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“Quando assumimos a língua de sinais como uma realidade em nosso país e atribuímos a ela o status de língua muitas mudanças são possíveis. Compreendemos, então, que a maioria das leituras e estudos de caso feitos sobre as línguas orais sejam também aplicáveis no exame dessas línguas gestuais – obviamente considerando suas realidades de modalidade distinta. Dentre as mais diversas possibilidades, metodológicas e conceituais, de análises aplicáveis tem sido comum surgirem estudos sobre as línguas de sinais no campo da Sociolinguística. Nele encontramos, por exemplo, os estudos sobre o Preconceito Linguístico; muito aplicáveis na leitura das realidades vividas nas comunidades surdas. Sabidos como recorrente nas relações travadas em todas as línguas, o preconceito linguístico torna-se um fenômeno advindo das políticas construídas em torno de línguas em disputa e/ou do controle de suas variações de uso de uma mesma língua.
Nas bases dos preconceitos linguísticos encontramos um conjunto de ideias cristalizadas, o que o teórico Marcos Bagno (2011) chamou de “A mitologia do preconceito linguístico”. Dentre os tópicos, por esse teórico apresentados, está o mito da Unidade Linguística que discute a mística ao redor da imagem de que uma língua só atingiria seu estado de maturidade social quando apresentasse uma unidade total, homogenia e repetida em si. Pensamento esse muito questionado por diferentes estudos linguísticos atuais.”
[Reflexão construída com base em: BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz? São Paulo: Ed. Loyola, 2011.]
O seguinte campo de estudos teóricos é forte e diretamente usado para desconstruir os equívocos levantados pela ideia de unidade linguística.
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Declaração sobre o papel dos Intérpretes de Língua de Sinais | Junho de 2014
A Associação Mundial de Intérpretes de Língua de Sinais (WASLI) é frequentemente questionada sobre o papel que os intérpretes de línguas de sinais devem desempenhar nas comunidades surdas. (...) Muitos países estão em diferentes fases de desenvolvimento no que se refere à formação desse intérprete: fornecendo serviços de intérprete, criando associações nacionais de intérprete e ofertando oportunidades de desenvolvimento profissional e formação para intérpretes de línguas de sinais. No entanto, independentemente do estágio de desenvolvimento, os intérpretes estão diretamente ligados no trabalho de apoio aos direitos humanos das pessoas surdas. Por isso, é importante que os intérpretes considerem os seguintes tópicos na compreensão de suas funções:
1. O papel do intérprete é interpretar, de maneira profissional, as falas entre pessoas que usam línguas de sinais e/ou línguas orais fornecendo informações completas e precisas tanto para pessoas surdas como para as ouvintes (...).
2. É também importante o intérprete estar ciente de como tomar decisões éticas (...). Os surdos têm o direito de representar a si mesmos e dirigir suas próprias vidas. Eles esperam que os intérpretes compreendam isso ao serem contratado em atividades destinadas a obter igualdade e respeito às pessoas surdas. (...)
[ Tradução livre de: http://wasli.org/wp-content/ uploads/2014/06/WASLI-Statement-on-Role.pdf ]
A ideia de relação que os intérpretes de línguas de sinais (ILS) profissionais devem ter com sua profissão e com as pessoas surdas está melhor representada na seguinte afirmativa:
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É, atualmente, muito difundido entre os estudiosos do tema da aprendizagem e aquisição de línguas por pessoas surdas que as línguas de sinais devem ocupar o status de primeira língua (L1) e as línguas orais o de uma segunda língua (L2) prioritariamente aprendida em sua modalidade escrita. Nesse caso, dizer que um aluno surdo – que, por exemplo, cursa o segundo segmento do ensino fundamental – terá sua produção em língua portuguesa escrita avaliada como segunda língua, implica em:
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Um dos marcos do reconhecimento das Línguas de Sinais no mundo foram os estudos encabeçados pelo linguista William Stokoe nos anos 60. Professor e pesquisador da Gallaudet University, em Washington (Estados Unidos), Stokoe amplia as compreensões sobre as línguas de sinais quando aponta para as unidades mínimas e articulações das estruturas internas da Língua de Sinais Americana (ASL) demonstrando suas semelhanças e distinções lógicas em comparação com as formas estruturais e modais das línguas orais. Entre várias proposições para compreensão das línguas de sinais como fenômeno linguístico, sua proposta de descrição dos aspectos e parâmetros fonológicos (por eles chamados de quirológicos) são, ainda hoje, a parte mais conhecida do seu trabalho. Os três parâmetros fonológicos propostos por Stokoe são:
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As apresentações iniciais dos estudos gramaticais das Línguas de Sinais no Brasil se deram – reconhecidamente – pelas obras da professora e pesquisadora Lucinda Ferreira Brito, UFRJ, na década de 1990. Seu trabalho mais conhecido é Por uma Gramática de Língua de Sinais, de 1995. Nesse trabalho, além de compilar os estudos que a antecederam do exterior, a autora apresenta um panorama das línguas de sinais do Brasil a partir de uma análise dos fenômenos identificados no território nacional. Uma das maiores relevâncias de seus estudos está na identificação e denominação do que ela classifica como as duas Línguas de Sinais do Brasil. E, exatamente como a autora nomina, são elas:
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Sendo um profissional que atua para uma área e público específico, o tradutor e intérprete de línguas de sinais não deve estar afastado das discussões que envolvem os campos diretos e indiretos dessa atuação. De modo que, ao ponderar sobre a educação de surdos no Brasil não pode deixar de conhecer as recorrentes mudanças que essa sociedade vive desde o reconhecimento legal da Libras. Uma das lutas mais atuais refere-se a entrada de pessoas surdas usuárias de Libras nas universidades brasileiras. Vemos a comunidade surda se manifestando nas redes sociais levantando argumentos específicos a esse respeito. Observamos, por exemplo, nos últimos dias, a própria articulação de instituições que formam a sua sociedade civil organizada. No caso, a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (FENEIS) e a Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guia-intérpretes de Línguas de Sinais (FEBRAPILS) apresentaram publicamente argumentos sobre as atuais conjunturas ponderando sobre eficácia dos sistemas que gerenciam a entrada no Ensino Superior do Brasil considerando suas falhas no caso dos brasileiros surdos usuários de língua de sinais.
