Foram encontradas 149 questões.
Em relação à distribuição da população brasileira, em 2017, é correto afirmar que a região
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O conjunto das soluções reais da inequação (!$ log_3 \, x !$)!$ ^2 !$ !$ < 4 !$ é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Uma progressão geométrica de quatro termos é tal que o quociente do quarto termo pelo primeiro é igual a 8. Se a média aritmética dos termos dessa progressão é 15, então seu primeiro termo é igual a
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Contemplando o fogo
Sustento que não foi o clima frio que favoreceu o crescimento das civilizações mais avançadas. É que os habitantes de climas frios passaram mais tempo contemplando o fogo. Os povos de climas quentes têm menos necessidade do fogo para aquecê-los, por isso foram privados das divagações que vêm com a contemplação do fogo e são menos filosóficos e mais superficiais. Nos climas frios, de tanto olhar as chamas qualquer pessoa acabaria desenvolvendo, se não escatologias ou sistemas ontológicos completos, pelo menos teses. Foi contemplando o fogo de uma lareira, no último inverno, que desenvolvi a minha. Ou teria sido o conhaque?
Os povos de clima quente têm a experiência direta do sol na cabeça, os de clima frio experimentavam o sol armazenado na madeira, portanto o sol intermediado, reciclado pelo tempo. O fogo armazenado é o sol de segunda mão, quase uma versão literária. Olhar para o sol transformado em fogo domesticado leva a abstrações e ponderações, olhar para o sol original leva à cegueira. Mas tanto o sol vivo no céu quanto o sol ressuscitado no fogo podem destruir o cérebro, um fritando-o e o outro levando-o para tão longe que ele se eteriza. Não há notícia de Einsteins em regiões tropicais, mas também não há notícia de cientistas loucos. Abstrações e ponderações em overdose também podem ser fatais. Contemplar muito o fogo também enlouquece.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 99-100)
No 2º parágrafo, Verissimo vale-se de uma lógica toda particular, segundo a qual se reforçam mutuamente os seguintes predicados atribuídos ao mesmo elemento:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere três polinômios !$ f(x) !$, !$ g(x) !$ e !$ h(x) !$. Sabe-se que !$ f(x) !$ e !$ g(x) !$ são ambos divisíveis por !$ h(x) !$, que o quociente da divisão de !$ f(x) !$ por !$ h(x) !$ é !$ q_1(x) = 2x^3 − x^2 + x + 1 !$ e que o quociente da divisão de !$ g(x) !$ por !$ h(x) !$ é !$ q_2(x) = x^2 + 3x − 1. !$ Assim, sendo !$ q(x) !$ o quociente da divisão do polinômio !$ (f + g) !$ !$ (x) !$ por !$ h(x) !$, segue que o valor de !$ q(1) !$ é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Sobre a história da escravidão no Brasil, é correto afirmar que o sistema escravista
Provas
Questão presente nas seguintes provas
[...] dentro de dois ou três meses iria para o seminário. Que faríamos agora? Capitu ouvia-me com atenção sôfrega, depois sombria; quando acabei, respirava a custo, como prestes a estalar de cólera, mas conteve-se. [...] A cabeça da minha amiga sabia pensar claro e depressa.
No excerto acima, do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, delineiam-se traços essenciais da personalidade de Capitu, desde adolescente dotada de iniciativa, autocontrole e desenvoltura, qualidades que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A consciência de si
O labrador dourado saltando com a criança no gramado; o balé acrobático do sagui; a liberdade alada da arara-azul cortando o céu sem nuvens – quem nunca sentiu inveja dos animais que não sabem para que vivem nem sabem que não o sabem? Inveja dos seres que não sentem continuamente a falta do que não existe; que não se exaurem e gemem sobre a sua condição; que não se deitam insones e choram pelos seus desacertos; que não se perdem nos labirintos da culpa e do desejo; que não se deixam enlouquecer pela mania de possuir mais e mais coisas.
O ônus da vida consciente de si desperta no animal humano a nostalgia do simples existir: o desejo intermitente de retornar a uma condição anterior à conquista da consciência. Esse propósito padece, contudo, de uma contradição fatal. A intenção de se livrar da autoconsciência visando a completa imersão no fluxo espontâneo e irrefletido da vida pressupõe uma aguda consciência de si por parte de quem a alimenta. Ela é como o fruto tardio sonhando em retornar à semente da qual veio ao galho. A consciência é, em si mesma, irreparável; dela, como do tempo, ninguém torna atrás ou se desfaz.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 40-41)
Está plenamente adequado o emprego das vírgulas na seguinte frase:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Basta circular pelas cidades brasileiras, perdendo horas em congestionamentos ou esperando ônibus ou metrôs que passam lotados – ou não existem! – para constatarmos que elas estão longe de alcançar um padrão razoável de funcionamento. E mesmo quem, supostamente protegido por muros, entra muito pouco em contato com as condições precárias que marcam a situação habitacional de milhões de famílias, se assusta com o aumento do número de pessoas morando nas ruas ou a evidência desta precariedade, quando alguma tragédia, como o incêndio no Edifício Wilton Paes de Almeida, ganha as páginas dos jornais e outras mídias.
(Disponível em: www.archdaily.com.br)
A leitura do texto e os conhecimentos sobre o contexto urbano brasileiro permitem afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Instintos e civilização
Quão robusta é a ordem civilizada ocidental? A julgar pelo século XX, e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, cataclismos naturais e colapso econômico agudo, tragédias em massa e violências de toda ordem revelaram a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização. Sob o impacto do abalo provocado por grandes desastres, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria.
Imposta a ordem do “salve-se quem puder”, tudo deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes, estupros e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.
Uma interpretação possível: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda a vigilância e a punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao que Hobbes* chamou de “estado natural”, à guerra de todos contra todos.
*Thomas Hobbes: Filósofo inglês do século XVII.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 124-125)
Constituem uma relação de causa e consequência, nessa ordem, os seguintes segmentos textuais:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container