Foram encontradas 370 questões.
O autor sustenta, nesse excerto do artigo, argumentos que fundamentam a colonialidade presente até hoje na Arte/Educação, entre eles:
Provas
“Desde os relatos de Américo Vespúcio e Cristóvão Colombo, nos séculos XV e XVI, encadeia-se um relacionamento, tanto dos povos americanos quanto de uma visão universal do Velho Mundo, com imagens produzidas em vínculos de decadência, desumanidade e monstruosidade, as quais refletem o que o colonizador quer mostrar, pois são produzidas pela episteme hegemônica.
Pensar por esse prisma conduz à compreensão da dimensão artística (visual/imagética) a par das dimensões religiosas (catolicismo) e de linguagem/idioma (português e espanhol), operando como uma das mais profícuas formas de manutenção do projeto moderno/colonial e da hegemonia eurocêntrica nos contextos latino-americanos, o que repercute nos mais diversos campos e, estrategicamente, no campo educacional. A composição imagética da América Latina distorcida pelo espelho do colonizador, desde o renascimento europeu, converteu-se em verdade universal e contribuiu para as abjeções, as negações, as violações, os encobrimentos e os apagamentos epistemicidas das histórias, das artes e das culturas latino-americanas na Arte/Educação, impossibilitando vislumbrar os reflexos das imagens do que realmente representa esse território.
Há uma construção narrativa por imagens que contribui para perpetuar as heranças coloniais e deserdar outras epistemes, a qual impregnaram olhares e deu aparência natural ou necessária à civilização/ modernização através de atrocidades como a escravização de índios e de negros por toda a América Latina. O poder da imagem, de fixar nas mentes as ideias e os ideais europeus, foi explorado com grande competência pelo chamado primeiro mundo, de forma que até hoje os referenciais, sejam de bom ou de belo, remetem ao que é externo e, quase nunca, ao que é próprio.”
MOURA, Eduardo Junio Santos. Des/obediência docente na de/colonialidade da arte/educação na América Latina.
Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 313-325, maio/ago. 2019.
Disponível em: http://seer.ufrgs.br/gearte. Acesso em: 04 Nov. 22.
O objetivo principal do texto é
Provas
“Um currículo que interligasse o fazer artístico, a história da arte e a análise da obra de arte estaria se organizando de maneira que a criança, suas necessidades, seus interesses e seu desenvolvimento estariam sendo respeitados e, ao mesmo tempo, estaria sendo respeitada a matéria a ser aprendida, seus valores, sua estrutura e sua contribuição específica para a cultura.”
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e
novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009, p. 35.
Sobre esse trecho, é possível afirmar:
Provas
Leia o seguinte post do Instagram:
“SOBRE O DIA NACIONAL DA CULTURA
Hoje é o Dia Nacional da Cultura, data criada em 1970, no governo do General Médici. O motivo: nascimento de Ruy Barbosa, jurista de renome, mas adepto de um elitismo cultural explícito.
É famoso o episódio da noite de 26/10/1914. Durante um sarau realizado no Palácio do Catete, Nair de Teffé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, quebrou o protocolo e no meio de um programa composto de peças eruditas, tocou no violão o "Gaúcho", Corta-Jaca de Chiquinha Gonzaga.
O fato gerou escândalo. O violão era considerado vulgar, associado à malandragem. Tocado por uma mulher, executando uma música composta por outra mulher, Chiquinha, neta de negra escravizada. Imaginem...
O chamado "escândalo do Corta-Jaca" gerou um discurso apoplético de Ruy Barbosa no Senado Federal. Cito: “(...) aqueles que deviam dar ao pais o exemplo das maneiras mais distintas e dos costumes mais reservados elevaram o corta-jaca à altura de uma instituição social. Mas o corta-jaca de que eu ouvira falar há muito tempo, que vem a ser ele, Sr. Presidente? A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque do cateretê e do samba. Mas nas recepções presidenciais o corta-jaca é executado com todas as honras de música de Wagner, e não se quer que a consciência deste país se revolte, que as nossas faces se enrubesçam e que a mocidade se ria”.
Sim. Para Ruy Barbosa, a cultura popular era coisa baixa, chula, grosseira, selvagem. Não se constrói futuro sem a disputa pelo passado. Por mim, o Dia Nacional da Cultura seria o 26 de outubro, data em que Nair de Teffé tocou o Corta-Jaca. Como, entretanto, foi estabelecido que o homenageado é Ruy Barbosa, não resisto:
Hoje e sempre cantem e dancem samba, frevo, maracatu, coco, toada de boi, chula, funk, fandango, forró.
