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Foram encontradas 265 questões.

1890431 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Read the text and answer the questions 19 and 20.


DECOLONIZING REALITY


Knowledge is relative, and reality is a composition. You reconstruct yourself and, to a lesser extent, your culture, society, and world by the decisions you make. Your decisions may be conscious but probably are most often at least partially unconscious, depending on which part or parts of your personality makes them. It basically comes down to awareness when you make your choices-awareness of yourself, of your acts, of the acts of others, and of the world. Formal education enhances some aspects of awareness and gives access to certain kinds of knowledges. Decolonizing reality consists of unlearning consensual “reality”, of seeing through reality’s roles and descriptions by what Don Juan calls acts of not doing.


(ANZALDÚA, Gloria. Light in the dark, 2015, p. 44)

According to the text, the word awareness is closest in meaning to

 

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1890430 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Read the text and answer the questions 19 and 20.


DECOLONIZING REALITY


Knowledge is relative, and reality is a composition. You reconstruct yourself and, to a lesser extent, your culture, society, and world by the decisions you make. Your decisions may be conscious but probably are most often at least partially unconscious, depending on which part or parts of your personality makes them. It basically comes down to awareness when you make your choices-awareness of yourself, of your acts, of the acts of others, and of the world. Formal education enhances some aspects of awareness and gives access to certain kinds of knowledges. Decolonizing reality consists of unlearning consensual “reality”, of seeing through reality’s roles and descriptions by what Don Juan calls acts of not doing.


(ANZALDÚA, Gloria. Light in the dark, 2015, p. 44)

According to the text, decolonizing means

 

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1890429 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Read the texts and answer the question:

ESP concentrates more on language in context than on teaching grammar and language structures. It covers subjects varying from accounting or computer science to tourism and business management. The ESP focal point is that English is not taught as a subject separated from the students' real world (or wishes); instead, it is integrated into a subject matter area important to the learners.

(FIORITO, 2005) Disponível em: http://www.usingenglish.com/articles/teaching-english-for-specific-purposes-esp.html. Acesso em 09/04/15.

The ESP student is particularly well disposed to focus on meaning in the subject-matter field. In ESP, English should be presented not as a subject to be learned in isolation from real use, nor as a mechanical skill or habit to be developed. On the contrary, English should be presented in authentic contexts to make the learners acquainted with the particular ways in which the language is used in functions that they will need to perform in their fields of specialty or jobs.

(FIORITO, 2005) Disponível em: (http://www.usingenglish.com/articles/teaching-english-for-specific-purposes-esp.html) Acesso em 09/04/15.

According to the text, ESP focuses on:

 

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1890428 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Read the text and answer the question:

ABOARD FLIGHTS, CONFLICTS OVER SEAT ASSIGNMENTS AND RELIGION

By Michael Paulson, APRIL 9, 2015

Francesca Hogi, 40, had settled into her aisle seat for the flight from New York to London when the man assigned to the adjoining window seat arrived and refused to sit down. He said his religion prevented him from sitting beside a woman who was not his wife. Irritated but eager to get underway, she eventually agreed to move.

Laura Heywood, 42, had a similar experience while traveling from San Diego to London via New York. She was in a middle seat — her husband had the aisle — when the man with the window seat in the same row asked if the couple would switch positions. Ms. Heywood, offended by the notion that her sex made her an unacceptable seatmate, refused.

“I wasn’t rude, but I found the reason to be sexist, so I was direct,” she said.

A growing number of airline passengers, particularly on trips between the United States and Israel, are now sharing stories of conflicts between ultra-Orthodox Jewish men trying to follow their faith and women just hoping to sit down. Several flights from New York to Israel over the last year have been delayed or disrupted over the issue, and with social media spreading outrage and debate, the disputes have spawned a protest initiative, an online petition and a spoof safety video from a Jewish magazine suggesting a full-body safety vest (“Yes, it’s kosher!”) to protect ultraOrthodox men from women seated next to them on airplanes.

(Adapted from The New York Times. Disponível em: http://www.nytimes.com/2015/04/10/us/aboard-flights-conflicts-over-seatassignments-and-religion.html?hp&action=click&pgtype=Homepage&module=photo-spot-region®ion=top-news&WT.nav=topnews&_r=0)

According to the text, it is correct to affirm that

 

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1890427 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Which of the alternative(s) below is/are right, concerning to Postmethod Pedagogy?

