Foram encontradas 80 questões.
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
TEXTO 1
Victor Vasconcelos é jornalista profissional desde 2000, editor-chefe do Sem Barreiras, que é uma consultoria de inclusão da Pessoa com Deficiência (PcD) no mercado de trabalho e na sociedade. Victor assina as colunas “Vamos falar de deficiência?” e “Nossos ossos de cristal” e é autor da reportagem “Turma da Mônica possui personagens com deficiência”, cujo texto adaptado encontra-se a seguir.
TURMA DA MÔNICA POSSUI PERSONAGENS COM DEFICIÊNCIA
1 ___“Baixinha, golducha e dentuça”. Essas palavras remetem imediatamente a uma menininha de
vestidinho vermelho, empunhando um coelhinho azul de pelúcia, encaldido, correndo atrás de alguns
garotos para lhes acertar várias coelhadas, principalmente, em um de cabelo espetado e com roupa verde
(ou melhor, velde) e em outro todo sujinho. Esses são Mônica, Cebolinha e Cascão, personagens da
5 famosa Turma da Mônica.
___Eles foram criados pelo jornalista e cartunista Maurício de Sousa, mais famoso e premiado autor
brasileiro de histórias em quadrinhos. Tudo começou em 1959, quando ele era repórter policial do jornal
Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), em forma de tirinhas, com o personagem Franjinha e seu
cachorro Bidu. Vários outros personagens surgiram: a comilona Magali, o negro Jeremias, o dentuço Titi
10 e sua namorada Aninha. Maurício expandiu as histórias, todas conectadas com a Turma original,
surgindo a Turma do Chico Bento, da adolescente Tina, do Penadinho, do Horácio e do Piteco. Há,
ainda, a Turma da Mônica Jovem com a versão dos personagens adolescentes e não mais com oito anos.
___As histórias da turma da Mônica se passam no fictício bairro do Limoeiro e falam, acima de
qualquer coisa, da amizade entre os personagens. Apesar das provocações e das brigas que a Mônica
15 enfrenta com os meninos, são todos muito amigos e companheiros.
___Em 2012, Maurício de Sousa lançou a edição especial dos quadrinhos da Turma da Mônica sobre
acessibilidade. Sabe-se que eles sempre abordaram temas atuais, com mensagens educacionais de
respeito ao meio ambiente e à natureza, além de campanhas de saúde. O tema “deficiência”, portanto,
não poderia ficar de fora. “Todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência e convivemos com
20 eles harmônica e dinamicamente. Aprendemos as regras de inclusão aí. Consequentemente, não
poderíamos deixar de apresentar amiguinhos da turma que também tivessem algum tipo de deficiência”,
afirmou Maurício.
____Entre os personagens originais, criados na década de 60, já havia um deficiente auditivo, o
Humberto, que se comunica com os coleguinhas através de linguagem gestual. Em 2004, foram criados
25 dois novos personagens com algum tipo de deficiência: o Luca e a Dorinha. Ela é deficiente visual e foi
chamada assim em homenagem à Dorina Nowill, criadora de uma Fundação que, há mais de 60 anos,
atua na inclusão de pessoas com deficiência visual. A personagem possui um cão guia chamado Radar e
usa uma bengala. Dorinha tem sete anos, é bastante extrovertida, bonita, fashion, com um corte de
cabelo moderno, óculos escuros e faz amizade com facilidade; brinca, normalmente, como qualquer
30 criança, surpreendendo os amiguinhos com suas habilidades e sentidos aguçados como o olfato, o tato e
a audição. Já o Luca é cadeirante e amante dos esportes, principalmente, do basquete. Ele foi apelidado
pelos amiguinhos de “Da roda”. “Para criar o Luca, conversei com os atletas paralímpicos, o que foi,
para mim, uma descoberta e uma alegria. Eles são muito bem resolvidos, entusiasmados, alegres,
espertos, inteligentes e com o moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para o personagem”,
35 afirma Maurício de Sousa. Nas histórias de Luca, são mostradas algumas situações nas quais ele
encontra dificuldade para se locomover nas calçadas esburacadas, nos prédios e casas sem rampas de
acesso, em veículos coletivos que não oferecem condições para receber uma pessoa cadeirante;
obstáculos também encontrados pelos deficientes na vida real.