Façam embolada, rap, slam, sonata, soneto, cordel, sinfonia.
Joguem bola, comam feijoada, maniçoba, moqueca, caruru. Batam tambor!
A Cultura é a possibilidade de invenção do Brasil plural. Ruy Barbosa merece saber, de onde estiver, que essa parada ele perdeu.”
SIMAS, LUIZ A. SOBRE O DIA NACIONAL DA CULTURA. 5 de novembro de 2022. Rio de Janeiro. Instagram:
@luizantoniosimas. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Ckk6_amOfV3/. Acesso em 6 de novembro de 2022.
A partir da leitura do texto, é possível depreender a relevância do ensino da Arte, uma vez que ele:
Provas
“ (...) há a compreensão de que a cultura visual enfatiza experiências diárias do visual e move, assim, sua atenção das belas artes ou da cultura de elite para a visualização do cotidiano. Além disso, ao negar limites entre arte de elite e formas de arte populares, a cultura visual faz de seu objeto de interesse os artefatos, tecnologias e instituições da representação visual (...).”
DIAS, Belidson. IN: BARBOSA, A. M. Arte/Educação contemporânea:
consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005, p. 281.
A partir do excerto, é possível afirmar:
Provas
“A Arte, enquanto área do conhecimento humano, contribui para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade. Ela é, também, propulsora da ampliação do conhecimento do sujeito sobre si, o outro e o mundo compartilhado. É na aprendizagem, na pesquisa e no fazer artístico que as percepções e compreensões do mundo se ampliam e se interconectam, em uma perspectiva crítica, sensível e poética em relação à vida, que permite aos sujeitos estar abertos às percepções e experiências, mediante a capacidade de imaginar e ressignificar os cotidianos e rotinas.”
In: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018, p. 482
Na etapa do Ensino Médio, o ensino das artes visuais deve
Provas
A Arte, para John Dewey, é uma experiência consumatória que integra o estético e o artístico. Como manifestação humana, ela mantém vivo o nosso poder de pensar, sentir e apreciar o mundo.
Ao cotejar as noções de experiência para Dewey e Bondía, podemos afirmar que:
Provas
“Com a formação da estética ou filosofia da arte, a atividade do artista não é mais considerada como um meio de conhecimento do real, de transcendência religiosa ou exortação moral. Com o pensamento clássico de uma arte como mimese (que implicava os dois planos do modelo e da imitação), entra em crise a ideia de arte como dualismo entre teoria e práxis, intelectualismo e tecnicismo: a atividade artística torna-se uma experiência primária e não mais derivada, sem outro fim além do seu próprio fazer-se.”
ARGAN, G. C. Arte Moderna - do iluminismo aos movimentos contemporâneos.
São Paulo: Cia. das Letras, 1996, p. 11.
Com base no excerto, assinale a alternativa correta:
Provas
O ensino das artes visuais foi marcado por diferentes abordagens ao longo do século XX. Os princípios da denominada “Pedagogia Nova” e as ideias de Herbert Read foram determinantes para que um dos mais significativos movimentos de ensino da Arte ocorresse.
Esse movimento,
Provas
“No ato criador, o artista passa da intenção à realização, através de uma cadeia de reações totalmente subjetivas. Sua luta pela realização é uma série de esforços, sofrimentos, satisfações, recusas, decisões que também não podem e não devem ser totalmente conscientes, pelo menos no plano estético. O resultado deste conflito é uma diferença entre a intenção e a sua realização, uma diferença de· que o artista não tem consciência. Por conseguinte, na cadeia de reações que acompanham o ato criador falta um elo. Esta falha que representa a inabilidade do artista em expressar integralmente a sua intenção; esta diferença entre o que quis realizar e o que na verdade realizou é o “coeficiente artístico” pessoal contido na sua obra de arte. Em outras palavras, o “coeficiente artístico” pessoal é como que uma relação aritmética entre o que permanece inexpresso embora intencionado, e o que é expresso não-intencionalmente.” (p. 73)
Fonte: DUCHAMP, Marcel. “O ato criador”. In: BATTCOCK, Gregory. A nova arte.
São Paulo: Perspectiva, 2013, pp.71-74.
A partir do trecho, é possível afirmar que:
Provas
Caderno Container