I. It can be visualized as a three - dimensional system which consists of three pedagogic parameters: particularity, possibility and communicability.

II. The learner has an autonomous role and takes charge of his/her own learning by using a set of cognitive, metacognitive, and affective techniques for successful learning given by teachers.

III. A postmethod teacher education program must take into account the importance of recognizing the teachers’ voices and visions.

 

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1890426 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

A LÍNGUA IMPALPÁVEL


Cheguei no vale de U-ah-hu numa manhã de domingo – me fascinava o idioma humha, que conheci através dos escritos de Sapir e Kroeber. Todos os nativos me receberam muito bem. Aquele que parecia ser o pajé cantou para desejar boas-vindas; um ancião esfregou na minha testa um aquênio peculiar, rugoso, parecido com um caju, enquanto balbuciava uma cantiga. Ao longo da cerimônia, todos os habitantes cantavam, o tempo todo, melodias tortuosas. A música era onipresente – mas não foi pronunciada uma palavra sequer. Ou ao menos assim parecia.

Demorei a perceber que a música era palavra e vice-versa. Não havia nenhum sinal de consoante oclusiva, fricativa, alveolal, nada. O único traço distintivo de significados era a "altura" da voz, isto é, a nota em que ela era emitida. s vezes, uma diferença mínima, muito menor do que um semitom, mudava todo o significado de uma frase. Kroeber afirma que existem 35 fonemas diferentes num intervalo que, no piano, corresponde a menos de uma oitava.

Reuni três dos nativos que mais se mostravam interessados em me ajudar e mostrei uma valsa de Strauss. O estranhamento inicial surgiu, claro, do fato daquela pequena máquina emitir som. No entanto, logo em seguida, nas primeiras frases musicais, os três falantes explodiram em gargalhadas. Os ouvintes não conseguiam ver ali nada além de palavras tortas e estranhas, como uma criança brasileira quando ouve russo. Vez por outra parecia surgir na melodia de uma flauta uma frase completa do idioma humha. As crianças repetiam incansavelmente um trecho de Ravel que narraria, segundo elas, a história de uma senhora que se sentava em um repolho.

Toda cultura possui uma íntima relação com um ritmo particular, que guia a dança e os cerimoniais religiosos. Entre os falantes do humha, no entanto, a música não tinha qualquer função outra que comunicar. Nas cerimônias religiosas, reinava o silêncio. A música não tinha qualquer propriedade encantatória – representava o mundano, a comunicação trivial, objetiva. Tampouco havia dança, pois a música não dizia nada ao corpo.

O que mais custei a entender foi o fato de que, embora a música estivesse em todo lugar, ou justamente por isso mesmo, não havia música em lugar nenhum. Porque havia música o tempo todo, ninguém conseguia enxergá-la. A música não fazia dos Humha um povo mais feliz – ao contrário, percebi que havia entre eles uma falta incurável, um buraco impreenchível, onipresente. Era a música.


DUVIVIER, Gregório. A língua impalpável. In: Folha de São Paulo. 15 jun. 2015. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2015/06/1642096-a-lingua-impalpavel.shtml> .

De acordo com o texto:

I. O humha é um idioma peculiar porque é capaz de comunicar com apenas 35 fonemas diferentes que, em um intervalo de piano, corresponde a menos de uma oitava.

II. A forma de comunicação do idioma humha classifica-se como uma forma de comunicação não-verbal.

III. Embora a música esteja presente em todo lugar e seja utilizada o tempo todo na comunidade, não tem para o grupo nenhuma propriedade encantatória, uma vez que é compreendida apenas como um instrumento de comunicação.

IV. O idioma fascinou o autor dado ao modo como ele passou a ter conhecimento do mesmo, por meio dos escritos de Sapir e Kroeber.

Está(ão) correta(s):

 

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1890424 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

O texto a seguir serve de base para as questões 12 e 13.


QUE COISA FEIA, ZUCK. NINGUÉM PODE CURTIR MANIPULAÇÕES NO FACEBOOK


Vamos começar com uma promessa: não se defenderá, aqui, o papel que repórteres

inquietos e editores bem preparados desempenham na busca, filtragem e divulgação de notícias.

Atividade também conhecida como jornalismo, com todas suas fragilidades e urgências

tempestivas.e informações, o Twitter e o Facebook. Apresentadas como agentes supremamente

5 imparciais que apenas mostram os assuntos mais buscados pelos usuários, as redes sociais têm

vários rabos presos.

