Foram encontradas 60 questões.
Observe as proposições de I a IV, que seguem, e assinale a alternativa correta no que se refere ao uso facultativo do acento grave, indicativo de crase, na Língua Portuguesa:
I. É facultativo o uso do acento grave indicativo de crase antes de pronomes possessivos, já que estes são opcionalmente precedidos de artigo.
II. É facultativo o uso do acento grave indicativo de crase após a preposição até usada para significar limite de movimento (no tempo ou no espaço).
III. É facultativo o uso do acento grave indicativo de crase na locução à distância quando não vem especificada por expressão de medida.
IV. É facultativo o uso do acento grave indicativo de crase antes de nomes de lugar que não são precedidos de artigo.
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Leia o texto “Português: Falta de paralelismo semântico cria efeito de estilo”, que foi publicado por Thaís Nicoleti de Camargo em uma coluna do jornal Folha de S. Paulo, no ano de 2002. Nesse texto, trata-se de um dos recursos da Língua Portuguesa que é responsável por promover a coesão textual: o paralelismo.
Português: Falta de paralelismo semântico cria efeito de estilo
Já tratamos neste espaço da importância do paralelismo sintático para a clareza da expressão. Em: "Ele hesitava entre ir ao cinema ou ir ao teatro", falta simetria no plano sintático. O uso da preposição "entre" pressupõe a existência de dois elementos de mesmo valor sintático ligados pela conjunção "e". Como a conjunção "ou" indica alternativa, é possível ocorrer confusão num contexto como esse.
É preciso lembrar, entretanto, que a preposição "entre" delimita um intervalo entre dois pontos definidos. Daí o motivo de reger dois elementos ligados por "e". Mas, atenção. Embora claro do ponto de vista do paralelismo sintático, um enunciado como "A diferença entre os alunos e as carteiras disponíveis na sala é muito grande" contém um problema semântico. Alunos e carteiras não são elementos comparáveis entre si.
A diferença a que se refere a sentença é numérica. Então, o ideal é dizer: "A diferença entre o número de alunos e o de carteiras é muito grande". Agora, sim, a informação ganhou precisão. Faltava na frase o que chamamos paralelismo semântico, ou seja, a simetria no plano das ideias.
Esse é o mesmo problema verificado em construções do tipo: "O time brasileiro vai enfrentar a França nas quartas-de-final". Ora, um time não pode enfrentar um país. Então, entre outras possibilidades: "O time brasileiro vai enfrentar a seleção da França" ou "O Brasil vai enfrentar a França".
Preservar o paralelismo semântico é tão importante quanto preservar o paralelismo sintático. Mas, na pena de um bom escritor, a quebra da simetria semântica pode resultar em curiosos efeitos de estilo. Não foi outra coisa o que fez Machado de Assis no conhecido trecho de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em que, irônica e amargamente, o narrador diz: "Marcela amou-me durante 15 meses e 11 contos de réis". No mesmo livro: "antes cair das nuvens que de um terceiro andar". O uso desse artifício parece ser uma das marcas estilísticas do autor. Na abertura de "Dom Casmurro", o narrador diz: "(...) encontrei (...) um rapaz (...), que eu conheço de vista e de chapéu".
No conto "O Enfermeiro", ao anunciar que vai relatar um episódio, o narrador adverte que poderia contar sua vida inteira, "mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel". O elemento "papel", disposto nessa sequência, surpreende o leitor e instala o discurso irônico. Ter ou não papel para escrever é algo prosaico. A falta de ânimo, um problema pessoal, está em outro patamar semântico.
Essa interpenetração de planos é um dos articuladores do tom irônico do discurso machadiano.
Thaís Nicoleti de Camargo é consultora de língua portuguesa da Folha.
Com base na leitura do texto apresentado, assinale a alternativa correta.
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Com relação ao emprego da concordância nominal, segundo a normal culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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Em relação às condutas ilícitas do agente público previstas na Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527/11), analise as afirmações abaixo.
Marque V para verdadeiro e F para falso.
( ) Agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação.
( ) Utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em razão do exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública.
( ) Recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa.
( ) Impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem.
( ) Divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou informação pessoal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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Leia o texto que segue, escrito por Julia Michaels, retirado do sítio www.revistagalileu.globo.com, em 18/09/2013. Em seguida, responda à questão.
Nossa nova língua portuguesa
Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam; sentam-se. Uma porta não se fecha; fecha-se. O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou "fi-lo porque qui-lo". Tradução: fiz porque quis - e foi por causa da ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história. É quase como se fosse um outro idioma.
O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimento nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala de Aids, a sigla em inglês. Outro dia li "bêbado como um gambá" numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês original, pensando que o tradutor a tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão "drunk as a skunk". Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio há tempos de minha terra natal, talvez por meio de algum filme.
