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O PULO DO GATO
1 ___ O grande perigo do jornalista que começa é o de cair na presunção sociológica. É claro
2 que, tratando da sociedade, o jornalismo é também um pouco de sociologia — mas a
3 sociologia deve ir para o lugar próprio, os artigos elaborados com mais tempo, os editoriais e
4 tópicos e, bem digerida em um texto fluido, a reportagem.
5 ___ Jornalismo é razão e emoção. O texto apenas racional é frio, e só comunica aos que se
6 encontrem diretamente interessados no assunto. O texto deve saber dosar emoção e razão,
7 e é nesse equilíbrio que está o chamado "pulo do gato". Muitos jornalistas acreditam que o
8 adjetivo emociona. Enganam-se. Quanto mais despida uma frase, mais cortante o seu efeito.
9 ___ "E amolou o machado, preparou um toco para servir de cepo, chamou o menino,
10 amarrou-lhe as mãos, fez-lhe um sinal para que ficasse calado, e rachou o seu corpo em
11 sete pedaços. O menino P., de cinco anos, não era seu filho e F. descobrira isso poucos
12 minutos antes, quando discutia com a mulher." Leads como esse são sempre possíveis na
13 reportagem de polícia: não necessitam de adjetivos. As tragédias, como os cantores
14 famosos, dispensam apresentações.
SANTAYANA, Mauro —. Imprensa: Jornalismo e Comunicação, ano 1, 11 : 34, São Paulo, Feeling Editorial, 1988.4 4 (Questão adaptada de: FIORIN, J L.; SAVIOLI, F.P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo Ática, 2006).
I. Nas linhas 2, o autor afirma que “o jornalismo é também um pouco de sociologia”. O uso da palavra também faz pressupor outro significado além do que está explícito no texto, a saber: O jornalismo é tudo e mais um pouco.
II. Na linha 2, ocorre o conectivo ‘‘mas’’, que manifesta uma relação de contradição entre dois enunciados: O jornalismo pode conter sociologia, não como um todo e sim, como parte.
III. Na linha 8, a expressão ‘‘quanto mais’’ manifesta uma relação proporcional entre dois termos, quais sejam: jornalismo racional e jornalismo emocional.
IV. Na linha 10, está dito: “e rachou o seu corpo”; na linha 11 afirma-se: “não era o seu filho”. O pronome possessivo em cada caso refere-se na 1.ª colocação ao corpo do menino P... e na 2.ª colocação está se referindo a do Personagem F... Tais recursos são indispensáveis no texto, caso contrário a coesão e coerência ficariam comprometidas.
V. Nas linhas 11 e 12, afirma-se: “F. descobrira isso poucos minutos antes...”. O caso de coesão por catáfora faz referência à descoberta que o menino P... não era o seu filho.
VI. O texto “O pulo do gato” caracteriza-se como uma resenha crítica.
Está correto o que se afirma em:
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Disponível em: <https://twitter.com/vluxemburgo/status/2354668822> Acesso em 04 jul. 2016.
O ensino da língua portuguesa deve ser trabalhado em uma concepção interacionista, funcional e discursiva da língua, não basta somente ensinar a adequação e reflexão linguística, mas também desconstruir possíveis sentimentos de insegurança no uso da língua. Com base nessas informações, pode-se dizer que na postagem do desportista ocorreu um (a):
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Disponível em: <http://www.overmundo.com.br/overblog/bando-da-leitura-uma-historia-a-ser-contada> Acesso em 06 jul. 2016.
A palavra letramento busca dar conta dos usos e práticas sociais da linguagem que envolvem a escrita de uma ou outra maneira, sejam elas valorizadas ou não valorizadas, locais ou globais e recorrendo a contextos sociais diversos (família, igreja, trabalho, mídia, escola etc.) numa perspectiva sociológica, antropológica e sociocultural3 . Diante do excerto, entende-se que um indivíduo:
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- Temas Educacionais PedagógicosGestão DemocráticaGestão democrática na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)
As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,1996, em seu Inciso III, tem por objetivo o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; outrossim, a Literatura no ensino médio corrobora, sobretudo, ao cumprimento do proposto no documento, visto ser ela fator indispensável de humanização. Destarte, Antonio Candido (1995, p.249) compreende por humanização [...] o processo que confirma no homem aqueles traços que se reputam essenciais, como o exercício de reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. Ao encontro dessa ideia seguem as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006), as quais depreendem que:
I. as escolhas das obras literárias na escola contam com aspectos sistemáticos que as orientam, mesmo em se tratando de leitores mais vorazes (p.62).
II. dentre os impasses peculiares ao ensino médio, no que tange ao texto literário, destaca-se a simplificação da aprendizagem literária a um conjunto de informações periféricas às obras e aos textos (p.64).
III. quanto à escolha textual, a substituição dos originais por simulacros – obra que se constrói como superação do caos – passa a atingir o caráter humanizador que antes os deslocamentos não o permitiam atingir (p.65).
IV. as atividades de metaleitura não consistem em fazer com que os jovens leiam, mas em fazê-los refletir sobre os diversos aspectos da escrita: organização da língua, história literária dos textos, estrutura dos textos literários etc. (p.70).
