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Recomendaram-lhe que se deitasse cedo, para acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passa se os garotos ficarem de vigília. E como havia de ser, se não passasse? Era a vida do mundo inteiro que se perturbava. Tudo que estava para acontecer a partir de meia-noite bruscamente ficaria retido em malas, pacotes, na escuridão. Seria complicar tanto a vida dos outros, e a sua própria, que o menino se decidiu a acatar a ordem ingrata. Ou a fingir acatamento. Iria deitar-se, que remédio? Fecharia os olhos, pois esse é o testemunho de sono que as mães procuram no rosto dos filhos. Mas dormir de verdade, isso não. Imóvel, como nas ocasiões em que brincava de morrer, continuaria atento ao que ocorresse noite afora, pelo mundo solto. Queria devassar o mistério da passagem do ano, que ninguém sabe explicar.
A bá falara numa faixa de luz, que corta o céu de lado a lado, verdadeiro arco-íris, tão intenso que ninguém pode botar-lhe os olhos em cima; corusca, ouve-se um coro de anjos, tudo some de repente: o ano velho se foi, chega o ano-novo. Mas seu tio, piloto da Varig, voou numa noite de 31 de dezembro e não confirmou a luz e os anjos; o ano-novo desce é de paraquedas, bem no centro da praça General Osório; traz na mochila talco, escova de dentes, pombas. “Pra que pombas?” “Pra soltar em sinal de alegria” Quanto ao ano velho, acaba feito balão que perdeu gás, muito chocho.
(Andrade, Carlos Drummond de. “Maneira de olhar”. In: 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
O comentário sobre relações entre orações está correto na alternativa:
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Em termos de inconsciente coletivo, o policial exerce função educativa arquetípica: deve ser “o mocinho”, com procedimentos e atitudes coerentes com a “firmeza moralmente reta”, oposta radicalmente aos desvios perversos do outro arquétipo que se contrapõe: o bandido.
Ao olhar para uns e outros, é preciso que a sociedade perceba claramente as diferenças metodológicas, ou a “confusão arquetípica” intensificará sua crise de moralidade, incrementando a ciranda da violência. Isso significa que a violência policial é geradora de mais violência, , mui comumente, o próprio policial torna-se a vítima.
Ao policial não cabe, pois, ser cruel com os cruéis, vingativo contra os antissociais, hediondo com os hediondos. [...]. Não se ensina a respeitar desrespeitando, não se pode educar para preservar a vida matando, não importa quem seja. O policial jamais pode esquecer que também observa o inconsciente coletivo.
[...] Essa dimensão “testemunhal”, exemplar, pedagógica, que o policial carrega irrecusavelmente é, possivelmente, mais marcante na vida da população do que a própria intervenção do educador por ofício, o professor.
Esse fenômeno ocorre devido gravidade do momento em que normalmente o policial encontra o cidadão. polícia recorrese, como regra, em horas de fragilidade emocional, que deixam os indivíduos ou a comunidade fortemente “abertos” ao impacto psicológico e moral da ação realizada.
[...]
Fonte: BALESTRERI, Ricardo. Direitos Humanos: coisa de Polícia - Treze reflexões sobre polícia e direitos humanos. Disponível em: https://www.acadepol.ms.gov.br/artigos/direitoshumanos- coisa-de-policia/. Acesso em: 5 dez. 2021. Fragmento com supressões e adaptações. Grifos nossos.
Assinale a alternativa correta quanto à função (textual ou sintático-semântica) dos vocábulos no texto.
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Em termos de inconsciente coletivo, o policial exerce função educativa arquetípica: deve ser “o mocinho”, com procedimentos e atitudes coerentes com a “firmeza moralmente reta”, oposta radicalmente aos desvios perversos do outro arquétipo que se contrapõe: o bandido.
Ao olhar para uns e outros, é preciso que a sociedade perceba claramente as diferenças metodológicas, ou a “confusão arquetípica” intensificará sua crise de moralidade, incrementando a ciranda da violência. Isso significa que a violência policial é geradora de mais violência, , mui comumente, o próprio policial torna-se a vítima.
Ao policial não cabe, pois, ser cruel com os cruéis, vingativo contra os antissociais, hediondo com os hediondos. [...]. Não se ensina a respeitar desrespeitando, não se pode educar para preservar a vida matando, não importa quem seja. O policial jamais pode esquecer que também observa o inconsciente coletivo.
