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WALDEZ. O Liberal (PA). 03 nov. 09.
A charge jornalística não só ilustra uma notícia, mas também a interpreta, produzindo o humor.
Considerando que a charge acima foi publicada no dia seguinte a finados, sua construção, por meio de linguagem não verbal, tem o objetivo de
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Texto II
Recife, 23/03/1943
Meu caro Carlos Drummond de Andrade,
Devo começar lhe pedindo desculpas por não haver, até agora, agradecido sua lembrança de me mandar o Sentimento do Mundo. Eu o recebi pouco depois de lhe escrever sobre o congresso. Minha primeira ideia foi fazer sobre ele uma nota que eu publicaria num jornal daqui. Mas minha dificuldade de escrever não diminuindo, tive que abandoná-la, embora com o risco de passar por desatencioso.
[...]
Em todo caso, deixe-me dizer que o Sentimento do Mundo nos reconcilia com diversas coisas: a língua portuguesa, a poesia, o nosso tempo. Ao mesmo tempo que compensa a existência de coisas como estas: os sociólogos, a estatística, os ditadores. No meu caso particular, a estatística e a minha solidão de indivíduo, cada dia mais agravada.
[...]
SÜSSEKIND, Flora (org.). Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond. Rio de Janeiro: Nova Fronteira - Edições Casa de Rui Barbosa, 2001.
No segundo parágrafo do texto, João Cabral traça um paralelismo entre coisas positivas e negativas.
Segundo o poeta, qual das “coisas” a seguir NÃO é negativa?
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Texto II
Recife, 23/03/1943
Meu caro Carlos Drummond de Andrade,
Devo começar lhe pedindo desculpas por não haver, até agora, agradecido sua lembrança de me mandar o Sentimento do Mundo. Eu o recebi pouco depois de lhe escrever sobre o congresso. Minha primeira ideia foi fazer sobre ele uma nota que eu publicaria num jornal daqui. Mas minha dificuldade de escrever não diminuindo, tive que abandoná-la, embora com o risco de passar por desatencioso.
[...]
Em todo caso, deixe-me dizer que o Sentimento do Mundo nos reconcilia com diversas coisas: a língua portuguesa, a poesia, o nosso tempo. Ao mesmo tempo que compensa a existência de coisas como estas: os sociólogos, a estatística, os ditadores. No meu caso particular, a estatística e a minha solidão de indivíduo, cada dia mais agravada.
[...]
SÜSSEKIND, Flora (org.). Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond. Rio de Janeiro: Nova Fronteira - Edições Casa de Rui Barbosa, 2001.
A carta, como gênero textual, ainda que não seja considerada um texto literário, pode guardar um lirismo intenso, com certeza pela carga de sentimentos subjetivos que normalmente traz.
O trecho que identifica a presença do eu no campo do sentimento é:
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Texto II
Recife, 23/03/1943
Meu caro Carlos Drummond de Andrade,
Devo começar lhe pedindo desculpas por não haver, até agora, agradecido sua lembrança de me mandar o Sentimento do Mundo. Eu o recebi pouco depois de lhe escrever sobre o congresso. Minha primeira ideia foi fazer sobre ele uma nota que eu publicaria num jornal daqui. Mas minha dificuldade de escrever não diminuindo, tive que abandoná-la, embora com o risco de passar por desatencioso.
[...]
Em todo caso, deixe-me dizer que o Sentimento do Mundo nos reconcilia com diversas coisas: a língua portuguesa, a poesia, o nosso tempo. Ao mesmo tempo que compensa a existência de coisas como estas: os sociólogos, a estatística, os ditadores. No meu caso particular, a estatística e a minha solidão de indivíduo, cada dia mais agravada.
[...]
SÜSSEKIND, Flora (org.). Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond. Rio de Janeiro: Nova Fronteira - Edições Casa de Rui Barbosa, 2001.
Para manter a coesão de um texto, é comum o emprego de um recurso caracterizado como coesão referencial anafórica, através da qual um termo retoma outro já mencionado. O título do livro de Drummond, Sentimento do Mundo, foi retomado duas vezes, nesse trecho da carta. Qual dos trechos transcritos a seguir contém o termo em negrito empregado para o fim destacado?
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Texto I
ILUMINANDO O INVISÍVEL
No fim do ano passado, o Teatro do Oprimido realizou um Festival no Teatro Glória com seus atuais sete grupos populares. Quando digo popular, digo povo; não são artistas interpretando papéis de povo, mas o povo revelado-se artista; moradores de favelas, negros, trabalhadores, empregadas domésticas – improvisam, escrevem e encenam suas obras.
No dia em que se apresentaram as domésticas, no fim do espetáculo, uma das Maria-atrizes chorou depois da cena. Perguntei por quê? Com suas palavras, que não consigo reproduzir, disse:
– Uma empregada doméstica deve ser invisível. Quanto menos seja vista, melhor. Ela põe e tira a mesa, faz a comida e a cama, lava e passa, varre, limpa, cuida das crianças... mas, sobretudo, não deve ser vista nunca. Nós aprendemos a ser invisíveis. Hoje, ensaiando no palco, reparei que um técnico cuidava de que eu estivesse bem iluminada, com a cor adequada. Aprendemos a emudecer; outro técnico colocava um microfone no meu vestido para que minha voz fosse ouvida...
– Isso é tão bom... Por que chorou?
– Porque a família para a qual eu trabalho estava inteira na plateia, no escuro, vendo e ouvindo. No final, aplausos; trabalho para eles há mais de dez anos e acho que foi a primeira vez que me viram e me ouviram. Agora sabem que eu existo. Porque fiz teatro.
