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As formas de organização totalitária, em contraposição com seu conteúdo ideológico e os slogans de propaganda, são completamente novas.
(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo.)
Para Arendt, as formas de organização totalitária
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No início dos anos 1980, tornou-se ainda mais internacionalmente conhecida como a autora de um best-seller acadêmico, O retorno de Martin Guerre, e consultora do filme com o mesmo título dirigido por Daniel Vigne em 1982. Desde que lera o livro do juiz de Toulouse, Jean de Coras, contando a história do célebre caso que ele julgara em 1560, dissera: “Isto tem que ser um filme!”. O caso, levado ao tribunal, revelava o drama vivido por uma família de camponeses de Languedoc, no século XVI, quando um homem – que havia desaparecido durante doze anos – reaparece, é aceito como o verdadeiro Martin Guerre por sua família e pela comunidade durante três ou quatro anos, até ser finalmente denunciado como impostor por Bertrande, sua mulher. Uma micro-história – um caso de impostura de uma pequena vila francesa – era usada para discutir questões de formação de identidade e de relações de classe.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado)
O excerto apresenta a historiadora
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No artigo Sobre História, Braudel e os vagalumes.
A Escola dos Annales e o Brasil (ou vice-versa) (em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva), Paulo Miceli afirma que “A reconstituição de grandes cenários capazes de comportar a elaboração do vasto espetáculo da História era para Braudel uma tarefa que não deveria ficar submetida apenas aos procedimentos tradicionais da velha disciplina”.
Nesse sentido, segundo o artigo citado, Braudel
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O processo de constituição da nação brasileira se completa, finalmente, com a proclamação da independência. Ainda mantendo a coerência com as determinações programáticas, Joaquim Silva, na sua obra didática História do Brasil para o terceiro ano ginasial [publicada nos anos 1940], arrebatou a figura de D. Pedro e sua ação heroica no momento da ruptura com Portugal. Fecha-se, nesse momento, a trilogia visual da formação nacional, iniciada com Primeira Missa no Brasil, seguida da Batalha de Guararapes e finalmente encerrada com Independência ou Morte!.
Essa tríade de pinturas históricas constituiu a base fundadora da memória visual da nação e tem estado presente nos livros didáticos de História do Brasil desde o início do século XX.
(Thais Nívia de Lima e Fonseca, “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação.
Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a
História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Para Fonseca, essa tríade de pinturas históricas
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[...] estimulada pela proximidade das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, uma fatia considerável do mercado editorial brasileiro disponibilizara a um público diversificado uma gama variada de temas ligados ao processo de conquista e colonização da América, nos quais a menção, mais que a análise, a mapas históricos torna-se quase uma obrigação.
Uma diversidade considerável quanto ao grau de profundidade, originalidade e problematização das questões abordadas marca essas publicações. No que se refere ao tratamento dado à cartografia histórica, percebe-se que, na maioria das vezes, a utilização de mapas do século XVI e dos imediatamente posteriores, tem cumprido um papel meramente funcional.
(Maria Eliza Linhares Borges, Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras além-mar. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)
Para Borges, no contexto apresentado, a utilização de mapas com papel funcional revela
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A maioria de nós se surpreenderia ao saber que banana, laranja, manga, goiaba, cana-de-açúcar, couve, inhame, quiabo, assim como mangueiras e jaqueiras, nada disso é brasileiro, apesar de fazer parte não apenas de nossos usos mais corriqueiros, mas de nosso imaginário mais trivial. Embora saibamos geralmente que foi dado antigamente muito valor às chamadas especiarias, tão procuradas e negociadas pelos portugueses, principalmente antes de iniciarem a efetiva exploração das terras brasileiras, desconhecemos como se planejaram e se executaram aqueles experimentos já mencionados. Eles ocorreram intensamente e em dupla direção, isto é, plantas originárias do Oriente, da África e de outras regiões do Novo Mundo foram introduzidas no Brasil e vice-versa.
(Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em:
Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História
e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)
A partir do excerto e das discussões do artigo citado, é correto afirmar que
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Segundo sugere Oleg Inatiev, analisando as possíveis motivações materiais de sua inserção na trama de 1788-89, é a partir de sua vivência como tropeiro, de suas constantes viagens e contatos com os habitantes das diversas comarcas, que Joaquim José da Silva Xavier se dá conta das contradições e crueldade do sistema de exploração colonial no Brasil. Numa de suas viagens, quando chegava à região de Minas Novas, depara-se com a “triste” cena de um negro sendo açoitado por seu dono. Revoltado, procura intervir e irascível que era na defesa de suas proposições, acaba por entrar em luta corporal com o proprietário do escravo. São ambos os contendores presos até que, cerca de dois meses depois, o juiz estabelece o veredicto: culpado o tropeiro, com multa de dois contos por perturbar a paz do reino e “tentar defender um escravo, propriedade total e inalienável do dono que dispõe totalmente de sua vida e morte”.
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.
Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a
História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Para Furtado, essa análise tem equívocos.
Assinale a alternativa que apresenta um desses equívocos.
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No artigo Por que visitar museus (Em: Circe Bittencourt, O saber histórico na sala de aula), Adriana Mortara Almeida e Camilo de Mello Vasconcellos discutem as potencialidades educativas dos museus para o ensino de História.
Nesse sentido, apresentam alguns pontos fundamentais que precisam ser levados em conta no planejamento de uma visita ao museu.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses pontos fundamentais.
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Ricardo Oriá, no artigo Memória e ensino de História (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), cita os tombamentos da Serra da Barriga, local onde se desenvolveu o maior quilombo da História do Brasil, e da região onde se desenvolveu o Arraial de Canudos. Para esse autor, esses tombamentos representam que
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Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)
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