Neste momento histórico de globalização e acesso máximo à informação, as pessoas no mundo inteiro prezam acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como "vc" (você) "rs" (risos), "pq" (por que) e "tranks" (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da comunicação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse falando em voz alta com seus leitores: "Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...", para ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato do que os brasileiros, estão mudando. No seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o "tu", e não o "vous", quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever "como eu te disse há pouco", "como eu lhe disse há pouco" ou "como eu disse há pouco".
Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!) mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização de linguagem, séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados populares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a própria democratização brasileira que leva à abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita.
Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: "Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia". Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômica: "Quero ler um livro que minha filha está lendo; não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús-cu-lo".
Com relação ao sentido da palavra “crua” empregada na frase “esse tipo de abordagem soa muito crua”, é correto afirmar que
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Assinale a alternativa em que um dos dois empregos de concordância verbal apresentados está INCORRETO.
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Leia o trecho a seguir, que foi retirado do texto “Cuidado com os revisores”, de Luís Fernando Veríssimo.
“Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado. Todo texto tem, na verdade, dois autores: quem o escreveu e quem o revisou. Toda vez que manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos do revisor, esperando que seu parceiro não falhe. Não há escritor que não empregue palavras como, por exemplo: “ônus” ou “carvalho” e depois fique metaforicamente de malas feitas, pronto para fugir do país se as palavras não saírem impressas como no original, por um lapso do revisor. Ou por sabotagem.
Sim, porque a paranoia autoral não tem limites. Muitos autores acreditam firmemente que existe uma conspiração de revisores contra eles. Quando os revisores não deixam passar erros de composição (hoje em dia, de digitação), fazem pior: não corrigem os erros ortográficos e gramaticais do próprio autor, deixando-o entregue às consequências dos seus próprios pecados de concordância, das suas crases indevidas e pronomes fora do lugar. O que é uma ignomínia. Ou será ignomia? Enfim, não se faz.”
O vocábulo “ignomínia”, presente no último parágrafo do texto lido, pode ser substituído, sem implicar alteração no sentido original do trecho, por:
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Na construção dos referentes textuais, estão envolvidas estratégias de referenciação como introdução, retomada e desfocalização.
Identifique essas estratégias no texto a seguir, que foi retirado do livro “Ler e compreender os sentidos do texto”, de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias.
Porto
Ana Maria Braga vai se desfazer de dois dos seus três barcos.
A apresentadora está procurando comprador para as lanchas Âmbar I, de 47 pés, e Âmbar II, de 52 pés. Ela pretende ficar apenas com Shambhala, o trawler de 85 pés que inclui até TV de tela plana na sala de estar.
Lanchas com essas dimensões custam entre R$ 450 mil e R$ 600 mil.
A introdução, a retomada e a desfocalização são identificadas no texto a partir de alguns elementos. Assinale a alternativa que os indica respectivamente.
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Leia o texto a seguir, de Fernando Rebouças:
Ordem na Dissertação: Indução e Dedução
Na dissertação há caminhos de organização da linha de pensamento e argumentos a serem escritos, todo argumento deve ter um conjunto de exposição de ideias que siga um caminho consciente e claro para o leitor. Nesta situação de exposição de ideias há dois métodos básicos de raciocínio: a indução e a dedução.
A indução parte da observação de elementos conhecidos, concretos e particulares, com o objetivo de atingir uma conclusão sobre um ponto de vista ou ideia geral, de acesso a todos. Por exemplo, quando escrevemos sobre Copa do Mundo, podemos iniciar o texto com a história da seleção brasileira, que pertence ao nosso conhecimento particular futebolístico, para depois dissertarmos sobre as outras seleções e o evento em si.
A dedução já parte do inverso, inicia a partir de elementos gerais, desconhecido em direção aos elementos particulares de maior conhecimento. Pode partir de uma hipótese abstrata, de caráter geral, tentamos relacioná-los com situações factíveis e conhecidos (particulares), para buscarmos uma conclusão.
Na dedução iniciaríamos a partir de uma Copa do Mundo futura, de um ano distante, em qual país seria realizada? Quais países seriam favoritos? O nosso país teria novamente uma grande seleção no futuro? Daí viríamos para o presente, o nosso tempo conhecido e analisaríamos os nossos novos talentos hoje revelados, além de nossa tradição neste esporte. A relação entre indução-dedução ocorre não somente ao tempo, mas em situações, fatos, e opiniões dissertadas.
No texto lido, a indução e a dedução são explicadas como formas opostas de raciocínio. Sendo assim, analise as proposições de I a III, que seguem, e assinale a alternativa correta.
I. A Indução é o raciocínio próprio dos investigadores (quando faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados concretos sobre uma pesquisa).
II. A Dedução é uma forma mais segura de raciocínio, porque é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos.
III. Indução é o raciocínio que parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).
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Considerando a norma NB 88 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – para produção de Resumos Informativos, assinale a alternativa INCORRETA.
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