Foram encontradas 1.780 questões.
Um paciente de 24 anos de idade, pedreiro, com sequela de politraumatismo cranioencefálico, relata que sofreu um acidente motociclístico, ficando 27 dias em coma, e, ao sair do coma, não apresentava movimentos e tinha afasia. Com a alta hospitalar, foi encaminhado para o departamento de fisioterapia do município. No início do quadro, ele apresentava pneumonia nasocomial, sequelas neurológicas graves, nível quatro na escala de coma de Glasgow, cicatriz abdominal em quadrante superior esquerdo, impossibilidade de realizar atividades de vida diária e cognitivo alterado. Utiliza cadeira de rodas como auxílio para locomoção. Por meio da avaliação, o paciente manifestava quadro álgico, encurtamento da musculatura posterior do tronco, edema em MMII, sinal de cacifo positivo, hipomobilidade articular, diminuição da forca e amplitude de movimento em MMII e MSE. Em razão disso, o paciente não consegue deambular.
Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O TCE pode ser classificado em apenas dois tipos, de acordo com a natureza do ferimento do cranio: traumatismo craniano fechado, quando não há ferimentos no cranio ou existe apenas uma fratura linear; e a fratura com afundamento do cranio, que se caracteriza pela presença de fragmento ósseo fraturado afundado, comprimindo e lesando o cérebro.
Provas
Um paciente de 24 anos de idade, pedreiro, com sequela de politraumatismo cranioencefálico, relata que sofreu um acidente motociclístico, ficando 27 dias em coma, e, ao sair do coma, não apresentava movimentos e tinha afasia. Com a alta hospitalar, foi encaminhado para o departamento de fisioterapia do município. No início do quadro, ele apresentava pneumonia nasocomial, sequelas neurológicas graves, nível quatro na escala de coma de Glasgow, cicatriz abdominal em quadrante superior esquerdo, impossibilidade de realizar atividades de vida diária e cognitivo alterado. Utiliza cadeira de rodas como auxílio para locomoção. Por meio da avaliação, o paciente manifestava quadro álgico, encurtamento da musculatura posterior do tronco, edema em MMII, sinal de cacifo positivo, hipomobilidade articular, diminuição da forca e amplitude de movimento em MMII e MSE. Em razão disso, o paciente não consegue deambular.
Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O mecanismo de lesão do traumatismo cranioencefálico (TCE) é classificado em lesão cerebral focal e lesão cerebral difusa, a primeira resultando em contusão, laceração e hemorragia intracraniana por trauma local direto. Já a segunda é causada por lesão axonal difusa e aumento do tamanho do cérebro, edema, pelo mecanismo de aceleração/desaceleração.
Provas
Uma paciente de 43 anos de idade sofreu um acidente, em 2018, que a deixou paraplégica, com lesão medular traumática incompleta (lesão penetrante por projétil de arma de fogo) no nível de T2. No primeiro ano após a lesão, a paciente manifestou um quadro tetraplégico, sem controle esfincteriano e bexiga atônita, fazendo-se necessário o uso de sonda. Nesse período, ela não recebeu atendimento fisioterapêutico domiciliar, o que levou ao surgimento de úlceras de pressão, que, com o agravo, ocasionaram perda tecidual das regiões (trocantéricas, sacrais, isquiais). Atualmente, a paciente encontra-se em um quadro paraplégico, possuindo controle de esfíncter anal, porém, sem controle sobre o esvaziamento da bexiga, fazendo-se necessário o uso de fraldas. Locomove-se em seu ambiente domiciliar utilizando cadeira de rodas. Apresenta preservação de cognição e possui independência. Durante a inspeção, observam-se pés em plantiflexão, tônus muscular aumentado em membros inferiores e mobilidade de membros superiores preservada.
Com base nesse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
A escala de Ashoworth é utilizada para avaliação da condição funcional do paciente, podendo estar correlacionada à sua atividade de vida diária.
