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RAÍZES DO BRASIL
Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades rudimentares, manifestam-se eles, segundo sua predominância, na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores e os povos lavradores. Para uns, o objeto final, a mira de todo esforço, o ponto de chegada, assume relevância tão capital que chega a dispensar, por secundários, por supérfluos, todos os processos intermediários. Seu ideal será colher o fruto sem plantar a árvore.
Esse tipo humano ignora as fronteiras. No fundo, tudo se apresenta a ele em generosa amplitude e, onde quer que se erija um obstáculo a seus propósitos ambiciosos, sabe transformar esse obstáculo em trampolim.
Vive dos espaços ilimitados, dos projetos vastos, dos horizontes distantes. O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente, que, no entanto, mede todas as possibilidades de desperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante, tem sentido nítido para ele. Seu campo visual é naturalmente restrito. A parte, maior que o todo.
Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro: audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem, tudo, enfim, quanto se relacione com a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo.
Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros, as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança pessoal e aos esforços sem perspectivas de rápido proveito passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o ideal do trabalhador.
(HOLANDA Sérgio Buarque de.Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.)
De acordo com a leitura de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, a alternativa cuja associação está incorreta é
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Reinaugurar a ação supervisora na escola e nos sistemas de ensino significou para nós fazer uma viagem de retorno às ações próprias do supervisor no exercício do trabalho já realizado, do que vem realizando e do que poderá vir a realizar.
(Medina, Antonia. Nove Olhares sobre a Supervisão, 1997.)
No artigo Supervisor Escolar: parceiro político-pedagógico do professor, Medina apresenta uma espécie de paralelo entre a ação supervisora “tradicional” e a ação supervisora “renovada”. Com base em suas reflexões, analise as ações descritas abaixo, considerando T para tradicional ou R para renovada.
( ) Ter como objetivo a harmonia do grupo.
( ) Trabalhar, buscando criar demandas.
( ) Ter comportamento de neutralidade.
( ) Ser um facilitador.
( ) Ser um problematizador.
Assinale a alternativa cujas letras, de cima para baixo, representam a sequência correta.
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RAÍZES DO BRASIL
Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades rudimentares, manifestam-se eles, segundo sua predominância, na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores e os povos lavradores. Para uns, o objeto final, a mira de todo esforço, o ponto de chegada, assume relevância tão capital que chega a dispensar, por secundários, por supérfluos, todos os processos intermediários. Seu ideal será colher o fruto sem plantar a árvore.
Esse tipo humano ignora as fronteiras. No fundo, tudo se apresenta a ele em generosa amplitude e, onde quer que se erija um obstáculo a seus propósitos ambiciosos, sabe transformar esse obstáculo em trampolim.
Vive dos espaços ilimitados, dos projetos vastos, dos horizontes distantes. O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente, que, no entanto, mede todas as possibilidades de desperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante, tem sentido nítido para ele. Seu campo visual é naturalmente restrito. A parte, maior que o todo.
Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro: audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem, tudo, enfim, quanto se relacione com a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo.
Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros, as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança pessoal e aos esforços sem perspectivas de rápido proveito passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o ideal do trabalhador.
(HOLANDA Sérgio Buarque de.Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.)
Segundo as informações do texto, para os aventureiros, nas sociedades primitivas,
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Considerando os pressupostos da educação inclusiva, analise as afirmativas abaixo.
1. A meta da escola é não deixar nenhum aluno com necessidades educativas especiais fora da classe regular.
2. O aluno com necessidades educativas especiais é inserido, parcialmente, na escola regular, de acordo com suas possibilidades.
3. A total inserção dos alunos com necessidades educativas especiais na escola regular deve ser incondicional.
Assinale a alternativa correta.
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De acordo com o Art. 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Nº. 9.394/96), o currículo do Ensino Médio deverá observar algumas diretrizes. Com base no disposto nesse artigo, analise estas diretrizes.
I Destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania.
II. Adotará metodologias de ensino e de avaliação eleitos pelos professores como os mais adequados.
III. Será incluída uma língua estrangeira moderna como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e a língua inglesa como segunda língua, em caráter optativo.
Assinale a alternativa correta.
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De acordo com Paulo Freire (1999), ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo. Segundo esse autor, é correto compreender a educação como uma ação
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Shiroma et alli (2004) relata que uma das primeiras medidas do Governo Provisório de Getúlio Vargas, instalado coma Revolução de 1930, foi a criação do Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Pela primeira vez na história do país, uma mudança atingia vários níveis de ensino e se estendia a todo o território nacional: foram as chamadas Reformas Francisco Campos.
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das medidas dessa reforma.
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Silva Jr. (1997), em Nove Olhares sobre a Supervisão, disserta sobre a formação em supervisão escolar. A partir de suas reflexões, NÃO é correto afirmar que
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Assinale a frase que apresenta erro.
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Luckesi (1994), em Filosofia da Educação, caracteriza as três principais tendências filosófico-políticas de compreensão do sentido da educação na sociedade. De acordo com a primeira, a educação é responsável pela direção da sociedade, na medida em que ela é capaz de direcionar a vida social, salvando-a da situação em que se encontra; para a segunda, a educação reproduz a sociedade como ela está e a terceira compreende a educação como uma instância mediadora de uma forma de entender e viver a sociedade.
Essas características correspondem, respectivamente, às seguintes tendências:
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