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2491722 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: STRIX
Orgão: EBMSP
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Enunciado 2965095-1

ANTUNES, Arnaldo. Cromossomos. Disponível em: <http://www.arnaldoantunes.
com.br/upload/artes_1/173_g.gif>. Acesso em: 15 set. 2014.

A análise temática e estilística do poema concreto de Arnaldo Antunes, intitulado “Cromossomos”, permite considerar como correta a afirmação feita em

 

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2491630 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2961966-1

Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna sacudia os xiquexiques e os mandacarus.

Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Tendo como referência a obra Vidas Secas, julgue o item a seguir.

A obra literária em questão, apesar de ser fictícia, apresenta características de temática social atual e preocupante, ligadas à seca, cujo cenário descrito apresenta a incessante luta que homens e animais travam para sobreviver.

 

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2491629 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2961965-1

Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna sacudia os xiquexiques e os mandacarus.

Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Tendo como referência a obra Vidas Secas, julgue o item a seguir.

Na obra modernista, a história de Fabiano e sua família é narrada em primeira pessoa.

 

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2490863 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Negros

Negros que escravizam

e vendem negros na África

não são meus irmãos.

Negros senhores na América

a serviço do capital

não são meus irmãos.

Negros opressores,

em qualquer parte do mundo,

não são meus irmãos.

Só os negros oprimidos,

escravizados,

em luta por liberdade,

são meus irmãos.

Para estes, tenho um poema grande como o Nilo.

Solano Trindade. O poeta do povo. São Paulo: Ediouro, 2008, p. 41

Nos projetos que o Modernismo brasileiro, como um movimento estético e também político, propôs, constava a ideia de que a literatura poderia ser uma ferramenta de inclusão. No poema Negros, de Solano Trindade, o trecho “não são meus irmãos”, presente em três estrofes, demonstra que o poeta rejeita não só essa proposta de inclusão, mas também

 

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2490862 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Kehinde

O meu nome é Kehinde porque sou uma ibêji* e nasci por último. Minha irmã nasceu primeiro e por isso se chamava Taiwo. Antes tinha nascido meu irmão Kokumo, e o nome dele significava “não morrerás mais, os deuses te segurarão”. O Kokumo era um abiku**, como a minha mãe. O nome dela, Dúróorîîke, era o mesmo que “fica, tu serás mimada”. A minha avó Dúrójaiyé tinha esse nome porque também era uma abiku, e o nome dela pedia “fica para gozar a vida, nós imploramos”. Assim são os abikus, espíritos amigos há mais tempo do que qualquer um de nós pode contar, e que, antes de nascer, combinam entre si que logo voltarão a morrer para se encontrarem novamente no mundo dos espíritos. Alguns abikus tentam nascer na mesma família para permanecerem juntos, embora não se lembrem disso quando estão aqui no ayê, na terra, a não ser quando sabem que são abikus. Eles têm nomes especiais que tentam segurá-los vivos por mais tempo, o que às vezes funciona. Mas ninguém foge ao destino, a não ser que Ele queira, porque, quando Ele quer, até água fria é remédio.

* ibêji: assim são chamados os gêmeos, entre os povos iorubás.

** abiku: criança nascida para morrer

Ana Maria Gonçalves. Um defeito de cor. Rio de Janeiro: Record, 2007

No fragmento do romance Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, narrado por uma mulher que vem escravizada para o Brasil no século XIX, a presença da multiculturalidade nas práticas das personagens, um dos legados da modernidade para a literatura brasileira contemporânea, é evidenciada

 

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2490861 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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O livro e a América

Talhado para as grandezas,

Pra crescer, criar, subir,

O Novo Mundo nos músculos

Sente a seiva do porvir.

— Estatuário de colossos —

Cansado doutros esboços

Disse um dia Jeová:

“Vai, Colombo, abre a cortina

Da minha eterna oficina...”

“Tira a América de lá”.

(...)