Está correto o que se afirma em:
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A seguir estão recortes de uma entrevista do crítico literário Valentim Facioli concedida ao site Educação Uol. Encontre o trecho que melhor pode ilustrar a declaração de Antonio Candido destacada na questão 6:
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Aprecie o fragmento retirado de Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2009, p. 55):
Quando propomos a centralidade da obra literária, não estamos descartando a importância do contexto histórico-social e cultural em que ela foi produzida, ou as particularidades de quem a produziu (até porque tudo isso faz parte da própria tessitura da linguagem), mas apenas tomando – para o ensino da Literatura – o caminho inverso: o estudo das condições de produção estaria subordinado à do discurso literário. Estamos, assim, privilegiando o contato direto com a obra, a experiência literária, e considerando a história da Literatura uma espécie de aprofundamento do estudo literário, devendo, pois, ficar reservado para a última etapa do ensino médio ou para os que pretendem continuar os estudos especializados. Conhecer a tradição literária, sim, mas decorar estilos de época, não. Autores de um mesmo período histórico escrevem dentro da convenção da época, mas muitos − os melhores, talvez − se livram dela (muitas vezes uma camisa-de-força), escrevendo obras inteiramente transgressivas (o romantismo é rico em exemplos dessa natureza), e mesmo autoparódicas. Ora, a história literária que chega à escola ignora as transgressões, ou então lida com elas como se fossem exceções: tanto a convenção quanto a transgressão são aspectos da produção da época, e não há por que excluir inteiramente uma delas, nem por que obrigar as obras literárias a se ajustarem às características temáticas e formais que determinada história literária perpetrou. Tampouco se pode adotar um cânone asséptico do ponto de vista moral (sabemos que determinadas obras são excluídas do repertório escolar em virtude de sua moral contrária a valores de determinado grupo, da escola, da família...), buscando responder à exigência de uma certa visão pedagógica oficial.
A seguir, avalie os trechos retirados da obra de CANDIDO, A. Literatura e sociedade. 6. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1980:
I. Assim, os primeiros historiadores da literatura nacional cumpriram a missão de definir o cânone literário — o conjunto de autores e obras representativos de nossa literatura — e, desde então, os professores secundários há mais de um século vêm ocupando seu tempo escolar resumindo obras, dissecando a literatura em gerações, fases e características, como se isso fosse, por si só, suficiente para o desenvolvimento de habilidades de leitura do estudante. A leitura de textos propriamente dita, nesse tipo de abordagem, toma um lugar secundário, quase ilustrativo da história literária.
II. O ensino de literatura no Brasil tem sido feito pela perspectiva da historiografia literária. Isto é, em vez de o aluno aprender a ler textos literários, passa os três anos do ensino médio aprendendo a situar os autores e obras na linha do tempo, a identificar a estética literária a que pertence, etc. E isso não é recente. Nos planejamentos escolares do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, por exemplo, a história da literatura começou a fazer parte do programa escolar em 1858.
III. Literatura é, pois, um sistema vivo de obras, agindo umas sobre as outras e sobre os leitores; e só vive na medida em que estes a vivem, decifrando-a, aceitando-a, deformando-a. (p. 220).
IV. A obra não é um produto fixo, unívoco ante qualquer público; nem este é passivo, homogêneo, registrando uniformemente seu efeito. Só dois termos interatuantes a que se junta o autor, termo inicial deste processo de circulação literária, para configurar a realidade da literatura, atuando no tempo (p. 220).
V. Na medida em que a arte é [...] um sistema simbólico de comunicação inter-humana, ela pressupõe o jogo permanente de relações entre [a obra, o autor e o público], que formam uma tríade indissolúvel. O público dá sentido e realidade à obra, e sem ele o autor não se realiza, pois ele é de certo modo o espelho que reflete a sua imagem enquanto criador. [...] Deste modo, o público é fator de ligação entre o autor e a sua própria obra. A obra, por sua vez, vincula o autor ao público, pois o interesse deste é inicialmente por ela, só se estendendo à personalidade que a produziu depois de estabelecido aquele contato indispensável. Assim, à série autor-público-obra, junta-se outra: autorobra-público. Mas o autor, do seu lado, é intermediário entre a obra, que criou, e o público, a que se dirige; é o agente que desencadeia o processo, definindo uma terceira série interativa: obra-autorpúblico.”
Com base nos fragmentos anteriores é correto afirmar que:
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Sobre a ortografia da língua espanhola é correto afirmar que
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Sobre as produções contemporâneas na literatura, considere as seguintes proposições.
I. O conto, analisado no conjunto das produções contemporâneas, situa-se em posição privilegiada tanto em quantidade como em qualidade.
II. Ainda na prosa, as últimas décadas assistiram à consagração das narrativas curtas – a crônica e o conto.
III. O desenvolvimento da crônica está intimamente ligado ao espaço aberto a esse gênero na imprensa, hoje, não há grande jornal ou revista de circulação nacional que não inclua em suas páginas crônicas de Carlos Heitor Cony, Lourenço Diaféria e Luis Fernando Veríssimo, entre outros.
IV. Na poesia, há duas constantes: o aprofundamento da reflexão sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão. É mantida a tradição da poesia discursiva, permanecendo nomes consagrados como Ferreira Gullar e Adélia Prado, ao lado de novos poetas que procuram aparar arestas em suas produções.
V. No período contemporâneo, a poesia marginal e a poesia concreta não possuem destaques, mantendo-se ausentes no período contemporâneo.
A alternativa que contempla apenas a resposta correta é:
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De acordo com Bechara (2009), sobre a estrutura das unidades de análise mórfica, é correto afirmar que:
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Considerando a leitura de Masip (2005), sobre a formação histórica do artigo em português e espanhol, é correto afirmar que
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