____O outro personagem é o André: autista e o mais novinho entre eles, ele tem quatro anos e foi
40 muito bem recebido pela Turma; tem uma curiosidade incrível pelas coisas e quase não fala. Isso fez
com que o Cebolinha o achasse meio estranho no início. Maurício de Sousa explica que “O André
nasceu de um estudo que fizemos para uma campanha. Saiu uma revistinha muito gostosa que serviu e
serve para muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações”. Seu nome
verdadeiro é André Khoury Correia Sampaio Júnior.
45___E, finalmente, surge a Tatiana, ou simplesmente Tati, uma garotinha de oito anos com Síndrome de
Down; seus olhos são dois pontinhos e a cor do seu cabelo varia entre ruivo e castanho. Maurício admite
que a personagem Tati é pouco conhecida e ainda não muito utilizada nas histórias. “Ela ainda está em fase
de estudos, devido à variação de graduações que o Down apresenta, estou buscando em que nível está a
menina”, disse. Ela aparece sempre, na escola, com Luca e Dorinha, combatendo o preconceito.
50___ A professora Gabriela Lopes de Sousa, pedagoga, formada pela Universidade Federal do Ceará
(UFC), diz que utilizou bastante os vídeos da Turma da Mônica, quando trabalhou no Instituto da
Primeira Infância (Iprede), e que as crianças adoraram as histórias - “criança é muito observadora e
sempre questiona tudo. As histórias se tornam um portal para conversarmos sobre todos os assuntos”.
___A psicóloga Ana Beatriz Thé Praxedes acredita que as personagens criadas por Maurício de
55 Sousa têm a importância de fazer os alunos compreenderem que existem pessoas com deficiência e
outras sem. “Pedagogicamente falando, as personagens ajudam a preparar as crianças para conviver com
as diferenças significativas”, disse Ana Beatriz, que é cadeirante.
Disponível em: www.sembarreiras.jor.br/2014/07/03/turma-da-monica-possui-personagens-com-deficiencias/victor vasconcelos.
Acesso em 09 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Todas as explicações abaixo estão no texto e justificam a criação dos quadrinhos de Maurício de Sousa sobre acessibilidade, EXCETO:
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 1
Victor Vasconcelos é jornalista profissional desde 2000, editor-chefe do Sem Barreiras, que é uma consultoria de inclusão da Pessoa com Deficiência (PcD) no mercado de trabalho e na sociedade. Victor assina as colunas “Vamos falar de deficiência?” e “Nossos ossos de cristal” e é autor da reportagem “Turma da Mônica possui personagens com deficiência”, cujo texto adaptado encontra-se a seguir.
TURMA DA MÔNICA POSSUI PERSONAGENS COM DEFICIÊNCIA
1 ___“Baixinha, golducha e dentuça”. Essas palavras remetem imediatamente a uma menininha de
vestidinho vermelho, empunhando um coelhinho azul de pelúcia, encaldido, correndo atrás de alguns
garotos para lhes acertar várias coelhadas, principalmente, em um de cabelo espetado e com roupa verde
(ou melhor, velde) e em outro todo sujinho. Esses são Mônica, Cebolinha e Cascão, personagens da
5 famosa Turma da Mônica.
___Eles foram criados pelo jornalista e cartunista Maurício de Sousa, mais famoso e premiado autor
brasileiro de histórias em quadrinhos. Tudo começou em 1959, quando ele era repórter policial do jornal
Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), em forma de tirinhas, com o personagem Franjinha e seu
cachorro Bidu. Vários outros personagens surgiram: a comilona Magali, o negro Jeremias, o dentuço Titi
10 e sua namorada Aninha. Maurício expandiu as histórias, todas conectadas com a Turma original,
surgindo a Turma do Chico Bento, da adolescente Tina, do Penadinho, do Horácio e do Piteco. Há,
ainda, a Turma da Mônica Jovem com a versão dos personagens adolescentes e não mais com oito anos.