Um deles apareceu nos últimos dias, quando cinco ex-colaboradores do Facebook

contaram como havia sido sua experiência numa função descrita como “curadores de notícias”.

Nessa tarefa temporária, afirmam, a ser eventualmente substituída por algoritmos, eles tinham

10 que buscar e resumir as notícias mais buscadas, os trending topics.

Eram, na maioria, jovens saídos de faculdades de jornalismo de elite nos Estados Unidos,

portanto já alinhados com a visão liberal, no sentido americano, do mundo. Uma tendência

exacerbada pela orientação de que deveriam selecionar reportagens e artigos de publicações com

a mesma linha, como o New York Times e a revista Time.

15Potências da internet como o Drudge Report, mais à direita, não entravam na lista do

Facebook. Também ficavam fora personagens por quem os usuários demonstravam grande

interesse, como Lois Lerner, a alta funcionária da Receita Federal americana que coordenava a

perseguição a organizações de tendência conservadora que pediam o direito à isenção fiscal

garantido pela lei, um dos maiores escândalos do governo Obama.

20A manipulação também ocorria em sentido contrário. Em vez de suprimir, os “curadores”

incluíam temas que eram considerados importantes, mesmo que os usuários não estivessem

muito interessados, como as atividades do Black Lives Matter – as vidas dos negros são

importantes -, grupo radical que defende a morte de policiais como revanche pelos casos em que

negros são mortos, em reações excessivas ou não. A repercussão nas redes sociais do BLM –

25 falsamente anabolizada, agora se sabe – é considerada um fator importante em sua expansão.

Mark Zuckerberg já declarou apoio ao grupo e passou um sermão público em funcionários

do próprio Facebook que haviam substituído a sua denominação pelo mais inclusivo Todas as

Vidas são Importantes. Ele e todos os gênios bilionários do Vale do Silício apoiam a política de

portas abertas à imigração, pois dependem dos “indianos”, designação geral dos estrangeiros que

30 formam a base de sua mão-de-obra.

Zuck também é um clintonista militante e o pessoal do meio diz que fica nervoso quando

Jack Dorsey, do Twitter, toma posições mais “progressistas”. Em seu Conselho de Credibilidade e

Segurança, o Twitter tem dezenas de representantes de organizações sociais, inclusive algumas

dedicadas a vigiar “discursos perigosos”, manifestações que possam soar ameaçadoras para

35 alguma das muitas categorias que se consideram vitimizadas. Nenhuma delas, evidentemente, de

tendência mais à direita.

Depois das reportagens do site Gizmodo sobre a curadoria com cara de viciada do

Facebook, a Comissão de Comércio do Senado, presidida pelo republicano John Thune, pediu

explicações. Entre elas: “Os curadores de notícias do Facebook de fato manipularam o conteúdo

40 da seção Trending Topics, visando a excluir notícias relacionadas a pontos de vista

conservadores ou injetar conteúdo não no topo dos mais buscados?”.

Através do vice-presidente Tom Stocky, o Facebook negou tudinho. O sistema é orientado

a “não permitir a supressão de perspectivas políticas” e a “garantir a neutralidade”. Se tivessem

perguntado a jornalistas, saberiam que não existe “neutralidade” nem imparcialidade.

45 Estas são características obrigatórias na administração pública e no sistema judiciário. O

pilar fundamental do jornalismo é a credibilidade, Zuck. Se os seus 600 milhões de usuários

descobrirem que o Face anda escondendo coisas por motivos políticos, você pode ficar com a

cara no chão.


(Por: Vilma Gryzinski 11/05/2016 às 12:08 em http://veja.abril.com.br/blog/mundialista/que-coisa-feia-zuck-ninguem-pode-curtirmanipulacoes-no-facebook/).

Assinale, entre as alternativas abaixo, a que NÃO está de acordo com o texto Que coisa feia, Zuck. Ninguém pode curtir manipulações no Facebook:

 

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1890423 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

Os excertos a seguir pertencem ao texto Desconfiamos mais dos políticos quando estamos com sono – Fica mais difícil dar trela para discursos carismáticos depois de uma noite mal dormida, escrito pela jornalista Ana Carolina Leonardi, publicado em 28/06/2016 no site da revista Super Interessante (disponível em: <http://super.abril.com.br/comportamento/desconfiamos-mais-dos-politicos-quando-estamos-com-sono>). Analise-os a seguir:

I. O impacto é muito maior do que um simples mau humor matinal. Nossa percepção sobre o carisma de uma pessoa influencia o quanto estamos dispostos a aceitar sua autoridade. O que o estudo indica é que uma única madrugada agitada aumenta a desconfiança e diminui o respeito pelo líder sem que nada no seu próprio comportamento tenha mudado.