Naquele palco, um ser humano invisível foi iluminado. O que mais me comoveu nesse episódio foi pensar em tantos outros invisíveis que nos rodeiam. E, justamente porque não os vemos, o salário mínimo, por exemplo, não nos comove. De repente, alguma coisa acontece: uma luz ilumina os invisíveis. [...]
BOAL, Augusto. Jornal do Brasil, mar. 2000. Augusto Boal é o criador do Teatro do Oprimido.
Veja o trecho: “Nós aprendemos a ser invisíveis.” A palavra “invisíveis” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Texto I
ILUMINANDO O INVISÍVEL
No fim do ano passado, o Teatro do Oprimido realizou um Festival no Teatro Glória com seus atuais sete grupos populares. Quando digo popular, digo povo; não são artistas interpretando papéis de povo, mas o povo revelado-se artista; moradores de favelas, negros, trabalhadores, empregadas domésticas – improvisam, escrevem e encenam suas obras.
No dia em que se apresentaram as domésticas, no fim do espetáculo, uma das Maria-atrizes chorou depois da cena. Perguntei por quê? Com suas palavras, que não consigo reproduzir, disse:
– Uma empregada doméstica deve ser invisível. Quanto menos seja vista, melhor. Ela põe e tira a mesa, faz a comida e a cama, lava e passa, varre, limpa, cuida das crianças... mas, sobretudo, não deve ser vista nunca. Nós aprendemos a ser invisíveis. Hoje, ensaiando no palco, reparei que um técnico cuidava de que eu estivesse bem iluminada, com a cor adequada. Aprendemos a emudecer; outro técnico colocava um microfone no meu vestido para que minha voz fosse ouvida...
– Isso é tão bom... Por que chorou?
– Porque a família para a qual eu trabalho estava inteira na plateia, no escuro, vendo e ouvindo. No final, aplausos; trabalho para eles há mais de dez anos e acho que foi a primeira vez que me viram e me ouviram. Agora sabem que eu existo. Porque fiz teatro.
Naquele palco, um ser humano invisível foi iluminado. O que mais me comoveu nesse episódio foi pensar em tantos outros invisíveis que nos rodeiam. E, justamente porque não os vemos, o salário mínimo, por exemplo, não nos comove. De repente, alguma coisa acontece: uma luz ilumina os invisíveis. [...]
BOAL, Augusto. Jornal do Brasil, mar. 2000. Augusto Boal é o criador do Teatro do Oprimido.
Considere as afirmações abaixo acerca de alguns aspectos morfossintáticos desenvolvidos no texto.
I – O adjetivo “invisível” é substantivado na expressão “outros invisíveis” e em “os invisíveis”.
II – Na segunda frase do texto, a palavra “povo” aparece em três ocorrências, exercendo funções sintáticas distintas em cada uma dessas ocorrências.
III – No último parágrafo, o pronome oblíquo “nos” completa “rodeiam” e “comove”, funcionando como objeto direto, entretanto se referindo a pessoas diferentes.
É correto APENAS o que se afirma em
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Texto I
ILUMINANDO O INVISÍVEL
No fim do ano passado, o Teatro do Oprimido realizou um Festival no Teatro Glória com seus atuais sete grupos populares. Quando digo popular, digo povo; não são artistas interpretando papéis de povo, mas o povo revelado-se artista; moradores de favelas, negros, trabalhadores, empregadas domésticas – improvisam, escrevem e encenam suas obras.
No dia em que se apresentaram as domésticas, no fim do espetáculo, uma das Maria-atrizes chorou depois da cena. Perguntei por quê? Com suas palavras, que não consigo reproduzir, disse:
– Uma empregada doméstica deve ser invisível. Quanto menos seja vista, melhor. Ela põe e tira a mesa, faz a comida e a cama, lava e passa, varre, limpa, cuida das crianças... mas, sobretudo, não deve ser vista nunca. Nós aprendemos a ser invisíveis. Hoje, ensaiando no palco, reparei que um técnico cuidava de que eu estivesse bem iluminada, com a cor adequada. Aprendemos a emudecer; outro técnico colocava um microfone no meu vestido para que minha voz fosse ouvida...
– Isso é tão bom... Por que chorou?
– Porque a família para a qual eu trabalho estava inteira na plateia, no escuro, vendo e ouvindo. No final, aplausos; trabalho para eles há mais de dez anos e acho que foi a primeira vez que me viram e me ouviram. Agora sabem que eu existo. Porque fiz teatro.
Naquele palco, um ser humano invisível foi iluminado. O que mais me comoveu nesse episódio foi pensar em tantos outros invisíveis que nos rodeiam. E, justamente porque não os vemos, o salário mínimo, por exemplo, não nos comove. De repente, alguma coisa acontece: uma luz ilumina os invisíveis. [...]
BOAL, Augusto. Jornal do Brasil, mar. 2000. Augusto Boal é o criador do Teatro do Oprimido.
Veja o trecho: “no fim do espetáculo, uma das Maria-atrizes chorou depois da cena.”.
Considerando que o termo destacado representa toda a categoria das empregadas domésticas que atuam como atrizes no projeto do Teatro do Oprimido, é legítimo determinar que tal termo é exemplo de uma linguagem figurada que pode ser identificada como
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H0: μ = 4
Contra
H1: μ ≠ 4
Considerando esses dados, analise as afirmativas.
I – O teste rejeitará H0 se μ for igual a 4,30.
II – O teste rejeitará H0 se μ for igual a 4,20.
III – O teste não rejeitará H0 se μ for igual a 3,75.
Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s) (A)
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