___As histórias da turma da Mônica se passam no fictício bairro do Limoeiro e falam, acima de
qualquer coisa, da amizade entre os personagens. Apesar das provocações e das brigas que a Mônica
15 enfrenta com os meninos, são todos muito amigos e companheiros.
___Em 2012, Maurício de Sousa lançou a edição especial dos quadrinhos da Turma da Mônica sobre
acessibilidade. Sabe-se que eles sempre abordaram temas atuais, com mensagens educacionais de
respeito ao meio ambiente e à natureza, além de campanhas de saúde. O tema “deficiência”, portanto,
não poderia ficar de fora. “Todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência e convivemos com
20 eles harmônica e dinamicamente. Aprendemos as regras de inclusão aí. Consequentemente, não
poderíamos deixar de apresentar amiguinhos da turma que também tivessem algum tipo de deficiência”,
afirmou Maurício.
____Entre os personagens originais, criados na década de 60, já havia um deficiente auditivo, o
Humberto, que se comunica com os coleguinhas através de linguagem gestual. Em 2004, foram criados
25 dois novos personagens com algum tipo de deficiência: o Luca e a Dorinha. Ela é deficiente visual e foi
chamada assim em homenagem à Dorina Nowill, criadora de uma Fundação que, há mais de 60 anos,
atua na inclusão de pessoas com deficiência visual. A personagem possui um cão guia chamado Radar e
usa uma bengala. Dorinha tem sete anos, é bastante extrovertida, bonita, fashion, com um corte de
cabelo moderno, óculos escuros e faz amizade com facilidade; brinca, normalmente, como qualquer
30 criança, surpreendendo os amiguinhos com suas habilidades e sentidos aguçados como o olfato, o tato e
a audição. Já o Luca é cadeirante e amante dos esportes, principalmente, do basquete. Ele foi apelidado
pelos amiguinhos de “Da roda”. “Para criar o Luca, conversei com os atletas paralímpicos, o que foi,
para mim, uma descoberta e uma alegria. Eles são muito bem resolvidos, entusiasmados, alegres,
espertos, inteligentes e com o moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para o personagem”,
35 afirma Maurício de Sousa. Nas histórias de Luca, são mostradas algumas situações nas quais ele
encontra dificuldade para se locomover nas calçadas esburacadas, nos prédios e casas sem rampas de
acesso, em veículos coletivos que não oferecem condições para receber uma pessoa cadeirante;
obstáculos também encontrados pelos deficientes na vida real.
____O outro personagem é o André: autista e o mais novinho entre eles, ele tem quatro anos e foi
40 muito bem recebido pela Turma; tem uma curiosidade incrível pelas coisas e quase não fala. Isso fez
com que o Cebolinha o achasse meio estranho no início. Maurício de Sousa explica que “O André
nasceu de um estudo que fizemos para uma campanha. Saiu uma revistinha muito gostosa que serviu e
serve para muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações”. Seu nome
verdadeiro é André Khoury Correia Sampaio Júnior.
45___E, finalmente, surge a Tatiana, ou simplesmente Tati, uma garotinha de oito anos com Síndrome de
Down; seus olhos são dois pontinhos e a cor do seu cabelo varia entre ruivo e castanho. Maurício admite
que a personagem Tati é pouco conhecida e ainda não muito utilizada nas histórias. “Ela ainda está em fase
de estudos, devido à variação de graduações que o Down apresenta, estou buscando em que nível está a
menina”, disse. Ela aparece sempre, na escola, com Luca e Dorinha, combatendo o preconceito.
