Foram encontradas 60 questões.
Leia o texto “Chega de desculpas”, do jornalista português
João Pereira Coutinho, para responder à questão.
A herança ibérica é causa dos problemas do Brasil?
A pergunta é recorrente. A convite de uma associação de
estudantes, estive em São Paulo para uma conversa sobre
o assunto.
Não foi fácil: entrei no auditório, e estavam ali talvez umas
300 pessoas para escutar e, quem sabe, pedir a minha pele.
No fim, saí ileso e ninguém comprou a ideia de que os portugueses
são responsáveis pela situação do Brasil. É verdade.
O país pode estar em crise, mas as novas gerações enchem
o meu coração de otimismo.
Mas vamos ao que interessa: a colonização foi coisa boa
ou coisa má? A pergunta, pelo seu maniqueísmo, já é falha.
Nenhuma colonização é totalmente boa ou totalmente má.
Existiram bons legados e maus legados.
Começo pelos bons: a ausência de uma “superioridade
de raça”. Sérgio Buarque de Holanda sabia do que falava.
Gilberto Freyre também. Como dizem ambos, os portugueses
que chegaram em 1500 já eram um povo “mestiço” – uma
salada de latinos, africanos, árabes, etc. Isso é importante?
É. Porque não foram apenas os portugueses a colonizar
o Brasil. Os nativos também colonizaram os portugueses – e
essa “plasticidade”, para usar um termo caro a esses estudiosos,
impediu a rigidez cultural, social e até sexual, que outros
povos colonizadores espalharam por seus domínios.
Sim, sei: você gostaria de ter sido colonizado por holandeses,
ingleses, quem sabe franceses. Coisa chique,
mas foram eles que colonizaram a África do Sul, a Índia e a
Argélia…
Está no seu direito. Mas, como diz um amigo, você consegue
imaginar a “Garota de Ipanema” cantada em holandês?
A musicalidade dos brasileiros precisou de semente
mestiça para florescer.
Pena que nem tudo tenha florescido – e aqui mergulho no
lado lunar. Os portugueses não foram exemplares na educação da colônia. No século 18, afirma Sérgio Buarque, milhares
de livros eram publicados no México. Ao mesmo tempo, a
Coroa portuguesa fechava as tipografias dos trópicos porque
temia que ideias subversivas pudessem corromper a estabilidade
do Brasil.
E quem fala em livros fala em educação: Sérgio relembra
que, entre os anos de 1775 e 1821, 7850 bacharéis e 473
doutores e licenciados saíram com diploma da Universidade
do México. Em igual período, só 720 brasileiros conseguiram
a proeza (pela Universidade de Coimbra, claro).
Finalmente, existe uma herança pesada da colonização
portuguesa: esse patrimonialismo que atribui ao Estado o
papel de “baby-sitter” do cidadão. Isso significa que um
homem assume a mentalidade de uma criança que tudo
espera do Estado, desde o berço até a sepultura.
Os portugueses deixaram o Brasil há quase 200 anos,
e qualquer pessoa adulta sabe que o presente do Brasil é
um produto das escolhas dos brasileiros, portanto chega de
desculpas.
(Folha de S.Paulo, 20.10.2015. Adaptado)
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Leia o texto “Chega de desculpas”, do jornalista português
João Pereira Coutinho, para responder à questão.
A herança ibérica é causa dos problemas do Brasil?
A pergunta é recorrente. A convite de uma associação de
estudantes, estive em São Paulo para uma conversa sobre
o assunto.
Não foi fácil: entrei no auditório, e estavam ali talvez umas
300 pessoas para escutar e, quem sabe, pedir a minha pele.
No fim, saí ileso e ninguém comprou a ideia de que os portugueses
são responsáveis pela situação do Brasil. É verdade.
O país pode estar em crise, mas as novas gerações enchem
o meu coração de otimismo.
Mas vamos ao que interessa: a colonização foi coisa boa
ou coisa má? A pergunta, pelo seu maniqueísmo, já é falha.
Nenhuma colonização é totalmente boa ou totalmente má.
Existiram bons legados e maus legados.
