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Leia o seguinte texto sobre a literatura de Machado de Assis.
Em sua obra aparecem várias referências musicais. Ele usava a linguagem musical como metáfora, como fundo musical, como trilha sonora, para indicar o tom emocional de uma personagem, para ajudar a compor uma personalidade e uma situação. Os personagens dançavam valsas, quadrilhas e polcas.
BRANCO, Leniza Castelo. Machado de Assis e a música. In: O bruxo do Cosme Velho:
Machado de Assis no espelho. São Paulo: Alameda, 2004, p.123.
A música é, portanto, uma temática recorrente na ficção machadiana. Em seus contos, podemos ler algumas tramas desenvolvidas a partir de uma temática musical. Nesse grupo de contos, temos uma amostra da prosa machadiana que transita entre o popular e o erudito, entre o local e o universal.
Em qual das alternativas a seguir encontram-se apenas contos cujos personagens principais são músicos?
 

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2487909 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-RJ
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O movimento modernista no Brasil contou com três gerações: a primeira foi de 1922 a 1930, a segunda de 1930 a 1945 e a terceira teve seu início em 1945, cujo objetivo era de renovar os meios de expressão:
Com relação as gerações que compõe o período modernista é incorreto afirmar que a poesia:
 

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2486239 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
No capítulo Linguagem, sentido e Interpretação do livro Teoria literária: uma introdução, CULLER (1999, p.61) retoma uma analogia criada por Saussure para abordar o tema do signo linguístico e do sistema da língua: um trem - digamos o expresso Londres-Oxford das 8:30h - depende, para sua identidade, do sistema de trens, tal como descrito no horário ferroviário. Assim, o expresso Londres-Oxford das 8:30h se distingue do expresso Londres-Cambridge das 9:30h e do trem local de Oxford das 8:45h.
A partir dessa analogia, infere-se que
 

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2484184 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Considere as seguintes afirmações, de acordo com BOSI (1999), sobre a obra de José de Alencar:
I. Sob o pseudônimo Ig, o autor publicou uma série de artigos críticos sobre a Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães, considerando a mensagem e o código do texto insuficientes.
II. O Guarani, romance histórico que lhe conferiu notoriedade, revela traços ideológicos: no Brasil do autor, expulsos os portugueses, reinariam capitães altivos, rodeados de peões livres e fiéis.
III. O escritor que idealiza heróis míticos no seio da floresta é o mesmo que recorta as figuras gentis de donzelas e mancebos nos salões, focalizando relacionamentos ingratos entre homens e mulheres, centrados em orgulhos, susceptibilidades, ciúmes, avaliados por um padrão aristocrático de juízo moral.
IV. Em Senhora, o autor põe, no centro do romance não, mais heróis como Peri, mas um ser venal, inferior, o que lhe confere o atributo de um "narrador bastante realista".
Está(ão) corretas(s) apenas afirmativa(s)
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
Roland Barthes, em “Aula”, assim define a literatura:
“Entendo por literatura não um corpo ou uma sequência de obras, nem mesmo um setor de comércio ou de ensino, mas o grafo complexo das pegadas de uma prática: a prática de escrever. Nela viso portanto, essencialmente, o texto, isto é, o tecido dos significantes que constitui a obra, porque o texto é o próprio aflorar da língua, e porque é no interior da língua que a língua deve ser combatida, desviada: não pela mensagem de que ela é o instrumento, mas pelo jogo das palavras de que ela é o teatro”.
Aproximando a proposição barthesiana de literatura à reflexão acerca do fazer literário realizada pelo sujeito poético criado por Drummond em “Procura da Poesia”, é possível afirmar que o verso do poema que mais se coaduna à definição esboçada pelo teórico francês é
 

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Em relação ao romance “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, as seguintes afirmações estão corretas, EXCETO:
 