50___ A professora Gabriela Lopes de Sousa, pedagoga, formada pela Universidade Federal do Ceará
(UFC), diz que utilizou bastante os vídeos da Turma da Mônica, quando trabalhou no Instituto da
Primeira Infância (Iprede), e que as crianças adoraram as histórias - “criança é muito observadora e
sempre questiona tudo. As histórias se tornam um portal para conversarmos sobre todos os assuntos”.
___A psicóloga Ana Beatriz Thé Praxedes acredita que as personagens criadas por Maurício de
55 Sousa têm a importância de fazer os alunos compreenderem que existem pessoas com deficiência e
outras sem. “Pedagogicamente falando, as personagens ajudam a preparar as crianças para conviver com
as diferenças significativas”, disse Ana Beatriz, que é cadeirante.
Disponível em: www.sembarreiras.jor.br/2014/07/03/turma-da-monica-possui-personagens-com-deficiencias/victor vasconcelos.
Acesso em 09 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Indique o excerto abaixo, extraído do TEXTO 1, que comprova a responsabilidade do cartunista Maurício de Sousa e de sua equipe com o crescimento etário de seu público-leitor.
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Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
- FundamentosFrações e Números DecimaisFraçõesSoma e Subtração de frações
- FundamentosFrações e Números DecimaisDecimais
Quadrado Mágico é uma tabela quadrada, com números, em que a soma de cada coluna, de cada linha e das duas diagonais são iguais. A seguir está o desenho de um quadrado mágico.
C | 7/5 | 15/10 | 1/10 |
D | 0,7 | 0,6 | B |
1/2 | 1,1 | 1 | 4/5 |
1,6 | 1,5 | 30/100 | A |
Encontre os números que deverão ocupar o lugar das letras no quadrado mágico. Qual é o valor da expressão abaixo?
A + B + C . D
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Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
O tangram é um jogo oriental antigo, uma espécie de quebra-cabeça, constituído de sete peças, como mostra a figura 1. Utilizando-se todas as sete peças, é possível representar uma grande diversidade de formas, como as exemplificadas nas figuras 2 e 3.

Considerando o Tangram acima, é correto afirmar que:
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Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Alan Turing foi um matemático inglês que viveu entre as décadas de 1910 e 1950. Ele é considerado o pai da computação, sendo um dos primeiros a pensar na possibilidade de uma máquina se tornar inteligente.
Sua trajetória de sucesso começou durante a II Guerra Mundial, quando trabalhou para a inteligência britânica num centro especializado em quebra de códigos. O matemático desenvolveu um sistema para traduzir os textos secretos dos alemães, gerados por máquinas de criptografia chamadas de “Enigma”. Este sistema traduzia comunicações codificadas pela Enigma, transformando-as em uma mensagem verdadeira e compreensível.
Adaptado de: www.invivo.fiocruz.br
Para comemorar o centenário do grande matemático Alan Turing, uma escola propôs um desafio para seus alunos: desvendar a senha de 8 dígitos para acessar um computador. A senha teria que ser formada por algarismos distintos, escolhidos dentre os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. A turma que primeiro descobrisse a senha iria ganhar uma excursão para conhecer a Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas – MG.
Foram fornecidas as seguintes dicas:
- o algarismo das unidades é primo;
- o algarismo das dezenas de milhão não é primo;
- o algarismo das dezenas simples é o resultado de 8 – 4 x 2;
- o algarismo das centenas simples é primo e par;
- o algarismo das unidades de milhão é múltiplo de 3;
- o algarismo das dezenas de milhar é um número ímpar, igual ao triplo de um número primo;
- o algarismo das centenas de milhar é divisível por 2 e por 3;
- o algarismo das unidades de milhar é divisor de 21.
Das cinco possibilidades de senha listadas abaixo, a que obedece a todas as informações dadas é:
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
TEXTO 4

(Disponível em: <facebook.com/tirasarmandinho/fotos/dois-de-abril-o-dia-mundial-de-conscientização-do-autismo.> Acesso em: 12 set. 2019.)
*ASPEGER: um estado do espectro autista, geralmente com maior adaptação funcional.