[...] Essa dimensão “testemunhal”, exemplar, pedagógica, que o policial carrega irrecusavelmente é, possivelmente, mais marcante na vida da população do que a própria intervenção do educador por ofício, o professor.
Esse fenômeno ocorre devido gravidade do momento em que normalmente o policial encontra o cidadão. polícia recorrese, como regra, em horas de fragilidade emocional, que deixam os indivíduos ou a comunidade fortemente “abertos” ao impacto psicológico e moral da ação realizada.
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Fonte: BALESTRERI, Ricardo. Direitos Humanos: coisa de Polícia - Treze reflexões sobre polícia e direitos humanos. Disponível em: https://www.acadepol.ms.gov.br/artigos/direitoshumanos- coisa-de-policia/. Acesso em: 5 dez. 2021. Fragmento com supressões e adaptações. Grifos nossos.
A alternativa que traz informação correta sobre relações de sentido estabelecidas no texto é:
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Em termos de inconsciente coletivo, o policial exerce função educativa arquetípica: deve ser “o mocinho”, com procedimentos e atitudes coerentes com a “firmeza moralmente reta”, oposta radicalmente aos desvios perversos do outro arquétipo que se contrapõe: o bandido.
Ao olhar para uns e outros, é preciso que a sociedade perceba claramente as diferenças metodológicas, ou a “confusão arquetípica” intensificará sua crise de moralidade, incrementando a ciranda da violência. Isso significa que a violência policial é geradora de mais violência, , mui comumente, o próprio policial torna-se a vítima.
Ao policial não cabe, pois, ser cruel com os cruéis, vingativo contra os antissociais, hediondo com os hediondos. [...]. Não se ensina a respeitar desrespeitando, não se pode educar para preservar a vida matando, não importa quem seja. O policial jamais pode esquecer que também observa o inconsciente coletivo.
[...] Essa dimensão “testemunhal”, exemplar, pedagógica, que o policial carrega irrecusavelmente é, possivelmente, mais marcante na vida da população do que a própria intervenção do educador por ofício, o professor.
Esse fenômeno ocorre devido gravidade do momento em que normalmente o policial encontra o cidadão. polícia recorrese, como regra, em horas de fragilidade emocional, que deixam os indivíduos ou a comunidade fortemente “abertos” ao impacto psicológico e moral da ação realizada.
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Fonte: BALESTRERI, Ricardo. Direitos Humanos: coisa de Polícia - Treze reflexões sobre polícia e direitos humanos. Disponível em: https://www.acadepol.ms.gov.br/artigos/direitoshumanos- coisa-de-policia/. Acesso em: 5 dez. 2021. Fragmento com supressões e adaptações. Grifos nossos.
Considerando as relações de regência, o uso (presença ou ausência) do “acento” indicativo de crase e o emprego de pronomes relativos, assinale a alternativa que preenche corretamente as cinco lacunas do texto:
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Esta questão avalia conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para a prova (colocação pronominal, som e fonema, encontros vocálicos e dígrafos). Assinale a alternativa que traz a informação correta sobre o respectivo item.
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No romance O coronel e o lobisomem, há uma cena em que o orgulhoso Ponciano (o coronel) procura desmerecer o homem que fora incumbido de matá-lo (CARVALHO, 1985, p. 24): Digo sem ostentação que Deus não cresceu o neto de meu avô na beira dos dois metros para que ele desperdiçasse essa grandeza toda em raiva de anão, em ódio de sujeito nascido para caber num dedal de costureira. Nesse contexto, a expressão em destaque pode ser interpretada como:
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Assinale a alternativa correta quanto à concordância, ao uso (presença ou ausência) de “acento” indicativo de crase e ao emprego de pronomes.
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Para que se tenha uma uniformidade nos estudos em, convencionou-se internacionalmente a posição anatômica para as descrições o corpo humano. Nessa posição, O individua deve estar:
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Instrumentais cirúrgicos são ferramentas manuais utilizadas por profissionais de Saúde para realizar tarefas cirúrgicas, de modo a aumentar a precisão e a eficácia do procedimento. Entre os instrumentos de diérese, podemos citar os bisturis, a tesoura, as serras e as agulhas, trépano, entre outros. O uso de bisturi é corretamente indicado para:
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2MB, em bits, equivale a:
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