II. Os pesquisadores destacam ainda que quem não dorme dificilmente reconhece que seu comportamento estranho no dia seguinte está relacionado com a falta de sono e preferem atribuir as sensações negativas a outras razões. É isso que eles acham que acontece com os políticos: o cidadão insone transfere seu sentimento ruim para o líder e atribui os efeitos da falta de sono à falta de carisma.

III. Para medir o impacto dos Zzzs da nossa opinião sobre políticos, os pesquisadores convocaram líderes estudantis para simular discursos cativantes. As cenas foram filmadas e cada vídeo recebeu uma nota quanto ao nível de carisma dos "políticos". Depois, os cientistas mostraram os vídeos a outros estudantes, divididos em dois grupos. O primeiro, na noite anterior ao estudo, acordou de hora em hora, das dez da noite às cinco da manhã, para preencher uma pesquisa. O outro grupo teve direito a uma noite normal de sono.

IV. E não é só o público que é afetado pelo sono. Além dos vídeos usados no primeiro experimento, os cientistas tinham outros 80 discursos de líderes estudantis gravados. Metade dessas fitas mostravam universitários que também tinham passado a madrugada respondendo pesquisas. As consequências foram claras: o líder que não dormiu direito teve avaliações muito piores que os bem dormidos.

V. O carisma está entre as características mais importantes para um político. Natural, treinado ou fingido, o carisma estimula o respeito e o orgulho entre os seus seguidores e até passa a impressão de que o líder tem uma "missão extraordinária" - o próprio Hitler chegou tão longe por, infelizmente, ser um líder carismático. Mas existe um antídoto comprovado até para o maior dos carismas: o sono. Nem a mais trabalhada retórica é capaz de inspirar um público sonolento, comprovou um estudo americano publicado no Journal of Applied Psychology.

VI. Isso porque, para dar uma boa impressão ao público e fazer um discurso emocionante, o político precisa usar o centro emocional do cérebro, a amígdala. Sono de má qualidade afeta a atividade dessa área cerebral, dificulta as conexões entre diferentes regiões do cérebro e piora o autocontrole. Assim, fica difícil reproduzir um discurso que seja, ao mesmo tempo, bem ensaiado e contagiante. A combinação dos dois experimentos confirmaram o que os pesquisadores esperavam: com a falta de sono, você fica cansado demais tanto para inspirar quanto para ser inspirado.

VII. Chegando no laboratório, cada participante assistiu a três vídeos: um com um líder muito carismático, outro com um orador moderado e outro com uma performance ruim. Depois, eles deram suas próprias opiniões sobre o nível de carisma do político que falou. No resultado, não importou a qualidade do discurso: quem não dormiu direito a noite deu notas muito piores aos líderes do que o grupo que teve uma boa noite de sono.

A sequência adequada para o texto, conservando a coesão e a coerência textuais, é:

 

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1890422 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

O texto a seguir serve de base para a questão 10.


SAIBA COMO FUNCIONA O BOOK4YOU, O TINDER DOS LIVROS


Pela plataforma, é possível conhecer novos títulos; ferramenta, que por enquanto funciona só no PC, terá aplicativo para celular lançado em breve

No Tinder, você escolhe o ícone do coração quando o perfil de um potencial parceiro lhe parece agradável. Como o espaço para a descrição não costuma ser preenchido por todo mundo, a aparência é o principal atributo avaliado. Já no Book4you, plataforma que transporta o formato do aplicativo de encontros para conhecer novos livros, nenhum título é avaliado pela capa. Mesmo.

Pelo mecanismo do Book4You, lançado em novembro do ano passado e em ainda em fase beta, o usuário navega por algumas listas, como por exemplo “para ler na chuva”, “já li esse filme” e “pra nerd conhecer”, em uma experiência semelhante às playlists oferecidas pelo Spotify. A partir daí, tem acesso a uma sinopse. Se gostar da breve descrição, clica em coração. Se a premissa não agradar, segue o mesmo protocolo do Tinder: clica no X e parte para outra sugestão.