Provas
Uma paciente de 43 anos de idade sofreu um acidente, em 2018, que a deixou paraplégica, com lesão medular traumática incompleta (lesão penetrante por projétil de arma de fogo) no nível de T2. No primeiro ano após a lesão, a paciente manifestou um quadro tetraplégico, sem controle esfincteriano e bexiga atônita, fazendo-se necessário o uso de sonda. Nesse período, ela não recebeu atendimento fisioterapêutico domiciliar, o que levou ao surgimento de úlceras de pressão, que, com o agravo, ocasionaram perda tecidual das regiões (trocantéricas, sacrais, isquiais). Atualmente, a paciente encontra-se em um quadro paraplégico, possuindo controle de esfíncter anal, porém, sem controle sobre o esvaziamento da bexiga, fazendo-se necessário o uso de fraldas. Locomove-se em seu ambiente domiciliar utilizando cadeira de rodas. Apresenta preservação de cognição e possui independência. Durante a inspeção, observam-se pés em plantiflexão, tônus muscular aumentado em membros inferiores e mobilidade de membros superiores preservada.
Com base nesse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O índice de Barthel pode ser utilizado como critério de avaliação para essa paciente. Ele tem por função avaliar o grau de autonomia (independência) de um paciente, levando em conta 10 itens de mobilidade e cuidados com as atividades da vida diária (AVDs). Cada atividade possui um escore com pontuação que varia entre zero (dependente), cinco (necessidade de ajuda ou supervisão), 10 (parcialmente dependente) e 15 (independente), sendo que, ao final, são somados 100 pontos.
Provas
Uma paciente de 43 anos de idade sofreu um acidente, em 2018, que a deixou paraplégica, com lesão medular traumática incompleta (lesão penetrante por projétil de arma de fogo) no nível de T2. No primeiro ano após a lesão, a paciente manifestou um quadro tetraplégico, sem controle esfincteriano e bexiga atônita, fazendo-se necessário o uso de sonda. Nesse período, ela não recebeu atendimento fisioterapêutico domiciliar, o que levou ao surgimento de úlceras de pressão, que, com o agravo, ocasionaram perda tecidual das regiões (trocantéricas, sacrais, isquiais). Atualmente, a paciente encontra-se em um quadro paraplégico, possuindo controle de esfíncter anal, porém, sem controle sobre o esvaziamento da bexiga, fazendo-se necessário o uso de fraldas. Locomove-se em seu ambiente domiciliar utilizando cadeira de rodas. Apresenta preservação de cognição e possui independência. Durante a inspeção, observam-se pés em plantiflexão, tônus muscular aumentado em membros inferiores e mobilidade de membros superiores preservada.
Com base nesse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Os objetivos do tratamento para essa paciente seriam: normalizar o tônus muscular; incrementar a amplitude de movimento (ADM) em membros inferiores; estimular a flexibilidade em membros inferiores; e ampliar a forca muscular em membros inferiores.
Provas
Uma paciente de 43 anos de idade sofreu um acidente, em 2018, que a deixou paraplégica, com lesão medular traumática incompleta (lesão penetrante por projétil de arma de fogo) no nível de T2. No primeiro ano após a lesão, a paciente manifestou um quadro tetraplégico, sem controle esfincteriano e bexiga atônita, fazendo-se necessário o uso de sonda. Nesse período, ela não recebeu atendimento fisioterapêutico domiciliar, o que levou ao surgimento de úlceras de pressão, que, com o agravo, ocasionaram perda tecidual das regiões (trocantéricas, sacrais, isquiais). Atualmente, a paciente encontra-se em um quadro paraplégico, possuindo controle de esfíncter anal, porém, sem controle sobre o esvaziamento da bexiga, fazendo-se necessário o uso de fraldas. Locomove-se em seu ambiente domiciliar utilizando cadeira de rodas. Apresenta preservação de cognição e possui independência. Durante a inspeção, observam-se pés em plantiflexão, tônus muscular aumentado em membros inferiores e mobilidade de membros superiores preservada.