Por uma fatalidade

Dessas que descem de além,

O sec’lo que viu Colombo

Viu Guttenberg também.

Quando no tosco estaleiro

Da Alemanha o velho obreiro

A ave da imprensa gerou...

O Genovês salta os mares...

Busca um ninho entre os palmares

E a pátria da imprensa achou...

Por isso na impaciência

Desta sede de saber,

Como as aves do deserto

As almas buscam beber...

Oh! Bendito o que semeia

Livros... livros à mão cheia...

E manda o povo pensar!

O livro caindo n’alma

É germe — que faz a palma,

É chuva — que faz o mar.

Castro Alves. Espumas flutuantes. Cotia: Ateliê Editorial, 2005, p. 75.

Nos dois versos finais do fragmento apresentado, as metáforas construídas em orações paralelas expressam a ideia de que

 

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2490860 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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O livro e a América

Talhado para as grandezas,

Pra crescer, criar, subir,

O Novo Mundo nos músculos

Sente a seiva do porvir.

— Estatuário de colossos —

Cansado doutros esboços

Disse um dia Jeová:

“Vai, Colombo, abre a cortina

Da minha eterna oficina...”

“Tira a América de lá”.

(...)

Por uma fatalidade

Dessas que descem de além,

O sec’lo que viu Colombo

Viu Guttenberg também.

Quando no tosco estaleiro

Da Alemanha o velho obreiro

A ave da imprensa gerou...

O Genovês salta os mares...

Busca um ninho entre os palmares

E a pátria da imprensa achou...

Por isso na impaciência

Desta sede de saber,

Como as aves do deserto

As almas buscam beber...

Oh! Bendito o que semeia

Livros... livros à mão cheia...

E manda o povo pensar!

O livro caindo n’alma

É germe — que faz a palma,

É chuva — que faz o mar.

Castro Alves. Espumas flutuantes. Cotia: Ateliê Editorial, 2005, p. 75.

No fragmento do poema O livro e a América, de Castro Alves, a América é apresentada como espaço de

 

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2490859 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Atração do mundo

1900. No ano em que o século passado se fecha e se abre para o século XX, Joaquim Nabuco, político pertencente à elite intelectual brasileira, publica Minha Formação, livro de memórias em que o autor reúne uma série de ensaios ficcionalizados, aparecidos na imprensa durante a década anterior. Naquele momento complexo e forte da nacionalidade, quando o Imperador era expulso do país e os militares plebeus e jacobinos inauguravam o regime republicano, Minha Formação pontuava as contradições políticas da história recente do país e, ao mesmo tempo, a opção pela indispensável e enriquecedora abertura da jovem nação sulamericana para o mundo, expressa pela tardia abolição da escravatura, sem dúvida o maior feito do agonizante regime monárquico.

Silviano Santiago. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 11 (com adaptações)

No texto acima, o crítico literário Silviano Santiago se refere ao momento histórico em que se prepara a emergência do Modernismo brasileiro. Nesse movimento literário, as referências culturais estrangeiras foram

 

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Roland Barthes, em sua obra “S/Z”, elabora uma detalhada leitura da novela Sarrasine, de Balzac, ao mesmo tempo em que desenvolve importante instrumental teórico para a análise intertextual e intersemiótica de diferentes textualidades.
Sobre a obra “S/Z”, é correto afirmar que, nela o autor
 

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2490399 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Texto 2

Barcos de Papel

Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde úmida e lavada
Eu saía a brincar pelas calçadas
Nos meus tempos felizes de menino.

Fazia de papel, toda uma armada
E, estendendo meu braço pequenino
Eu soltava os barquinhos sem destino
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais
São barcos de papel, são como aqueles:

Perfeitamente, exatamente iguais!
Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais.

(Guilherme de Almeida. In Acaso.)

O poema de Guilherme de Almeida, “Barcos de Papel”, estrutura-se binariamente. Assinale a opção cujo dualismo NÃO se encontra no poema.

 

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