A diferença é que o usuário tem “match” com todas as descrições com as quais se identificar – no aplicativo de relacionamentos, os dois usuários precisam clicar em “coração” para que possam bater papo. No Book4you, a partir daí, são revelados capa e links para compra nas lojas Amazon, Livraria Cultura, Saraiva e Submarino. O candidato a leitor também pode catalogar os livros apresentados de três maneiras: “já li”, “lista de compras” e “tenho na estante”, mas, por ora, ainda não pode editar essas “prateleiras”.

Até o fechamento desta matéria, 65.200 usuários estavam cadastrados, com crescimento diário de 800 a 1.000 usuários. O número de vendas, porém, ainda é baixo. “Nesta versão beta identificamos vários motivos que levam a essa baixa conversão. Na próxima versão, com todas as melhorias implementadas, aumentaremos gradativamente”, acredita Cássio Bartolomei, fundador do Book4You. “Vale ressaltar que o objetivo principal não é em vendas e sim em experiência do usuário, engajamento e uso da plataforma”, completa.


Nova fase

Por enquanto, a plataforma só funciona na versão desktop, mas deve também ter um aplicativo para celulares em breve. O lançamento deve sair em 30 dias. No mesmo prazo, o site também deve ganhar design, funções e layout novos. Entre as novidades está a exibição dos preços nas lojas, a opção de seguir as listas de assuntos para saber sobre as atualizações e a edição dos títulos já lidos. Outra ferramenta que vai passar a funcionar é o filtro por gênero, que vai possibilitar que o usuário personalize suas listas.

O conteúdo é gerenciado pela jornalista Maria Fernandes Rodrigues, que é sócia de Bartolomei ao lado de Thiago Porto, da PerSe, plataforma de publicação de livros. “A curadoria é voltada para momentos e sentimentos, não somente no gênero literário. Não existem prioridades, se existe um livro que faz sentido para a plataforma ele entra, independentemente de editora e autor”, conta Bartolomei.

Nenhum gênero é vetado, embora ainda não estejam todos disponíveis nesta versão. “A intenção é fazer com que o Book4you tenha um acervo bem pulverizado com todos os tipos de livros disponíveis”, diz o empresário.


Beco dos Livros

A gênese do aplicativo foi o Beco dos Livros, que tinha uma fanpage com 80 mil membros e 400 mil curtidas no Facebook. Bartolomei arrematou a página em 2013 de outro usuário, após deixar o trabalho em um banco. “Busquei empregos mas foi difícil encontrar. Decidi fazer alguma coisa por conta própria e escolhi livros pois acredito ser um mercado potencial principalmente porque no Brasil a literatura não é difundida”, afirma. Seguiu o trabalho do antigo dono, publicando trechos de livros, e acabou ganhando nome - e faturamento - junto ao mercado livreiro.

Com o público direcionado conquistado, ele e os sócios chegaram à ideia. Foi feita uma pesquisa com cerca de 4.000 pessoas e, com a ajuda da aceleradora de startups MidStage Ventures, estava criada a nova empresa. A transição do Beco dos Livros foi gradual, mas, bem aceita, afirma Bartolomei. “Nós planejamos e fomos com cautela em todas as redes sociais para não desagradar aos usuários e mantivemos muitos conteúdos parecidos”, conta.


CORRÊA, Angela. Especial para a Gazeta do Povo. Saiba como funciona o Book4you, o Tinder dos livros. In: Gazeta do Povo. 22 jun 2016. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/literatura/saiba-como-funciona-o-book4you-o-tinder-dos-livros-2yheyluhntmrwyvvh70d8mzt8>:

A descrição de uma plataforma construída no ciberespaço para a prática de indicação de leituras, realizada no texto Saiba como funciona o Book4you, o Tinder dos livros, é uma exemplificação dos processos literários que ocorrem por meio da convergência dos meios de comunicação, cultura participativa e inteligência coletiva. As citações a seguir são afirmações de teóricos, críticos literários e escritores acerca das práticas literárias que circulam por multimeios e de suas contribuições para a construção de identidades culturais. Assinale a única alternativa cuja perspectiva teórica NÃO se enquadra no caso do Book4you:

 

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1890421 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-MS
Orgão: IF-MS

ENCONTRO COM OSWALD


Na rua do Ouvidor, entre a avenida Rio Branco e a rua da Quitanda, ficava naquela época a Livraria José Olympio, onde, certa tarde, deparei com Graciliano Ramos, sentado numa cadeira e fumando cigarro.