Com base nesse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Em pacientes com trauma raquimedular (TRM), a avaliação neurológica é baseada na sensibilidade e na função motora e possui uma etapa compulsória, na qual se determinam o nível da lesão neurológica, o nível motor e o sensitivo e obtêm-se números que, em conjunto, fornecem um escore.
Provas
Considere uma paciente de 77 anos de idade, 80 kg, internado há três dias em unidade de terapia intensiva (UTI), por acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico extenso.
O paciente encontra-se em estado comatoso e é assistido por ventilação mecânica, modo volume controlado. Apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,53, pO2 = 95 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, HCO3 = 23,3 mEq/L e BE= +4,5 mEq/L.
No que se refere a esse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Esse quadro clínico pode ter um desfecho irreversível das funções cerebrais (telencéfalo e diencéfalo) e do tronco encefálico, o que caracterizaria morte encefálica (ME). Sabe-se que o AVE em conjunto com o traumatismo cranioencefálico (TCE) e a lesão cerebral hipóxico-isquêmica respondem por quase 90% das causas de ME. Vários testes, além de exames complementares, são utilizados para diagnosticar a ME. O teste da apneia avalia a função do tronco encefálico, mais especificamente do bulbo. A orientação é que PaCO2 deve ser superior a 55 mmHg, com ausência de incursões ventilatórias, para que o teste da apneia seja considerado positivo.
Provas
Considere uma paciente de 77 anos de idade, 80 kg, internado há três dias em unidade de terapia intensiva (UTI), por acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico extenso.
O paciente encontra-se em estado comatoso e é assistido por ventilação mecânica, modo volume controlado. Apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,53, pO2 = 95 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, HCO3 = 23,3 mEq/L e BE= +4,5 mEq/L.
No que se refere a esse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O prognóstico, a curto prazo, do AVE isquêmico é pior que o do AVE hemorrágico. Na literatura, tradicionalmente, a mortalidade aguda no AVE isquêmico é colocada entre 20% e 40%, a mortalidade após um mês entre 30% e 50% e após um a dois anos, 50% e 75%.
Provas
Considere uma paciente de 77 anos de idade, 80 kg, internado há três dias em unidade de terapia intensiva (UTI), por acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico extenso.
O paciente encontra-se em estado comatoso e é assistido por ventilação mecânica, modo volume controlado. Apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,53, pO2 = 95 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, HCO3 = 23,3 mEq/L e BE= +4,5 mEq/L.
No que se refere a esse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Mesmo sem a realização de exames complementares, como uma tomografia computadorizada (TC) de crânio, por exemplo, é possível determinar se o AVE é hemorrágico ou isquêmico, pois os sintomas se diferem e os profissionais bem habilitados, no geral, não têm dificuldades para um diagnóstico com boa acurácia.
Provas
Considere uma paciente de 77 anos de idade, 80 kg, internado há três dias em unidade de terapia intensiva (UTI), por acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico extenso.
O paciente encontra-se em estado comatoso e é assistido por ventilação mecânica, modo volume controlado. Apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,53, pO2 = 95 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, HCO3 = 23,3 mEq/L e BE= +4,5 mEq/L.
No que se refere a esse caso clínico e considerando os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Em um AVE hemorrágico, diferentes sintomas ocorrem conforme a região acometida. Um sangramento na região do putâmen cursa com sinais de hipertensão intracraniana, associados à hemiparesia e alterações de sensibilidades, contralaterais à lesão. Lesões no hemisfério dominante podem causar afasia. Já sangramentos talâmicos costumam apresentar-se com hemiparesia e alterações contralaterais de sensibilidade. O tálamo figura como sítio mais frequente de AVE hemorrágico. Sangramentos de tronco apresentam-se comumente com quadros de pior prognóstico, com o paciente dando entrada já em coma no hospital, em geral dependente de ventilação mecânica e com alta mortalidade.
Provas
Caderno Container