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2484031 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Tão cedo vejo que o outono se retira e o inverno dá os primeiros sinais de vida. Parece-me que a cidade passou por uma longa provação, cruel e opressiva, e, de súbito, tudo volta ao sossego. Paz de inverno. As linhas todas que distinguem Curitiba - o traçado de suas moradias e o semblante de seus habitantes - permanecem irrealizadas e estrangeiras enquanto as cerquem halos de calor. O inverno, enfim, já expulsa o sol e a canícula para plagas mais próprias de seu brilho. Alegremo-nos, curitibanos, com o amigo inverno ao nosso lado.
VAZ, Toninho. Paulo Leminski: o bandido que sabia latim. Rio de Janeiro:
Record, 2001, p. 65. (fragmento)
O poeta Paulo Leminski, aos 13 anos, publicou no boletim do Colégio Estadual, em março de 1962, a crônica “Inverno”. Nesse pequeno texto um tanto rebuscado e aparentemente influenciado pelos maneirismos estilísticos do pai, já ficava evidente o estreito relacionamento temático de sua obra com a
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
Em uma de suas questões, o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM/2013 trouxe o poema de Nuno Júdice, cuja análise sugerida ao candidato recaía sobre o seu caráter metalinguístico. Além desse, outro aspecto importante acolhido pelo texto poético em questão, e que o aluno leitor do Ensino Médio também poderia analisar com o auxílio do professor, é a
 

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Além de Machado de Assis, Mario de Andrade, importante modernista na elaboração do programa da “Semana” de 1922, também estabelece diálogo com a música. O “Prefácio interessantíssimo” que Mario de Andrade elabora para “Pauliceia Desvairada” é exemplo de como o autor tem em seu horizonte não apenas a feitura da poesia, mas também a sua teorização e a sua recepção crítica. Para tanto, a música “ajuda-o a arrumar ideias sobre dois sistemas de compor: o melódico e o harmônico. [...] Temos aí, transpostos em termos de teoria musical, os princípios da colagem (ou montagem) que caracterizam a pintura de vanguarda da época. E, de fato, a elisão, a parataxe e as rupturas sintáticas passariam a ser os meios correntes na poesia moderna para exprimir o novo ambiente, objetivo e subjetivo, em que vive o homem da grande cidade, que anda de carro, ouve rádio, vê cinema, fala ao telefone, e está cada vez mais sujeito ao bombardeio da propaganda.”
(Alfredo Bosi, “História concisa da Literatura Brasileira”).
É correto afirmar, a partir da leitura de Bosi sobre “Pauliceia Desvairada”, que
 

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2480784 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-RJ
Provas:
Enumere a característica simbolista mais evidente nos seguintes fragmentos:
1) Esmaiece na messe o rumor da quermesse...
– Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?
É um noivo a quem fugiu a Flor dos olhos amenos,
E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos... (Eugênio de Castro)
2) Para as estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo.
(Cruz e Sousa, “Sederações”)
3) O ser que é ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo este brasão augusto
Do grande amor, da grande fé tranquila.
(Cruz e Sousa, “Sorriso interior”)
4) Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar. (Alphonsus de
Guimarães, “Ismália”)
( ) Interesse pelas zonas profundas da mente (inconsciente e subconsciente) e Pela loucura: os simbolistas manifestavam interesse em explorar zonas da mente humana sobre as quais se conhecia muito pouco, como o sonho e a loucura.
( ) Desejo de transcendência e integração cósmica: em oposição aos limites do mundo físico e material, os simbolistas apreciam situações de viagem interior ou cósmica, integração com os astros, extravasamento e transcendência do mundo real.
( ) Misticismo, religiosidade: os simbolistas são espiritualistas, transcendentais e místicos, ligados tanto ao cristianismo quanto a outras formas de religião. Cruz e Sousa, por exemplo, escreveu poemas que expressam uma concepção particular de catolicismo.
( ) Prioriza a musicalidade: para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de vários recursos como alteração e o eco.
Assinale a alternativa em que a sequência numérica está correta de cima para baixo:
 

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