes de contribuir, por exemplo, para a
aquisição de capacidades de autodireção, de formulação e
resolução de problemas, de integração e de tomada de
decisões. Nessa mesma perspectiva, Smole e Diniz (2003)
também apresentam seções chamadas de “Invente você”,
como forma de desenvolver a habilidade de criação de
atividades. Para as autoras, é importante que o aluno
assuma a posição de autor e não de um sujeito que
meramente cumpre a atividade com o objetivo de ser
avaliado pelo professor. Além disso, espera-se que o
estudante seja estimulado a aperfeiçoar as suas próprias
produções, por meio de discussões e compartilhamento
com seus pares.
Levando em conta essa perspectiva de projetos de trabalho
defendida pelos autores Hernandez (1998), Smole e Diniz
(2003), assinale a alternativa que apresenta uma sugestão
de trabalho que esteja de acordo com os objetivos
propostos pelos autores.
Mudar um processo de avaliação, segundo Perrenoud
(1999), é tirar dos pais os pontos de referência habituais de
um processo de avaliação, criando-lhes uma incerteza e
angústia de não saberem ao certo como seus filhos estão
aprendendo de fato. Segundo essa descrição do autor, quais
seriam as práticas de avaliação mais habituais de uma
avaliação clássica em matemática?
Segundo D’Ambrosio (2001), o ponto crítico para uma
grande reforma na prática educativa, sobretudo na
formação de professores de matemática, é a necessidade
de uma profunda transformação do modelo de currículo
cartesiano para um currículo dinâmico que considere os
contextos socioculturais e as práticas educativas envolvidas
nele. Segundo essas ideias do autor, qual das alternativas a
seguir descreveria um modelo de currículo cartesiano?
Perrenoud (1999) faz uma crítica à forma como as
avaliações são aplicadas no contexto escolar. Segundo o
autor, de modo geral, as avaliações são focadas no processo
classificatório e generalizado e não existe uma preocupação
em obter um norte sobre a trajetória individual do aluno.
D’Ambrosio (2001) endossa o pensamento do autor
afirmando que, muitas vezes, um aluno que se sai bem
numa avaliação de desempenho em matemática não
necessariamente sabe transferir o conhecimento aplicado
nesse teste em uma situação nova. No contexto do ensino
de matemática, o alvo de crítica dos autores seriam as
avaliações que:
Na metodologia baseada em resolução de problemas, o
aluno é constantemente convidado a interagir com o texto,
a responder perguntas e a confrontar soluções, bem como
verificar regularidades e realizar reflexões para chegar às
suas próprias conclusões, valorizando a experiência
acumulada dentro e fora da escola (DANTE, 2010). De
acordo com esse autor, o que se pode afirmar sobre a
metodologia de resolução de problemas?
D’Ambrosio (2013) defende que a escola não pode mais ter
foco em transmissão de conteúdos obsoletos, pouco
interessantes ou até mesmo desnecessários para a
construção de uma nova sociedade. Segundo o autor, o
ambiente escolar deve propiciar ferramentas para que as
crianças possam desenvolver uma capacidade para analisar
criticamente o meio em que vivem, no contexto de uma
sociedade multicultural e cercada de tecnologias. Nesse
sentido, o professor de matemática possui um papel
essencial de facilitar e desenvolver experiências
enriquecedoras de aprendizagem. Mas, para que elas
ocorram, exige-se do docente a disposição para aprender
novas concepções acerca das ideias matemáticas e como
elas podem ser integradas de forma dinâmica dentro dos
saberes e fazeres do futuro.
Levando em consideração as concepções do autor,
podemos afirmar que:
O uso da calculadora nas aulas de matemática ainda gera
muita polêmica entre professores. Muitos acreditam que o
aluno torna-se dependente de seu uso ou até mesmo perca
a capacidade de raciocinar matematicamente. Dante (2010)
propõe o uso da calculadora de forma integrada às aulas de
matemática, de modo a aguçar a capacidade de estimativa
do aluno, propor investigações matemáticas por meio de
verificações de padrões e desenvolver uma capacidade para
buscar soluções de desafios. A partir dessa afirmação,
assinale a alternativa que apresenta corretamente o
objetivo do uso de calculadoras no ensino de matemática:
O ambiente escolar apresenta ao estudante, de forma
sistemática e acessível, um conhecimento formalmente
organizado de uma determinada área, contribuindo para o
acúmulo de uma experiência cultural não vivenciada (REGO,
1995). Segundo Rego (1995), na visão vygotskiana, ao
interagir com atividades complexas de pensamento, como
abstrações e generalizações, a criança tem a oportunidade
não só de ampliar seus conhecimentos, como modificar
suas estruturas cognitivas no modo de observar o mundo.
Contudo, para que a escola represente, de forma relevante,
uma experiência cultural não vivenciada pelo aluno, é
importante que haja uma seleção criteriosa do processo
educativo adotado.
Dentro dessa perspectiva e de uma metodologia que atribui
ao aluno um significado e um papel central no processo de
ensino-aprendizagem (DANTE, 2010), é importante que o
professor:
“Verificamos assim que conceitos como o de avaliação
formativa e mesmo o de pedagogia para a maestria surgem
no âmbito dos desenvolvimentos teóricos do behaviorismo
e são posteriormente integrados nos quadros conceituais
de outras perspectivas teóricas, como a família de
perspectivas que se abriga sob o chapéu do cognitivismo.
Essa família, em muitos casos, assumiu e integrou
contributos da Sociologia, da Antropologia e da Psicologia
Social, o que lhe permitiu dar outra profundidade e densidade àqueles conceitos. Na verdade, são múltiplas as
diferenças de entendimento entre behavioristas e
construtivistas acerca da avaliação formativa. Os primeiros
usam-na mais frequentemente na análise de resultados, em
um quadro de definição de objetivos muito específicos
(comportamentais) e de tarefas que testam cada um desses
objetivos, ao passo que os segundos utilizam-na mais na
análise dos processos de aprendizagem dos alunos em um
quadro de definição mais abrangente e integrada de
objetivos e de tarefas que avaliam um leque mais amplo e
integrado de saberes.”
FERNANDES, Domingos. Avaliação interna: dos fundamentos e das
práticas. In:. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e
políticas. São Paulo: Editora da Unesp, 2009, p. 49-50.
O excerto exemplifica características de uma determinada
fase que marca a história da avaliação da aprendizagem.
Segundo o raciocínio expresso, é correto afirmar: