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Considerando-se o disposto na Lei Complementar nº. 140/2011, na Lei nº. 6.938/81 e na Resolução nº. 237/97 do CONAMA, no que se refere ao licenciamento ambiental, é INCORRETO afirmar que
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Considerando-se o disposto na legislação federal e na legislação estadual que regem a exigência de elaboração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e de seu relatório (EIA/RIMA), assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A Resolução nº. 01/86 do CONAMA que regulamenta a realização do EIA/RIMA enumera exaustivamente as atividades sujeitas a esse tipo de estudo.
( ) A empresa executora do EIA/RIMA não poderá prestar serviços ao empreendedor, simultaneamente, quer diretamente, ou por meio de subsidiária ou consorciada, quer como projetista ou executora de obras ou serviços relacionados ao mesmo empreendimento objeto do EIA/RIMA.
( ) Compete ao empreendedor o custeio dos honorários da equipe encarregada da elaboração do EIA/RIMA, sujeitando-se, ele e os profissionais que subscreveram os estudos, à responsabilidade pelas informações apresentadas.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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A Lei nº. 6.938/81 elenca os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. Assinale o instrumento que NÃO está contemplado na referida lei.
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A Constituição Federal de 1988, em seu art. 225, assegura o direito ao ambiente ecologicamente equilibrado e impõe ao Poder Público uma série de tarefas para assegurar a proteção desse direito.
Assinale a tarefa que NÃO está prevista no dispositivo constitucional.
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmente ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitoso (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental” da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastante desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequada algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo que outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, caso não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portanto, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidade para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Sobre a pontuação em frases do texto, analise as afirmações abaixo.
I – Os travessões duplos das linhas 04 e 05 isolam adjunto composto deslocado e intercalado e, por isso, cumprem função análoga à dos parênteses, podendo, portanto, ser por estes substituídos.
II – Os dois-pontos da linha 11 marcam uma suspensão de voz em frase ainda não terminada e introduzem, no caso, uma enumeração.
III – A pontuação que precede e a que fecha a expressão fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais é a mesma e ocorre pela mesma razão que a que antecede e encerra o sintagma um dos pais da bacteriologia.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmente ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitoso (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental” da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastante desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequada algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo que outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, caso não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portanto, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidade para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Passando-se a frase a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias. para a voz ativa, obtém-se a seguinte forma:
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmente ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitoso (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental” da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastante desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequada algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo que outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, caso não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portanto, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidade para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Na frase Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar., o termo que rege a primeira preposição "de" é
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmente ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitoso (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental” da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastante desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequada algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo queI outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, casoII não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portantoIII, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas paraIV gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidade para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Sobre o uso de nexos do texto, analise as seguintes afirmações.
I – A conjunção proporcional ao passo que poderia ser substituída por “conquanto”, sem prejuízo do sentido e da estrutura da frase em que ocorre.
II – O nexo caso poderia ser substituído por “se”, sem prejuízo do sentido e da estrutura da frase em que ocorre.
III – A conjunção portanto equivale em sentido ao nexo “contudo”, que poderia substituí-la sem provocar alterações semânticas e/ou sintáticas na frase em que ocorre.
IV – O nexo para desempenha a mesma função que Para da linha 36.
Quais estão corretas?
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Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmenteI ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitosoIII (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental” da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastante desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequada algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo que outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, caso não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portanto, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidadeII para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Sobre sufixos de vocábulos do texto, considere as afirmações abaixo.
I – O único sufixo adverbial, em português, que se acrescenta aos adjetivos e pode expressar circunstâncias de modo, quantidade e tempo é -mente, como em acidentalmente.
II – Em sagacidade, -dade é um sufixo formador de substantivos significando ação, resultado da ação, qualidade, estado.
III – O afixo -oso, em serendipitoso, é um sufixo nominal que forma adjetivos denotadores de abundância.
Quais estão corretas?
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Serendipity
Ruben George Oliven
Há um termo que trata de descobertas casuais. Ele se chama serendipity e significa o dom de atrair o conhecimento de coisas felizes ou úteis ou de fazer descobertas desejáveis por acaso. A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglêsa Horace Walpole a partir do conto de fadas persa Os Três Príncipes de Serendip. Seus heróis sempre achavam – acidentalmente ou por sagacidade – coisas que não procuravam.
Mas ninguém é serendipitosob (sim, o termo existe no Houaiss) por acaso. No campo científico há vários exemplos de serendipidade. Um dos mais famosos é a descoberta “acidental”c da penicilina por Alexander Fleming. Ele, que era um cientista bastanted desorganizado, saiu de férias em 1928 e se esqueceu de guardar de forma adequadae algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no Saint Mary Hospital em Londres. Ao voltar, viu que havia algo de estranho em uma das placas: a cultura de estafilococos que ela continha havia sido contaminada por um bolor e, ao redor de suas colônias, não havia mais bactérias.
A zona em volta do mofo – mais tarde identificada como um tipo raro de cepa de Penicillium notatum – estava clara como se o mofo tivesse secretado algo que inibia o crescimento das bactérias, ao passo que outras colônias mais distanciadas estavam normais. Fleming teria então pronunciado a célebre frase “Isso é estranho”. Ele se deu conta de que esse “molho de mofo” era capaz de matar um amplo espectro de bactérias nocivas, como o estreptococo, o meningococo e o bacilo da difteria. Fleming e seu colega Pryce descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que ele produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida.
E assim surgiu a penicilina, um antibiótico que revolucionou a medicina e a vida moderna. Como disse Fleming mais tarde, “Quando acordei naquela madrugada de 28 de setembro de 1928, eu certamente não planejava revolucionar toda a medicina descobrindo o primeiro antibiótico do mundo, mas acho que foi exatamente isso que eu fiz”.
Mas teria Fleming dado atenção a esse achado do mofo, caso não estivesse procurando um antibiótico? Na verdade, desde o final da I Guerra Mundial, depois de ter testemunhado a morte de vários soldados devido a infecções causadas por feridas, ele estava procurando agentes antibacterianos. Em 1927, ele já estava pesquisando estafilococos. Seu olhar estava, portanto, treinado e direcionado a ver fenômenos que lhe pudessem ajudar nesse caminho.
O forno de micro-ondas também tem seu descobrimento creditado a um acaso. Em 1945, Percy Spencer era engenheiro autodidata da empresa norte-americana Raytheon, fabricante de armas e instrumentos eletrônicos militares e comerciais. Ele notou que as micro-ondas de um aparelho de radar no qual estava trabalhando fizeram derreter uma barra de doces que ele tinha no bolso. Para testar seu achado, Spencer criou um campo de altadensidade eletromagnética fazendo passar a energia de micro-ondas para uma caixa de metal da qual ela não poderia escapar. Quando alguma comida era colocada nessa caixa, sua temperatura subia rapidamente. Em seguida, a Raytheon registrou a patente do forno de micro-ondas.
Essa descoberta pode parecer casual, mas, à semelhança de Fleming, Spencer era extremamente curioso e tinha se tornado uma das maiores autoridades em tubos de radar. Ele desenvolveu um modo mais eficiente de fabricar magnétrons, as válvulas eletrônicas usadas para gerar os sinais de rádio, que eram o principal mecanismo do radar. Ele estava, portanto, atento a tudo que dizia respeito a micro-ondas e encontrava-se no caminho de inventar o forno que hoje em dia se tornou um utensílio doméstico essencial.
Vários pensadores discutiram o papel da sorte no desenvolvimento da ciência e argumentaram que mais importante que o acaso é a sagacidade para juntar fatos aparentemente irrelevantes. Como disse Louis Pasteur, um dos pais da bacteriologia, “o acaso só favorece a mente preparada”.
(Jornal ZH, Caderno PROA, 28/9/2014.)
Todos os termos abaixo, extraídos do texto, desempenham, na frase em que se inserem, função adjetiva, EXCETO
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