Como um conhecimento das atualidades da comunidade surda do Brasil, identifique qual das alternativas apresentadas a seguir tem sido usada como título para essa discussão.
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Ao falarmos de traduções, seja no caso das línguas de sinais ou das orais, cairemos comumente em discussões sobre as possibilidades e/ ou impossibilidades da tradução, ou seja, da intraduzibilidade entre as línguas. Pergunta-se, por exemplo, como seria possível fazer uma boa tradução, se, segundo o determinismo linguístico, cada língua estabelece de modo singular a maneira como seus usuários percebem e organizam o mundo? Por isso, quando o tradutor constrói um projeto de tradução vive a necessidade de fazer escolhas constantes, aproximamos ou afastamos termos (palavras e expressões) de no mínimo duas línguas diferentes. E sobre esse afrouxamento ou ajustamento entre o texto de partida (original) e o de chegada (tradução), encontra-se um grande arcabouço de discussões e teorias que tanto defendem uma técnica em detrimento de outras, como também que apresentam todas as técnicas como ferramentas disponíveis para o tradutor frente a cada tipo de situação.
Partindo de um conhecimento sobre técnica de tradução, assinale qual das alternativas citadas a seguir corresponde a uma técnica de tradução que opta por gerar o máximo de conforto no receptor fazendo diversos tipos de adaptações orientadas a cultura da língua de chegada, pois considera que o mais importante seja plena receptividade (compreensiva e apreciativa de conteúdo) daqueles que estão tendo contato apenas com a tradução e não com o texto original.
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Observe a situação da tirinha a seguir:

[adap facebook.com/thatdeafguycomic/]
Considerando os códigos de conduta e ética da profissão de tradutores e intérpretes, a situação construída pela postura que o intérprete de línguas de sinais tomou na tirinha acima deixa claro que:
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“De’VIA [“Deaf View/Image Art”] representa [a produção em sua maioria] de artistas surdos e suas percepções construídas com base em suas experiências surdas. (...) Essas experiências podem incluir metáforas, perspectivas e entendimentos surdos em relação ao ambiente (tanto no nível do mundo natural como a interpretação dada pela cultura surda), envolvem tanto vida espiritual como a cotidiana. (...) Há uma diferença entre artistas surdos e De’VIA. Artistas surdos são aqueles que usam a arte em qualquer forma, mídia ou assunto, obras que são realizadas com os mesmos padrões artísticos como outros artistas. De’VIA é criada quando o artista pretende expressar a sua experiência surda através da arte visual. De’Via (...) é possível a todos, inclusive não-surdos como filhos de pais surdos, se a intenção é criar um trabalho que nasce das suas experiências surdas. É evidente que é possível para os artistas surdos não trabalhar necessariamente na área de De’VIA.”
Criada em maio de 1989, no The Deaf Way.
Signatários:
Dr. Betty G. Miller, pintora; Dr. Paul Johnston, escultor;
Dr. Deborah M. Sonnenstrahl, historiadora de arte; Chuck Baird, pintor; Guy Wonder, escultor; Alex Wilhite, pintor; Sandi Inches Vasnick, fiber artist; Nancy Creighton, fiber artist; e Lai-Yok Ho, vídeoart.
[Tradução livre do “Manifesto Deaf View/Image Art: De’VIA”. Retirado de http://www.rit.edu/expressionsofculture/DeVIA/index.htm]
Identifique, entre das alternativas a seguir, qual seria a sentença que apresenta – em sua totalidade – a afirmação mais coerente com o que esse manifesto diz sobre aquilo que tornaria uma obra de arte plástica em uma arte surda (De’VIA).
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“Iniciamos repetindo que o aluno não é do intérprete, portanto, algumas posturas que eu, você, enfim, nós intérpretes vínhamos adotando, devem ser aos poucos modificadas. Com certeza uma mudança radical seria o mais apropriado para todos, mas em respeito ao aluno surdo, que não tem culpa da forma como o sistema educacional lhe é imposto, sugerimos que as mudanças de postura sejam gradativas, se ainda não o fizeram.
As posturas que queremos mencionar são as que nós intérpretes passamos a nos atribuir por conta própria, como: cuidar do caderno do aluno, se ele terminou ou não de copiar, responder as perguntas que o aluno faz sem repassá-las ao professor que é o responsável pelo conteúdo, controlar a saída e a entrada do aluno em sala de aula, liberando-o para o banheiro ou não. Enfim, estas são atitudes simples que muitos intérpretes ainda realizam pela falta de conhecimento, ou muitas vezes por falta de competência em interpretação. Sim, de fato muitos intérpretes usam de “compensação”, isto é, compensam suas insuficiências e falhas na língua de sinais e na interpretação, por fazer outras atribuições nas quais, definitivamente, não lhes compete”.
AMPESSAN; GUIMARÃES; LUCHI. Intérpretes educacionais de Libras: orientações para a prática profissional. Florianópolis: DIOESC, 2013
Na perspectiva do texto apresentado acima, assinale a alternativa, dentre as apresentadas a seguir, que claramente fazem parte das funções do tradutor e intérprete de língua de sinais educacional num ponto de vista profissional.
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