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Situação hipotética: Durante a leitura de um conto,
um aluno questiona o significado de certas palavras em desuso.
Assertiva: A compreensão do vocabulário arcaico, embora
possa parecer um entrave à fluidez da leitura, é fundamental
para o aprofundamento do repertório lexical e para a construção
de sentidos mais amplos do texto, especialmente em obras
literárias. A pesquisa do significado de palavras desconhecidas
e a contextualização de sua utilização no período em que a obra
foi escrita são estratégias que devem ser incentivadas pelo
professor, mesmo que demandem maior tempo e interrompam
o fluxo da leitura oral em sala de aula.
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O emprego dos tempos e modos verbais é crucial
para a construção do sentido de um texto, permitindo ao
enunciador situar os eventos no tempo e expressar sua atitude
em relação a eles. Em "Se ele viesse, eu o ajudaria", o pretérito
imperfeito do subjuntivo ('viesse') e o futuro do pretérito do
indicativo ('ajudaria') indicam uma hipótese e sua
consequência, respectivamente, enquanto que em "Quando ele
vier, eu o ajudarei", a mesma ideia é expressa com um tom de
maior certeza, embora o segundo caso se refira a um evento
futuro e o primeiro a uma condição irrealizada no passado, o
que torna a substituição entre eles semanticamente inviável sem
alteração da modalidade.
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Situação hipotética: Em uma aula de produção
textual, um professor propõe a escrita de um artigo de opinião
sobre um tema polêmico, orientando os alunos a utilizarem
argumentos fortes e bem fundamentados. Assertiva: A ênfase
na argumentação e na defesa de um ponto de vista específico
coaduna-se plenamente com a perspectiva da língua como
interação, pois a produção de um artigo de opinião não apenas
exige o domínio dos recursos linguísticos para persuadir o
interlocutor, mas também a capacidade de dialogar com
diferentes ideias e refutar contra-argumentos, promovendo o
desenvolvimento do senso crítico e ético dos estudantes.
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A coesão textual, que se manifesta por meio de
mecanismos gramaticais e lexicais, e a coerência, relacionada à
inteligibilidade e à plausibilidade semântica do texto, são
interdependentes. A ausência de coesão, exemplificada pelo
uso inadequado de pronomes ou conectivos, invariavelmente
leva à quebra da coerência, tornando o texto ininteligível.
Entretanto, um texto pode apresentar perfeita coesão gramatical
e ainda assim ser incoerente, se a lógica argumentativa ou a
progressão temática for comprometida, o que demonstra a
primazia da coerência sobre a coesão na construção do sentido
textual.
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A formação de palavras por derivação prefixal e
sufixal (parassíntese), como em 'empobrecer' ('en-' + 'pobre' +
'-ecer'), difere da combinação simples de um prefixo e um
sufixo a um radical, pois na parassíntese a supressão de um dos
afixos resultaria em uma palavra inexistente na língua
portuguesa. Tal distinção é crucial para a análise morfológica e
para o entendimento do processo de lexicalização, não se
aplicando a verbos formados por prefixação e sufixação que
são encontrados sem um dos afixos, como 'desligar' que existe
sem o prefixo ('ligar').
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A flexão das classes de palavras está diretamente
ligada à concordância nominal e verbal, uma vez que a
adequação morfológica entre os termos da oração garante a
coesão gramatical. A frase "Havia muitos problemas que
precisavam ser resolvidos" está gramaticalmente correta, pois o
verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal e portanto
invariável, enquanto o verbo 'precisar' concorda com o sujeito
'problemas', ratificando que a impessoalidade de um verbo não
se estende aos verbos que a ele se ligam em locução verbal,
salvo raras exceções já consolidadas na norma culta.
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A regência verbal e nominal, ao estabelecer a
dependência sintática entre um termo regente e seu termo
regido (complemento ou adjunto), é fundamental para a clareza
e precisão da comunicação. Em "Aspiro a uma vaga no
concurso", o verbo 'aspirar' é transitivo indireto com o sentido
de 'desejar', exigindo a preposição 'a'. No entanto, se o mesmo
verbo fosse utilizado no sentido de 'respirar', como em "Aspiro
o ar fresco", ele seria transitivo direto, dispensando a
preposição, o que demonstra a intrínseca relação entre a
semântica do verbo e sua predicação.
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O sistema ortográfico vigente preconiza o uso do
trema em algumas situações de vogais átonas, como em
'linguiça' e 'aguentar', para indicar que a vogal 'u' deve ser
pronunciada. A supressão geral do trema, conforme as reformas
ortográficas mais recentes, implica que, em palavras ambíguas
como 'sequência' ou 'cincoenta', a pronúncia do 'u' agora deve
ser inferida exclusivamente pelo contexto semântico ou pela
frequência de uso, não havendo mais qualquer marca gráfica
que a prescreva.
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Em "Os lusíadas", Camões emprega vocábulos
como 'varonil' (relativo a varão, homem) e 'fero' (feroz) que,
embora possuam um sentido denotativo claro, assumem, no
contexto da epopeia, conotações de bravura e rudeza,
respectivamente, que intensificam a caracterização dos heróis
portugueses. A coexistência e a interdependência entre
denotação e conotação são, portanto, elementos cruciais para a
análise da expressividade linguística, notadamente em textos
literários, sem que haja uma hierarquia intrínseca de
importância entre as duas dimensões significante.
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A compreensão e interpretação de textos, embora
frequentemente tratadas como etapas distintas,
interpenetram-se dialeticamente: a compreensão se refere à
captação do sentido literal e das relações internas do texto,
enquanto a interpretação envolve a atribuição de significados
mais profundos e inferenciais, relacionando o texto a
conhecimentos prévios do leitor. Assim, um erro na
identificação de um referente textual impede, por si só,
qualquer possibilidade de interpretação pertinente por parte do
leitor, limitando-o exclusivamente aos dados explícitos.
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