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Sobre a Educação Infantil, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As creches são oferecidas para crianças de até 3 anos de idade.
( ) As pré-escolas são oferecidas para crianças de 4 a 5 anos de idade.
( ) A criança que já tenha completado a idade para o ingresso no Ensino Fundamental obrigatório poderá ser matriculada na Educação Infantil caso não haja vaga disponível no Sistema Público de Ensino.
( ) É indispensável o assessoramento sistêmico de um nutricionista às escolas que oferecem alimentação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Priscila é professora de Educação Infantil no Município de Bom Jesus. Conforme o Plano de Carreira do Magistério, se ela obtiver desempenho conceitual ótimo, fará jus à promoção por , a cada anos. (Lei nº 2.514/2008).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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No que se refere ao período de férias anuais dos cargos da Carreira de Magistério do Município de Bom Jesus, considere as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Será de trinta dias para titular de cargo de professor em função docente, mais quinze dias relativos ao recesso escolar.
( ) Será de trinta dias para titular de cargo de professor no exercício de funções de apoio pedagógico.
( ) As férias do titular de cargo da carreira, em exercício nas unidades escolares, serão concedidas nos períodos de férias e recessos escolares, de acordo com calendários anuais, de forma a atender às necessidades didáticas e administrativas do estabelecimento, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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São princípios básicos da Carreira do Magistério Público Municipal de Bom Jesus (Lei nº 2.514/2008):
I. Profissionalização que pressupõe formação, dedicação ao magistério e qualificação profissional continuada, com remuneração condigna e condições adequadas de trabalho.
II. Progressão através de mudança de faixa de habilitação.
III. Universalização, Equidade, Integridade, Regionalização e Descentralização.
IV. Valorização do conhecimento, do desempenho e da qualificação.
Quais estão corretos?
 

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2300532 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
No período a seguir, substituíram-se os trechos sublinhados por outros com vocabulário diferente. Assinale a alternativa que preserva a correção linguística e o sentido desta construção.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população.”
 

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2300531 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Assinale a alternativa que NÃO apresenta três vocábulos com dígrafo.
 

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2300530 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Analise as seguintes assertivas sobre o texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Depreende-se do texto que Jânio Quadros ficou conhecido como uma figura excêntrica, ou seja, um sujeito de atitudes inusitadas.
( ) É inegável que a nossa língua adquiriu um vocabulário com sentido metafórico ligado ao futebol, constituído de palavras e expressões que podem ser reconhecidas por qualquer nativo independentemente de apreciar ou não esse esporte.
( ) João Machado de Queiroz, Luiz César S. F. e Sabrina Marques são pesquisadores responsáveis pelo Dicionário de Futebolês, primeira obra a catalogar o vocabulário relacionado ao futebol.
( ) O esporte de competição costuma gerar um campo lexical relacionado ao vocabulário de guerra; o futebol (não só brasileiro) também tem esse vocabulário e, talvez por ser uma das paixões nacionais, costuma ter, em nosso país, também palavras e expressões do universo erótico.
( ) É fato que o universo vocabular do futebol, relacionado a termos bélicos ou sugestivos de violência – como artilheiro, atacante, arena, entre outros – justifica-se pelo caráter extremamente agressivo desse esporte.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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2300529 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
As palavras a seguir foram extraídas do texto. Assinale a alternativa que contém apenas palavras formadas por sufixação.
 

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2300528 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Assinale a alternativa que apresenta uma versão modificada da frase Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’, mas sem alteração de seu significado literal e sem desvios gramaticais.
 

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2300527 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a respeito do seguinte período do texto:
“Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.”
 

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