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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Três Maio-RS
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o grupo de características aos movimentos literários correspondentes.
Coluna 1
1. Arcadismo.
2. Pré-modernismo.
3. Modernismo.
Coluna 2
( ) Período marcado por uma concepção inteiramente libertária da criação artística, pela valorização do cotidiano, com a incorporação do prosaico, do grotesco, do diário e do vulgar como temas da arte literária. Buscou-se o emprego da linguagem coloquial, misturando-a a termos da linguagem culta.
( ) Período eclético no qual chocam-se várias correntes e estilos, indefinidos entre o academicismo e a inovação. Período marcado tanto pela presença de resquícios culturais do século XIX como pela busca de novas formas de expressão e pelo desejo de uma redescoberta crítica do Brasil.
( ) Arte ligada ao Iluminismo e ao Racionalismo. Para os escritores do período, a razão equivale à verdade e à simplicidade que deve ser buscada através dos clássicos e da imitação da natureza campestre.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: Pref. Penedo-AL
Escrevo, triste , no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino cotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios.
PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras,2011 p,52.
O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das alternativas comprova essa afirmação?
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Nova canção do exílio
A Josué Montello
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz
(Um sabiá,
na palmeira, longe).
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde é tudo belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. p. 145-146.
É CORRETO afirmar que Carlos Drummond de Andrade retoma o conhecido texto de Gonçalves Dias pelo viés da:
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Quanto ao Pré-Modernismo e ao Modernismo brasileiros, é CORRETO afirmar que:
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Órfã na janela
Estou com saudade de Deus,
uma saudade tão funda que me seca.
Estou como palha e nada me conforta.
O amor hoje está tão pobre, tem gripe,
meu hálito não está para salões.
Fico em casa esperando Deus,
cavacando a unha, fungando meu nariz choroso,
querendo um pôster dele no meu quarto,
gostando igual antigamente
da palavra crepúsculo.
Que o mundo é desterro eu toda vida soube.
Quando o sol vai-se embora é pra casa de Deus que vai,
pra casa onde está meu pai.
Fonte: PRADO, Adélia. Poesia reunida. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2015. p. 158.
Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que:
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O retirante resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife
– Nunca esperei muita coisa,
digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
não foi a grande cobiça;
o que apenas busquei
foi defender minha vida
da tal velhice que chega
antes de se inteirar trinta;
se na serra vivi vinte,
se alcancei lá tal medida,
o que pensei, retirando,
foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
entre o agreste e a caatinga,
e entre a caatinga e aqui a mata
a diferença é a mais mínima.
Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:
pois é igual o querosene
que em toda parte ilumina,
e quer nesta terra gorda
quer na serra, de caliça,
a vida arde sempre com
a mesma chama mortiça.
Agora é que compreendo
por que em paragens tão ricas
o rio não corta em poços
como ele faz na Caatinga:
vive a fugir dos remansos
a que a paisagem o convida,
com medo de se deter,
grande que seja a fadiga.
Sim, o melhor é apressar
o fim desta ladainha,
fim do rosário de nomes
que a linha do rio enfia;
é chegar logo ao Recife,
derradeira ave-maria
do rosário, derradeira
invocação da ladainha,
Recife, onde o rio some
e esta minha viagem se fina.
Fonte: ELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. p. 186-187.
Sobre os versos, é INCORRETO afirmar que:
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Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Fonte: MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 226-227.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um verso do soneto em que há antítese:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Mâncio Lima-AC
Leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta.
Inspiração Iluminista. Equilíbrio e busca da perfeição. Racionalismo, bucolismo e pastoralismo. Retomada dos valores clássicos. Idealização da mulher. Pureza e ingenuidade humana. Linguagem simples e objetiva. Figuras mitológicas. Temática cotidiana. Valores da natureza. Fugere Urbem: fugir do urbano; Locus Amoenus: lugar ameno, o gozo da natureza; Áurea Mediocritas: equilíbrio das riquezas; Inutilia Truncat: abdicar do superficial da vida e conviver com o essencial; Carpe Diem: aproveitar o dia, viver com alegria, curtir o simples como apreciar a natureza; O eu poético: exaltação da natureza e da mitologia; Crítico: absorveu a filosofia do Iluminismo, fazendo forte crítica à burguesia e ao estilo de vida dos burgueses; Pseudônimos pastoris: os poetas fingiam outra identidade, se autointitulado pastores e assinavam suas obras como tal. As obras eram marcadas ainda pela simulação de sentimentos inexistentes.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Mâncio Lima-AC
Leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta.
Valorização da objetividade e dos fatos. Impessoalidade, apagamento das ideias do autor. Descrições de tipos sociais, ou situações típicas. Fim das idealizações: retratos de adultério, miséria e fracasso social. Prevalência das formas do romance e do conto. Frequentes críticas às hipocrisias da moralidade da nova classe dominante, a burguesia. Aceitação da realidade tal como ela é. Esteticismo: linguagem culta e estilizada, escrita com proporção e elegância. Tentativa de explicar o real, recorrendo muitas vezes à Ciência, ou ao Determinismo. Abordagem psicológica das personagens como composição da realidade que veem. Retrato fidedigno da realidade. Cientificismo e Materialismo. Personagens comuns e não idealizados.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Mâncio Lima-AC
Leia o texto para responder às próximas três questões.
Devolva-me. (Adriana Calcanhoto).
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Devolva-me.
Devolva-me.
Leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta.
Egocentrismo (o indivíduo é encarado como o centro do mundo); sentimentalismo exacerbado; tom depressivo (típico de diversos autores, sendo facilmente encontrável, entre eles, um discurso que exalta a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho, ou ainda pela própria arte). Estrutura do texto em prosa, longo; O indivíduo passa a ser o centro das atenções; Uso de versos livres e brancos; Exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria; Idealização da sociedade, do amor e da mulher; Criação de um herói nacional; Sentimentalismo e supervalorização das emoções pessoais.
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