Após a leitura da tira, considere as afirmativas como Verdadeiras ou Falsas.
( ) Na tira, é possível inferir, por meio das falas do amigo de Armandinho, que circula, socialmente, um discurso negativo sobre TEA.
( ) No 2º quadrinho, a fala da criança faz referência às especificidades de quem apresenta TEA.
( ) No 3º quadrinho, o personagem completa seu raciocínio mostrando que, além do TEA, o preconceito lhe causa sofrimento.
( ) No 2º e 3º quadrinhos, comparando as expressões do personagem Armandinho e do sapo, nota-se falta de empatia com o que ouviram.
Assinale a opção que corresponde à sequência encontrada.
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 3
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
1 --------------Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
--------instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
--------do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
--------o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
5 1 ------------Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
-----------------O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
--------como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
10 ---chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
--------diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
--------------A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
--------da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
--------como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
15 ---dos temas que os interessavam.
--------------“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
--------Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
--------francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
--------------O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos
20 ---em pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
--------metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
--------organização no YouTube e na página do Facebook.
--------------A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
--------voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
25 ---acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
--------------Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan,
--------na Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
--------impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
--------muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
30 ---demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
--------resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
--------------É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
--------Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
--------2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m² em Copacabana. O espaço recebe e
35 ---apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
--------------Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
--------2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
--------DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
--------cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
40 --------------O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
--------Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
--------imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
--------------Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
--------de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
45 ---paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
--------diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
--------possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
--------restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
--------organização e pelos demais autistas presentes.
50 --------------No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
--------delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas,
--------o outro autista não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
--------Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
--------autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
55 ---a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
--------------Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
--------Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
--------em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
--------“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
60 ---aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
--------TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
--------------A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
--------de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos
--------e encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
65 ---não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
--------abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
--------estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
--------------O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
--------autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
70 ---dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
--------filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
--------------Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
--------Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
--------aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
75 ---momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: <www.revistaautismo.com.br> Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Assinale a opção que contenha um termo que NÃO exerça a mesma função sintática do termo destacado na frase abaixo, extraída do TEXTO 3:
“O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação como o dia mais difícil da sua vida.” (linhas 8 e 9)
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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TEXTO 3
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
1 --------------Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
--------instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
--------do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
--------o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
5 1 ------------Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
-----------------O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
--------como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
10 ---chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
--------diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
--------------A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
--------da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
--------como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
15 ---dos temas que os interessavam.
--------------“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
--------Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
--------francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
--------------O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos
20 ---em pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
--------metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
--------organização no YouTube e na página do Facebook.
--------------A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
--------voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
25 ---acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
--------------Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan,
--------na Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
--------impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
--------muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
30 ---demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
--------resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
--------------É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
--------Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
--------2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m² em Copacabana. O espaço recebe e
35 ---apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
--------------Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
--------2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
--------DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
--------cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
40 --------------O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
--------Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
--------imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
--------------Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
--------de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
45 ---paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
--------diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
--------possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
--------restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
--------organização e pelos demais autistas presentes.
50 --------------No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
--------delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas,
--------o outro autista não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
--------Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
--------autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
55 ---a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
--------------Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
--------Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
--------em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
--------“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
60 ---aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
--------TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
--------------A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
--------de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos
--------e encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
65 ---não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
--------abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
--------estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
--------------O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
--------autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
70 ---dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
--------filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
--------------Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
--------Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
--------aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
75 ---momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: <www.revistaautismo.com.br> Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Observe as alterações processadas nos excertos retirados do TEXTO 3.
I. “Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram temas de escolha livre em mesas redondas variadas.” (linhas 5 e 6)
Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram temas de livre escolha em variadas mesas redondas.
II. “A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente de 14 anos (...)” (linhas 62 e 63)
A maior parte dos adultos era participante do evento, exceto Zeca Szymon, um adolescente de 14 anos.
