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Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o
ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a
algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações
profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos
íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco
é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver
relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha
com uma proximidade confortável e sem consequências, mas
carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos
relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano
deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos
algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a
favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor
médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se
não há alternativa, se não é possível pagar por um médico,
especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que
nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao
divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
I Conforme o texto, a IA tem ajudado a população que reside em regiões mais pobres a conseguir atendimento por profissionais de saúde.
II Das características discursivas do texto é correto concluir que ele se enquadra na tipologia dissertativa.
III É possível inferir do texto que a IA foi usada como ferramenta profissional no ano de 2025.
Assinale a opção correta.
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Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o
ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a
algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações
profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos
íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco
é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver
relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha
com uma proximidade confortável e sem consequências, mas
carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos
relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano
deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos
algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a
favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor
médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se
não há alternativa, se não é possível pagar por um médico,
especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que
nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao
divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
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Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água
para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das
Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020,
lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em
2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros
cúbicos (hm3
) de água para integrar o sistema econômico do país.
A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água
(85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para
movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à
natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco
consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que
consomem a água captada (14% do total). As principais
atividades econômicas que consomem a água que captam são a
agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a
aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição
de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou
de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão
modificados que seu reúso depende de grandes esforços de
recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020
originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente
para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a
maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu
por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano,
seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água
(27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
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Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água
para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das
Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020,
lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em
2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros
cúbicos (hm3
) de água para integrar o sistema econômico do país.
A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água
(85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para
movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à
natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco
consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que
consomem a água captada (14% do total). As principais
atividades econômicas que consomem a água que captam são a
agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a
aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição
de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou
de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão
modificados que seu reúso depende de grandes esforços de
recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020
originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente
para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a
maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu
por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano,
seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água
(27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
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Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água
para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das
Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020,
lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em
2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros
cúbicos (hm3
) de água para integrar o sistema econômico do país.
A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água
(85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para
movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à
natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco
consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que
consomem a água captada (14% do total). As principais
atividades econômicas que consomem a água que captam são a
agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a
aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição
de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou
de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão
modificados que seu reúso depende de grandes esforços de
recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020
originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente
para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a
maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu
por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano,
seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água
(27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica.
II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura.
IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze.
Assinale a opção correta.
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Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água
para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das
Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020,
lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em
2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros
cúbicos (hm3
) de água para integrar o sistema econômico do país.
A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água
(85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para
movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à
natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco
consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que
consomem a água captada (14% do total). As principais
atividades econômicas que consomem a água que captam são a
agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a
aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição
de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou
de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão
modificados que seu reúso depende de grandes esforços de
recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020
originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente
para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a
maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu
por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano,
seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água
(27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
I O pronome “se” tem a mesma função gramatical em suas duas ocorrências no trecho.
II No primeiro período, a vírgula separa o sujeito do predicado.
III No segundo período, o verbo da oração estabelece concordância com o termo “importância”.
Assinale a opção correta.
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Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água
para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das
Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020,
lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em
2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros
cúbicos (hm3
) de água para integrar o sistema econômico do país.
A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água
(85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para
movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à
natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco
consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que
consomem a água captada (14% do total). As principais
atividades econômicas que consomem a água que captam são a
agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a
aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição
de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou
de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão
modificados que seu reúso depende de grandes esforços de
recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020
originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente
para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a
maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu
por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano,
seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água
(27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
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Texto CG1A1-III
1976: esse foi o ano do surgimento do termo meme, com o
biólogo Richard Dawkins, numa obra que tratava
majoritariamente de uma perspectiva evolucionista dos genes. O
argumento central é o de que os seres vivos são máquinas de
sobrevivência para replicadores biológicos — os genes —, mas é
possível que haja outros tipos de replicadores, o que leva a outros
tipos de evolução, como a que acontece nas culturas humanas. É
sob a égide desse pensamento que se propõe a existência de um
replicador cultural, o que permite que as culturas evoluam.
Meme, segundo o autor, é entendido como uma unidade de
transmissão cultural, ou unidade de imitação. São ideias que
também são replicadas de tempos em tempos, e ele tem três
características de replicadores: a longevidade, a fecundidade e a
fidelidade da cópia. A longevidade diz respeito ao tempo em que
um meme ficará disponível numa cultura; a fecundidade é a sua
habilidade de gerar cópias; e a fidelidade da cópia é a capacidade
de o meme gerar cópias com a maior semelhança possível
consigo, o original.
Vicente de Lima-Neto. Meme é gênero? Questionamentos sobre o estatuto genérico do meme.
In: Trabalhos em Linguística Aplicada, 59(3), 2020, p. 2.251 (com adaptações).
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Texto CG1A1-III
1976: esse foi o ano do surgimento do termo meme, com o
biólogo Richard Dawkins, numa obra que tratava
majoritariamente de uma perspectiva evolucionista dos genes. O
argumento central é o de que os seres vivos são máquinas de
sobrevivência para replicadores biológicos — os genes —, mas é
possível que haja outros tipos de replicadores, o que leva a outros
tipos de evolução, como a que acontece nas culturas humanas. É
sob a égide desse pensamento que se propõe a existência de um
replicador cultural, o que permite que as culturas evoluam.
Meme, segundo o autor, é entendido como uma unidade de
transmissão cultural, ou unidade de imitação. São ideias que
também são replicadas de tempos em tempos, e ele tem três
características de replicadores: a longevidade, a fecundidade e a
fidelidade da cópia. A longevidade diz respeito ao tempo em que
um meme ficará disponível numa cultura; a fecundidade é a sua
habilidade de gerar cópias; e a fidelidade da cópia é a capacidade
de o meme gerar cópias com a maior semelhança possível
consigo, o original.
Vicente de Lima-Neto. Meme é gênero? Questionamentos sobre o estatuto genérico do meme.
In: Trabalhos em Linguística Aplicada, 59(3), 2020, p. 2.251 (com adaptações).
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Texto CG1A1-II
O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo
porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e
entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós
somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente,
morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a
própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete
essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe
um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos
partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do
espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por
que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós
somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de
pergunta.
Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna,
que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da
exclusividade do ser humano no universo. Dito isto, posso
assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é
impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem
no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma
evolução e uma história similar à do planeta Terra — com mais
de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de
outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a
que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa
espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros seres
extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não
serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida,
em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta.
Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus?
Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti.
Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).
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