Foi ali também que, poucos meses depois, comprei um exemplar de "Serafim Ponte Grande", de Oswald de Andrade, a preço de refugo. Havia, num canto, uma ruma de exemplares do livro, postos em liquidação.

Levei o livro para casa e, ao lê-lo, surpreendeu-me a linguagem saborosa do autor. Disse isso a Mário Pedrosa, que concordou comigo e me emprestou um exemplar do livro de poemas de Oswald, "Pau Brasil". Era um volume pequeno, quadrado, tendo na capa o losango da bandeira brasileira. Fascinou-me o sabor de mato verde que experimentei ao ler os seus versos.

Naquela época, morávamos num mesmo quarto de uma pensão no Catete, eu, Oliveira Bastos e Carlinhos Oliveira. Falei de Oswald com Bastos, que era então um jovem crítico literário, e lhe dei para ler os livros dele. Bastos também se encantou e, assim, Oswald, cujos livros àquela altura quase ninguém comprava, tornou-se nosso ídolo.

Era o ano de 1954, e eu dera por terminado "A Luta Corporal", que seria editado naquele mesmo ano, às minhas custas. E foi então que ocorreu um fato inusitado: no dia 10 de setembro, data de meu aniversário, fui comemorá-lo na casa de Amelinha, minha namorada, que morava num pequeno apartamento na Rua Fialho, na Glória.

Aí tocou a campainha, ela foi abrir a porta e invade a casa um sujeito grandalhão, em mangas de camisa e suspensórios, rindo às gargalhadas: era nada mais nada menos que Oswald de Andrade. Ele avançou para mim e me abraçou.

Atrás dele, contendo o riso, entrou Oliveira Bastos, o autor daquela proeza. Sem nada me dizer, pediu-me uma cópia do meu livro inédito de poemas e o levou a Oswald, em São Paulo.

"Adorei seus poemas", disse-me o poeta, "e direi isso em Genebra, este ano, onde darei um curso sobre a literatura brasileira. Vou concluí-lo falando de 'A Luta Corporal'".

Se eu já estava atordoado com a inesperada presença dele ali, no dia de meu aniversário, essa notícia me pôs a nocaute. Não sabia o que dizer nem o que fazer.

"Sua poesia tem o sabor de folha verde" – foi tudo o que pude falar, antes que ele de novo me abraçasse e fosse embora. Nunca mais o vi, mesmo porque, um mês depois, ele morria em sua casa, em São Paulo.

Isso que acabo de contar explica por que, no ano seguinte, quando almocei com Augusto de Campos, na Spaghetlândia, no Rio, discordei de sua opinião sobre Oswald de Andrade. Era a opinião generalizada que o meio intelectual tinha dele, e com alguma razão. De fato, Oswald era autor de uma série de proezas que levavam as pessoas a vê-lo como um irresponsável, e até como mau-caráter.

Por isso disse, naquela ocasião, que não me referia à pessoa de Oswald, mas à qualidade de sua literatura.

E o resultado dessa conversa foi que ele certamente foi reler Oswald e sem dúvida percebeu suas qualidades de escritor, reviu sua opinião sobre ele e, juntamente com Haroldo e Décio, contribuiu para a redescoberta e valorização de sua obra.

Realmente, Oswald não era um exemplo da seriedade que costuma distinguir os grandes homens. Ele era, pode-se dizer, um tanto irresponsável, como demonstra aquele episódio quando, discutindo com alguém, para ganhar a discussão, atribuiu a Mário de Andrade a opinião de que Villa-Lobos era um compositor medíocre. Interpelado por Mário, que nunca dissera aquilo, respondeu: "Eu menti". Diante disso, Mário não pôde fazer outra coisa, senão rir.

A verdade é que, se admiro o escritor Oswald de Andrade, tenho também simpatia por seu jeitão irresponsável. E com toda a razão porque, se ele não fosse meio brincalhão, meio moleque, não teria ido me abraçar no dia de meu aniversário, numa quitinete na Rua Fialho, no bairro da Glória. Gente séria não faz essas coisas.


GULLAR, Ferreira. Encontro com Oswald. In: Folha de São Paulo, 12 jun. 2016. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/06/1780387-encontro-com-oswald.shtml>.

A alternativa correta, quanto aos aspectos que envolvem a construção da coesão e da coerência do texto Encontro com Oswald, é:

 

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