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Texto para responder às questões de 01 a 10.
s vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.
Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass-media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.
Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.
Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.
(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)
Observe o poema “Pronominais” de Oswald de Andrade:
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
No poema, há uma reflexão quanto ao emprego do pronome em situações linguísticas distintas. Considerando tal emprego, no trecho “ s vezes me parece [...]” (1º§), do texto inicial, é possível observar:
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Texto para responder às questões de 01 a 10.
s vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.
Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass-media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.
Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.
Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.
(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)
Para o autor:
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Texto para responder às questões de 01 a 10.
s vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.
Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass-media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.
Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.
Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.
(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)
O texto inicia-se com o emprego da expressão “ s vezes”; quanto ao uso do acento grave indicador de crase pode-se afirmar que:
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“O paquímetro é um instrumento que permite medir a distância entre dois pontos opostos. Em termos práticos, é um dos mais populares instrumentos que possibilita determinar a distância entre dois pontos, fornecendo leituras com décimos de milímetros.”
(J.R. Kaschny, 2008. Paquímetros e Micrômetros: Aspectos elementares: uso em laboratório de Física Básica. Adaptado.)
A imagem retrata um paquímetro; observe:

Em relação às partes que compõe o paquímetro, assinale a associação INCORRETA.
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Em relação à cromatografia gasosa e à cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), assinale a afirmativa INCORRETA.
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As instalações elétricas industriais, residenciais ou comerciais, frequentemente utilizam eletrobombas para alimentar as caixas d’água. Diante do exposto, relacione adequadamente as colunas a seguir.

( ) Rotor.
( ) Funil.
( ) Entrada da água ou sucção.
( ) Válvula de escorvamento.
A sequência está correta em
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Uma determinada empresa adquiriu um novo equipamento e incorreu nos seguintes gastos:
Preço de aquisição + impostos não recuperáveis | R$ 3.000,00 |
Gastos para evitar retrabalho | R$ 5.000,00 |
Gastos de manuseio e frete para recebimento e instalação | R$ 12.000,00 |
Gastos de preparação para área de instalação | R$ 26.000,00 |
Consultoria que orientou a compra do equipamento | R$ 10.000,00 |
Encargos financeiros para aquisição | R$ 8.000,00 |
Considerando exclusivamente as informações anteriores e o disposto na NBC TG 27 – Ativo Imobilizado, os custos que deverão compor o valor do equipamento totalizam:
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Em uma determinada tubulação escoa um líquido extremamente tóxico que não poderá, absolutamente, ultrapassar velocidades que cheguem até o regime turbulento, tendo, de fato, que estar dentro do controle de um regime laminar.
Dados:
- Diâmetro da tubulação: 20 mm;
- ρágua:1000 kg/m³;
- Dliq.: 1,830; e,
- Μliq.: 0,03 Pa/s.
- Considere: Re ≤ 2300 ⇒ escoamento laminar.
Qual a velocidade máxima que a tubulação poderá escoar o líquido?
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Para verificar o nível de um produto tóxico em um tanque fechado, o departamento de projetos optou por uma boia metálica, que seria uma esfera oca em equilíbrio com o produto, considerando que o volume imerso calculado deveria ser de 50% do seu volume total.

Sabendo que o produto possui uma densidade D = 1,248, qual é a massa específica desse material?
Dados: diâmetro da esfera = 80 mm e parede interna da esfera = 0,7 mm.
Considere: g = 9,81 m/s2 e ρágua = 980 kg/m3.
Obs.: Use pelo menos três algarismos significativos.
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Um equipamento industrial de aço possui uma de suas faces submetida à alta temperatura (500° C) em uma atmosfera com gás rico em carbono. A face oposta está em um ambiente pobre no gás e, após alguns anos de operação, ocorreu a carbonetação do aço. Considere que, após um longo tempo de operação, a composição de carbono ao longo da espessura do aço não se altere mais e que as concentrações a 4 mm e 8 mm sejam, respectivamente, 0,98 e 0,4 kg/m3.
(Dados: D c,aço = 2,8 x 1011 m2/s (500° C). Espessura da placa = 8 mm.)
De acordo com as informações, assinale a alternativa correta para o fluxo difusional do carbono (kg/s . m2) ao longo da espessura do aço.
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