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Texto II:
Que rostos mais coalhados, nossos rostos adolescentes em volta daquela mesa: o pai à cabeceira, o relógio de parede às suas costas, cada palavra sua ponderada pelo pêndulo, e nada naqueles tempos nos distraindo tanto como os sinos graves marcando as horas: “O tempo é o maior tesouro de que o homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo; não tem fim; é um ponto exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo, por exemplo, nesta mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de um artesão dia após dia; existe tempo na cadeira onde nos sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos frutos que colhemos, no pão em cima da mesa, na massa fértil dos nossos corpos na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é (...)
NASSAR, Raduan. Obra completa. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
”Que rostos mais coalhados, nossos rostos adolescentes em volta daquela mesa: o pai à cabeceira, o relógio de parede às suas costas, cada palavra sua ponderada pelo pêndulo, e nada naqueles tempos nos distraindo tanto como os sinos graves marcando as horas...”
Quanto à tipologia textual, o trecho acima, retirado do texto II, é predominantemente:
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Texto II:
Que rostos mais coalhados, nossos rostos adolescentes em volta daquela mesa: o pai à cabeceira, o relógio de parede às suas costas, cada palavra sua ponderada pelo pêndulo, e nada naqueles tempos nos distraindo tanto como os sinos graves marcando as horas: “O tempo é o maior tesouro de que o homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo; não tem fim; é um ponto exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo, por exemplo, nesta mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de um artesão dia após dia; existe tempo na cadeira onde nos sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos frutos que colhemos, no pão em cima da mesa, na massa fértil dos nossos corpos na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é (...)
NASSAR, Raduan. Obra completa. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Observe as frases abaixo e marque a alternativa correta.
I - (...) “embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento”(...)
II - (...) “o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza”(...)
III - (...) “o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo”(...)
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Observe as frases abaixo e marque a opção correta.
I - Havia mais pessoas na loja.
II - Ela falou mais.
III - A moça estava mais bonita.
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Um funcionário de uma empresa de eletrodomésticos faz dois atendimentos simultâneos.
O Cliente 1 é o proprietário de um bar que deseja comprar um freezer novo que custa R$ 2.000,00 e tem frete estimado em R$ 200,00.
O Cliente 2 é pessoa física e quer compra uma geladeira de R$ 1.2000,00 com frete estimado em R$ 100,00.
O cliente 1 e o Cliente 2 fazem a mesma pergunta: Se existe a possibilidade fazer um desconto e isentá-los do frete, uma vez que ambos são clientes regulares da loja.
O vendedor dispõe de uma cota de descontos no total R$ 350,00.
Sabendo disso, a situação mais recomendada é:
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Quarto de Menina:
Papai veio me buscar. Chegou tão velhinho que quase pensei que fosse outro pai. Os pais envelhecem assim de repente? Sei lá... Reconheci ele mais pelo cheiro.
Acho que ainda não contei que papai quase não fala. Nesse dia, quando chegou para me buscar, estava mais calado ainda. Devia ter engolido todas as palavras dos livros.
Mamãe se despediu daquele jeito dela: falando... falando... Sua boca não se cansa nunca! Fez tantas recomendações que esqueci a metade. Tão preocupada comigo... Não queria que fosse assim.
Papai e mamãe não conversam. Ela fala e ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe; a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer.
Retirado de: Garcia-Roza, Livia. Quarto de menina. 2. ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2009, p. 21.
Por que o narrador do texto Quarto de Menina diz que sua mão esquerda vive cansada de tanto se mexer?
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Recomenda-se que as correções de solo, quando necessárias, sejam realizadas conforme critérios de preservação ambiental.
De acordo com apostila “Manual de paisagismo” da CDHU – Companhia de desenvolvimento habitacional e urbano.
http://www.cdhu.sp.gov.br/download/manuais-e-cadernos/manual-de-paisagismo.pdf

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O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo:
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