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Foram encontradas 149 questões.

Contando aquela crise do meu amor adolescente, sinto uma cousa que não sei se explico bem, e é que as dores daquela quadra a tal ponto se espiritualizaram com o tempo, que chegam a diluir-se no prazer. Não é claro isto, mas nem tudo é claro na vida ou nos livros.
Nessa passagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, o velho narrador
 

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[Arte e alta tecnologia]
As artes tornaram-se redundantes com o progresso tecnológico. A primeira tarefa da crítica deve ser descobrir como isso se deu e o que, precisamente, as vem substituindo. Até agora a maior parte dos que praticam as artes ou escrevem sobre elas temrelutado em encarar francamente essa situação, um pouco porque tem a desculpa de que romances ainda não são escritos por computadores, mas sobretudo porque nenhuma classe de gente tem muito entusiasmo por escrever o próprio obituário.
O escritor de livros profissional está na situação do tear manual depois da intervenção do tear elétrico. Como qualquer agente e editor de publicidade sabe, é o fotógrafo e não o “artista” que hoje recebe os altos salários. A revolução industrial que ocorreu nas produções da mente, como a das produções materiais, tem duas causas: o progresso técnico, que substitui as habilidades manuais, ea demanda de massa, que as torna inadequadas. As artes visuais foram alteradas pela fotografia, parada ou em movimento; a músicamais recentemente entrou no domínio do som artificial; apenas a escrita ainda resiste à mecanização genuína, apesar da busca intensiva de efetivas máquinas de traduzir pelos cientistas.
(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. de Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 300-301)
O autor, para tornar mais expressivo um argumento, lança mão de linguagem figurada quando
 

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São versos de um poema do livro Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade:
A noite desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tampouco os rumores
que outrora me perturbavam.
A noite desceu. Nas casas,
nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos,
a noite espalhou o medo
e a total incompreensão.
São versos que atestam, na poesia escrita já durante a Segunda Guerra, uma decidida tomada de consciência que também se
estampa nestes versos, de outro poema:
 

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Os contos “Amor”, “Feliz aniversário” e “Os laços de família”, incluídos no livro Laços de família, de Clarice Lispector, são representativos da fixação que tem a escritora pela representação
 

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Para dobrar o valor de um capital, investido em um regime de capitalização com juros simples à taxa de 4% ao mês, são necessários:
 

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Contemplando o fogo
Sustento que não foi o clima frio que favoreceu o crescimento das civilizações mais avançadas. É que os habitantes de climas frios passaram mais tempo contemplando o fogo. Os povos de climas quentes têm menos necessidade do fogo para aquecê-los, por isso foram privados das divagações que vêm com a contemplação do fogo e são menos filosóficos e mais superficiais. Nos climas frios, de tanto olhar as chamas qualquer pessoa acabaria desenvolvendo, se não escatologias ou sistemas ontológicos completos, pelo menos teses. Foi contemplando o fogo de uma lareira, no último inverno, que desenvolvi a minha. Ou teria sido o conhaque?
Os povos de clima quente têm a experiência direta do sol na cabeça, os de clima frio experimentavam o sol armazenado na madeira, portanto o sol intermediado, reciclado pelo tempo. O fogo armazenado é o sol de segunda mão, quase uma versão literária. Olhar para o sol transformado em fogo domesticado leva a abstrações e ponderações, olhar para o sol original leva à cegueira. Mas tanto o sol vivo no céu quanto o sol ressuscitado no fogo podem destruir o cérebro, um fritando-o e o outro levando-o para tão longe que ele se eteriza. Não há notícia de Einsteins em regiões tropicais, mas também não há notícia de cientistas loucos. Abstrações e ponderações em overdose também podem ser fatais. Contemplar muito o fogo também enlouquece.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 99-100)
Na frase Ou teria sido o conhaque? – que encerra o 1º parágrafo, Verissimo surpreende o leitor ao
 

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Na história da América Latina dos séculos XIX e XX, há vários exemplos de interferência dos Estados Unidos na política interna de outras nações que configuram o que se denomina intervencionismo estrangeiro. No caso do Brasil, é um exemplo de intervencionismo norte-americano a Operação
 

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Dois números !$ x !$ e !$ y !$ são tais que se !$ x > 0 !$, então !$ y !$ !$ = 1 !$. Conclui-se que
 

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O título do livro de contos Laços de família pode sugerir uma estreita relação afetiva entre os membros de uma família, laços que em vários contos, como em
 

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Zaha Hadid's first Brazilian building scrapped after long delays
MARCH 07, 2018
India Block | 12 October 2018
Zaha Hadid's design for a skeletal building overlooking Copacabana Beach in Rio de Janeiro has been shelved, according to local reports.
Casa Atlântica, an 11-storey apartment building with a facade reminiscent of a sea creature's spiny vertebrae, would have been the first building in Brazil from the late Pritzker Prize-winning architect.
But delays from the city hall to grant licenses for the project have caused it to stall, reported local paper O Globo.
Brazilian entrepreneur Omar Peres commissioned Zaha Hadid Architects to design the building in 2013, reportedly giving her free rein over the design. It was originally due to finish in time for the Rio 2016 Olympics.
Construction was delayed for years, but had been scheduled to finally start this year. However, the investment group has now dropped out and the land is being put up for auction.
The curving, organic lines of the Casa Atlântica facade would have been a classic Hadid design. Originally planned as a luxury hotel, before being switched to a 30-unit residential tower, the tower was designed to fit in the context of Brazil's modernist architecture.
Set on the Avenida Atlântica, it would have harmonised with the wave-patterned pavement that runs for two and a half miles along the beachfront road, designed by world-renowned Brazilian landscape artist Roberto Burle Marx.
Patrick Schumacher, who was also credited for the building's design, took over as director of Zaha Hadid Architects when its founder passed away unexpectedly in 2016.
The practice now has no other current projects planned in South America. But further north, it is working on plans for Mexico City's tallest residential tower.
Rare photos emerged earlier this year of the only private residential project designed by the late Iraqi-British architect ever completed, in a forest near Moscow, as well as shots of the apartment Hadid designed for herself in Miami Beach.
(Adapted from www.dezeen.com)
De acordo com o texto,
 

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