Começo pelos bons: a ausência de uma “superioridade
de raça”. Sérgio Buarque de Holanda sabia do que falava.
Gilberto Freyre também. Como dizem ambos, os portugueses
que chegaram em 1500 já eram um povo “mestiço” – uma
salada de latinos, africanos, árabes, etc. Isso é importante?
É. Porque não foram apenas os portugueses a colonizar
o Brasil. Os nativos também colonizaram os portugueses – e
essa “plasticidade”, para usar um termo caro a esses estudiosos,
impediu a rigidez cultural, social e até sexual, que outros
povos colonizadores espalharam por seus domínios.
Sim, sei: você gostaria de ter sido colonizado por holandeses,
ingleses, quem sabe franceses. Coisa chique,
mas foram eles que colonizaram a África do Sul, a Índia e a
Argélia…
Está no seu direito. Mas, como diz um amigo, você consegue
imaginar a “Garota de Ipanema” cantada em holandês?
A musicalidade dos brasileiros precisou de semente
mestiça para florescer.
Pena que nem tudo tenha florescido – e aqui mergulho no
lado lunar. Os portugueses não foram exemplares na educação da colônia. No século 18, afirma Sérgio Buarque, milhares
de livros eram publicados no México. Ao mesmo tempo, a
Coroa portuguesa fechava as tipografias dos trópicos porque
temia que ideias subversivas pudessem corromper a estabilidade
do Brasil.
E quem fala em livros fala em educação: Sérgio relembra
que, entre os anos de 1775 e 1821, 7850 bacharéis e 473
doutores e licenciados saíram com diploma da Universidade
do México. Em igual período, só 720 brasileiros conseguiram
a proeza (pela Universidade de Coimbra, claro).
Finalmente, existe uma herança pesada da colonização
portuguesa: esse patrimonialismo que atribui ao Estado o
papel de “baby-sitter” do cidadão. Isso significa que um
homem assume a mentalidade de uma criança que tudo
espera do Estado, desde o berço até a sepultura.
Os portugueses deixaram o Brasil há quase 200 anos,
e qualquer pessoa adulta sabe que o presente do Brasil é
um produto das escolhas dos brasileiros, portanto chega de
desculpas.
(Folha de S.Paulo, 20.10.2015. Adaptado)
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1052483
Ano: 2017
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Provas:
Ato administrativo pelo qual o Poder Público consente
que determinado indivíduo utilize bem público de modo
privativo, atendendo primordialmente ao interesse do
particular.
É correto afirmar que o enunciado contempla o conceito
de
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Em relação às contribuições sociais e de intervenção no
domínio econômico, de competência exclusiva da União
Federal, é correto afirmar que
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- Contrato de TrabalhoVínculo Pré-contratual, Contratual e Pós-contratual
- Contrato de TrabalhoDos contratos de natureza trabalhista
- Contrato de TrabalhoModalidades de contratos de emprego
O trabalho em home office
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Na terceirização, a responsabilidade da empresa tomadora
dos serviços em relação às obrigações trabalhistas
da empresa contratada
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Na hipótese de acidente do trabalho ou moléstia ocupacional,
a responsabilidade civil do empregador
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905267
Ano: 2017
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Provas:
No que concerne às Comissões Permanentes previstas no Regimento Interno da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, é correto afirmar que
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905264
Ano: 2017
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Provas:
- CPCPrincípios Processuais Civis (arts. 1º a 12 e CF/1988)
- CPCAplicação das Normas Processuais (arts. 13 a 15)
O sistema processual civil brasileiro adotou o princípio do
livre convencimento motivado do órgão julgador. O juiz,
diante do dever de decidir (proibição do non liquet), tem o
poder-dever de aplicar ao caso a norma jurídica pertinente,
mesmo que ela não tenha sido suscitada pelas partes.
Assinale o tema que pode ser conhecido de ofício e a qualquer
tempo e grau de jurisdição, sem que haja violação ao
princípio do livre convencimento motivado.
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905263
Ano: 2017
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Mogi Cruzes-SP
Provas:
A respeito da lei processual civil, assinale a alternativa
correta.
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