III. “Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook (...)” (linhas 9 e 10)
Foram mais de 10 horas concentrado, simultaneamente, no gerenciamento das chamadas e na transmissão feita, no YouTube e no Facebook.
IV. “No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma.” (linha 27)
No entanto, problemas de transmissão foram causados pela mudança de cronograma.
V. “Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele (...)” (linha 66)
Embora seja meu filho e eu goste dele, eu não me identifico mais com ele.
Indique a alternativa que apresenta os itens nos quais ocorre MUDANÇA substancial de sentido:
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Disciplina: Português
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Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
TEXTO 3
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
1 --------------Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
--------instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
--------do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
--------o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
5 1 ------------Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
-----------------O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
--------como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
10 ---chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
--------diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
--------------A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
--------da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
--------como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
15 ---dos temas que os interessavam.
--------------“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
--------Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
--------francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
--------------O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos
20 ---em pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
--------metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
--------organização no YouTube e na página do Facebook.
--------------A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
--------voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
25 ---acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
--------------Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan,
--------na Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
--------impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
--------muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
30 ---demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
--------resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
--------------É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
--------Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
--------2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m² em Copacabana. O espaço recebe e
35 ---apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
--------------Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
--------2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
--------DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
--------cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
40 --------------O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
--------Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
--------imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
--------------Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
--------de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
45 ---paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
--------diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
--------possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
--------restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
--------organização e pelos demais autistas presentes.
50 --------------No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
--------delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas,
--------o outro autista não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
--------Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
--------autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
55 ---a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
--------------Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
--------Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
--------em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
--------“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
60 ---aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
--------TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
--------------A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
--------de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos
--------e encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
65 ---não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
--------abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
--------estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
--------------O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
--------autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
70 ---dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
--------filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
--------------Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
--------Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
--------aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
75 ---momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: <www.revistaautismo.com.br> Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Leia, atentamente, as considerações acerca do TEXTO 3.
I. O termo autistão, no texto, indica um país cujos cidadãos são predominantemente autistas.
II. Esse texto é um artigo de opinião, porque apresenta vários posicionamentos sobre o mesmo tema.
III. A função do discurso direto no texto é, predominantemente, expressar o ponto de vista de quem enuncia.
IV. Um dos objetivos do enunciado, imediatamente abaixo do título, é manter a atenção do interlocutor, a fim de que ele leia todo o texto.
V. O “apoio concreto”, presente no título, refere-se ao Dia do Autistão, que ocorreu no Rio de Janeiro.
Estão corretas as afirmativas:
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Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
TEXTO 3
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
1 --------------Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
--------instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
--------do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
--------o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
5 1 ------------Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
-----------------O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
--------como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
10 ---chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
--------diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
--------------A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
--------da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
--------como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
15 ---dos temas que os interessavam.
--------------“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
--------Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
--------francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
--------------O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos
20 ---em pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
--------metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
--------organização no YouTube e na página do Facebook.
--------------A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
--------voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
25 ---acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
--------------Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan,
--------na Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
--------impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
--------muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
30 ---demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
--------resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
--------------É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
--------Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
--------2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m² em Copacabana. O espaço recebe e
35 ---apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
--------------Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
--------2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
--------DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
--------cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
40 --------------O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
--------Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
--------imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
--------------Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
--------de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
45 ---paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
--------diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
--------possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
--------restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
--------organização e pelos demais autistas presentes.
50 --------------No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
--------delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas,
--------o outro autista não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
--------Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
--------autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
55 ---a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
--------------Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
--------Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
--------em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
--------“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
60 ---aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
--------TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
--------------A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
--------de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos
--------e encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
65 ---não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
--------abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
--------estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
--------------O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
--------autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
70 ---dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
--------filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
--------------Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
--------Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
--------aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
75 ---momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: <www.revistaautismo.com.br> Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
O uso dos pronomes oblíquos átonos é um recurso coesivo recorrente. Identifique a alternativa na qual há um desvio das regras prescritas pela gramática normativa em relação à colocação pronominal.
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