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O barão do Rio Branco, ministro das Relações Internacionais entre 1902 e 1912, incentivou a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, especialmente da Marinha.
A Argentina opôs-se ao programa de reaparelhamento militar brasileiro e, a partir de pressões diplomáticas, procurou impor tratados de limitação à expansão do armamento naval, o que foi rechaçado por Rio Branco, favorável à reestruturação dessa força.
(Maria Helena Capelato, O ”gigante brasileiro” na América Latina: ser ou não ser latino-americano.
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação)
No contexto apresentado, segundo Capelato, a função fundamental da Marinha era
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[...] a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração [...]. Em toda a América Latina, o número de mulheres que pegou em armas é surpreendente [...].
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos)
Sobre o tema tratado no excerto, Prado ainda conclui que
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A reação diante da alteridade faz parte da própria natureza das sociedades. Em diferentes épocas sociedades particulares reagiram de formas específicas diante do contato com uma cultura diversa à sua. Uma coisa porém caracteriza todas as sociedades humanas: o estranhamento diante dos costumes de outros povos, a avaliação de formas de vida distintas a partir dos elementos da nossa própria cultura.
(Omar Ribeiro Thomaz, A antropologia e o mundo contemporâneo: cultura e diversidade. Em: Aracy
Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (orgs.), A temática indígena na escola:
novos subsídios para professores de 1º e 2º Graus)
No excerto, o autor conceitua
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Durante o período Médici, a política externa orientou-se por um projeto de ampliação de influência e poder na América Latina [...]
(Maria Helena Capelato, O “gigante brasileiro” na América Latina: ser ou não ser latino-americano.
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação)
Para Capelato, a política externa citada consubstanciou-se
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O governo Dutra julgava-se merecedor de atenções especiais por parte dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil revelava- se um fiel aliado, colaborando com as iniciativas norte-americanas para a América Latina e para a criação das instituições internacionais do pós-guerra. Desde os acordos assinados em Washigton, em 1942, tornou-se inelutável a aproximação econômica entre os dois países. Falava-se, assim, do estabelecimento de “relações especiais” com os Estados Unidos. As necessidades advindas da guerra tinham levado os Estados Unidos a uma franca postura de colaboração governo a governo, inclusive através de propostas de missões, como a Taub (1942) e a Cooke (1943), que enfatizavam a necessidade de amparar programas de industrialização do Brasil.
(Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964).
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação. Adaptado)
Para Fico, terminada a Segunda Guerra,
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As capitanias do Sul também haviam sido tratadas como uma região separada e, embora as tentativas formais de se criar um governo à parte, do Rio de Janeiro para o sul, tivessem fracassado (1573-1578, 1608-1612), os governadores residentes na Bahia tinham pouco controle sobre o Sul. São Paulo permaneceu uma área rústica até bem avançado o século XVIII.
(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de
um povo. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias)
Até essa época, segundo Schwartz, São Paulo
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Em 1945, foi publicada a História econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. O autor se coloca explicitamente dentro dos pressupostos do “materialismo dialético” como teoria do conhecimento, como expõe no prefácio da primeira edição.
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: História e historiografia. Em:
Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)
Sobre a obra de Prado Jr., Borges considera que ela
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O historiador marxista afinado com a perspectiva do PCB que se destacou e alcançou respeitabilidade nos anos 50 foi Nelson Werneck Sodré, que desenvolvia intensa atividade no ISEB, através de cursos muito concorridos e numerosas publicações, entre as quais O tratado de Methuen (1957), As classes sociais no Brasil (1957), Introdução à revolução brasileira (1958), Raízes históricas do nacionalismo brasileiro (1958) e o texto em que se baseavam suas aulas e que saiu no começo dos anos 60, Formação histórica do Brasil [...].
(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos cinquenta. Em:
Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)
Segundo Konder, Werneck Sodré defendia que
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Na década de 1960, a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial.
Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)
Para Mello e Souza, possivelmente, tal situação decorreu
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Nas últimas décadas, tornou-se comum que os historiadores marxistas – autores de um já impressionante corpo de investigações – nem sempre estivessem diretamente preocupados com os problemas teóricos relativos às implicações suscitadas por seus trabalhos. Ao mesmo tempo, os filósofos marxistas, que procuraram elucidar ou resolver as questões teóricas básicas do materialismo histórico, fizeram-no, com frequência, consideravelmente afastados dos resultados específicos expostos pelos historiadores. Aqui, fez-se uma tentativa de explorar um terreno intermediário entre aquelas posições. É possível que sirva apenas como exemplo negativo.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista)
Nesse sentido, a obra citada tem o objetivo de
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